“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Os direitos garantidos pela justiça são inegociáveis
sábado, 23 de maio de 2020
O que é que o dinheiro não deve poder comprar?
sábado, 2 de maio de 2020
Morrer de fome
sexta-feira, 1 de maio de 2020
Não nos devemos resignar com a injustiça
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| Fotografia de Lewis Hine |
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Matriz do 6º teste do 10º ano
Ano letivo: 2018-2019
Duração: 90 minutos
Objetivos:
1. Dar exemplos de problemas de filosofia política.
2. Explicar em que consiste o problema da justiça distributiva.
3. Esclarecer o que é o capitalismo e o que é o comunismo.
4. Explicar, de acordo com Rawls, os conceitos de posição original e véu de ignorância.
5. Explicar cada um dos princípios de justiça propostos por Rawls.
6. Mostrar porque é que, de acordo com Rawls, o princípio da liberdade tem primazia sobre os outros.
7. Mostrar em que medida Rawls defende ideias kantianas.
8. Mostrar porque é que Rawls rejeita o utilitarismo.
9. Explicar a regra maximin.
10. Analisar e discutir o argumento segundo o qual a distribuição da riqueza não se deve basear em fatores moralmente arbitrários.
11. Explicar em que medida a teoria de Rawls tenta conciliar a igualdade e a liberdade individual.
12. Mostrar em que medida a teoria de Nozick constitui uma tentativa de refutar a teoria de Rawls.
13. Mostrar em que medida Nozick defende ideias kantianas.
14. Explicar as objeções à teoria de Nozick estudadas.
15. Explicar outras objeções à teoria de Rawls.
16. Comparar a teoria de Rawls com a teoria de Nozick e com outras críticas e discutir qual é a teoria mais plausível.
17. Defender uma opinião acerca do problema da justiça distributiva.
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18. Explicar os conceitos de determinismo e de livre-arbítrio.
19. Explicar qual é o problema do livre-arbítrio.
20. Apresentar a tese defendida pelo determinismo radical.
21. Explicar as razões a favor do determinismo radical.
22. Explicar as objeções ao determinismo radical estudadas.
23. Confrontar o determinismo radical com as objeções estudadas.
24. Apresentar a tese defendida pelo libertismo.
Natureza das questões:
Escolha múltipla, correspondências, questões de resposta curta e uma questão de resposta extensa.
Para estudar:
No manual: partes assinaladas das páginas 166, 168, 169, 170, 174 (problema da justiça distributiva), 65, 75, 90 (problema do livre-arbítrio).
PDF´s e Fotocópias
Livre-arbítrio: uma ilusão? (Vídeo)
Opcional:
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1) (banda desenhada)
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (2) (banda desenhada)
O véu da ignorância: vídeo
Cinco ideias centrais sobre Rawls (esquema)
Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio
Tive, por acaso, possibilidades de escolha? (exemolo, excerto de um romance)
Um homem livre que não acreditava no livre-arbítrio
Na opinião dos alunos, existe ou não livre arbítrio? (trabalhos de alunos)
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
A opinião dos alunos: como deve ser uma sociedade justa?
No DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA, lançámos aos alunos da escola e aos leitores deste blogue um desafio, ver AQUI:
A Filosofia está em todo o lado…dizem os alunos. Muitos explicaram como é que podemos responder aos problemas filosóficos propostos. Obrigada a todos!
Eis algumas das melhores opiniões:
Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?
Na minha opinião, para que haja justiça social o Estado deverá ser interventivo, de forma a combater as desigualdades sociais; o sistema político terá que ser obrigatoriamente democrático e ainda proponho a criação de uma aliança global promotora desta justiça.
De forma a ilustrar o meu ponto de vista, irei construir a minha argumentação com base no cartoon encontrado no seguinte link: http://thewireless.co.nz/articles/the-pencilsword-on-a-plate. Analisando este cartoon, é possível observar dois caminhos de vida distintos, estando patente a influência que o meio de nascimento tem no futuro de cada um de nós. Ora, para que exista justiça social a importância do meio de nascimento para o nosso futuro deverá ser diminuta, garantindo assim a igualdade de oportunidades.
