No próximo ano na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa trabalharemos com o manual 50 Lições de Filosofia, da autoria de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho. A escolha foi consensual. Trata-se, de longe, do melhor manual que analisámos. Não é o único – felizmente - que é filosoficamente rigoroso, mas é o que melhor concilia esse rigor com a clareza e a simplicidade necessárias num livro destinado a adolescentes que dão os primeiros passos na filosofia.
O 50 Lições de Filosofia destaca-se também dos outros manuais devido à sua estrutura inovadora: os temas estão distribuídos por cinquenta aulas, que no manual ocupam três páginas e que são lecionáveis, em princípio, em 90 minutos. Contudo, uma vez que existem temas opcionais, os professores terão que lecionar não as cinquenta lições apresentadas mas apenas trinta e seis: 36! Ou seja: sem deixar de cumprir o programa terão tempo para realizar outras atividades: debates, filmes, etc.
Outra qualidade do 50 Lições de Filosofia é que distingue muito bem as explicações destinadas aos alunos das informações e enquadramentos destinados aos professores. Estes são fornecidos no Livro do Professor e num blogue de apoio, também chamado 50 Lições de Filosofia. Desse modo evita-se sobrecarregar o manual com conceitos e distinções que seria inadequado fazer nas aulas, mas que os professores devem dominar se quiserem ser rigorosos. Isso permite que o manual esteja escrito a pensar nos alunos.
Como se pode verificar, por exemplo, nas etiquetas Tabela e Powerpoint do referido blogue, os utilizadores do manual terão ao seu dispor uma grande variedade de quadros comparativos e esquemas muito bem feitos e que serão certamente úteis. Existem também textos complementares que permitem, caso o professor assim decida, aprofundar este ou aquele tema.
Contudo, todas essas qualidades são secundárias face a esta: o 50 Lições de Filosofia apresenta a filosofia como ela realmente é – uma discussão crítica e racional de problemas que nos dizem respeito e onde o que conta são os argumentos e não os nomes dos filósofos. Uma discussão onde os alunos, página a página, são convidados a participar.



