segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O que é um paradigma?

Thomas Kuhn

«Uma área de investigação [de acordo com Thomas Kuhn] torna-se uma ciência madura quando existe consenso entre os investigadores que nela trabalham relativamente aos problemas a investigar, as leis a aplicar, e os métodos e os instrumentos a usar nesse campo de investigação. Isto acontece quando há uma realização científica que uma comunidade científica particular reconhece como exemplar e fundando a sua investigação futura. Isto é, quando existe aquilo a que Kuhn chama paradigma, um conjunto de problemas, soluções — teorias e leis — práticas metodológicas e princípios metafísicos, que são aceites pela generalidade dos praticantes daquele campo. Uma ciência madura é dominada apenas por um paradigma, que estabelece o que é ou não legítimo investigar dentro de uma ciência e coordena e dirige a investigação nessa ciência. São exemplos de paradigmas a física de Aristóteles, a mecânica de Newton, o eletromagnetismo de Maxwell e a seleção natural de Darwin. Aquilo que, segundo Kuhn, distingue ciências de não-ciências não é, como pensam os indutivistas, o facto de as teorias científicas poderem ser verificadas, ou, como pensa Popper, o facto de poderem ser falsificadas, mas o de existir ou não num determinado campo de investigação um paradigma aceite pela generalidade dos seus praticantes. Diferentes áreas de investigação atingiram a maturidade, isto é, tornaram-se ciências, em diferentes ocasiões. A Matemática e a Astronomia na Antiguidade, a Óptica no século XVII, a Química no século XVIII e a Biologia no século XIX, por exemplo. Por outro lado, muitas das ciências humanas atuais, porque não têm um paradigma dominante, não constituem ciências.

Podemos, apesar disso, dizer que um paradigma é constituído por

  • Um feito científico exemplar, que sirva como modelo para a investigação futura a realizar;
  • Problemas, métodos, instrumentos e técnicas sugeridos por este feito científico;
  • Crenças metafísicas acerca dos tipos de objetos e de fenómenos que constituem o mundo.

Por exemplo, o paradigma newtoniano inclui as leis do movimento de Newton, mas também métodos para aplicar estas leis ao movimento dos planetas, dos pêndulos, das bolas de bilhar, etc., assim como vários tipos de telescópios e de técnicas para o seu uso e para a correção dos dados obtidos por seu intermédio, em conjunto com pressupostos metafísicos, como o de que o mundo é um mecanismo em que várias forças operam de acordo com as leis do movimento de Newton.

Quando uma área de investigação adota um paradigma, ela entra num estádio a que Kuhn chama ciência normal e é nisto que consiste a maior parte da atividade científica.»

Álvaro Nunes, “Ciência e objetividade”, Crítica - https://criticanarede.com/anunescienciaeobjetividade.html

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Matriz do 3º teste do 10º ano

falácia ad hominem

Duração: 90 minutos.

Natureza dos itens: escolha múltipla, resposta curta e resposta restrita.

Objetivos:

1. Compreender a distinção entre validade dedutiva e validade não dedutiva.

2. Compreender a distinção entre falácias formais e falácias informais.

3. Compreender as formas argumentativas válidas estudadas: negação dupla, modus ponens, modus tollens, silogismo disjuntivo, silogismo hipotético, contraposição e as leis de De Morgan.

4. Compreender as formas argumentativas inválidas estudadas: negação da antecedente e afirmação da consequente.

5. Identificar essas formas argumentativas (válidas e inválidas) referidas em exemplos dados.

6. Completar formas argumentativas.

7. Construir argumentos com essas formas.

8. Compreender os argumentos não dedutivos estudados: generalizações, previsões, argumentos por analogia e argumentos de autoridade.

9. Identificar generalizações, previsões, argumentos por analogia e argumentos de autoridade em exemplos dados.

10. Compreender as regras de validade de cada um desses argumentos não dedutivos.

11. Compreender as formas falaciosas dos argumentos não dedutivos estudados: falácias da generalização precipitada, da amostra não representativa, da previsão inadequada, da falsa analogia e do apelo ilegítimo à autoridade.

12. Identificar essas falácias em exemplos dados.

13. Compreender cada uma das outras falácias informais estudadas: Argumento ad hominem, Apelo à ignorância, Falso dilema, Falácia do espantalho, Falácia da derrapagem, Petição de princípio, Apelo ao povo e Falácia da falsa relação causal.

14. Identificar essas falácias informais em exemplos dados.

Para estudar:

Fotocópias da página 19 até à página 32.

No blogue Dúvida Metódica:

Derrapagem: do casamento homossexual ao incesto
Falácias informais do apelo à ignorância, da derrapagem e do boneco de palha
Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem
Exemplos da falácia do apelo à ignorância
Um cartaz político falacioso: falso dilema
A falácia do apelo ao povo
Resulta mesmo?
Qual é a falácia?
Qual é a falácia?
Falácias informais: vídeos

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Matriz do 2º teste do 11º ano

David Hume

Ano letivo: 2018/2019

Duração: 90 minutos.