Assim, coloca-se a seguinte questão: Como garantir a igualdade de oportunidades? Creio que, de modo a garantir esta igualdade de oportunidades dever-se-à recorrer à criação de sistemas nacionais de saúde; educação e de apoio social, entre outros que deverão ser sustentados pelo dinheiro dos contribuintes, sendo que os mais ricos deverão pagar mais do que os mais pobres, de forma a que as assimetrias sociais sejam corrigidas, assegurando assim uma maior igualdade de oportunidades, dado que todos passam a ter acesso à satisfação de necessidades básicas. Sendo assim, acho que a educação deveria ser gratuita, inclusive o ensino superior, desta forma a Paula não teria que se preocupar com o pagamento das suas propinas; e que deveria ser garantido a todos os cidadãos independentemente da sua condição um rendimento mínimo, de forma a evitar a pobreza e a mendicidade. Creio ainda ser importante a reforma do sistema prisional, que em vez de focar-se no castigo e punição, dever-se-ia focar na educação e reintegração dos prisioneiros na sociedade e na resolução dos problemas que afetam os sentenciados. Assim, através destas medidas, promovidas por um Estado interventivo talvez a Paula estivesse na situação à qual chegou o Richard (sem grande esforço).
De seguida, penso que a justiça social só tem lugar num Estado democrático, livre, assente na igualdade perante a lei; na divisão tripartida dos poderes e defesa dos direitos humanos, uma vez que se não formos iguais perante a lei, então não existirá alguma vez igualdade de oportunidades e, muito menos, justiça social.
Por fim, julgo que para existir verdadeira justiça social, esta não poderá ser limitada às fronteiras de meia-dúzia de países, dado que se houver justiça social, mas o acesso a esta estiver limitada a apenas algumas pessoas que tiveram a sorte de nascer em determinado país, o meio de nascimento continuaria a determinar o futuro de cada um de nós. Assim, creio que seja importante a criação de uma aliança global, à semelhança das Nações Unidas, que tenha como principal objetivo a homogeneização das oportunidades dadas aos cidadãos, não só de determinado país, mas entre países. Creio que, depois de um período de adaptação em que esta homogeneização fosse conseguida, dever-se-iam abrir as fronteiras, à semelhança do que acontece atualmente na UE.
Concluindo, sou da opinião de que assentando nestes três pilares fundamentais - um Estado interventivo, dedicado a garantir a igualdade de oportunidades, um Estado democrático e a criação de um órgão mundial, responsável pela promoção da justiça social - seria possível a existência de um Mundo verdadeiramente justo, no qual a Paula e o Richard teriam as mesmas oportunidades, sendo apenas assim garantido um desenvolvimento efetivo, em que as qualidades de cada um de nós saem reforçadas, por termos todos as mesmas oportunidades de desenvolvê-las.
João Janeiro, nº12, 11º 8
A banda desenhada referida no texto anterior pode ser lida neste blogue:
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1)
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (2)
Outras opiniões dos alunos:
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (2)
O início desta banda desenhada pode ser lido no link que se segue:
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1)
O meu aluno do 11º 8, João Janeiro, tomou como ponto de partida para a sua reflexão sobre um dos problemas filosóficos sugeridos no Dia Mundial da Filosofia – “Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?” – a situação descrita na banda desenhada que se segue, retirada do site The wireless.
Vale a pena ler.
domingo, 24 de abril de 2016
O véu da ignorância: vídeo

Apesar do vídeo não se encontrar legendado, é muito esclarecedor, pois as imagens ajudam a compreender algumas das ideias centrais da teoria da justiça de Rawls, a saber:
- o porquê dos participantes na experiência da posição original (nós) terem de escolher sob um véu de ignorância, como se não soubessem nada acerca do lugar que irão ocupar nessa sociedade futura, nem as caraterísticas pessoais nem a condição social que lhes calharia em sorte;
- as consequências do facto da escolha dos princípios básicos dessa sociedade ser feita com imparcialidade, ou seja, sob o véu de ignorância.
A argumentação de Rawls pressupõe, nestas circunstâncias hipotéticas, que os intervenientes escolheriam racionalmente, pensando no que desejariam que o estado lhes assegurasse, se viessem a encontrar-se, nessa sociedade futura, na pior situação possível.
