“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
terça-feira, 7 de julho de 2020
Um filósofo que começou a sua carreira a estudar Psicologia e o exame nacional de Filosofia
terça-feira, 14 de junho de 2016
Sorte = boa dose de trabalho, espírito crítico e confiança!

Boa sorte a todos para o exame nacional de Filosofia de amanhã!
domingo, 19 de julho de 2015
Info CURSOS: informações úteis para os candidatos à universidade
«O portal criado há dois anos pelo Ministério da Educação para dar mais informação aos alunos na hora de escolher o curso de ensino superior a que se querem candidatar, o Infocursos, tem desde este sábado uma nova funcionalidade, quer permite fazer várias ordenações, com base em diferentes indicadores, e comparar assim licenciaturas e mestrados integrados da mesma área, por exemplo.
No ranking do desemprego - registos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em dezembro de 2014 face ao número de diplomados nos últimos anos - pode constatar-se que o curso de Criminologia da Universidade Fernando Pessoa é o que apresenta a taxa mais elevada: 42 em 61 diplomados entre 2010 e 2013 estavam inscritos no IEFP, o que equivale a uma taxa de desemprego de 69%.
Não quer dizer que não haja outros cursos com mais alunos desempregados, que não estejam inscritos no IEFP e que, por isso, não contem para estas estatísticas. Mas este é o único dado relativo a saídas profissionais existente neste momento.»
Pode continuar a ler este artigo do jornal Expresso, AQUI.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Argumentos a favor da exigência e dos exames nacionais
«Quase 40% dos alunos que entram no ensino superior universitário com média de 10 valores abandonam os estudos passado um ano. Uma percentagem que desce para 6% entre os que que têm 15 valores como nota de ingresso.
São dados divulgados nesta quinta-feira de manhã por um dos responsáveis da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), João Baptista, num seminário sobre sucesso académico que decorrerá durante todo o dia.
Dez é a média mínima de ingresso no superior. “Não estava à espera desta dimensão”, admitiu João Baptista, que não hesita em descrever o impacto das notas de ingresso na probabilidade de abandono do ensino superior como um “efeito brutal”. Esta informação diz respeito aos alunos que entraram no ensino superior universitário pelo concurso nacional de acesso no ano lectivo de 2011/2012, o primeiro em que passou a existir informação sobre o percurso individual de cada estudante.
A variação faz-se logo sentir quando a média de ingresso passa de 10 para 11 valores, com uma redução da taxa de abandono passado um ano de 39% para 23,6%. “Se os números por vezes falam, estes aqui gritam”, comentou João Baptista, que desafiou as instituições do ensino superior a elaborar novas estratégias de acolhimento dos novos alunos com base no que os novos dados sobre abandono revelam.
No ensino superior politécnico, o “fenómeno é semelhante, embora com uma dimensão menor”, frisou o subdirector-geral da DGEEC, referindo que 18% dos que entraram com média de 10 valores neste subsistema de ensino já não estavam a estudar um ano depois de terem ingressado, descendo esta percentagem para 14% quando a média de entrada é de 11 valores.»
Continuar a ler no jornal "Público", AQUI.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Inscrição nos exames do secundário: 9 a 20 de março
Para os meus alunos do 11º A.
«As inscrições para os exames nacionais do ensino secundário começam na próxima segunda-feira, 9 de março, e decorrem até dia 20 deste mês, de acordo com um despacho de regulamentação das provas e exames deste ano letivo, publicado esta sexta-feira.
Em comunicado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) informou que, na sequência da publicação em Diário da República do Regulamento das Provas e dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário de 2015, “divulgará ainda hoje o documento “Guia Geral de Exames de 2015″, um documento publicado todos os anos para informar alunos e pais sobre “a articulação dos cursos e exames finais nacionais do Ensino Secundário e o acesso ao ensino superior”.
O prazo de inscrições no ensino secundário é válido para todos os alunos que queiram realizar exames nacionais, sejam internos ou autopropostos. Para as provas finais do 1.º, 2.º e 3.º ciclos todos os alunos internos ficam automaticamente inscritos, sendo apenas necessária a inscrição para os alunos externos ou com origem em outros tipos de ensino, como o recorrente ou o vocacional.
