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quarta-feira, 18 de março de 2015

Alentejo: terra da filosofia?

rotunda são marcos grupo coral cante alentejano

- Sabes qual é a terra da moda na filosofia?
- Não. Qual é?
- É o Alentejo: já tinham o Cante e agora têm também o Sócrates.

Anedota ouvida aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Resulta mesmo?

tigre

Uma mulher saía para o alpendre de casa todas as manhãs e exclamava:

- Que os deuses protejam esta casa! Que os deuses protejam esta casa!

Uma vizinha, após ouvir essas palavras muitas vezes, resolveu um dia perguntar-lhe:

- Para que é aquilo? Não há um único tigre num raio de mil quilómetros.

- Estás a ver? Resulta! – respondeu a mulher.

Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., Dom Quixote, Lisboa, 2008, pág. 54 (adaptado).

Qual é a falácia?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Internet: a criação de um Deus

image«Um teólogo perguntou a um supercomputador muito potente: “Deus existe?” O computador respondeu que não tinha poder suficiente, em termos de processamento, para saber isso. E pediu para ser ligado a todos os outros supercomputadores do mundo. Mesmo assim, não foi poder suficiente. Por isso, o supercomputador foi ligado às principais redes do mundo e, então, a todos os minicomputadores e computadores pessoais. E (…) ligado a todos os computadores instalados nos automóveis, micro-ondas, VCRs, relógios digitais e assim por diante. O teólogo fez a pergunta pela última vez: “Deus existe?” E o computador respondeu: “Sim, agora já existe!”»

John Naisbitt, citado por: Anthony Giddens, Sociologia, 3ª edição, 2002, F. C. Gulbenkian, Lisboa, pág. 476.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Onde é que dói ao certo?

Uma vez um homem foi ao médico dizendo que lhe doía o corpo todo. O médico duvidou ligeiramente: “todo??” Mas o homem reiterou: “Sim, doutor. Todo!”

Para demonstrar a sua afirmação, o homem tocou rapidamente em várias partes do seu corpo com o dedo espetado, dizendo de cada vez: “dói-me aqui” - “dói-me aqui”, “dói-me aqui”, “dói-me aqui”...

Depois disso, o médico examinou-o com atenção e finalmente pronunciou o diagnóstico: “O senhor tem o dedo partido.”

(Esta história é contada no filme O Sabor da Cereja, de Abbas Kiarostami.)

domingo, 28 de março de 2010

Haverá aqui uma contradição?

“Dimitri: Então, Tasso, pareces ser uma daquelas pessoas que pensam que não existe uma verdade absoluta, que toda a verdade é relativa.

Tasso: Certo.

Dimitri: Tens a certeza disso?

Tasso: Absoluta.”

Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., Dom Quixote, Lisboa, 2008, pág. 220.

Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar...     Clique aqui para saber mais sobre este livro.

 

Isso, afinal, não é relativo

Diz-se “isso é relativo” para sugerir que em relação ao assunto X ou Y não há uma verdade objectiva e igual para todas as pessoas. Talvez seja assim em relação a algumas coisas (gostos alimentares, por exemplo). Porém, no que respeita a muitas outras coisas a crença na relatividade da verdade deriva da falta de dados e de reflexão sobre a situação em apreço. Quando se considera a situação de modo mais completo torna-se evidente que a verdade acerca dela é objectiva e partilhável por todas as pessoas. Eis um exemplo irónico:

“Um homem está preocupado porque pensa que a mulher está a ficar surda e, por isso, vai ao médico. O médico sugere-lhe que experimente um simples teste em casa: parar atrás dela e fazer-lhe uma pergunta, primeiro a seis metros, depois a três metros e, por fim, mesmo atrás dela.
O homem vai para casa e vê a mulher na cozinha, virada para o fogão. Da porta, pergunta:
- Que vamos jantar esta noite?
Nenhuma resposta.
Três metros atrás dela, repete:
- Que vamos jantar esta noite?
Continua sem resposta.
Por fim, mesmo atrás dela, pergunta:
- Que vamos jantar esta noite?
A mulher volta-se e diz:
- Pela terceira vez… frango!"

Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., Dom Quixote, Lisboa, 2008, pp. 73-74.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Anedota: o dinheiro também é relativo

“Um homem está a rezar a Deus.

- Senhor – reza -, gostaria de te fazer uma pergunta.

O Senhor responde:

- Não há problema. Podes perguntar.

- Senhor, é verdade que para ti um milhão de anos é apenas um segundo?

- Sim, é verdade.

- Bem, nesse caso o que é um milhão de dólares para ti?

- Para mim, um milhão de dólares é apenas um cêntimo.

- Ah, nesse caso, Senhor – diz o homem -, podes dar-me um cêntimo?

- Claro – respondeu o Senhor. – Espera só um segundo.”

Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., Dom Quixote, Lisboa, 2008, pág. 215.

domingo, 29 de março de 2009

Anedota: é verdade que "0,5+0,5=1", mas...

Vendedor: Minha senhora, este aspirador fará o seu trabalho em metade do tempo.
Cliente: Fantástico! Quero dois.
Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., Dom Quixote, Lisboa, 2008, pág.63.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Obviamente!


«Conta-se uma velha história sobre um matemático famoso… Tinha o matemático acabado de dizer aos seus alunos que um determinado resultado era óbvio quando uma aluna levanta a mão e diz ter dúvidas de que seja óbvio. O matemático ficou intrigado, sentou-se e começou a pensar. Passaram-se minutos, depois horas, e o matemático continuava a pensar, completamente absorto. Quando a aula estava praticamente a chegar ao fim, o matemático levantou a cabeça e proclamou, triunfante: ‘Sim, eu tinha razão: é óbvio!’»

Alexander George, Que diria Sócrates?, Gradiva, Lisboa, 2008, pág. 49.

A verdade de uma proposição ou a validade de um argumento são independentes do agente cognitivo.

O mesmo não sucede à evidência, ao carácter óbvio, de uma proposição ou de um argumento. A evidência depende do estado cognitivo do agente.

“Por estado cognitivo do agente entende-se o conjunto de crenças ou convicções que o agente tem, aquilo que o agente julga saber, o que ele pensa ser falso, o que ele aceita apenas parcialmente, o que ele duvida, etc.” - Desidério Murcho, Pensar Outra Vez, Edições Quasi, 2006, pág. 121.

Para uma pessoa X (detentora de mais conhecimentos, nomeadamente de Lógica) pode ser óbvio que uma certa proposição é verdadeira e que um certo argumento é válido, enquanto para uma pessoa Y (detentora de menos conhecimentos) isso pode não ser óbvio e a sua descoberta implicar uma trabalhosa reflexão.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Anedota filosófica: Isto aqui não existe

É fácil encontrar esta anedota na Internet, mas é menos fácil explicá-la.

Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro: "Provem-me que esta cadeira não existe." Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor. Este, quando a recebe não pode deixar de sorrir depois de ler: "Qual cadeira?"

O aluno deu realmente uma boa resposta?
Porquê?

A questão colocada pelo professor faz sentido? Porquê?

Que outras etiquetas se poderiam colocar neste post?