domingo, 19 de abril de 2015

O 25 de abril: perguntas e respostas para os mais novos

O 25 DE ABRIL EXPLICADO ÀS CRIANÇAS: 32 PERGUNTAS E RESPOSTAS.

01 - Tinham medo de Salazar? Até os políticos?

02 - O povo tinha direito a voto ou era obrigado a votar em Salazar?

03 - Antes de 1974 já tinha havido alguma revolução?

04 - Alguém conseguiu fugir do Tarrafal?

05 - O que possibilitou a manutenção de uma ditadura durante 40 anos?

06 - Que razões levaram a formar a PIDE?

07 - De que modo os programas da rádio eram controlados pela Censura?

08 - A emigração nos anos 60 foi muita. Porquê?

09 - Porque é que os rapazes e as raparigas tinham de andar em escolas separadas? Como é que namoravam e conseguiam casar?

10 - A população portuguesa estava preparada para o 25 de Abril?

11 - Como é que "os guardas" do 25 de Abril conseguiram planear sem a PIDE os ver?

12 - Onde é que arranjaram coragem para fazer a revolução e conseguirem derrotar os guardas?

13 - O Zeca Afonso já tinha as canções preparadas? Ele já sabia que no dia 25 de Abril de 1974 ia haver uma revolução?

14 - Enquanto preparavam e executavam a revolução, os soldados pensaram na terríveis consequências que podiam sofrer se fossem descobertos e o golpe falhasse?

15 - Em que condições se entregou Marcelo Caetano?

16 - Houve mortos durante a revolução?

17 - Porque é que depois do 25 de Abril, os homens da revolução não pagaram com a mesma moeda?

18 - Como é que o povo soube que aquele dia era o dia da libertação?

19 - Nas pontas das espingardas foram colocados cravos vermelhos. Porquê?

20 - Todas as pessoas estiveram de acordo com este acontecimento histórico?

21 - 25 de Abril é uma revolução popular ou militar?

22 - Quem foram as pessoas que estiveram a frente do 25 de Abril. Existe alguma coisa a elogiá-las?

23 - Depois da revolução, o país teve dificuldades em organizar-se politicamente?

24 - O povo português não teria demasiada liberdade depois de 1974?

25 - Como é que foi a luta depois do 25 de Abril?

26 - Que impacto teve o 25 de Abril a nível mundial?

27 - O que aconteceu às nossas colónias? Como foram libertadas?

28 - Nos nossos dias, existe alguém que possa adquirir os poderes de Salazar?

29 - O que torna um regime totalitário absurdo?

30 - O que mudou em Portugal depois do 25 de Abril?

31 - O que aconteceu aos presos políticos e aos condenados políticos depois do 25 de Abril?

32 - Se antigamente as pessoas não tinham liberdade para serem felizes, porque não saiam de Portugal?

Fonte: Centro de documentação 25 de Abril, da Universidade de Coimbra, ver AQUI.

Nota: Os links em destaque são aqueles que irão ser visionados na aula.

Um tesouro, disponível online

O livro de Manuel António Pina acerca do 25 de abril pode ser lido online, AQUI, no Centro de documentação 25 de Abril, da Universidade de Coimbra.

É uma boa leitura para pais e filhos e um pretexto para os pais explicarem o que foi o 25 de abril.

Há também diferentes edições em papel:

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

A perspetiva de Kuhn acerca do desenvolvimento da ciência

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O valor da liberdade: testemunhos e reflexões

São dois vídeos que vale a pena ouvir para compreender melhor o que é a democracia e porque tem a liberdade tanto valor.

domingo, 12 de abril de 2015

Lixo

Indonesian surfer Dede Surinaya onda com lixo na ilha de Java

O surfista Dede Surinaya surfa uma onda cheia de lixo na ilha de Java, na Indonésia.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Eu não gosto do bom gosto

 

Senhas

Adriana Calcanhotto

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

Eu gosto dos que têm fome
E morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um vento maravilhoso

Não faço ideia quais são os critérios que presidem ao modo como são distribuídos os filmes nas salas de cinema portuguesas. Todavia, quem vive no sul e quisesse ver o filme As Asas do Vento (Kaze Tachinu no Japão e Vidas ao Vento no Brasil) - nas palavras do próprio realizador Hayao Miyazaki o seu último filme - só o poderia fazer em Lisboa. É pena que assim seja, pois trata-se de um filme maravilhoso (o argumento, os diálogos e algumas das imagens são sublimes) para um adulto e para uma criança simultaneamente.

Os leitores mais preconceituosos, que consideram a animação um género menor no cinema, estão enganados. Este filme, tal como por exemplo A viagem de Chihiro também da autoria de Miyazaki , é imperdível.

O personagem principal do filme As asas do vento é o engenheiro Jiro Horikoshi, desenhador de um dos aviões de guerra usados pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

"Para criar a personagem central do filme, Jiro, um aspirante a engenheiro aeronáutico, Miyazaki baseou-se ainda num romance do autor Tatsuo Hori, que foi contemporâneo de Jiro Horikoshi.

Na nota de intenções, Miyazaki explica que quis retratar alguém persistente que persegue um sonho durante a juventude e idade adulta, num tempo em que o Japão viveu o grande terramoto de 1923, a Grande Depressão, a epidemia de tuberculose e a entrada na guerra." (informação retirada daqui).

Uma das ideias repetidas em diferentes momentos do filme: muitos acontecimentos adversos, que não dependem de nós, avançam e condicionam para sempre as nossas vidas, mas é preciso continuar a viver. É verdade.