Sobre o Guia Geral de Exames de 2015 para o ensino secundário, o MEC refere ainda no comunicado que pretende fornecer as informações necessárias para “uma correta inscrição e realização” das provas.
“Para além de apresentar, em linhas gerais, o sistema de acesso ao ensino superior em 2015, o Guia Geral de Exames pretende também dar resposta às questões que mais frequentemente são colocadas por alunos, encarregados de educação e professores”, lê-se no comunicado.
Pais e alunos vão poder encontrar o guia de exames na página da Direção-Geral do Ensino Superior.
A 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário decorre este ano letivo entre 15 e 25 de junho.»
Informação tirada do Observador.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Exame nacional de Filosofia 2015: informações e calendário
Para os meus alunos mais distraídos e para evitar o stress de última hora.
IE_EX_Fil714_2015 by SaraRaposo
Calendário Dos Exames Nacionais Do Ensino Secundário - Resumo by SaraRaposo
domingo, 30 de novembro de 2014
O ranking das escolas... Mas e as outras disciplinas?
quinta-feira, 17 de julho de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Os resultados do exame de Filosofia nas turmas de Humanidades da ESPR
Na escola secundária Pinheiro e Rosa fizeram exame nacional de Filosofia 49 alunos como internos e 9 como externos ou autopropostos (58 no total). Foi a escola secundária do Algarve com o maior número de alunos internos a fazer este exame, que é opcional. É um facto significativo, cujas causas não vou abordar aqui. Julgo, no entanto, que uma delas poderá ter a ver com o tipo de ensino praticado nas aulas.
Dos alunos internos, 29 eram das minhas duas turmas de Humanidades (11º D e E), os restantes eram alunos de turmas de ciências e não foram meus alunos. A média obtida no exame pelos meus alunos internos foi de 11.03. A diferença entre a média das classificações internas que atribuí (13,41) e a média da classificação interna obtida no exame pelos alunos internos foi de 2,38 valores. A média total das classificações dos alunos internos da escola foi de 10.92.
Em Portugal, fizeram exame nacional de Filosofia 11.513 alunos (internos e externos) e a média foi 9,7 (ver AQUI). Os 7.956 alunos internos (aqueles para quem a classificação do exame tem o peso de 30% na classificação final da disciplina) obtiveram a média de 10.3 (ver AQUI).
Estes dados objetivos permitem afirmar, comparativamente, que os resultados dos meus alunos foram positivos, ou melhor, razoáveis.
Todavia, não deixam de estar um pouco aquém do que deveriam ser, pois alguns alunos (em particular os que foram a exame com 10) desceram e entre estes vários não frequentaram sequer as aulas de apoio que a escola disponibilizou. Bem sei que as classificações internas de 10 englobam aspetos não cognitivos - como o comportamento e as atitudes - e outros cognitivos como a oralidade que não são avaliados numa prova escrita. Bem sei que os alunos de Humanidades, ao contrário dos alunos dos cursos de ciências do 11º ano, não realizaram este ano nenhum teste intermédio e, por isso, a exigência e a pressão a que foram submetidos, em termos de avaliação externa, foi menor. Há anos que constato (como referi AQUI) que esta menor exigência tem um efeito negativo notório ao nível do empenhamento, dos hábitos de estudo e da capacidade de trabalho.
Também é verdade que tive, nas duas turmas, vários alunos que mantiveram ou subiram as classificações (as duas alunas com as classificações internas mais elevadas, 18 valores, não desceram, tal como vários outros). Ainda assim, os resultados, apesar de satisfatórios, não deixem de ser dececionantes, no caso de alguns alunos (sobretudo se comparados com os obtidos pelos meus alunos de ciências do ano passado). Podiam, de facto, ter feito melhor.
E ainda podem fazê-lo, na 2ª Fase!
Resultados dos exames nacionais secundário de 2014, 1ª Fase
20140711 Mec Resultados Exames 1 Fase by SaraRaposo
Informação tirada do portal do governo, ver AQUI.
Distribuição das classificações dos exames do secundário por tipo de aluno (interno ou externo)
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Números sobre o ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa
Segundo o ME, inscreveram-se para o exame de Filosofia 12.210 alunos (8.471 dos quais eram alunos internos). No exame de Português inscreveram-se 74.358 alunos (52.707 dos quais eram alunos internos).
Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, que faz parte do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, inscreveram-se 60 alunos no exame de Filosofia e 120 alunos a Português (não sei quantos eram internos).
A nível nacional o número de inscritos a Português era mais de seis vezes superior ao número de inscritos a Filosofia, mas na nossa escola foi apenas o dobro.
Vem a propósito recordar que o exame de Português é obrigatório e o exame de Filosofia é opcional.
Dos 60 alunos da Pinheiro e Rosa inscritos a Filosofia faltaram apenas 2. Não vi números oficiais, mas disseram-me que na maioria das outras escolas (muitas com mais turmas que a Pinheiro e Rosa) fizeram o exame apenas 5 ou 6 alunos e noutras houve números à volta da dezena.
No ano passado a média nacional do exame de Filosofia foi 9,1. Se considerarmos apenas os alunos internos a média nacional foi 10,2. A média do Algarve (no que diz respeito aos alunos internos) foi 10,1. A média dos alunos (internos) da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa foi 12,33. A média das classificações internas (isto é, das notas dadas pelos professores) desses alunos foi 13,66.
Como se explicam estes números?
Tenciono escrever acerca disso em breve, mas para já quero apenas dizer algo óbvio: estes número não se referem apenas aos exames, pois dizem algo acerca do ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa.
Fontes dos números referidos:
Exame de Filosofia não assustou
A única surpresa no exame de Português do 12.º ano foi a facilidade
Matemática com pior resultado dos últimos sete anos
Exame de Filosofia: não foi mau, mas é possível fazer melhor na 2ª fase
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Infocursos: um portal que ajuda os alunos a escolher os cursos superiores
«O Portal Infocursos, uma plataforma online destinada a ajudar os alunos na escolha do curso superior depois de terminado o ensino secundário, fica disponível a partir desta quinta-feira, anunciou o Ministério da Educação.
"Trata-se de uma plataforma online, desenvolvida pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e pela Direcção-Geral do Ensino Superior, que permite aos candidatos ao ensino superior, e ao público em geral terem acesso a informação relevante para escolherem melhor a formação", afirma o Ministério da Educação e Ciência (MEC).
O portal reúne informação sobre todos os cursos de licenciatura e mestrado integrado ministrados em Portugal e registados na Direcção-Geral do Ensino Superior até 31 de Dezembro de 2013.
A plataforma apresenta dados caracterizadores de cada curso em termos do concurso nacional de acesso ao ensino superior e reúne, de forma gráfica "e fácil de interpretar", vários indicadores estatísticos, entre os quais se destacam a distribuição dos estudantes consoante as vias de ingresso no curso, o percentil médio dos estudantes à entrada do curso, em termos de notas nas provas de ingresso, as taxas de abandono, transferência e continuidade dos alunos no curso um ano após a sua primeira matrícula.
"Mostra também a distribuição dos alunos por sexo e idades, a distribuição das classificações finais à saída do curso e a relação entre o número de inscritos como desempregados nos centros de emprego, com base nos registos no Instituto do Emprego e Formação Profissional, e o número de diplomados, curso a curso, entre outros parâmetros", adiantou o MEC, em comunicado.»
Fonte: o Jornal Público de hoje, ver AQUI.
sábado, 14 de junho de 2014
Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (11º ano)
O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.
Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.
O links de apoio ao estudo para o 10º ano encontram-se AQUI.
Bom trabalho a todos!
11º ano - links de apoio ao estudo.
1. Lógica proposicional
Exercícios de lógica proposicional para principiantes
Afirmação da antecedente e negação da consequente
A bicondicional
Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo
A negação de proposições condicionais
Construção de argumentos
A relação entre verdade e validade
Exemplo de um argumento válido com premissas falsas e conclusão verdadeira
Validade dedutiva
2. Argumentos não dedutivos e falácias informais
Falácias informais obrigatórias para o exame nacional e outras
Argumentos não dedutivos: previsão, generalização, analogia e argumento de autoridade
Falácias informais e retórica: aplique o que aprendeu
3. Filosofia, retórica e democracia
Retórica e democracia: esquema
Defender a objetividade não significa que se seja dogmático
4. Descrição e interpretação da atividade cognitiva
Algumas relações entre os vários tipos de conhecimento
O conhecimento por contacto facilita as cunhas.
Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento
O carácter factivo do conhecimento
O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não
Informação “útil” para adolescentes sobre a hora de deitar
Uma crença pode ser útil mas falsa
Previsão certeira de sismo em Itália: crença verdadeira, mas não justificada
O Deco não percebe nada de Epistemologia
Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento
5. O problema da possibilidade do conhecimento: o ponto de vista dos céticos
Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical.
O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo.
O argumento céptico da divergência de opiniões.
Uma objecção ao argumento céptico dos erros e ilusões perceptivas.
6. A teoria de Descartes
A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)
Descartes: da dúvida à certeza
Razões para duvidar, segundo Descartes
Descartes: documentário e filme
Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos
O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano
Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?
Descartes: argumentos para provar a existência de Deus
Críticas a Descartes: Ficha de trabalho
A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado
O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu
Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição
Os conceitos cartesianos de intuição e dedução
A matemática é a priori mas não é inata
7. A teoria de Hume
Cegos que começam a ver: impressões e ideias
Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?
Exemplos de inferências causais
Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!
A crença na causalidade é instintiva
8. Senso comum e ciência
Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência
O senso comum não basta para compreender o mundo
Como é que uma criança decide tornar-se cientista?
Exemplos de explicações científicas
A ciência tem como objetivo explicar o mundo natural
A ciência trabalha com ideias testáveis
A ciência baseia-se em evidências
A ciência envolve a comunidade científica
Os participantes na ciência devem comportar-se cientificamente
Fé e ciência, segundo Richard Dawkins
Quando o original é mais risível que a caricatura
9. As teorias de Popper e Kuhn
Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos
O refereeing ou arbitragem científica
O falsificacionismo de Karl Popper
As teorias científicas são falsificáveis
A astrologia não é uma ciência: saiba porquê
Átomos e das estrelas à luz da ciência
A filosofia da ciência e as ciências ocultas
Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (10º ano)
O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.
Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.
Bom trabalho a todos!
10º ano - links de apoio ao estudo.
1. Os problemas filosóficos e os instrumentos lógicos do pensamento
Problemas filosóficos e problemas não filosóficos
Porque não se entendem os filósofos?
Identificação, classificação e negação de proposições
Contra-exemplo: o que é e para que serve
Proposições contraditórias: análise de exemplos
A negação de proposições condicionais
Discutir ideias em vez de repetir frases
Entimema: conceito e exemplos
O que é um argumento?
Diga-me o que pode deduzir?
Argumento dedutivo ou não dedutivo?
2. Liberdade e determinismo na ação humana
Formulação do problema do livre-arbítrio (1)
Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio
A resposta do determinismo radical (2)
Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito
Argumentos a favor do Libertismo
O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele
O livre-arbítrio é uma criação humana e… existe!
Numa guerra, pode-se escolher não matar?
3. Os valores e o problema da justificação dos juízos de valor
A cigarra, a formiga e os valores
Enterrar viva uma pessoa é errado ou isso é relativo?
Uma tradição admissível, segundo os relativistas culturais
A tolerância não implica o relativismo
A verdade dos juízos morais depende da opinião pessoal?
A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis?
Tem razão quem se apoiar nas melhores razões
Se há valores morais objetivos, pode-se defender os direitos humanos
A divergência de opiniões é incompatível com a objetividade?
Algumas regras morais são universais
4. As perspectivas filosóficas - a ética deontológica (Kant) e a ética utilitarista (Stuart Mill)
Discussão de um dilema moral: qual seria a acção correta?
Cumprir o dever pelo dever: um exemplo
Agir bem para evitar problemas
Por dever ou apenas em conformidade ao dever?
Quais são as acções que têm valor moral?
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)
Quando é que as nossas ações têm valor moral?
“Mentiras boas” e outras objeções à ética kantiana
Qual é o critério da moralidade?
O utilitarismo: ideias básicas
Apontamento sobre o Utilitarismo
Argumentos contra o utilitarismo
Rever Kant e Mill através das aulas de Michael Sandel: Qual é o mal de mentir? e Qual é a ação correta?
