“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
domingo, 24 de maio de 2020
Mulheres na ciência (passado e presente): Marie Curie e Maria de Sousa
terça-feira, 3 de maio de 2016
PORQUÊ ESTUDAR GEOGRAFIA?
Post Convidado: Luis Romão, professor de Geografia do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres.
Comecemos por uma questão: a que ramo das ciências pertence esta ciência? É uma ciência humana ou natural?
Como tentarei reflectir, a imensa interdisciplinaridade da Geografia faz com que não apresente uma identidade concreta, contudo o objeto e o objetivo do seu estudo estão bem definidos.
Definimos hoje a Geografia como o estudo das relações entre o espaço e as sociedades.
Esta complexidade de relações exige do geógrafo o recurso a diversas ciências – Geologia, Meteorologia, Oceanografia, Ecologia, Estatística, mas também Ciências Sociais, como a Economia, a Sociologia, a História, a Politica…etc. A Geografia encontra-se na encruzilhada das ciências para poder explicar ao Homem os caminhos que traçou e que caminhos deve seguir para viver equilibradamente e frutiferamente nesta casa a que chamamos Terra.
Estas duas imagens esquematizam estas relações que constituem a sua razão:
Imagem 1
Imagem 2
Hoje a Geografia tem cada vez mais preocupação com a problemática social, considerando que o desenvolvimento, vindo da industrialização, passou a exercer grandes impactes sobre a natureza (paisagem) e a sociedade degradando e depilando os recursos naturais; o planeta, o espaço, a paisagem “não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000).
Assim podemos perceber a complexidade de uma paisagem, de um país (múltiplas paisagens) percebendo as múltiplas relações e conexões que as suportam. “Os lugares, são, pois, o mundo, que eles, (cada comunidade) reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singulares (direi únicos, mas ao mesmo tempo cada vez mais iguais), mas também são globais, manifestações da totalidade – mundo, da qual são formas particulares.” (Santos, 2000).
Então do ponto de vista da Geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo, e o olhar geográfico desmonta e explica os riscos e as potencialidades das decisões dos homens da história.
A Geografia desenvolveu o olhar espacial, portanto, construiu um método que faz a leitura da vida que estamos vivendo, a partir do que pode ser percebido no espaço construído.
A Geografia ao ler o espaço, ensina ao homem a leitura da sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças naturais, sociais, políticas, económicas, etc., vivenciadas desde os seus antepassados até ao presente. O que a paisagem mostra é o resultado do que ali aconteceu e está acontecendo. A Geografia ao materializar o ocorrido transforma em visível, em perceptível as dinâmicas do acontecido.
Por tudo isto a Geografia é tão importante na formação dos nossos alunos. A formação dum pensamento geográfico é indispensável para a existência de cidadãos mais ativos e mais capazes de construir o mundo de hoje, mais sustentável, onde todos tenham abrigo.
Luis Romão (adaptado).
Bibliografia:
Milton Almeida dos Santos, Por uma outra globalização, São Paulo: Editora Record, 2000.
domingo, 19 de abril de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
O Universo explicado pelo físico Vítor Cardoso
Por Teresa Firmino, no Jornal Público.
«Desafiámos o físico português Vítor Cardoso a fazer um passeio pelo Universo e pela forma como a nossa visão sobre ele se alterou ao longo do último século. “Passámos de um Universo parado para um Universo em ebulição, elástico e humano: nasce, cresce e, quem sabe, morre.”
Aos 40 anos, Vítor Cardoso é professor e investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica e Gravitação (Centra) do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Também é professor na Universidade do Mississípi, nos Estados Unidos, e investigador do Instituto Perimeter, no Canadá. Nos últimos cinco anos, ganhou duas superbolsas no valor total de 2,5 milhões de euros, que tem utilizado na investigação das equações de Einstein, com a ajuda de um supercomputador chamado Baltasar Sete Sóis. Dedica-se à física teórica, nomeadamente à compreensão dos buracos negros, da matéria escura e das ondas gravitacionais.
Toda a gente aceita hoje a ideia de que o Universo teve um início – o Big Bang – e que, desde então, o Universo está em expansão. Por que é que Einstein se recusou a aceitar esta realidade, que, aliás, uma das suas próprias equações da teoria da relatividade geral lhe indicava?»
Continuar a ler AQUI.