Estrutura: contém itens de escolha múltipla, correspondências, itens de ordenação, itens de resposta curta, itens de resposta restrita e itens de resposta extensa.

Objetivos:

1. Explicar o que é o empirismo.

2. Mostrar como Hume classifica e relaciona os diversos conteúdos mentais.

3. Explicar em que consiste o princípio da cópia.

4. Explicar a rejeição empirista das ideias inatas.

5. Distinguir as questões de facto e as relações de ideias.

6. Discutir a opinião de Hume de que nenhum conhecimento a priori é substancial.

7. Explicar o modo como Hume entende a causalidade.

8. Explicar as objeções à perspetiva de Hume acerca da causalidade

9. Explicar a análise feita por Hume ao problema da indução.

10. Mostrar porque é que David Hume se considera um cético moderado.

11. Comparar a perspetiva racionalista e a perspetiva empirista quanto ao problema da origem do conhecimento.

12. Avaliar e discutir as ideias de David Hume acerca do conhecimento.

Para estudar:

Fotocópias.

Fichas de trabalho enviadas por email.

No blogue Dúvida Metódica:

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

O problema da causalidade

A crença na causalidade é instintiva

Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!

Three Minute Philosophy - David Hume e Descartes  (vídeo)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Matriz do 2º teste do 10º (turmas D e E)

MPT

Ano letivo: 2018/2019

Duração: 90 minutos.

Estrutura: contém itens de escolha múltipla, correspondências, itens de resposta curta, itens de resposta restrita e um item de resposta extensa.

Objetivos:

1. Explicar o que é a lógica.

2. Explicar o que é uma proposição.

3. Distinguir frases que exprimem proposições de frases que não exprimem proposições.

4. Classificar proposições quanto à qualidade (afirmativas e negativas) e quanto à quantidade (universais, particulares e singulares).

5. Reescrever frases universais, particulares e singulares de modo a que as proposições sejam expressas de modo canónico.

6. Nomear e explicar as relações lógicas contidas no Quadrado da Oposição.

7. Determinar o valor de verdade de proposições dadas tendo em conta o Quadrado da Oposição.

8. Negar proposições universais, particulares e singulares.

9. Explicar o que é uma conetiva (ou operador) proposicional.

10. Distinguir proposições simples e compostas.

11. Nomear as conetivas proposicionais consideradas pela lógica proposicional: negação, conjunção, disjunção (inclusiva e exclusiva), condicional e bicondicional.

12. Identificar a forma canónica e algumas formas alternativas de cada conetiva proposicional.

13. Reescrever frases com conetivas proposicionais de modo a que as proposições sejam expressas de modo canónico.

14. Identificar e usar os símbolos representativos das conetivas proposicionais (constantes lógicas).

15. Saber o que são variáveis proposicionais.

16. Fazer o dicionário de proposições dadas.

17. Formalizar proposições dadas.

18. Reconhecer o âmbito das conetivas proposicionais usadas numa proposição.

19. Compreender a tabela de verdade de cada operador proposicional.

20. Compreender o que são condições suficientes e condições necessárias.

21. Determinar as condições de verdade de proposições compostas através da construção de tabelas de verdade.

22. Explicar o que são argumentos.

23. Distinguir argumentos e não argumentos.

24. Identificar as premissas e a conclusão de argumentos dados.

25. Descobrir premissas ocultas.

26. Colocar argumentos na expressão canónica.

27. Formalizar argumentos.

28. Distinguir a validade dedutiva e a validade não dedutiva.

29. Avaliar intuitivamente a validade ou invalidade de argumentos dedutivos.

30. Testar a validade de formas argumentativas através de inspetores de circunstâncias.

Para estudar:

Fotocópias.

PDF’s.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Matriz do 1º teste do 10º ano

ssdfre

Ano letivo: 2018/2019

Duração do teste: 90 minutos.

Estrutura do teste: contém itens de escolha múltipla, correspondências, itens de resposta curta, itens de resposta restrita e um item de resposta extensa.

Objetivos:

1. Conhecer pelo menos oito exemplos de questões filosóficas.

2. Explicar porque é que as questões filosóficas são concetuais.

3. Explicar porque é que as questões filosóficas são básicas.

4. Explicar porque é que as questões filosóficas estão em aberto.

5. Distinguir questões filosóficas de questões não filosóficas em exemplos dados.

6. Mostrar porque é que a filosofia requer pensamento crítico.

7. Explicar o que é a lógica.

8. Explicar o que é uma proposição.

9. Distinguir frases que exprimem proposições de frases que não exprimem proposições.

10. Explicar o que são ambiguidades e distinguir ambiguidades semânticas e ambiguidades sintáticas.

11. Explicar porque é importante – na filosofia e noutras áreas do conhecimento - evitar ambiguidades.

12. Classificar proposições quanto à qualidade (afirmativas e negativas) e quanto à quantidade (universais, particulares e singulares).

13. Reescrever frases universais, particulares e singulares de modo a que as proposições sejam expressas de modo canónico.