As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais
SACRIFICAVAS UMA VIDA PARA SALVAR 200?
5. A articulação entre Ética e Direito
Moral e legal não são sinónimos
6. O problema da justiça distributiva: a teoria de Rawls e críticas a esta perspetiva
Argumento a favor da desigualdade
Uma experiência mental oportuna no atual contexto político
Citação muito atual, tendo em conta o estado da pátria
Cinco ideias centrais sobre Rawls
Rawls responde a algumas questões
Rawls e o estado social: vídeo de Michael Sandel
É correto tirar aos ricos para dar aos pobres? - vídeo de Michael Sandel
O Estado e o indivíduo: a quem pertence a pescaria?
O que é mais importante: a liberdade ou a igualdade?
Uma sociedade justa, segundo Rawls
Rawls e Nozick: o estado social versus o estado mínimo
A teoria da titularidade de Nozick
8. A dimensão religiosa da acção
3 argumentos a favor da existência de Deus
Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…
Explicação matemática da aposta de Pascal
Críticas ao argumento da aposta
Terá o coração razões que a razão desconhece?
Bertrand Russell: Não sou religioso porque…
O mal deve-se a Deus ou ao homem?
Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?
Sem Deus tudo seria permitido?
Onde está Deus?
Qual é, afinal, a palavra de Deus?
O ponto de vista de um agnóstico
Exemplo de uma atitude dogmática: o fundamentalismo religioso
Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento
Intolerância
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Exame nacional de Filosofia 2014: verifica os teus conhecimentos

Seguem-se questões, organizadas por temas - englobando todos os conteúdos programáticos (do 10º e 11º ano) e competências relevantes - avaliadas no Exame Nacional de Filosofia de 2014.
No final do estudo para o exame, poderão servir para testar os conhecimentos: uma espécie de lista de verificação.
A ideia de elaborar esta lista de perguntas surgiu de conversas com alguns dos meus alunos, com mais dificuldades, que consideraram as orientações do ministério (disponíveis AQUI) demasiado gerais.
Espero que possa ser útil a todos!
Mãos à obra e bom trabalho!
Só um observação acerca da foto: quando, finalmente, se consegue chegar ao topo da montanha vê-se muito mais... o futuro, espero eu.
Exame Nacional de Filosofia 2014 - Verifica Os Teus Conhecimentos Do 10º Ano by SaraRaposo
Escola Secundária de Pinheiro e Rosa Verifica Os Teus Conhecimentos Do 11º Ano by SaraRaposo
terça-feira, 10 de junho de 2014
Exame nacional de Filosofia 2014: informações
Cursos e provas de ingresso na universidade
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O desprezo pelas humanidades e pela Filosofia
Algumas das decisões tomadas pelo ministro da educação e ciência quanto aos cursos de ciências e de humanidades, revelam um injustificável tratamento diferenciado destas duas áreas. Mais, evidenciam um certo desprezo pelos cursos de humanidades. Esta secundarização traduz-se no facto da formação destes alunos ser muito menos exigente que a dos alunos de ciências e o investimento financeiro do estado, nos testes intermédios por exemplo, ser muito menor. Esta política do atual ministério dá continuidade à dos governos anteriores.
A realização dos testes intermédios no ensino secundário é um projeto em que as escolas escolhem participar ou não. Um dos objetivos deste projeto é “familiarizar os intervenientes com os instrumentos de avaliação externa das disciplinas sujeitas a exame nacional”. Assim, além de ter um carácter formativo, “pretende regular as práticas tendo em conta padrões de desempenho a nível nacional” (ver AQUI o relatório do IAVE - instituto de avaliação educativa). Trata-se de objetivos corretos, pois a avaliação externa (quer dos testes intermédios quer dos exames nacionais) reflete-se de forma positiva no ensino, desde que os instrumentos nela utilizados sejam concebidos com correção científica e pedagógica.