Vale a pena, mesmo.
Para os meus alunos do 11º A, que estão a estudar filosofia da ciência, a leitura é obrigatória!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Senso comum e ciência
Informação sobre a imagem, ver AQUI.
Textos e vídeos:
Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência
O senso comum não basta para compreender o mundo
Como é que uma criança decide tornar-se cientista?
A ciência tem como objetivo explicar o mundo natural
A ciência trabalha com ideias testáveis
A ciência baseia-se em evidências
A ciência envolve a comunidade científica
Os participantes na ciência devem comportar-se cientificamente
Ciência na rádio
Exemplos de explicações científicas
O que é o som?
A aplicação do conhecimento científico em Marte
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Ciência na rádio
David Marçal, bioquímico e divulgador da ciência, autor do livro Pseudociência, foi entrevistado no programa Pessoal e Transmissível da TSF. Pode ouvir aqui a entrevista.
Sem mencionar a filosofia, David Marçal discorre acerca de vários tópicos filosóficos: O que é a ciência? O que distingue a ciência da pseudociência? O critério de falsificabilidade de Popper. A suposta distinção entre ciências “duras” e ciências “moles”. Fala também do ensino da ciência, da importância da divulgação científica, do humor científico, etc.
Vale a pena ouvir.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Pseudociência
David Marçal e o grupo de stand-up "Cientistas em Pé" apresentam o ensaio Pseudociência num debate inserido no ciclo de debates Pensar Portugal (organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), moderado por António Araújo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Semelhanças entre a democracia e a ciência e a filosofia
Os praticantes da ciência são “capazes de ser tão baixos quanto o resto das pessoas”. Mas “o que é grandioso na ciência — como na democracia — não é o facto de ser feita por pessoas impolutas, mas o facto de ter mecanismos públicos de crítica, por cultivar a liberdade e por não aceitar o peso da autoridade sem o peso do argumento razoável, publicamente discutível. Tal como a diferença entre a democracia e a ditadura não reside no carácter dos governantes — Cavaco Silva, por exemplo, tem o perfil típico de ditadores como o Salazar — mas antes no sistema que não os deixa fazer todo o mal que gostariam de fazer, também na ciência e na filosofia analítica se instituíram sistemas de controle de erros precisamente porque a natureza humana deixa bastas vezes muito a desejar.”
Desidério Murcho, “Façanha matemática” * - http://criticanarede.com/lds_aczel.html
* Sobre o livro: O Último Teorema de Fermat: À descoberta do segredo de um problema matemático secular, de Amir D. Aczel.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Dez anos depois, uma sonda chegou a um cometa a 500 milhões de quilómetros
Imagem do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, tirada pela sonda Rosetta a 6 de novembro. A área onde a nave-robô Philae pousou situa-se na zona superior da imagem, tem cerca de um quilómetro quadrado e foi batizada de Agilkia. (foto ESA/Rosetta/NavCam – CC BY-SA IGO 3.0)

Em Darmstadt os cientistas da Agência Espacial Europeia recebem o primeiro sinal enviado pelo robô Philae a partir do cometa. Foto: ESA
"É a primeira vez na História que uma sonda pousa no núcleo de um cometa.
Philae, a sonda-robô que se desprendeu de Rosetta esta manhã, efectuou em cerca de sete horas a viagem de 22,5 quilómetros até à superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, onde pousou com sucesso numa área de apenas um quilómetro quadrado, baptizada como Agilkia.
O sinal que confirmou o sucesso da operação chegou à Terra cerca de 28 minutos depois, às 17h03, após atravessar cerca de 500 milhões de quilómetros.
Via Twitter, chega a informação de que Philae está à superfície, mas que os seus arpões não dispararam.
Para além de fotos, Philae irá recolher dados para o primeiro estudo detalhado de um comenta realizado in situ. Os dados serão enviados para Rosetta, que os reenviará para a Terra, durante os 17 meses que ficará em órbita.
A sonda Rosetta foi batizada em homenagem à Pedra de Roseta, o fragmento de uma estela do Antigo Egito que permitiu a decifração dos hieróglifos egípcios. Philae recebeu o nome da ilha onde foi encontrado um obelisco que também contribuiu para essa decifração. Esta missão, controlada pelo Centro Europeu de Operações Espaciais, terá como resultado o estudo mais aprofundado alguma vez feito sobre um cometa."
