terça-feira, 15 de maio de 2018

Matriz do 5º teste do 11º ano

ciência evolução

Duração: 90 minutos + 10 minutos de tolerância.

Objetivos:

1. Explicar o que é o senso comum e caracterizá-lo.

2. Mostrar que o senso comum é útil mas limitado.

3. Explicar a importância atualmente atribuída à ciência.

4. Explicar a perspetiva indutivista do método científico.

5. Explicar as objeções ao indutivismo estudadas: a ciência estuda fenómenos inobserváveis; a observação pura não é possível.

6. Explicar a conceção falsificacionista de ciência.

7. Mostrar como é que o falsificacionismo distingue entre ciência e pseudociência.

8. Explicar a posição de Popper relativamente ao problema da indução.

9. Explicar a perspetiva falsificacionista do método científico.

10. Explicar as objeções ao falsificacionismo estudadas: a sua conceção do método científico é normativa e não descritiva; não valoriza suficientemente a importância dos resultados positivos.

11. Comparar e avaliar o indutivismo e o falsificacionismo.

12. Explicar a perspetiva de Popper acerca da objetividade e progresso da ciência.

13. Explicar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.

14. Explicar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.

15. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.

16. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.

17. Comparar e avaliar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.

18. Mostrar em que condições dizemos que uma atividade tem sentido.

19. Apresentar o problema do sentido da vida.

20. Explicar a perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

21. Explicar as objeções à perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

22. Explicar a perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

23. Explicar as objeções à perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

24. Discutir a plausibilidade das perspetivas acerca do sentido da vida estudadas.

A. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.

B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.

Para estudar:

Fotocópias e PDF’s fornecidos aos alunos.

No Manual: pp. 202, 203 e 204 (indutivismo e objeção ao indutivismo); pp. 211 e 212 (entrevista a Popper acerca da conceção falsificacionista de ciência); pp. 215 a 228 (problema da objetividade da ciência: Popper e Kuhn); 239 e 240 (texto de Tolstói acercada relação entre a morte e o sentido da vida).

No blogue Dúvida Metódica:

Links sobre o senso comum

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Carta para Josefa, minha avó (texto)

Carta para Josefa, minha avó (vídeo)

Links sobre ciência
Não, não estamos no centro do Universo! (exemplos)
O que têm em comum as corujas e o GPS? (exemplos)
A aplicação do conhecimento científico em Marte (exemplos)
Os chimpanzés e orangotangos têm personalidade, tal como nós (exemplos)

O que pode a ciência provar?

As teorias científicas são falsificáveis

O falsificacionismo de Karl Popper
A teoria de Popper aos pedacinhos (vídeo)

Um cientista popperiano

A evolução da ciência: Popper e Kuhn (esquema e resumo)

Links sobre o problema do sentido da vida

Antes de responder é preciso entender a pergunta
Sombras minúsculas (breves citações sobre a brevidade da vida)

Será a vida uma brincadeira estúpida? (texto de Tolstói)

A injustiça da morte: uma história de M. S. Lourenço

Complementar

Filosofia da Ciência

O que é a ciência?

Quando o original é mais risível que a caricatura (vídeo do Gato Fedorento sobre astrologia)

Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?

Engodo. Homeopatia é ineficaz e até perigosa, diz estudo
Mente aberta

É preciso avaliar as tradições

Sentido da vida

Para que servem os dias? (poema)
Qual é o sentido da vida? (cartoon)

A morte e o sentido da vida (cartoon e vídeo)

A minha vida (texto escrito por Oliver Sacks quando descobriu que tinha um cancro muito letal)

O que farias hoje se o mundo acabasse amanhã?

sábado, 12 de maio de 2018

Matriz do 6º teste do 10º ano

ética

Duração: 90 minutos + 10 minutos de tolerância.

Objetivos:

1. Explicar em que consiste o problema da fundamentação da moral.

2. Explicar porque é que o utilitarismo de Stuart Mil é uma ética consequencialista.

3. Explicar porque é que o utilitarismo de Stuart Mil é uma ética hedonista.

4. Distinguir prazeres inferiores e superiores.

5. Explicar o que é, segundo Stuart Mill, o princípio da utilidade.

6. Aplicar o princípio da utilidade a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.

7. Explicar porque é que, para o utilitarismo de Stuart Mil, os deveres não são absolutos.

8. Explicar porque é que o utilitarismo não é uma ética relativista.

9. Explicar as objeções ao utilitarismo de Stuart Mil estudadas.

10. Explicar porque é que a ética defendida por Kant é deontológica.

11. Explicar o que é, segundo Kant, o imperativo categórico.

12. Explicar a primeira fórmula (chamada fórmula da lei universal) do imperativo categórico.

13. Explicar a segunda fórmula (chamada fórmula da humanidade) do imperativo categórico.

14. Aplicar as duas fórmulas do imperativo categórico a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.

15. Explicar porque é que ética deontológica não é uma ética relativista.

16. Distinguir ações contrárias ao dever, ações por dever e ações em conformidade ao dever (motivadas por sentimentos e motivadas pelo interesse).