O calendário deste ano letivo dos testes (ver o anexo, AQUI) informa que os alunos dos cursos de ciências poderão realizar - nas escolas aderentes - os seguintes testes intermédios:
- 11º ano: Biologia e Geologia; Física e Química A; Matemática A e Inglês (um total de quatro: em três disciplinas da formação específica e uma da formação geral);
- 12º ano: Matemática A (dois testes intermédios) e Português (um total de três: dois numa disciplina da formação específica e uma da formação geral).
Nos cursos de humanidades, os testes intermédios previstos são:
- 11º ano: Inglês (um, sendo esta disciplina da formação geral).
- 12º ano: Português (um, sendo esta disciplina da formação geral).
Como se pode constatar, pelo número de testes realizados, não é proporcional nem a aplicação dos dinheiros públicos nem a exigência a que os alunos de ciências e de humanidades se encontram sujeitos. Como se justifica um tratamento tão desigual por parte do ministério? Que efeitos tem essa desigualdade produzido, anos a fio, juntos dos alunos? Pelo menos um é notório: a ideia que “nas letras” reina um certo facilitismo e que quem quer aprender a sério vai para um curso de ciências – até porque é aí que, em geral, se encontram os melhores alunos e as melhores turmas.
E essa ideia é, na maioria dos casos, verdadeira. Trata-se, pois, de uma profecia que se autorealiza. Enquanto professora de Filosofia tenho verificado que (embora existam alunos e turmas que são, felizmente, exceções) muitos alunos de humanidades não adquirem hábitos de trabalho, têm mais dificuldades de aprendizagem que os de ciências e uma atitude de maior falta de empenho. No entanto, muitos deles - pasme-se - conseguem resultados melhores nos exames nacionais das disciplinas da formação específica, tais como Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Espanhol (no 11º ano) e História (no 12º ano), do que os de ciências (compare-se as médias nacionais dos exames das disciplinas específicas dos cursos de humanidades e de ciências). E porquê? Porque o grau de exigência dos exames nacionais é menor nas humanidades. A facilidade começa nos programas dessas disciplinas e no trabalho e o esforço que é exigido aos alunos.
Que critérios levam o ministério a considerar que há disciplinas mais importantes que outras na preparação para o exame nacional e até na conceção destes? Que resultados, na formação dos alunos e nas classificações dos exames nacionais, têm sido produzidos por todo este investimento na realização dos testes intermédios na área das ciências? A avaliar pelas classificações dos exames nacionais, muito poucos.
No entanto, também há alunos inteligentes em humanidades que querem seguir Direito, Psicologia, Literatura, etc., e mereciam que o dinheiro dos contribuintes também fosse gasto de forma a proporcionar-lhes uma formação melhor e mais exigente, nomeadamente permitindo-lhe a realização de testes intermédios às disciplinas, cujo exame nacional podem utilizar como prova de ingresso (tal como acontece com os alunos de ciências).
No ano passado, o teste intermédio de Filosofia foi o único que os alunos de humanidades do 11º ano fizeram mas este ano não se realiza. Porquê? Nenhuma explicação foi dada aos professores nem às escolas que participaram neste projeto, como foi o caso da minha. No entanto, trata-se, sem dúvida, de uma decisão incongruente. Revela a falta de imparcialidade com que o ministério encara os diferentes cursos e disciplinas, visto que este exame nacional pode ser utilizado como prova de ingresso em mais de uma centena de cursos da área das humanidades e também em alguns de ciências (ver o guia das provas de ingresso no ensino superior AQUI).
Legalmente, tanto os alunos de ciências como os de humanidades têm a possibilidade de optar, no 11º ano, pela realização do exame nacional de duas disciplinas da formação específica ou então uma das disciplinas da formação específica e a disciplina de Filosofia. Contudo, uma das medidas do atual governo para “permitir a autonomia organizativa e pedagógica das escolas” foi dar-lhes a possibilidade de decidir a distribuição dos tempos letivos semanais para cada disciplina. Assim sendo, existem, nas diferentes escolas do país, alunos que têm apenas o mínimo exigido: 150 minutos semanais de Filosofia (sem que o programa da disciplina tenha sido reduzido) e outros que têm uma carga horária maior. Obviamente que os alunos que têm apenas 150 minutos semanais ficam prejudicados se optarem por fazer o exame nacional. Pergunto: não era suposto as escolas públicas garantirem condições de igualdade aos alunos - pelo menos em termos da carga horária - numa disciplina sujeita a exame nacional?
