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terça-feira, 7 de julho de 2020

Um filósofo que começou a sua carreira a estudar Psicologia e o exame nacional de Filosofia



O filósofo Colin McGinn, apesar de se interessar por filosofia desde a adolescência, estudou psicologia na Universidade (provinha de uma família pobre e por isso pareceu-lhe necessário estudar algo mais prático e profissionalmente promissor). Contudo, o seu interesse pela filosofia não desapareceu e acabou mesmo por se inscrever no curso de filosofia, onde tinha colegas que já estudavam filosofia há mais tempo e que mostravam ter muitos conhecimentos que ele não tinha. Apesar disso, decidiu concorrer ao prestigiado prémio John Locke, cujo vencedor recebia uma recompensa monetária e muito prestígio. Para sua surpresa, ficou em primeiro lugar. Na sua autobiografia (intelectual) Colin McGinn explicou o sucedido do seguinte modo:

“Olhando para trás, julgo que o que aconteceu é que a minha inexperiência relativa funcionou a meu favor, pois tive de lutar para criar as minhas próprias respostas às perguntas, devido à falta de conhecimento sobre o que os outros tinham dito. Em vez de encher as minhas respostas com demasiado conhecimento em segunda mão retirado da bibliografia filosófica, fui forçado a prosseguir com uma linha de pensamento da minha autoria, mostrando assim uma capacidade para participar com pensamento filosófico original.” 

Colin McGinn, Como se faz um filósofo, Bizâncio, Lisboa, 2007, pág. 96 (tradução de Célia Teixiera).

Oxalá amanhã, no exame nacional de Filosofia, os alunos portugueses também consigam ir além dos conhecimentos adquiridos e acrescentem linhas de pensamento da sua autoria!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Sorte = boa dose de trabalho, espírito crítico e confiança!


Boa sorte a todos para o exame nacional de Filosofia de amanhã!

Caros alunos que vão realizar - a partir de amanhã - exames, comparem a vossa situação presente com a do montanhista. Já pensaram que a subida vale a pena porque lá do alto avistam-se coisas valiosas a que não se pode aceder de outro modo?

domingo, 19 de julho de 2015

Info CURSOS: informações úteis para os candidatos à universidade

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«O portal criado há dois anos pelo Ministério da Educação para dar mais informação aos alunos na hora de escolher o curso de ensino superior a que se querem candidatar, o Infocursos, tem desde este sábado uma nova funcionalidade, quer permite fazer várias ordenações, com base em diferentes indicadores, e comparar assim licenciaturas e mestrados integrados da mesma área, por exemplo.

No ranking do desemprego - registos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em dezembro de 2014 face ao número de diplomados nos últimos anos - pode constatar-se que o curso de Criminologia da Universidade Fernando Pessoa é o que apresenta a taxa mais elevada: 42 em 61 diplomados entre 2010 e 2013 estavam inscritos no IEFP, o que equivale a uma taxa de desemprego de 69%.

Não quer dizer que não haja outros cursos com mais alunos desempregados, que não estejam inscritos no IEFP e que, por isso, não contem para estas estatísticas. Mas este é o único dado relativo a saídas profissionais existente neste momento.»

Pode continuar a ler este artigo do jornal Expresso, AQUI.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Argumentos a favor da exigência e dos exames nacionais

«Quase 40% dos alunos que entram no ensino superior universitário com média de 10 valores abandonam os estudos passado um ano. Uma percentagem que desce para 6% entre os que que têm 15 valores como nota de ingresso.

São dados divulgados nesta quinta-feira de manhã por um dos responsáveis da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), João Baptista, num seminário sobre sucesso académico que decorrerá durante todo o dia.

Dez é a média mínima de ingresso no superior. “Não estava à espera desta dimensão”, admitiu João Baptista, que não hesita em descrever o impacto das notas de ingresso na probabilidade de abandono do ensino superior como um “efeito brutal”. Esta informação diz respeito aos alunos que entraram no ensino superior universitário pelo concurso nacional de acesso no ano lectivo de 2011/2012, o primeiro em que passou a existir informação sobre o percurso individual de cada estudante.

A variação faz-se logo sentir quando a média de ingresso passa de 10 para 11 valores, com uma redução da taxa de abandono passado um ano de 39% para 23,6%. “Se os números por vezes falam, estes aqui gritam”, comentou João Baptista, que desafiou as instituições do ensino superior a elaborar novas estratégias de acolhimento dos novos alunos com base no que os novos dados sobre abandono revelam. 
No ensino superior politécnico, o “fenómeno é semelhante, embora com uma dimensão menor”, frisou o subdirector-geral da DGEEC, referindo que 18% dos que entraram com média de 10 valores neste subsistema de ensino já não estavam a estudar um ano depois de terem ingressado, descendo esta percentagem para 14% quando a média de entrada é de 11 valores.»

Continuar a ler no jornal "Público", AQUI.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Inscrição nos exames do secundário: 9 a 20 de março

Para os meus alunos do 11º A.