Informação retirada DAQUI.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Ciência 2.0 - um site português de divulgação científica
"De que se ocupam os astrónomos? Nos dias de hoje, os astrónomos já não dedicam a maior parte do seu tempo a espreitarem através da ocular dos telescópios. Existem, na verdade, várias outras atividades que preenchem esta profissão. Perceba em que consiste “ser” astrónomo, na curta desenvolvida pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), com a produção do Ciência 2.0."
"Porque é que existe o vício da cocaína? Que efeitos provoca no cérebro? Porque existe a sensação de prazer ao consumi-la e porque depois existe ansiedade?"
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Trabalhos de alunos da ESPR num site do Instituto Superior Técnico
Clicar na imagem para aceder.
O responsável pelo projeto “Saber Ciência” (*), Nuno Barradas (ver currículo AQUI), contactou-me e sugeriu-me que fizesse um balanço da utilização feita pelos meus alunos de vários artigos do "Saber Ciência" que referi no Dúvida Metódica (na bibliografia para um trabalho do 11º ano sobre filosofia da ciência).
Os links para os trabalhos dos alunos e a minha apreciação foram agora publicados na página do “Saber Ciência", para aceder, clicar AQUI. . Para ler os trabalhos dos alunos publicados neste blogue, clicar AQUI e AQUI.
Agradeço a publicação, até porque se trata de um site de reconhecida qualidade na divulgação da cultura científica em Portugal.
Espero que, no futuro, mais professores e alunos (de filosofia e de outras ciências) venham a utilizar os interessantes e úteis recursos disponibilizados online no "Saber Ciência". Este site é uma tradução portuguesa de uma página de divulgação científica da Universidade da Califórnia da responsabilidade do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e da APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente.
(*) A página original Understanding Science foi desenvolvida pelo Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia em colaboração com os seus Conselhos Consultivos. A página traduzida Saber Ciência foi desenvolvida pelo Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e pela APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente. Tradução parcialmente realizada ao abrigo do projeto da APEEGIL do programa Pais com a Ciência do Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.


sábado, 31 de maio de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Filosofia da Ciência: trabalhos dos alunos
Trabalho de Filosofia Da Ciência Dos Alunos Mariana Guerreiro e Miguel Rodrigues 11º d by SaraRaposo
Nota: Os textos não foram editados pela professora, são publicados tal como foram entregues pelos alunos.
sábado, 17 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
A filosofia da ciência e as ciências ocultas
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Para os meus alunos do 11º ano.
Eis dois exemplos - verídicos! - que demonstram como é importante estudar o problema filosófico da demarcação, isto é: saber qual é o critério que nos permite distinguir uma teoria científica de uma teoria não científica.
Exemplo 1
"Os funcionários do parlamento convidaram a Alexandra Solnado para falar de vidas passadas numas jornadas da saúde. Francamente incomoda-me. Mesmo sabendo que nada disto tem a ver com a actividade dos nossos parlamentares, incomoda-me que pela circunstância absolutamente casual de quem organiza essas jornadas da saúde não ter qualquer vestígio de cultura científica, Alexandra Solnado ficar com uma fotografia com que irá alegar que a casa da democracia reconhece a validade dos seus delírios.
Uma instituição como o parlamento, deveria ter algum bom senso. Por um lado, para não cair no ridículo. Por outro, para não municiar de argumentos de autoridade estas alegações delirantes de vidas passadas e conversas com Jesus. Como diz o Ricardo Araújo Pereira neste vídeo: "eu falei com o Jesus Cristo e ele disse-me que nunca falou com a Alexandra Solnado".
David Marçal
Informação retirada do blogue Rerum Natura, ver AQUI.
Exemplo 2
"(...) vejo o anúncio de bolsas de investigação científica para 2014/2015 proporcionadas por uma fundação ligada à indústria farmacêutica.
O anúncio é normal, o regulamento comum, e até se faz a exigência de redacção em inglês... Apenas uma coisa destoa (quer dizer, parece-me destoar, sei lá as voltas epistemológicas que as coisas dão sem eu dar conta...): a investigação científica digna de subsídio é em... parapsicologia!"
Maria Helena Damião
Informação retirada do blogue Rerum Natura, ver AQUI.