Nenhuma outra disciplina sujeita a exame nacional, além da Filosofia, esteve sujeita uma redução da carga horária, ainda que os resultados dos exames nacionais do ano letivo passado tenham sido melhores que outras disciplinas que viram reforçadas as suas cargas horárias, como foi o caso do Português no 12º ano.
Como se justifica a menorização - em termos de carga horária e da realização dos testes intermédios - de algumas disciplinas do currículo em relação a outras? Em que estudos e dados se baseia o ministro Nuno Crato para fazer estas escolhas? Que explicação apresentou? Nenhuma.
Porém, como muito bem sabe o ministro Nuno Crato, não são só os factos científicos que necessitam de ser explicados com rigor, as decisões políticas também o devem ser. Impor medidas sem esclarecer as razões, que supostamente justificam a sua implementação, revela uma utilização arbitrária do poder e desrespeito pelos cidadãos, neste caso pelos professores e pelos alunos.
Conclusão que devemos tirar: em Portugal, há cursos, alunos e disciplinas de primeira e de segunda categoria. Mas isso não é bom para país.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Cursos e provas de ingresso na universidade
A pedido de alguns dos alunos do 11º E, seguem-se os cursos de todas as universidades do país e as provas de ingresso exigidas em cada um deles. Não se esqueçam que as boas decisões em relação ao futuro são tomadas por quem procura a informação e decide com base nesta.
O primeiro é o guia de 2013 (o de 2014 vai ficar, depois, disponível na página da DGES), com todos os cursos e provas do ano transacto e uma informação das universidades e cursos que introduziram alterações para as candidaturas nos anos letivos de 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017, conforme os casos, relativamente ao elenco de provas de ingresso fixados.
Devem consultar ambos e também os currículos, nos sites das universidades, dos cursos que pretendem.
Guia Das Provas de Ingresso 2013 by dmetódica
"Este guia destina-se aos estudantes que pretendem candidatar-se à matrícula e inscrição no ensino
superior nos anos letivos de 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017.
A informação divulgada neste guia refere-se aos pares instituição/curso do ensino superior público
objeto de concurso nacional e locais e aos pares estabelecimento/curso do ensino superior privado
objeto de concursos institucionais, que introduzem alterações para as candidaturas nos anos letivos de
2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017, conforme os casos, relativamente ao elenco de provas de
ingresso fixados.
Na consulta deste guia deve ser considerado o processo de fixação anual de vagas pelas instituições de
ensino superior, pelo que nem todos os pares instituição/curso divulgados poderão ser objeto de
fixação de vagas para as candidaturas indicadas."
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Calendário dos exames nacionais 2013/2014
Eis as datas dos exames nacionais (de todos os níveis de ensino) do ano letivo que agora se inicia.
Calendário dos exames nacionais do secundário 2013-2014.pdf by dmetódica
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Como diminuir o fosso entre as notas dos exames e as notas dadas pelos professores?
As classificações dos exames nacionais, além de serem baixas na maior parte das disciplinas, desviaram-se muito das classificações internas (ou seja, das classificações dadas pelos professores). As médias nacionais destas foram muito superiores às médias daquelas. Em algumas disciplinas essa diferença é de aproximadamente quatro valores. (Para mais informações, veja aqui.)
Explicação? Há quem diga que alguns exames eram excessivamente difíceis ou que estavam mal concebidos. Ou ainda que os critérios de correção eram demasiado restritivos.
Relativamente às outras disciplinas não sei se isso é verdade ou não. No caso da Filosofia não é verdade, pois tanto o exame (e respetivos critérios) da 1ª fase como o exame (e respetivos critérios) da 2ª fase estavam globalmente bem concebidos e os seus pontuais defeitos não impediam os alunos que estudaram de ter classificações de acordo com as suas capacidades.
Seja como for, quero apontar uma causa do desvio referido que raramente é mencionada.
Em muitas escolas portuguesas existe uma enorme inflação de notas: muitos professores atribuem classificações demasiado elevadas face ao que os alunos realmente aprenderam e estes não conseguem mantê-las nos exames.