«As inscrições para os exames nacionais do ensino secundário começam na próxima segunda-feira, 9 de março, e decorrem até dia 20 deste mês, de acordo com um despacho de regulamentação das provas e exames deste ano letivo, publicado esta sexta-feira.

Em comunicado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) informou que, na sequência da publicação em Diário da República do Regulamento das Provas e dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário de 2015, “divulgará ainda hoje o documento “Guia Geral de Exames de 2015″, um documento publicado todos os anos para informar alunos e pais sobre “a articulação dos cursos e exames finais nacionais do Ensino Secundário e o acesso ao ensino superior”.

O prazo de inscrições no ensino secundário é válido para todos os alunos que queiram realizar exames nacionais, sejam internos ou autopropostos. Para as provas finais do 1.º, 2.º e 3.º ciclos todos os alunos internos ficam automaticamente inscritos, sendo apenas necessária a inscrição para os alunos externos ou com origem em outros tipos de ensino, como o recorrente ou o vocacional.

Sobre o Guia Geral de Exames de 2015 para o ensino secundário, o MEC refere ainda no comunicado que pretende fornecer as informações necessárias para “uma correta inscrição e realização” das provas.

“Para além de apresentar, em linhas gerais, o sistema de acesso ao ensino superior em 2015, o Guia Geral de Exames pretende também dar resposta às questões que mais frequentemente são colocadas por alunos, encarregados de educação e professores”, lê-se no comunicado.

Pais e alunos vão poder encontrar o guia de exames na página da Direção-Geral do Ensino Superior.

A 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário decorre este ano letivo entre 15 e 25 de junho.»

Informação tirada do Observador.

domingo, 30 de novembro de 2014

O ranking das escolas... Mas e as outras disciplinas?

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O jornal “Expresso” publicou ontem um ranking interativo das escolas - que pode ser consultado AQUI - e onde o leitor poderá ver a posição em que ficou cada escola. A imagem anterior refere-se ao distrito de Faro. Além das médias obtidas nos exames de Português, Física e Química, Biologia e Geologia e Matemática, disponibilizam-se outros dados pertinentes a que vale a pena dar atenção, como por exemplo: “a percentagem de alunos carenciados” e o “número de provas realizadas”.
O ranking apresentado, independentemente de se concordar ou não com a sua publicitação (e eu sou a favor), foi elaborado segundo critérios discutíveis, nomeadamente o facto de se considerarem só as classificações obtidas nos exames nacionais das disciplinas de Português, Física e Química, Biologia e Geologia e Matemática. Veja-se o quadro seguinte:
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Porquê privilegiar as disciplinas específicas dos cursos de ciências (Física e Química, Biologia e Geologia e Matemática) em detrimento dos cursos de humanidades?
A "média da escola”, que determina a sua posição no ranking, é calculada  a partir dos resultados dos exames de quatro disciplinas, mas é apresentada como sendo “da escola”. No caso do ensino secundário, é preciso dizer que isto é uma fraude. A média da escola, para ser verdadeira, teria de considerar todos os exames nacionais realizados, o que não acontece. Os alunos do secundário fazem exames nacionais de Filosofia, de História A, de Espanhol, de Geografia, entre vários outros. Contudo, as classificações destes não são consideradas no ranking. E porquê? Que critério foi utilizado?
Se for as disciplinas com maior número de inscrições nos exames a nível nacional (como julgo que é), então é preciso dizer que o ranking é só dessas disciplinas e não das escolas. Mas mesmo considerando apenas esse redutor critério numérico, está a ser esquecido o facto de o número de inscritos em Filosofia ter vindo a subir de ano para ano (em 2014 fizeram exame 11.513 alunos, dos quais 7.956 eram internos).
Na realidade, “as médias das escolas”, vindas agora a público, não são as mesmas que o ministério da educação considera nas suas estatísticas, pois estas englobam a média obtida na totalidade dos exames. E isso, além de deturpar a verdade, é injusto. No caso da disciplina de que posso falar - Filosofia - no ano passado a escola Pinheiro e Rosa foi a escola do Algarve (apesar do número de alunos e de turmas ser menor do que de várias outras) onde mais alunos internos realizaram o exame nacional de Filosofia e a média, à semelhança de anos anteriores, foi positiva (a diferença entre a média das classificações internas que atribuí, 13,41, e a média da classificação interna obtida no exame pelos alunos internos foi de 2,38 valores. A média total das classificações dos alunos internos da escola foi de 10.92, ver dados AQUI e AQUI).
Porque não haveriam estas classificações ser tidas em conta no ranking? Como se explica que em certas escolas, com um número muito maior de alunos, apenas três ou quatro tenham realizado o exame de Filosofia e nesta escola isso não aconteça? Porque é que a Filosofia, ou outra disciplina com exame nacional, haveria de ficar de fora quando se trata de fazer o apuramento da média da escola?
É um absurdo que assim seja. Contudo, os jornalistas do Expresso fazem passar para a opinião pública a ideia de que “a média das escolas” é objetiva e transparente. Não é, é antes uma fraude.
Mas há, sem dúvida, um efeito perverso nesta fraude (e que a maioria das pessoas conhece bem): na hora dos alunos e encarregados de educação escolherem a escola, um dos fatores relevantes - entre vários outros - a ter em conta é o lugar ocupado no ranking por essa escola. E isso atrai ou afugenta a inscrição de alunos nesse estabelecimento de ensino. Assim, é bom termos consciência de que a imagem pública veiculada nos jornais poderá condicionar, pelo menos em parte, o futuro de uma escola.
Por isso, é inadmissível que se penalize a imagem pública das escolas devido ao desempenho dos alunos apenas em algumas disciplinas e se ignore o bom trabalho que possa ter sido feito noutras.