14. Nomear e explicar as relações lógicas contidas no Quadrado da Oposição.

15. Determinar o valor de verdade de proposições dadas tendo em conta o Quadrado da Oposição.

16. Negar proposições universais, particulares e singulares.

17. Explicar o que é uma conetiva (ou operador) proposicional.

18. Distinguir proposições simples e compostas.

19. Nomear as conetivas proposicionais consideradas pela lógica proposicional: negação, conjunção, disjunção (inclusiva e exclusiva), condicional e bicondicional.

20. Identificar a forma canónica e algumas formas alternativas de cada conetiva proposicional.

21. Reescrever frases com conetivas proposicionais de modo a que as proposições sejam expressas de modo canónico.

22. Identificar e usar os símbolos representativos das conetivas proposicionais (constantes lógicas).

23. Saber o que são variáveis proposicionais.

24. Fazer o dicionário de proposições dadas.

25. Formalizar proposições dadas.

26. Reconhecer o âmbito das conetivas proposicionais usadas numa proposição.

Para estudar:

Fotocópias (até à página 11) e PDF’s.

No blogue Dúvida Metódica:

O que é a filosofia?

Estudo da religião: a parte da Sociologia e a parte da Filosofia

Problemas filosóficos e problemas não filosóficos

Descubra a questão mais básica

Ambiguidade sintática

Ambiguidades

Ambiguidade

Não é só na filosofia que a ambiguidade é um problema

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Matriz do 1º teste do 11º ano

Cerebro numa cuba 1  [brain_in_a_vat_thought_bubble%2520%2520c%25C3%25A9rebro%2520numa%2520cuba%255B4%255D.jpg]

Ano letivo: 2018/2019

Duração: 90 minutos.

Estrutura: contém itens de escolha múltipla, correspondências, itens de ordenação, itens de resposta curta, itens de resposta restrita e itens de resposta extensa.

Objetivos:

1. Explicar o que é a Epistemologia.

2. Diferenciar os vários tipos de conhecimento (conhecimento prático, conhecimento por contacto e conhecimento proposicional).

3. Apresentar a definição tradicional de conhecimento.

4. Mostrar porque é que a verdade é uma condição necessária do conhecimento.

5. Mostrar porque é que a justificação é uma condição necessária do conhecimento.

6. Mostrar porque é que cada uma dessas condições isoladas ou agrupadas duas a duas não constituem condições suficientes do conhecimento.

7. Explicar a diferença entre o conhecimento a posteriori e o conhecimento a priori.

8. Explicar o que é o cepticismo e distinguir o ceticismo moderado e o ceticismo radical.

9. Mostrar qual é, segundo o ceticismo radical, o problema da justificação.

10. Discutir se o ceticismo radical se autorrefuta.

11. Explicar em que consiste o argumento cético dos erros percetivos.

12. Explicar em que consiste o argumento cético da regressão infinita da justificação.

13. Conhecer alguns cenários céticos: sermos um cérebro numa cuba, a vida ser um sonho, a situação descrita no filme Matrix, etc.

14. Mostrar em que medida o ceticismo lança um desafio a quem se afirma detentor conhecimento.

15. Mostrar como é que Descartes tentou responder ao desafio cético.

16. Explicar o que é a dúvida metódica.

17. Explicar porque razão Descartes tinha como objetivo encontrar uma crença indubitável e básica.

18. Indicar quais são as principais etapas do percurso da dúvida metódica.

19. Mostrar porque é que Descartes recorreu à hipótese da vida ser um sonho.

20. Mostrar porque é que Descartes recorreu à hipótese do Génio Maligno.

21. Mostrar porque é que Descartes considera o Cogito como indubitável.

22. Mostrar como é que o argumento da marca tenta provar a existência de Deus.

23. Explicar em que consiste o critério das ideias claras e distintas.

24. Mostrar qual é a função de Deus no sistema cartesiano.

25. Explicar a objecção segundo a qual Descartes foi incoerente ao considerar a existência de Deus como provada.

26. Explicar a objeção que diz: “criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição”.

27. Explicar a objeção do círculo cartesiano.

28. Avaliar e discutir a tentativa feita por Descartes para refutar o ceticismo e fundamentar o conhecimento.

O aluno deve conhecer exemplos ilustrativos de cada um dos tópicos.

Para estudar:

o Fotocópias.

o Fichas de trabalho enviadas por email.

o Imagens mostradas nas aulas e enviadas por email.

o No blogue Dúvida Metódica:

Tipos de conhecimento (imagens com exemplos)
Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento 

O Deco não percebe nada de Epistemologia (exemplo)

Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?  (exemplo)
Uma dúvida inspiradora para os alunos do 11º ano (cartoon)

Como são parecidas a ilusão e a realidade! (distinção entre ilusões e alucinações)

Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical (vídeo com exemplos)

A minha vida é real: conhecimento ou mera crença? (experiência mental do cérebro numa cuba)

O caro leitor não está a ler (noção de contradição pragmática)

Cartoons cartesianos

Vejo, logo aprendo (vídeos sobre Descartes)

Aconselhado:

Penso, logo não cozinho! (cartoon)

A vida será um sonho?

Objecção a Descartes: o Cogito é um entimema e não uma crença básica

BOM TRABALHO!