Uma das causas dessa inflação é o facto do parâmetro das atitudes ter um peso excessivo em detrimento dos parâmetros cognitivos. Graças a isso, alunos com resultados fracos nos testes, relatórios, fichas, etc., ficam com classificações melhores (e muitas vezes as negativas até se transformam em positivas), pois têm bom comportamento, são assíduos e pontuais e são – ou parecem ser - esforçados. Por vezes essa situação é agravada pelo facto de alguns professores entenderem a avaliação das atitudes como um modo de subir as notas dos alunos e não serem rigorosos (nem sequer com os alunos mal comportados, pouco assíduos e nada pontuais).
Outra causa dessa inflação é a pressão que existe em muitas escolas – e que descrevi em A cultura do laxismo e os resultados dos exames - para os professores darem boas notas. Se o leitor é professor já ouviu certamente o argumento patético de que “os alunos não são números”, que, aliado à “necessidade de considerar a situação global do aluno” e até o “contexto familiar”, pretende justificar classificações sem qualquer relação com o trabalho e as aprendizagens efetuadas pelos alunos. Como é óbvio, quando esses alunos fazem exames as classificações descem, muitas vezes vários valores.
Para acabar com essa cultura do laxismo em que ocorrem as pressões para subir as notas seriam necessárias muitas e difíceis mudanças. Mas para acabar com a inflação causada pelo peso das atitudes basta uma pequena e facilmente executável mudança – e que talvez possa contribuir para diminuir o laxismo. Diz-se em poucas palavras.
As atitudes só deveriam contar para a classificação do aluno quando fossem negativas, ou seja, quando fizessem baixar essa classificação. Nos outros casos não deviam ser tidas em conta e os elementos de avaliação deviam ser todos de natureza cognitiva (testes, relatórios, fichas, participação oral, etc.).
Se os alunos com atitudes incorretas (é preciso não esquecer que o mau comportamento prejudica os próprios mas também os colegas) fossem penalizados desse modo, isso teria certamente um efeito dissuasor e num futuro próximo o número de alunos com atitudes corretas cresceria.
Os alunos que têm atitudes corretas (que são bem educados, assíduos, pontuais, etc.) não fazem nada mais do que a sua obrigação. Aumentar devido a isso a sua classificação a Matemática ou a Filosofia é falsear a avaliação e descrever incorretamente as aprendizagem que realizaram.
Uma objeção possível é que esta medida é redutora, pois o objetivo da escola não é apenas a aquisição de conhecimentos e o treino de competências intelectuais, mas também promover a cidadania, o respeito mútuo, a cooperação, etc. Outra objeção possível é que se trata de uma medida injusta, pois se os alunos que têm atitudes incorretas merecem ser penalizados, então os alunos que têm atitudes corretas merecem ser recompensados.
Contudo, essas objeções não colhem, pois não defendo que as atitudes sejam esquecidas ou sequer desvalorizadas. Os alunos que têm atitudes corretas devem ser reconhecidos e louvados – mas isso deve ser independente da classificação obtida na disciplina.
Uma possibilidade que vale pena explorar seria atribuir duas classificações distintas e independentes. Uma classificação que exprimisse as aprendizagens efetuadas pelo aluno no domínio cognitivo e uma classificação (qualitativa ou numérica) que exprimisse as suas atitudes. (Se esta última não fosse positiva isso implicaria uma diminuição - predefinida nos critérios de avaliação - da classificação do domínio cognitivo.) Ambas as classificações seriam tornadas públicas e inscritas nos diplomas e certificados. As universidades, empresas e outras instituições a quem o aluno apresentasse o seu currículo ficariam assim com uma ideia mais exata das suas qualidades, capacidades e conhecimentos, para não falar do próprio aluno, que assim se aperceberia melhor do seu real valor.
Essas consequências são tão significativas que quase ofuscam esta outra: o fosso entre as classificações dos exames e as classificações de frequência diminuiria bastante.
Nota: A média nacional das classificações internas em Filosofia foi 14 e a média nacional do exame (1ª fase) foi 10,2; na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa a média das classificações internas (dos alunos que fizeram exame) foi 13,66 e a média do exame foi 12,33. (Ver aqui.)