sábado, 12 de julho de 2014

Os resultados do exame de Filosofia nas turmas de Humanidades da ESPR

Na escola secundária Pinheiro e Rosa fizeram exame nacional de Filosofia 49 alunos como internos e 9 como externos ou autopropostos (58 no total). Foi a escola secundária do Algarve com o maior número de alunos internos a fazer este exame, que é opcional. É um facto significativo, cujas causas não vou abordar aqui. Julgo, no entanto, que uma delas poderá ter a ver com o tipo de ensino praticado nas aulas.

Dos alunos internos, 29 eram das minhas duas turmas de Humanidades (11º D e E), os restantes eram alunos de turmas de ciências e não foram meus alunos. A média obtida no exame pelos meus alunos internos foi de 11.03. A diferença entre a média das classificações internas que atribuí (13,41) e a média da classificação interna obtida no exame pelos alunos internos foi de 2,38 valores. A média total das classificações dos alunos internos da escola foi de 10.92.

Em Portugal, fizeram exame nacional de Filosofia 11.513 alunos (internos e externos) e a média foi 9,7 (ver AQUI). Os 7.956 alunos internos (aqueles para quem a classificação do exame tem o peso de 30% na classificação final da disciplina) obtiveram a média de 10.3 (ver AQUI).

Estes dados objetivos permitem afirmar, comparativamente, que os resultados dos meus alunos foram positivos, ou melhor, razoáveis.

Todavia, não deixam de estar um pouco aquém do que deveriam ser, pois alguns alunos (em particular os que foram a exame com 10) desceram e entre estes vários não frequentaram sequer as aulas de apoio que a escola disponibilizou. Bem sei que as classificações internas de 10 englobam aspetos não cognitivos - como o comportamento e as atitudes - e outros cognitivos como a oralidade que não são avaliados numa prova escrita. Bem sei que os alunos de Humanidades, ao contrário dos alunos dos cursos de ciências do 11º ano, não realizaram este ano nenhum teste intermédio e, por isso, a exigência e a pressão a que foram submetidos, em termos de avaliação externa, foi menor. Há anos que constato (como referi AQUI) que esta menor exigência tem um efeito negativo notório ao nível do empenhamento, dos hábitos de estudo e da capacidade de trabalho.

Também é verdade que tive, nas duas turmas, vários alunos que mantiveram ou subiram as classificações (as duas alunas com as classificações internas mais elevadas, 18 valores, não desceram, tal como vários outros). Ainda assim, os resultados, apesar de satisfatórios, não deixem de ser dececionantes, no caso de alguns alunos (sobretudo se comparados com os obtidos pelos meus alunos de ciências do ano passado). Podiam, de facto, ter feito melhor.

E ainda podem fazê-lo, na 2ª Fase!

Resultados dos exames nacionais secundário de 2014, 1ª Fase

20140711 Mec Resultados Exames 1 Fase by SaraRaposo

Informação tirada do portal do governo, ver AQUI.

Distribuição das classificações dos exames do secundário por tipo de aluno (interno ou externo)

Distribuição de classificações por disciplina

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Números sobre o ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa

Segundo o ME, inscreveram-se para o exame de Filosofia 12.210 alunos (8.471 dos quais eram alunos internos). No exame de Português inscreveram-se 74.358 alunos (52.707 dos quais eram alunos internos).

Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, que faz parte do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, inscreveram-se 60 alunos no exame de Filosofia e 120 alunos a Português (não sei quantos eram internos).

A nível nacional o número de inscritos a Português era mais de seis vezes superior ao número de inscritos a Filosofia, mas na nossa escola foi apenas o dobro.

Vem a propósito recordar que o exame de Português é obrigatório e o exame de Filosofia é opcional.

Dos 60 alunos da Pinheiro e Rosa inscritos a Filosofia faltaram apenas 2. Não vi números oficiais, mas disseram-me que na maioria das outras escolas (muitas com mais turmas que a Pinheiro e Rosa) fizeram o exame apenas 5 ou 6 alunos e noutras houve números à volta da dezena.

No ano passado a média nacional do exame de Filosofia foi 9,1. Se considerarmos apenas os alunos internos a média nacional foi 10,2. A média do Algarve (no que diz respeito aos alunos internos) foi 10,1. A média dos alunos (internos) da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa foi 12,33. A média das classificações internas (isto é, das notas dadas pelos professores) desses alunos foi 13,66.

Como se explicam estes números?

