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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um anúncio contra o racismo

Eis o trabalho que as alunas, Catarina Bárbara e Maria Bumbuk, do 11º F fizeram sobre um anúncio publicitário.

Vale a pena ver e ler!

O racismo corresponde a um preconceito e conduz a atitudes discriminatórias. Este anúncio pretende levar as pessoas a repensar algumas das suas ideias e a compreender os efeitos negativos que estas podem ter nos outros e em si próprias. No anúncio vemos uma rapariga a aplicar, ao espelho, um creme (Racism) aparentemente para lhe fazer bem à “pele” e ficar mais bela.

No entanto, os efeitos produzidos são o contrário dos desejados, pois com o passar dos dias a rapariga apresenta olheiras, alergia, vermelhidão e borbulhas e começa a ter feridas, chegando a ficar com a cara completamente desfigurada. Assim, apesar deste “creme” a ir desfigurando, ela continua a aplicá-lo, sem se aperceber do mal que este lhe faz. O mesmo se passa com as pessoas com ideias racistas, também elas não se apercebem que ao discriminarem os outros de forma repetida, esses atos acabam por lhes moldar o carácter transformando-as em pessoas “feias” (moralmente desprezíveis). Trata-se, portanto, de um argumento por analogia. Neste caso é um argumento fraco porque a fealdade física e moral não são comparáveis, as diferenças são maiores que as semelhanças.

Os argumentos implícitos no vídeo podem expressar-se do seguinte modo:

Modus ponens

Se és racista, então vais ficar feio.

És racista.

Logo, ficaste feio.

Modus tollens

Se és racista, então vais ficar feio.

Não ficaste feio.

Logo, não és racista.

A principal mensagem transmitida ao espectador é que não devemos ser racistas.  O termo “feio” é utilizado em sentido moral: é algo condenável por ser contrário ao bem e ao dever. Na prática, o racismo deixa marcas, bastante más até, especialmente na vítima, mas também no indivíduo que tem este tipo de atitudes, pois ele em vez de se tornar uma pessoa melhor, regride, tornando-se irreconhecível para si próprio, tal acontece à rapariga do anúncio.

Neste vídeo utilizam-se, de forma implícita,  falácias informais (argumentos em que as premissas não sustentam a conclusão - em virtude do seu conteúdo e/ou da sua forma - embora isso não pareça acontecer). Exemplos:

- Apelo às consequências: o autor para mostrar que uma crença (o racismo) é falsa aponta as consequências desagradáveis que advirão em sua defesa (o facto das pessoas ficarem feias (ou seja moralmente desfiguradas, com dificuldade em se reconhecerem a si próprias).

- Ataque pessoal: em vez de se apresentarem razões para justificar porque motivo esta é uma crença falsa, ataca-se as pessoas racistas dizendo que elas são feias. Quando o que importava era demonstrar que o racismo não tem qualquer fundamento racional.

A nosso ver, este anúncio é apelativo e faz as pessoas (algumas pelo menos) repensarem as suas atitudes. Este anúncio não foi feito para promover um tipo de alimento, uma marca, ou outros objectos, mas sim para despertar as pessoas: aquelas que ainda permanecem na ignorância, pensando que certos indivíduos são superiores a outros devido às suas características físicas. Recentes investigações provam que a “raça” é um conceito inventado. A noção de “raça” não possui qualquer fundamento biológico. Não existe nenhuma prova científica da existência de raças diferentes. A biologia só identificou uma raça: A RAÇA HUMANA.

Catarina Bárbara e Maria Bumbuk

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Transformar problemas em soluções

A saída para esta crise (ou outra qualquer), é fácil: depende do modo como encaramos os problemas. Será mesmo assim?

É um excelente vídeo! Soluções para quem quer sair da crise...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Argumentos contra o ateísmo

As alunas do 11º C, Catarina Perez, Inês Pedro e Rute Rita (a quem agradeço o envio da imagem), analisaram e discutiram na aula - a propósito da utilização das falácias na publicidade - um interessante cartaz contra o ateísmo.

Deixo, então, um desafio ao leitor: descobrir, tal como estas alunas fizeram, quais são os argumentos falaciosos utilizados neste cartaz publicitário.

Para defender a tese em causa haverá outras formas de argumentar mais persuasivas? Porquê?

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sábado, 22 de janeiro de 2011

sábado, 25 de setembro de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

O mal deve-se a Deus ou ao homem?





Deus existe? Em resposta a esta questão filosófica já foram apresentados inúmeros argumentos. Um deles relaciona-se com inegável existência do mal no mundo. Não só os seres humanos praticam, de forma voluntária, actos imorais que provocam sofrimento (mal moral) como há catástrofes naturais e doenças (mal natural), por exemplo.
Como é, então, possível compatibilizar a existência do mal com a perfeição do criador? Isto é: como pode Deus, entendido nas religiões teístas como um ser sumamente bom, que sabe tudo (omnisciente) e pode tudo (omnipotente), permitir que o mal exista? Ou será que Deus não existe?
Os teístas tentam refutar este argumento dizendo que Deus dotou os seres humanos de livre-arbítrio: podemos escolher praticar acções boas ou más e, portanto, somos moralmente responsáveis pelas consequências dos nossos actos. Mas será que o livre-arbítrio existe mesmo? E, supondo que existe, como se explica, então, o mal natural?
No vídeo, o aluno baseia-se numa analogia com o que acontece nalguns fenómenos naturais para explicar a existência do mal. Será um bom argumento? Ou constituirá antes uma falácia informal, designada por falsa analogia?
Nota: Agradeço aos meus alunos André Wallace, Cristina Soares e João Manhita o facto de me terem dado a conhecer este vídeo.