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sábado, 19 de outubro de 2019

Matriz do 1º teste do 11º ano

Cerebro numa cuba 1  [brain_in_a_vat_thought_bubble%2520%2520c%25C3%25A9rebro%2520numa%2520cuba%255B4%255D.jpg]
Ano letivo: 2019/2020
Duração: 90 minutos.
Estrutura: contém itens de escolha múltipla, correspondências, itens de ordenação, itens de resposta curta, itens de resposta restrita e itens de resposta extensa.
Objetivos:
1. Explicar o que é a Epistemologia.
2. Diferenciar os vários tipos de conhecimento (conhecimento prático, conhecimento por contacto e conhecimento proposicional).
3. Apresentar a definição tradicional de conhecimento.
4. Mostrar porque é que a verdade é uma condição necessária do conhecimento.
5. Mostrar porque é que a justificação é uma condição necessária do conhecimento.
6. Mostrar porque é que cada uma dessas condições isoladas ou agrupadas duas a duas não constituem condições suficientes do conhecimento.
7. Explicar a diferença entre o conhecimento a posteriori e o conhecimento a priori.
8. Explicar o que é o cepticismo e distinguir o ceticismo moderado e o ceticismo radical.
9. Mostrar qual é, segundo o ceticismo radical, o problema da justificação.
10. Discutir se o ceticismo radical se autorrefuta.
11. Explicar em que consiste o argumento cético dos erros percetivos.
12. Explicar em que consiste o argumento cético da regressão infinita da justificação.
13. Conhecer alguns cenários céticos: sermos um cérebro numa cuba, a vida ser um sonho, a situação descrita no filme Matrix, etc.
14. Mostrar em que medida o ceticismo lança um desafio a quem se afirma detentor conhecimento.
15. Mostrar como é que Descartes tentou responder ao desafio cético.
16. Explicar o que é a dúvida metódica.
17. Explicar porque razão Descartes tinha como objetivo encontrar uma crença indubitável e básica.
18. Indicar quais são as principais etapas do percurso da dúvida metódica.
19. Mostrar porque é que Descartes recorreu à hipótese da vida ser um sonho.
20. Mostrar porque é que Descartes recorreu à hipótese do Génio Maligno.
21. Mostrar porque é que Descartes considera o Cogito como indubitável.
22. Mostrar como é que o argumento da marca tenta provar a existência de Deus.
23. Explicar em que consiste o critério das ideias claras e distintas.
24. Mostrar qual é a função de Deus no sistema cartesiano.
25. Explicar a objecção segundo a qual Descartes foi incoerente ao considerar a existência de Deus como provada.
26. Explicar a objeção que diz: “criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição”.
27. Explicar a objeção do círculo cartesiano.
28. Avaliar e discutir a tentativa feita por Descartes para refutar o ceticismo e fundamentar o conhecimento.
O aluno deve conhecer exemplos ilustrativos de cada um dos tópicos.
Para estudar:
o Fotocópias.
o Fichas de trabalho enviadas por email.
o Imagens mostradas nas aulas e enviadas por email.
o No blogue Dúvida Metódica:
Tipos de conhecimento (imagens com exemplos)
Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento 
O Deco não percebe nada de Epistemologia (exemplo)
Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?  (exemplo)
Uma dúvida inspiradora para os alunos do 11º ano (cartoon)
Como são parecidas a ilusão e a realidade! (distinção entre ilusões e alucinações)
Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical (vídeo com exemplos)
A minha vida é real: conhecimento ou mera crença? (experiência mental do cérebro numa cuba)
O caro leitor não está a ler (noção de contradição pragmática)
Cartoons cartesianos
Vejo, logo aprendo (vídeos sobre Descartes)
Aconselhado:
Penso, logo não cozinho! (cartoon)
A vida será um sonho?
Objecção a Descartes: o Cogito é um entimema e não uma crença básica
BOM TRABALHO!







































quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Quiz: questões sobre os tipos de conhecimento e a definição platónica