Tenciono escrever acerca disso em breve, mas para já quero apenas dizer algo óbvio: estes número não se referem apenas aos exames, pois dizem algo acerca do ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa.

Fontes dos números referidos:

Exame de Filosofia não assustou

A única surpresa no exame de Português do 12.º ano foi a facilidade

Matemática com pior resultado dos últimos sete anos

Exame de Filosofia: não foi mau, mas é possível fazer melhor na 2ª fase

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Infocursos: um portal que ajuda os alunos a escolher os cursos superiores

«O Portal Infocursos, uma plataforma online destinada a ajudar os alunos na escolha do curso superior depois de terminado o ensino secundário, fica disponível a partir desta quinta-feira, anunciou o Ministério da Educação.

"Trata-se de uma plataforma online, desenvolvida pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e pela Direcção-Geral do Ensino Superior, que permite aos candidatos ao ensino superior, e ao público em geral terem acesso a informação relevante para escolherem melhor a formação", afirma o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

O portal reúne informação sobre todos os cursos de licenciatura e mestrado integrado ministrados em Portugal e registados na Direcção-Geral do Ensino Superior até 31 de Dezembro de 2013.

A plataforma apresenta dados caracterizadores de cada curso em termos do concurso nacional de acesso ao ensino superior e reúne, de forma gráfica "e fácil de interpretar", vários indicadores estatísticos, entre os quais se destacam a distribuição dos estudantes consoante as vias de ingresso no curso, o percentil médio dos estudantes à entrada do curso, em termos de notas nas provas de ingresso, as taxas de abandono, transferência e continuidade dos alunos no curso um ano após a sua primeira matrícula.

"Mostra também a distribuição dos alunos por sexo e idades, a distribuição das classificações finais à saída do curso e a relação entre o número de inscritos como desempregados nos centros de emprego, com base nos registos no Instituto do Emprego e Formação Profissional, e o número de diplomados, curso a curso, entre outros parâmetros", adiantou o MEC, em comunicado.»

Fonte: o Jornal Público de hoje, ver AQUI.

sábado, 14 de junho de 2014

Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (11º ano)

cerebro direito

O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.

Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.

O links de apoio ao estudo para o 10º ano encontram-se AQUI.

Bom trabalho a todos!

11º ano - links de apoio ao estudo.

1. Lógica proposicional

Exercícios de lógica proposicional para principiantes
Afirmação da antecedente e negação da consequente
A bicondicional
Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo
A negação de proposições condicionais
Construção de argumentos
A relação entre verdade e validade
Exemplo de um argumento válido com premissas falsas e conclusão verdadeira
Validade dedutiva

2. Argumentos não dedutivos e falácias informais

Falácias informais obrigatórias para o exame nacional e outras

Argumentos não dedutivos: previsão, generalização, analogia e argumento de autoridade

Falácias informais e retórica: aplique o que aprendeu

3. Filosofia, retórica e democracia

A democracia ateniense

Retórica e democracia: esquema

Sofista ou surfista?

Sobre o poder da retórica

Defender a objetividade não significa que se seja dogmático

O que é a democracia?

Meios de persuasão

Ethos, logos, pathos

Ethos, Logos, Pathos & pizza

4. Descrição e interpretação da atividade cognitiva

Algumas relações entre os vários tipos de conhecimento

O conhecimento por contacto facilita as cunhas.

Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento

O carácter factivo do conhecimento

O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não

Informação “útil” para adolescentes sobre a hora de deitar

Uma crença pode ser útil mas falsa

Previsão certeira de sismo em Itália: crença verdadeira, mas não justificada

O Deco não percebe nada de Epistemologia

Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento

5. O problema da possibilidade do conhecimento: o ponto de vista dos céticos

Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical.

O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo.

O argumento céptico da divergência de opiniões.

Uma objecção ao argumento céptico dos erros e ilusões perceptivas.

6. A teoria de Descartes

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Descartes: da dúvida à certeza

Um mar de dúvidas

Razões para duvidar, segundo Descartes

Descartes: documentário e filme

Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos

O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano

Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?

Descartes: argumentos para provar a existência de Deus

Críticas a Descartes: Ficha de trabalho

A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado

O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu

Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição

Os conceitos cartesianos de intuição e dedução

A matemática é a priori mas não é inata

Cartoons cartesianos

7. A teoria de Hume

Impressões e ideias

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?

Exemplos de inferências causais

Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!

Hume e a relação causa-efeito

O problema da causalidade

A crença na causalidade é instintiva

8. Senso comum e ciência

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

O senso comum não basta para compreender o mundo

Como é que uma criança decide tornar-se cientista?

Exemplos de explicações científicas

O fim do mundo

A ciência tem como objetivo explicar o mundo natural

A ciência trabalha com ideias testáveis

A ciência baseia-se em evidências

A ciência envolve a comunidade científica

Os participantes na ciência devem comportar-se cientificamente

Fé e ciência, segundo Richard Dawkins

Quando o original é mais risível que a caricatura

9. As teorias de Popper e Kuhn

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

O refereeing ou arbitragem científica

O falsificacionismo de Karl Popper

As teorias científicas são falsificáveis

Popper, Darwin e o tédio

Um cientista popperiano

A astrologia não é uma ciência: saiba porquê

Átomos e das estrelas à luz da ciência

A filosofia da ciência e as ciências ocultas

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

A teoria de Popper aos pedacinhos

Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (10º ano)

 

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O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.

Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.

Bom trabalho a todos!

10º ano - links de apoio ao estudo.

1. Os problemas filosóficos e os instrumentos lógicos do pensamento

Filosofia: o que é isso?

Problemas filosóficos e problemas não filosóficos

Porque não se entendem os filósofos?

Identificação, classificação e negação de proposições
Contra-exemplo: o que é e para que serve
Proposições contraditórias: análise de exemplos
A negação de proposições condicionais
Discutir ideias em vez de repetir frases
Entimema: conceito e exemplos
O que é um argumento?
Diga-me o que pode deduzir?
Argumento dedutivo ou não dedutivo?

2. Liberdade e determinismo na ação humana

Formulação do problema do livre-arbítrio (1)

Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio

O Determinismo

A resposta do determinismo radical (2)

Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito

Argumentos a favor do Libertismo

O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele

Determinismo Moderado

O livre-arbítrio é uma criação humana e… existe!

Numa guerra, pode-se escolher não matar?

3. Os valores e o problema da justificação dos juízos de valor

A cigarra, a formiga e os valores

Enterrar viva uma pessoa é errado ou isso é relativo?

Uma tradição admissível, segundo os relativistas culturais

A tolerância não implica o relativismo

A verdade dos juízos morais depende da opinião pessoal?

Será a ética subjectiva?

Haverá provas em ética?

A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis?

Objectivismo Moral

Tem razão quem se apoiar nas melhores razões

Se há valores morais objetivos, pode-se defender os direitos humanos

Qual é, afinal, a tradição?

A divergência de opiniões é incompatível com a objetividade?

Algumas regras morais são universais

4. As perspectivas filosóficas - a ética deontológica (Kant) e a ética utilitarista (Stuart Mill)

Um dilema moral da Medicina

Discussão de um dilema moral: qual seria a acção correta?

Cumprir o dever pelo dever: um exemplo

Os imperativos de Kant

Agir bem para evitar problemas

Por dever ou apenas em conformidade ao dever?

Quais são as acções que têm valor moral?

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)

Quando é que as nossas ações têm valor moral?

“Mentiras boas” e outras objeções à ética kantiana

Qual é o critério da moralidade?

O utilitarismo: ideias básicas

Apontamento sobre o Utilitarismo

Argumentos contra o utilitarismo

Rever Kant e Mill através das aulas de Michael Sandel: Qual é o mal de mentir? e Qual é a ação correta?

As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais

SACRIFICAVAS UMA VIDA PARA SALVAR 200?

5. A articulação entre Ética e Direito

Moral e legal não são sinónimos

6. O problema da justiça distributiva: a teoria de Rawls e críticas a esta perspetiva

Argumento a favor da desigualdade

Uma experiência mental oportuna no atual contexto político

Citação muito atual, tendo em conta o estado da pátria

Cinco ideias centrais sobre Rawls

Rawls responde a algumas questões

Rawls e o estado social: vídeo de Michael Sandel

É correto tirar aos ricos para dar aos pobres? - vídeo de Michael Sandel

O Estado e o indivíduo: a quem pertence a pescaria?

O que é mais importante: a liberdade ou a igualdade?

Uma sociedade justa, segundo Rawls

Rawls e Nozick: o estado social versus o estado mínimo

A teoria da titularidade de Nozick

A estrada de Giges

8. A dimensão religiosa da acção

3 argumentos a favor da existência de Deus

Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…

Explicação matemática da aposta de Pascal

Críticas ao argumento da aposta

Terá o coração razões que a razão desconhece?
Bertrand Russell: Não sou religioso porque…

Conversas sobre o ateísmo

O mal deve-se a Deus ou ao homem?

Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?

Sem Deus tudo seria permitido?

Onde está Deus?

Qual é, afinal, a palavra de Deus?

O ponto de vista de um agnóstico

Exemplo de uma atitude dogmática: o fundamentalismo religioso

Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento
Intolerância

A religião e os desafios da tolerância: Ficha de trabalho

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Exame nacional de Filosofia 2014: verifica os teus conhecimentos

Seguem-se questões, organizadas por temas - englobando todos os conteúdos programáticos (do 10º e 11º ano) e competências relevantes - avaliadas no Exame Nacional de Filosofia de 2014.

No final do estudo para o exame, poderão servir para testar os conhecimentos: uma espécie de lista de verificação.

A ideia de elaborar esta lista de perguntas surgiu de conversas com alguns dos meus alunos, com mais dificuldades, que consideraram as orientações do ministério (disponíveis AQUI) demasiado gerais.

Espero que possa ser útil a todos!

Mãos à obra e bom trabalho!

Só um observação acerca da foto: quando, finalmente, se consegue chegar ao topo da montanha vê-se muito mais... o futuro, espero eu.