17. Explicar porque é que, para Kant, o motivo é que confere valor moral às ações.

18. Distinguir imperativo categórico e imperativo hipotético.

19. Explicar porque é que, para Kant, os deveres são absolutos.

20. Explicar o que entende Kant por boa vontade.

21. Distinguir autonomia e heteronomia.

22. Explicar as objeções à ética deontológica de Kant estudadas.

23. Comparar e avaliar a ética de Stuart Mill e a ética de Kant.

24. Dar exemplos de problemas de filosofia política.

25. Explicar em que consiste o problema da justiça distributiva.

26. Explicar o que é o capitalismo.

27. Explicar o que é o comunismo.

28. Explicar como é que, segundo Rawls, se podem identificar princípios de justiça de um modo imparcial.

29. Explicar cada um dos princípios de justiça propostos por Rawls.

Leituras:

PDF´s e fotocópias fornecidas aos alunos.

No manual: Textos de Stuart Mill nas páginas 133, 134 e 136. Esquema da página 145. Texto de Kant na página 146. Textos de John Rawls nas páginas 166 e 168.

No blogue Dúvida Metódica:

ÉTICA:

O eléctrico desgovernado: discussão de um dilema moral
Será correto sacrificar uma pessoa para salvar centenas?
Discussão de um dilema moral: qual seria a ação correta?

Stuart Mill:

Qual é o critério da moralidade?
O utilitarismo: ideias básicas
Qual é a ação correta?

Apontamento sobre o Utilitarismo  (tópicos)

Mentir é sempre errado? (vídeo com exemplo)
Vídeo sobre o utilitarismo
Quais são os prazeres superiores?
Argumentos contra o utilitarismo

Kant:

Deveres e autonomia

Os imperativos de Kant (esquema)

As pessoas não são instrumentos

Quando é que as nossas ações têm valor moral?

Quais são as acções que têm valor moral? (ficha de trabalho)

Por dever ou apenas em conformidade ao dever? (caso real)

Agir bem para evitar problemas (BD)

Ser livre é obedecer à lei moral
Três minutos com Kant (vídeo)

Aconselhado

Um prazer superior

O que é mais importante que a felicidade?
É melhor servir que mandar despoticamente
O imperativo categórico é consequencialista?

FILOSOFIA POLÍTICA

Filosofar não é discutir o sexo dos anjos

Uma experiência mental oportuna

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Poderá haver um regime político melhor que a democracia?

Contra-a-Democracia

Hoje é um bom dia para chamar a atenção para este livro: Contra a Democracia, de Jason Brennan, editado pela Gradiva em 2017. O 25 de abril trouxe a democracia aos portugueses e pudemos descobrir pelos nossos próprios meios o que muitos outros já sabiam: a democracia não é um sistema perfeito, longe disso, mas é MUITO melhor que as alternativas existentes. Contudo, não será possível descobrir (ou talvez inventar) alternativas melhores? É precisamente isso que Jason Brennan tenta fazer neste livro: imaginar formas de organizar a vida política melhores que a democracia. Analisa sistematicamente muitos defeitos da democracia, como por exemplo a ignorância e falta de preparação dos eleitores, e discute os méritos e os defeitos de uma alternativa epistocrática, ou seja, o governo dos sábios. Brennan considera que há mais vantagens que desvantagens nesse tipo de solução e analisa várias possibilidades: algumas implicariam grandes alterações nos atuais regimes democráticos, outras implicariam apenas pequenos ajustes. É improvável que o autor conheça a afirmação de José Saramago (que, misturadas com muitas asneiras, também disse algumas coisas certas) de que não devemos considerar a democracia como um ponto de chegada, mas sim como um ponto de partida; contudo, é precisamente isso que ele tenta fazer. Este livro é, portanto, contra a democracia, mas não a favor da ditadura.

De qualquer modo, concorde-se ou não com Jason Brennan, não seria nada democrático não discutir o valor da democracia. Nesta, pelo contrário, costuma valorizar-se o espírito crítico e o debate livre de ideias – o que implica a possibilidade de discutir mesmo os valores mais fundamentais. A democracia só pode ganhar com uma tal discussão. Se desta resultar a refutação dos seus críticos, a democracia fica fortalecida. E não parece que perca se dessa discussão resultar a descoberta de um sistema melhor, quer este seja um aperfeiçoamento localizado do regime democrático quer envolva a sua substituição por um tipo de organização que continue a fazer bem o que a democracia faz bem e faça melhor o que a democracia faz mal.

domingo, 8 de abril de 2018

O valor da discordância

Nicholas Rescher

«Será que a discordância [por exemplo na filosofia e na ciência] serve algum propósito construtivo? É evidente que pode e deve fazê-lo. Pois dá a cada participante de uma controvérsia um incentivo para alargar e aprofundar o conhecimento ao procurar razões convincentes. Lidar com a discordância com base em razões é claramente um estímulo à investigação e evita que nos rendamos demasiado facilmente à nossa inclinação inicial para identificar as nossas opções com a verdade incontestável das coisas.»

Nicholas Rescher, Uma viagem pela filosofia em 101 episódios, Gradiva, Lisboa, 2018, pp. 21-22.