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Este Kahoot (clicar na imagem para aceder ao link do jogo) permite responder, online (no telemóvel ou no tablet), a 12 questões de escolha múltipla (algumas retiradas de exames nacionais) sobre os diferentes tipos de conhecimento e a definição tradicional de conhecimento.
Bom trabalho a todos!

sábado, 27 de janeiro de 2018

Da dúvida à certeza: vídeo e ficha de trabalho

Desenho da autoria de  Banksy.
Este vídeo, disponibilizado no Manual escolar 2.0, Edições Sebenta (um sítio que vale a pena visitar), é muito interessante e útil na leccionação dos conteúdos programáticos do 11º ano.
Quando os meus alunos o visionaram na aula disponibilizei-lhes, previamente, o pequeno questionário que a seguir apresento. O vídeo é um excelente recurso - para utilizar nas aulas a propósito do problema do conhecimento - devido à clareza da linguagem e pertinência dos conteúdos filosóficos.
No vídeo do filósofo inglês Warburton surgem algumas passagens de um pequeno filme sobre a alegoria da caverna de Platão, que costumo passar nas aulas do 10º ano e que pode ser visionado na íntegra no link seguinte (com legendas em português):
Adaptações da alegoria da caverna em vídeo
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Ficha de trabalho de Filosofia - 11º ano

Tema: A teoria do conhecimento de Descartes.

Após o visionamento do vídeo do filósofo inglês Warburton, responda às seguintes questões:


1. Dê exemplos que provem a falibilidade dos nossos sentidos.
2. Explique uma das objecções à tese: nunca podemos confiar no conhecimento sensorial.
3. Qual é o ponto de vista de Platão, expresso na alegoria da caverna, acerca do conhecimento empírico. Descartes concorda com ele?
4. Como se explica o argumento do sonho?
5. De que tipo de conhecimento é que o argumento do sonho não nos permite duvidar?
6. Esclareça em que consiste a experiência mental do “cérebro numa cuba”. Para que serve?
7. A experiência mental do “cérebro numa cuba” é comparável a que argumento cartesiano? Porquê?
8. De que forma ultrapassa Descartes a dúvida metafísica introduzida pelo Génio Maligno?
9. O que é o cogito?
                                                                                                     A professora: Sara Raposo
                -----------------------------------------------------------------------------------------------

segunda-feira, 20 de março de 2017

Matriz do 4º teste do 11º ano

David Hume

Duração: 90 minutos + 10 minutos de tolerância.

Objetivos:

1. Explicar e discutir as críticas de Hume a Descartes.

2. Mostrar como Hume classifica e relaciona os conteúdos mentais.

3. Explicar em que consiste o princípio da cópia.

4. Explicar a rejeição empirista das ideias inatas.

5. Distinguir as questões de facto e as relações de ideias.

6. Distinguir conhecimento a priori e a posteriori.

7. Discutir a opinião de Hume de que nenhum conhecimento a priori é substancial.

8. Explicar o modo como Hume entende a causalidade.

9. Explicar a objeção à perspetiva de Hume acerca da causalidade segundo a qual a existência de conexões causais é a explicação mais plausível das conjunções constantes.

10. Explicar as objeções de Thomas Reid à perspetiva de Hume acerca da causalidade.

11. Explicar a análise feita por Hume ao problema da indução.

12. Mostrar porque é que David Hume se considera um cético moderado.

13. Comparar a perspetiva racionalista e a perspetiva empirista quanto ao problema da origem do conhecimento.

14. Avaliar e discutir as ideias de David Hume acerca do conhecimento.

Natureza das questões:

Escolha múltipla; identificação e avaliação de exemplos; questões de resposta curta e de resposta extensa.

Para estudar:

No Manual: da pág. 171 à pág. 191. 

PDF’s dados aos alunos.