Mas será que essa escolha dos princípios seria racional e altruísta como Rawls supõe?
domingo, 17 de abril de 2016
Matriz do teste sobre justiça social (Esla, 10º)
Duração: 50 minutos.
Objetivos:
1. Distinguir ética e direito
2. Explicar em que consiste o problema da justiça distributiva.
3. Explicar como é que, segundo Rawls, se podem identificar princípios de justiça de um modo imparcial.
4. Explicar cada um dos princípios de justiça propostos por Rawls.
5. Explicar o primado do princípio da liberdade e a rejeição do utilitarismo.
6. Explicar o procedimento maximin.
7. Analisar e discutir o argumento segundo o qual a distribuição da riqueza não se deve basear em fatores moralmente arbitrários.
8. Explicar de modo breve as propostas do comunismo e do liberalismo económico.
9. Explicar em que medida a teoria de Rawls tenta conciliar a igualdade e a liberdade individual.
10. Mostrar em que medida a teoria de Nozick constitui uma tentativa de refutar a teoria de Rawls.
11. Explicar outras objeções à teoria de Rawls.
12. Comparar a teoria de Rawls com a teoria de Nozick e com outras críticas e discutir qual é a teoria mais plausível.
13. Defender uma opinião acerca do problema da justiça distributiva.
Natureza das questões:
Escolha múltipla, questões de resposta curta e uma questão de resposta extensa.
Para estudar:
Partes assinaladas das seguintes páginas do Manual: da 166 à 173.
No blogue Dúvida Metódica:
Moral e legal não são sinónimos
Links sobre justiça social
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Poderá a discriminação positiva ser moralmente correta?

Poderá a discriminação positiva (ou ação afirmativa) ser moralmente correta?
Antes de emitirem a vossa opinião devem ver o vídeo anterior e ler as páginas 94, 95 e 98 do manual 50 Lições de Filosofia.
domingo, 25 de maio de 2014
Ter ou não ter: a desigualdade

«O tema quente da desigualdade chegou à capa da revista científica "Science" , que raramente aborda temas de economia. A capa da edição desta semana (nº 6186, volume 344) tem um título sugestivo - "Ricos e Pobres - A Ciência da Desigualdade". A foto de capa é também chocante: uma mulher com um filho às costas mendigando num semáforo junto a uma viatura de alta gama nas ruas de Xangai.
"A ideologia e a emoção comandam muito do debate [em torno da desigualdade]. Mas cada vez mais, a discussão é sustentada por uma maré de novos dados sobre o fosso entre ricos e pobres", refere-se na Introdução a uma edição especial que conta com um editorial de Angus Deaton, professor de Economia da Universidade de Princeton, e mais 16 artigos de académicos, incluindo um de Thomas Piketty (o autor de "Capital no século XXI", que o Expresso entrevistou para a edição impressa de 23 de maio) e Emmanuel Saez, responsáveis pela base de dados "The World Top Incomes Database".»
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/revista-science-da-capa-a-desigualdade=f871985#ixzz32kUcZs2h
terça-feira, 11 de junho de 2013
E, com ele, o mundo tornou-se de facto mais justo
“Dediquei toda a minha vida à luta do povo africano. Tenho lutado contra o domínio dos brancos, tal como tenho lutado contra o domínio dos negros. Sempre defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, em que todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e dispor das mesmas oportunidades. É por esse ideal que espero viver para um dia o concretizar. Mas se necessário for, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”
(Excerto do final do discurso que Nelson Mandela proferiu no banco dos réus no julgamento de Rivonia, a 20 de Abril de 1964)
Nelson Mandela: o exemplo vale mais do que mil ...
Arquivo íntimo de Nelson Mandela: uma leitura ...
Invictus: o filme e o poema
Invictus: um filme sobre política e ética
terça-feira, 7 de maio de 2013
Cinco ideias centrais sobre Rawls
Os autores do manual 50 Lições de Filosofia têm partilhado, no blogue homónimo, diversos materiais pedagógicos que fazem parte do manual (em papel e digital): esquemas, quadros comparativos, textos, etc. Esses materiais conciliam a clareza com o rigor. São simples sem serem simplistas. Muitos, como é o caso desta apresentação sobre Rawls, são também criativos e inovadores. Clique no título do manual e veja outros exemplos.



