sábado, 25 de Outubro de 2014

Ou isto ou aquilo

Para os meus alunos do 11º A e 10º D com votos de bom estudo para o teste!

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!


Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.


Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!


Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.


Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

Matriz do 1º teste do 11º ano (turma A)

2014-15 11º Matriz do 1º teste.pdf by dmetódica

Seguem-se links de alguns dos posts (a consulta de outras etiquetas deste blogue fica entregue à vossa autonomia e às necessidades de cada um):

1. Qual é a utilidade do estudo da Lógica?

2. Lógica proposicional: formalização e construção de tabelas de verdade.1.

3. Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo

4. A negação de proposições condicionais

5. A bicondicional: tabela de verdade e exercícios

6. Argumentos dedutivos: algumas formas válidas e inválidas (falácias formais)

7. A relação entre verdade e validade

8. Validade dedutiva

9. "A lógica é fofinha"

Bom trabalho a todos!

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Argumento dedutivo ou não dedutivo?

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2013-14 10º ano ficha de trabalho sobre os instrumentos lógicos do pensamento. by dmetódica

Argumentos não dedutivos: previsão, generalização, analogia e argumento de autoridade

A primeira fotografia é do planeta Marte (ver aqui) e a segunda do planeta Terra.

Construa, a partir da comparação das duas fotografias, um argumento não dedutivo.

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Existem três tipos de argumentos não dedutivos:

1. Argumentos indutivos: Generalizações e previsões 

2. Argumento por analogia

3. Argumento de autoridade:

"Um argumento baseado no testemunho de outras pessoas, em geral com uma forma lógica "X disse que P; logo, P", sendo X uma pessoa ou grupo de pessoas e P uma afirmação qualquer. Por exemplo: "Einstein disse que nada pode viajar mais depressa do que a luz; logo, nada pode viajar mais depressa do que a luz". Não há regras de inferência precisas para argumentos de autoridade, mas ao avaliar um argumento de autoridade devemos ter em mente os seguintes princípios: 1) O especialista invocado (a autoridade) tem de ser um bom especialista da matéria em causa. 2) Os especialistas da matéria em causa (as autoridades) não podem discordar significativamente entre si quanto à afirmação em causa. 3) Só podemos aceitar a conclusão de um argumento de autoridade se não existirem outros argumentos mais fortes ou de força igual a favor da conclusão contrária. 4) Os especialistas da matéria em causa (as autoridades), no seu todo, não podem ter fortes interesses pessoais na afirmação em causa. Precisamente porque em questões filosóficas disputáveis, por definição, os especialistas não concordam entre si, em filosofia os argumentos de autoridade são quase sempre falaciosos. Contudo, a maior parte do conhecimento de cada ser humano baseia-se em argumentos de autoridade, no sentido em que se baseia no testemunho de outras pessoas."

Murcho, Desidério, O Lugar da Lógica na Filosofia, Cap. 9 (Lisboa: Plátano, 2003).

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Para testar o que aprendeste nas aulas:

Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos
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Sobre os argumentos dedutivos, ver AQUI.

sábado, 18 de Outubro de 2014

O nome das coisas: documentário

São quase 60 minutos de um excelente documentário sobre a escritora e poetisa Sophia.

Vale mesmo a pena ver até ao fim.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

LIVRES E IGUAIS?

 

3º Encontro Presente no Futuro 2014  sobre o tema: "À Procura da Liberdade", organizado pela Fundação Manuel dos Santos.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Contra-exemplo: o que é e para que serve


Contra-exemplo
“Um caso particular que refuta uma generalização. Visto que se pode mostrar a falsidade de uma generalização por meio de uma única excepção, argumentar por contra-exemplos é um poderoso instrumento para as pôr em causa, e particularmente eficaz contra as generalizações apressadas.
Por exemplo, se alguém fizesse uma generalização apressada «Todos os médicos escrevem de maneira ilegível», então um único caso de um médico cuja escrita fosse legível refutaria a generalização. Afirmações abrangentes como esta são um convite à procura de contra-exemplos. Analogamente, se alguém declarasse «Nunca houve qualquer mulher cientista digna de nota», então a menção de Marie Curie seria suficiente para refutar a generalização, sem que fosse preciso mencionar outras mulheres cientistas a quem se podia razoavelmente atribuir notoriedade.
Supondo que o contra-exemplo é genuíno, a pessoa cuja generalização foi tão conclusivamente refutada nada pode fazer senão rever ou rejeitar a generalização. Uma forma de revisão consiste simplesmente em (…) mudar o «todos» explícito ou implícito para «alguns» ou «muitos» (…).”
Nigel Warburton, Pensar de A a Z, tradução de Vítor Guerreiro, Ed. Bizâncio, Lisboa, 2012, pág. 95

sábado, 11 de Outubro de 2014

Os gatos não têm vertigens

Eis um filme que vale a pena ver, com a atriz Maria do Céu Guerra, magistral como sempre!

Em exibição nos cinemas.