No blogue Dúvida Metódica:

Links sobre David Hume

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Matriz do 3º teste do 11º ano

Cerebro numa cuba 1      brain_in_a_vat_thought_bubble  cérebro numa cuba

Duração: 100 minutos.

Objetivos:

1. O que é a Epistemologia?

2. Em que consiste o saber-fazer?

3. Em que consiste o conhecimento de contacto?

4. Em que consiste o conhecimento proposicional?

5. Qual é a definição tradicional de conhecimento?

6. Porque é que a crença é uma condição necessária do conhecimento?

7. Porque é que a verdade é uma condição necessária do conhecimento?

8. Qual é a diferença entre palavras factivas e palavras não factivas?

9. Porque é que a justificação é uma condição necessária do conhecimento?

10. Porque é que cada uma dessas condições isoladas ou agrupadas duas a duas não constituem condições suficientes do conhecimento?

11. Em que consistem os contraexemplos à definição tradicional de conhecimento?

12. Porque é que nos casos descritos nesses contraexemplos não há conhecimento?

13. O que é o ceticismo? Qual é a diferença entre ceticismo moderado e ceticismo radical?

14. Qual é, segundo o ceticismo radical, o problema da justificação?

15. Será que o ceticismo radical se autorrefuta?

16. Em que consiste o argumento cético dos erros percetivos?

17. Em que consiste o argumento cético da regressão infinita da justificação?

18. Conhecer alguns cenários céticos: sermos um cérebro numa cuba, a vida ser um sonho, a situação descrita no filme Matrix, etc.

19. Em que medida o ceticismo lança um desafio a quem se afirma detentor conhecimento?

20. Como é que Descartes tentou responder ao desafio cético?

21. O que é a dúvida metódica?

22. Porque é que Descartes tinha como objetivo encontrar uma crença indubitável e básica?

23. Quais são as principais etapas do percurso da dúvida metódica?

24. Porque é que Descartes recorreu ao à hipótese do Génio Maligno?

25. Porque é que Descartes considera o Cogito como indubitável?

26. Como é que o argumento da marca tenta provar a existência de Deus?

27. Em que consiste a objeção que diz: “criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição”?

28. Em que consiste o critério das ideias claras e distintas?

29. Qual é a função de Deus no sistema cartesiano?

30. Em que consiste a objeção do círculo cartesiano?

31. O Cogito será realmente uma crença básica?

32. Como avalia a tentativa feita por Descartes para refutar o ceticismo e fundamentar o conhecimento?

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

Blogue: Links sobre Epistemologia

PDF´s fornecidos aos alunos

Manual: da página 139 à página 167.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Links sobre Epistemologia

saber não é acreditar Le feu follet (1963) de Louis Malle

Conhecimento:
Tipos de conhecimento
Algumas relações entre os vários tipos de conhecimento
Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento

O Deco não percebe nada de Epistemologia (exemplo)

O carácter factivo do conhecimento
O reconhecimento implícito da factividade do conhecimento
Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?

Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento

Ceticismo e Descartes:

Uma dúvida inspiradora para os alunos do 11º ano (cartoon)
O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Razões para duvidar, segundo Descartes

Como são parecidas a ilusão e a realidade!

Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical

A vida será um sonho?

A minha vida é real: conhecimento ou mera crença?
O caro leitor não está a ler (noção de contradição pragmática)
Sinto, logo existo? (cartoon)

O argumento da marca

Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição

Objecção a Descartes: o Cogito é um entimema e não uma crença básica
Vejo, logo aprendo (vídeos sobre Descartes)
Da dúvida à certeza: vídeo

Cartoons cartesianos

A esposa de Descartes (cartoon)

Aconselhado

O conhecimento por contacto facilita as cunhas

Conhecimento proposicional? (poema)
O que é que realmente sabemos? (cartoon)

Os abraços: realidade ou fantasia? - A importância de refutar o cepticismo

Se o solipsismo for verdadeiro o caro leitor não existe: eu é que existo

Penso, logo não cozinho! (cartoon)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Vemos as coisas como elas realmente são?

terra

terra Sebastião Salgado menina olhando

“acaso saberão aquela história da rapariguinha
saindo do seu jardim com todo o barulho que sabia
para depois pé ante pé nele entrar só para ver
como era o jardim na sua ausência?”