Exame Nacional de Filosofia 2014 - Verifica Os Teus Conhecimentos Do 10º Ano by SaraRaposo

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa Verifica Os Teus Conhecimentos Do 11º Ano by SaraRaposo

terça-feira, 10 de junho de 2014

Exame nacional de Filosofia 2014: informações

pensamentos












Um “recado” para os alunos que estão a pensar fazer o exame nacional de Filosofia: ponderem bem as razões da vossa escolha. Esta dependerá, sobretudo, dos cursos que pretendem e da formação mais adequada a essa área de estudos, pelo que devem informar-se sobre isso previamente. Caso decidam mesmo fazer este exame, empenhem-se - a sério - no estudo, dentro e fora das aulas. E pensem, tenham espírito crítico - não caiam na asneira de achar que estudar é decorar coisas que não compreendem bem. Eis o segredo aberto – escancarado, até - do sucesso.
Para os alunos que estão a pensar candidatar-se ao ensino superior e não sabem quais são as provas de acesso dos cursos que pretendem, aconselho a leitura da legislação que se encontra no post seguinte deste blogue:
Cursos e provas de ingresso na universidade

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O desprezo pelas humanidades e pela Filosofia

Nuno Crato com marioneta(1)

Algumas das decisões tomadas pelo ministro da educação e ciência quanto aos cursos de ciências e de humanidades, revelam um injustificável tratamento diferenciado destas duas áreas. Mais, evidenciam um certo desprezo pelos cursos de humanidades. Esta secundarização traduz-se no facto da formação destes alunos ser muito menos exigente que a dos alunos de ciências e o investimento financeiro do estado, nos testes intermédios por exemplo, ser muito menor. Esta política do atual ministério dá continuidade à dos governos anteriores.

A realização dos testes intermédios no ensino secundário é um projeto em que as escolas escolhem participar ou não. Um dos objetivos deste projeto é “familiarizar os intervenientes com os instrumentos de avaliação externa das disciplinas sujeitas a exame nacional”. Assim, além de ter um carácter formativo, “pretende regular as práticas tendo em conta padrões de desempenho a nível nacional” (ver AQUI o relatório do IAVE - instituto de avaliação educativa). Trata-se de objetivos corretos, pois a avaliação externa (quer dos testes intermédios quer dos exames nacionais) reflete-se de forma positiva no ensino, desde que os instrumentos nela utilizados sejam concebidos com correção científica e pedagógica.

O calendário deste ano letivo dos testes (ver o anexo, AQUI) informa que os alunos dos cursos de ciências poderão realizar - nas escolas aderentes - os seguintes testes intermédios:

- 11º ano: Biologia e Geologia; Física e Química A; Matemática A e Inglês (um total de quatro: em três disciplinas da formação específica e uma da formação geral);

- 12º ano: Matemática A (dois testes intermédios) e Português (um total de três: dois numa disciplina da formação específica e uma da formação geral).

Nos cursos de humanidades, os testes intermédios previstos são:

- 11º ano: Inglês (um, sendo esta disciplina da formação geral).

- 12º ano: Português (um, sendo esta disciplina da formação geral).

Como se pode constatar, pelo número de testes realizados, não é proporcional nem a aplicação dos dinheiros públicos nem a exigência a que os alunos de ciências e de humanidades se encontram sujeitos. Como se justifica um tratamento tão desigual por parte do ministério? Que efeitos tem essa desigualdade produzido, anos a fio, juntos dos alunos? Pelo menos um é notório: a ideia que “nas letras” reina um certo facilitismo e que quem quer aprender a sério vai para um curso de ciências – até porque é aí que, em geral, se encontram os melhores alunos e as melhores turmas.

E essa ideia é, na maioria dos casos, verdadeira. Trata-se, pois, de uma profecia que se autorealiza. Enquanto professora de Filosofia tenho verificado que (embora existam alunos e turmas que são, felizmente, exceções) muitos alunos de humanidades não adquirem hábitos de trabalho, têm mais dificuldades de aprendizagem que os de ciências e uma atitude de maior falta de empenho. No entanto, muitos deles - pasme-se - conseguem resultados melhores nos exames nacionais das disciplinas da formação específica, tais como Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Espanhol (no 11º ano) e História (no 12º ano), do que os de ciências (compare-se as médias nacionais dos exames das disciplinas específicas dos cursos de humanidades e de ciências). E porquê? Porque o grau de exigência dos exames nacionais é menor nas humanidades. A facilidade começa nos programas dessas disciplinas e no trabalho e o esforço que é exigido aos alunos.

Que critérios levam o ministério a considerar que há disciplinas mais importantes que outras na preparação para o exame nacional e até na conceção destes? Que resultados, na formação dos alunos e nas classificações dos exames nacionais, têm sido produzidos por todo este investimento na realização dos testes intermédios na área das ciências? A avaliar pelas classificações dos exames nacionais, muito poucos.

No entanto, também há alunos inteligentes em humanidades que querem seguir Direito, Psicologia, Literatura, etc., e mereciam que o dinheiro dos contribuintes também fosse gasto de forma a proporcionar-lhes uma formação melhor e mais exigente, nomeadamente permitindo-lhe a realização de testes intermédios às disciplinas, cujo exame nacional podem utilizar como prova de ingresso (tal como acontece com os alunos de ciências).