João Miguel Fernandes Jorge 1

É claro que a rapariguinha não conseguiu ver como era o jardim na sua ausência, pois não estava ausente e só estando presente se consegue ver alguma coisa, nomeadamente um jardim.

Por detrás desta história está uma velha questão filosófica: o mundo exterior será realmente como o percecionamos? 2

Como é que podemos saber se as coisas são realmente como as percecionamos? Não se poderá dar o caso de serem diferentes?

Afinal de contas, não temos maneira de comparar o modo como percecionamos as coisas com as coisas em si mesmas. Não temos outro acesso às coisas senão através da perceção que temos delas.

Podemos dizer se um desenho representa ou não corretamente um certo objeto pois podemos comparar o desenho com as perceções visuais que temos do objeto – com o original, por assim dizer. Mas como podemos saber se essas perceções representam corretamente o próprio objeto? Nesse caso já não temos um original como termo de comparação, só temos as perceções. Por isso, a rapariguinha do poema não poderia garantir que o jardim na sua ausência é semelhante ao jardim que vê.

Dando mais um passo, podemos duvidar não só da veracidade das nossas perceções como também da existência das próprias coisas. As perceções são representações mentais, supostamente de coisas existentes no mundo exterior, mas, se não podemos garantir que representam fielmente essas coisas, como podemos garantir sequer que representam alguma coisa? Talvez as nossas perceções sejam como os sonhos ou as alucinações e não correspondam a nada real. Por isso, a rapariguinha do poema não poderia garantir que o jardim que vê existe realmente. 3

1 Trata-se de uma parte de um poema sem título do livro Turvos Dizeres. Pode ser lido na página 70 do volume 2 da Obra Poética do autor (Editorial Presença, Lisboa, 1987). Não vou analisar o poema todo. Nem sempre é fácil entender os poemas de João Miguel Fernandes Jorge, pois este tem uma técnica de escrita peculiar: é como se os poemas fossem colagens de elementos diferentes e aparentemente sem relação (o que por vezes produz poemas que o autor talvez devesse ter reescrito ou deixado na gaveta, mas outras vezes origina a poemas inesperados e belos, como por exemplo este). Mas, apesar dessa dificuldade, julgo que o resto do poema não tem relevância filosófica ou pelo menos não ajuda a perceber a história da rapariguinha. De qualquer modo, eis o poema na sua totalidade:

Ganho com o tempo aquilo que
o tempo o espaço me reduz
Caminho e
tenho quase muitos anos durar é o meu maior problema
irresistível simulação de quem olha para os astros
e provoca pequenos desvios. Jogando quero abrir os
meus brinquedos
brinco e como toda a criança brincando

estão sentados os gémeos do café Londres
um pouco mais à frente aqueles dois rapazes
- de que morrerão eles?
Incerta é a serenidade com que dizem sim e não
aceitam uma paz em fundo de guerra
- acaso saberão aquela história da rapariguinha
saindo do seu jardim com todo o barulho que sabia
para depois pé ante pé nele entrar só para ver
como era o jardim na sua ausência?

Estas coisas foram ditas para que saibam que
Jesus é o filho de Deus. Acreditem.

2 Chama-se perceção à representação de alguma coisa através dos sentidos (nomeadamente a visão, a audição e o tato), eventualmente “ajudados” pelo pensamento.

3 Fotografia de Sebastião Salgado. Representa uma menina sem terra num acampamento em Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, 1996.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Objeção à teoria da causalidade de David Hume

causa e efeito problema da causalidade objeção a david hume

“Hume conclui que a crença na realidade de conexões causais não tem justificação racional, dado que apenas observamos conjunções constantes. Contudo, há ainda algo que carece de explicação: as próprias conjunções constantes que observamos na natureza. Como explicar tal coisa? A resposta mais plausível é que as conjunções constantes ocorrem precisamente porque há conexões causais na natureza. (…)

A nossa crença na realidade das conexões causais (…) e do mundo exterior está racionalmente justificada, apesar de não haver uma demonstração lógica irrefutável a seu favor [pois é uma explicação plausível e melhor que as explicações alternativas].”

Aires Almeida e outros, A Arte de Pensar – 11º ano, Didáctica Editora, 2008, Lisboa, pág. 165.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A crítica de David Hume a Descartes

david hume caricature gary brown     #      descartes

“Existe uma espécie de ceticismo, anterior a qualquer estudo ou filosofia, muito recomendado por Descartes e outros como sendo a soberana salvaguarda contra os erros e os juízos precipitados. Este cepticismo recomenda uma dúvida universal, não apenas quanto aos nossos princípios e opiniões anteriores, mas também quanto às nossas próprias faculdades, de cuja veracidade, diz ele, devemos nos assegurar por meio de uma cadeia argumentativa deduzida de algum princípio original que seja totalmente impossível tornar-se enganador ou falacioso. Mas nem existe qualquer princípio original como esse, dotado de qualquer prerrogativa sobre outros que são evidentes e convincentes; nem, se existisse, poderíamos avançar um passo além dele, a não ser pelo uso daquelas mesmas faculdades das quais se supõe que já suspeitamos. A dúvida cartesiana, portanto, se jamais fosse capaz de ser alcançada por qualquer criatura humana (o que claramente não é), seria totalmente incurável, e nenhum raciocínio poderia alguma vez nos levar a um estado de segurança e convicção acerca de qualquer assunto.

Deve-se todavia confessar que o ceticismo, quando é mais moderado, pode ser entendido num sentido muito razoável, e constitui uma preparação para o estudo da filosofia, preservando uma adequada imparcialidade nos nossos juízos e libertando-nos o espírito de todos os preconceitos de que possamos ter sido impregnados pela educação ou por opiniões precipitadas.”

David Hume, Tratados I: Investigação sobre o Entendimento Humano, tradução de João Paulo Monteiro, Lisboa, INCM, 2002, pp. 161-162.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Matriz do teste – 11º ano

sceptic ceticismo radical  Descartes

Duração: 100 minutos.       

Objetivos:

1. O que é a Epistemologia?

2. Em que consiste o saber-fazer?

3. Em que consiste o conhecimento de contacto?

4. Em que consiste o conhecimento proposicional?

5. Qual é a definição tradicional de conhecimento?

6. Porque é que a crença é uma condição necessária do conhecimento?

7. Porque é que a verdade é uma condição necessária do conhecimento?

8. Qual é a diferença entre palavras factivas e palavras não factivas?

9. Porque é que a justificação é uma condição necessária do conhecimento?

10. Porque é que cada uma dessas condições isoladas ou agrupadas duas a duas não constituem condições suficientes do conhecimento?

11. Em que consistem os contraexemplos à definição tradicional de conhecimento?

12. Porque é que nos casos descritos nesses contraexemplos não há conhecimento?

13. O que é o ceticismo? Qual é a diferença entre ceticismo moderado e ceticismo radical?

14. Qual é, segundo o ceticismo radical, o problema da justificação?

15. Será que o ceticismo radical se autorrefuta?

16. Em que consiste o argumento cético dos erros percetivos?

17. Em que consiste o argumento cético da regressão infinita da justificação?

18. Conhecer alguns cenários céticos: sermos um cérebro numa cuba, a vida ser um sonho, a situação descrita no filme Matrix, etc.