No ano passado, o teste intermédio de Filosofia foi o único que os alunos de humanidades do 11º ano fizeram mas este ano não se realiza. Porquê? Nenhuma explicação foi dada aos professores nem às escolas que participaram neste projeto, como foi o caso da minha. No entanto, trata-se, sem dúvida, de uma decisão incongruente. Revela a falta de imparcialidade com que o ministério encara os diferentes cursos e disciplinas, visto que este exame nacional pode ser utilizado como prova de ingresso em mais de uma centena de cursos da área das humanidades e também em alguns de ciências (ver o guia das provas de ingresso no ensino superior AQUI).

Legalmente, tanto os alunos de ciências como os de humanidades têm a possibilidade de optar, no 11º ano, pela realização do exame nacional de duas disciplinas da formação específica ou então uma das disciplinas da formação específica e a disciplina de Filosofia. Contudo, uma das medidas do atual governo para “permitir a autonomia organizativa e pedagógica das escolas” foi dar-lhes a possibilidade de decidir a distribuição dos tempos letivos semanais para cada disciplina. Assim sendo, existem, nas diferentes escolas do país, alunos que têm apenas o mínimo exigido: 150 minutos semanais de Filosofia (sem que o programa da disciplina tenha sido reduzido) e outros que têm uma carga horária maior. Obviamente que os alunos que têm apenas 150 minutos semanais ficam prejudicados se optarem por fazer o exame nacional. Pergunto: não era suposto as escolas públicas garantirem condições de igualdade aos alunos - pelo menos em termos da carga horária - numa disciplina sujeita a exame nacional?

Nenhuma outra disciplina sujeita a exame nacional, além da Filosofia, esteve sujeita uma redução da carga horária, ainda que os resultados dos exames nacionais do ano letivo passado tenham sido melhores que outras disciplinas que viram reforçadas as suas cargas horárias, como foi o caso do Português no 12º ano.

Como se justifica a menorização - em termos de carga horária e da realização dos testes intermédios - de algumas disciplinas do currículo em relação a outras? Em que estudos e dados se baseia o ministro Nuno Crato para fazer estas escolhas? Que explicação apresentou? Nenhuma.

Porém, como muito bem sabe o ministro Nuno Crato, não são só os factos científicos que necessitam de ser explicados com rigor, as decisões políticas também o devem ser. Impor medidas sem esclarecer as razões, que supostamente justificam a sua implementação, revela uma utilização arbitrária do poder e desrespeito pelos cidadãos, neste caso pelos professores e pelos alunos.

Conclusão que devemos tirar: em Portugal, há cursos, alunos e disciplinas de primeira e de segunda categoria. Mas isso não é bom para país.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cursos e provas de ingresso na universidade

dilema

A pedido de alguns dos alunos do 11º E, seguem-se os cursos de todas as universidades do país e as provas de ingresso exigidas em cada um deles. Não se esqueçam que as boas decisões em relação ao futuro são tomadas por quem procura a informação e decide com base nesta.

O primeiro é o guia de 2013 (o de 2014 vai ficar, depois, disponível na página da DGES), com todos os cursos e provas do ano transacto e uma informação das universidades e cursos que introduziram alterações para as  candidaturas nos anos letivos de 2014-2015,  2015-2016  e  2016-2017,  conforme  os  casos,  relativamente  ao  elenco  de  provas  de  ingresso fixados.

Devem consultar ambos e também os currículos, nos sites das universidades, dos cursos que pretendem.

Guia Das Provas de Ingresso 2013 by dmetódica

"Este  guia  destina-se  aos  estudantes  que  pretendem  candidatar-se  à  matrícula  e  inscrição  no  ensino 

superior nos anos letivos de 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017. 

A informação  divulgada  neste  guia  refere-se  aos  pares  instituição/curso  do  ensino  superior  público 

objeto  de  concurso  nacional  e  locais  e  aos  pares estabelecimento/curso  do  ensino  superior  privado 

objeto de concursos institucionais, que introduzem alterações para as candidaturas nos anos letivos de 

2014-2015,  2015-2016  e  2016-2017,  conforme  os  casos,  relativamente  ao  elenco  de  provas  de 

ingresso fixados. 

Na consulta deste guia deve ser considerado o processo de fixação anual de vagas pelas instituições de 

ensino  superior,  pelo  que  nem  todos  os  pares  instituição/curso  divulgados  poderão  ser  objeto  de 

fixação de vagas para as candidaturas indicadas." 

GuiaPI_Altera141516 by dmetódica

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Como diminuir o fosso entre as notas dos exames e as notas dadas pelos professores?

Calvin não gosta de estudar

As classificações dos exames nacionais, além de serem baixas na maior parte das disciplinas, desviaram-se muito das classificações internas (ou seja, das classificações dadas pelos professores). As médias nacionais destas foram muito superiores às médias daquelas. Em algumas disciplinas essa diferença é de aproximadamente quatro valores. (Para mais informações, veja aqui.)