19. Em que medida o ceticismo lança um desafio a quem se afirma detentor conhecimento?

20. Qual é a diferença entre conhecimentos a priori e conhecimentos a posteriori?

21. Como é que Descartes tentou responder ao desafio cético?

22. O que é a dúvida metódica?

23. Porque é que Descartes tinha como objetivo encontrar uma crença indubitável e básica?

24. Quais são as principais etapas do percurso da dúvida metódica?

25. Porque é que Descartes recorreu ao à hipótese do Génio Maligno?

26. Porque é que Descartes considera o Cogito como indubitável?

27. Como é que o argumento da marca tenta provar a existência de Deus?

28. Em que consiste a objeção que diz: “criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição”?

29. Em que consiste o critério das ideias claras e distintas?

30. Qual é a função de Deus no sistema cartesiano?

31. Em que consiste a objeção do círculo cartesiano?

32. O Cogito será realmente uma crença básica?

33. Como avalia a tentativa feita por Descartes para refutar o ceticismo e fundamentar o conhecimento?

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

Páginas 138 - 170 do Manual.

Links sobre epistemologia

falta de fundamento

domingo, 3 de janeiro de 2016

Links sobre epistemologia

não é possível saber e não acreditar a crença é uma condição necessária do conhecimento
Tipos de conhecimento
O que é o conhecimento?

Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento

O conhecimento por contacto facilita as cunhas

Conhecimento proposicional?

O Deco não percebe nada de Epistemologia

O reconhecimento implícito da factividade do conhecimento
Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?

Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento

A matemática é a priori mas não é inata

Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical

Como são parecidas a ilusão e a realidade!

O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo

A vida será um sonho?

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Um mar de dúvidas

Razões para duvidar, segundo Descartes

O caro leitor não está a ler

A esposa de Descartes

O argumento da marca

Objeção ao argumento da marca

Cartoons cartesianos

Aconselhado:

O que é que realmente sabemos?

Penso, logo não cozinho!

Cegos que não sabem que são cegos

Em terra de cegos quem tem um olho não é rei

 

Brain in a vat cérebro numa cuba sonho do futebol   brain_in_a_vat_thought_bubble cérebro numa cuba

Tipos de conhecimento

Conhecimento prático:

Ikea job interview

mulher-cozinhando-velasquez

Conhecimento por contacto:

Conhecimento por contacto Sintra é uma terra muito bela

Papa Francisco e presidente Obama exemplo de conhecimento por contacto

Conhecimento proposicional:

Oliver Sacks define alucinação exemplo de conhecimento proposicional

Bertrand Russell

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Hume e o problema da indução: vídeos da Kahn Academy

De acordo com o filósofo David Hume (1711-1776), tudo o que sabemos se divide em duas categorias: ou é uma relação de ideias (por exemplo: 2 + 2 =4) ou é uma questão de facto (por exemplo: o céu é azul). O primeiro vídeo explica esta distinção e o segundo analisa o argumento cético de Hume contra a indução.

Estes são dois dos vídeos da Academia Kahn que vale a pena conhecer e utilizar como complemento ao estudo da teoria do conhecimento de Hume.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Futuras Lições

Eis Algumas páginas do futuro 50 LIÇÕES DE FILOSOFIA, 11.º ANO.

Numa delas encontra-se uma fotografia do quadro “A incredulidade de São Tomé”, de Caravaggio, e uma legenda relacionando São Tomé e o seu célebre “ver para crer” com o empirismo.

Caravaggio São Tomé ver para crer

“Quando disseram a São Tomé que Jesus Cristo tinha ressuscitado dos mortos, ele respondeu que só poderia acreditar nisso depois de o ver com os seus próprios olhos e de tocar nas suas feridas. «Ver para crer» diria São Tomé. Como poderia ele saber se Jesus Cristo estava outra vez entre os vivos, sem o ter visto e sem ter alguma vez encontrado alguém que tenha ressuscitado? Os empiristas, como David Hume, também pensam que, a confiar em algo, só pode ser nos nossos sentidos.”

sábado, 15 de março de 2014