Explicação? Há quem diga que alguns exames eram excessivamente difíceis ou que estavam mal concebidos. Ou ainda que os critérios de correção eram demasiado restritivos.

Relativamente às outras disciplinas não sei se isso é verdade ou não. No caso da Filosofia não é verdade, pois tanto o exame (e respetivos critérios) da 1ª fase como o exame (e respetivos critérios) da 2ª fase estavam globalmente bem concebidos e os seus pontuais defeitos não impediam os alunos que estudaram de ter classificações de acordo com as suas capacidades.

Seja como for, quero apontar uma causa do desvio referido que raramente é mencionada.

Em muitas escolas portuguesas existe uma enorme inflação de notas: muitos professores atribuem classificações demasiado elevadas face ao que os alunos realmente aprenderam e estes não conseguem mantê-las nos exames.

Uma das causas dessa inflação é o facto do parâmetro das atitudes ter um peso excessivo em detrimento dos parâmetros cognitivos. Graças a isso, alunos com resultados fracos nos testes, relatórios, fichas, etc., ficam com classificações melhores (e muitas vezes as negativas até se transformam em positivas), pois têm bom comportamento, são assíduos e pontuais e são – ou parecem ser - esforçados. Por vezes essa situação é agravada pelo facto de alguns professores entenderem a avaliação das atitudes como um modo de subir as notas dos alunos e não serem rigorosos (nem sequer com os alunos mal comportados, pouco assíduos e nada pontuais).

Outra causa dessa inflação é a pressão que existe em muitas escolas – e que descrevi em A cultura do laxismo e os resultados dos exames - para os professores darem boas notas. Se o leitor é professor já ouviu certamente o argumento patético de que “os alunos não são números”, que, aliado à “necessidade de considerar a situação global do aluno” e até o “contexto familiar”, pretende justificar classificações sem qualquer relação com o trabalho e as aprendizagens efetuadas pelos alunos. Como é óbvio, quando esses alunos fazem exames as classificações descem, muitas vezes vários valores.

Para acabar com essa cultura do laxismo em que ocorrem as pressões para subir as notas seriam necessárias muitas e difíceis mudanças. Mas para acabar com a inflação causada pelo peso das atitudes basta uma pequena e facilmente executável mudança – e que talvez possa contribuir para diminuir o laxismo. Diz-se em poucas palavras.

As atitudes só deveriam contar para a classificação do aluno quando fossem negativas, ou seja, quando fizessem baixar essa classificação. Nos outros casos não deviam ser tidas em conta e os elementos de avaliação deviam ser todos de natureza cognitiva (testes, relatórios, fichas, participação oral, etc.).

Se os alunos com atitudes incorretas (é preciso não esquecer que o mau comportamento prejudica os próprios mas também os colegas) fossem penalizados desse modo, isso teria certamente um efeito dissuasor e num futuro próximo o número de alunos com atitudes corretas cresceria.

Os alunos que têm atitudes corretas (que são bem educados, assíduos, pontuais, etc.) não fazem nada mais do que a sua obrigação. Aumentar devido a isso a sua classificação a Matemática ou a Filosofia é falsear a avaliação e descrever incorretamente as aprendizagem que realizaram.

Uma objeção possível é que esta medida é redutora, pois o objetivo da escola não é apenas a aquisição de conhecimentos e o treino de competências intelectuais, mas também promover a cidadania, o respeito mútuo, a cooperação, etc. Outra objeção possível é que se trata de uma medida injusta, pois se os alunos que têm atitudes incorretas merecem ser penalizados, então os alunos que têm atitudes corretas merecem ser recompensados.

Contudo, essas objeções não colhem, pois não defendo que as atitudes sejam esquecidas ou sequer desvalorizadas. Os alunos que têm atitudes corretas devem ser reconhecidos e louvados – mas isso deve ser independente da classificação obtida na disciplina.

Uma possibilidade que vale pena explorar seria atribuir duas classificações distintas e independentes. Uma classificação que exprimisse as aprendizagens efetuadas pelo aluno no domínio cognitivo e uma classificação (qualitativa ou numérica) que exprimisse as suas atitudes. (Se esta última não fosse positiva isso implicaria uma diminuição - predefinida nos critérios de avaliação - da classificação do domínio cognitivo.) Ambas as classificações seriam tornadas públicas e inscritas nos diplomas e certificados. As universidades, empresas e outras instituições a quem o aluno apresentasse o seu currículo ficariam assim com uma ideia mais exata das suas qualidades, capacidades e conhecimentos, para não falar do próprio aluno, que assim se aperceberia melhor do seu real valor.

Essas consequências são tão significativas que quase ofuscam esta outra: o fosso entre as classificações dos exames e as classificações de frequência diminuiria bastante.

Nota: A média nacional das classificações internas em Filosofia foi 14 e a média nacional do exame (1ª fase) foi 10,2; na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa a média das classificações internas (dos alunos que fizeram exame) foi 13,66 e a média do exame foi 12,33. (Ver aqui.)