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domingo, 12 de abril de 2015

Lixo

Indonesian surfer Dede Surinaya onda com lixo na ilha de Java

O surfista Dede Surinaya surfa uma onda cheia de lixo na ilha de Java, na Indonésia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Outro imperativo categórico

4.1.1

“Algo é correto quando tende a preservar a integridade, a estabilidade e beleza da comunidade biótica. É incorreto quando tende ao contrário.”

Aldo Leopold, Ética da Terra – citado por Alfredo Marcos,  ”Ética Ambiental”.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A dor e a morte são boas

leoa atacando zebra

«O mundo natural, como é efectivamente constituído, é um mundo em que um ser vive à custa de outros. Como disse Paul Shepard, “a estrutura da natureza é uma sequência de atos de matar”. Cada organismo, para usar a metáfora de Darwin, luta para manter a sua própria integridade orgânica. Os animais mais complexos parecem experienciar (a julgar pelo nosso próprio caso e raciocinando por analogia) estados psicológicos apropriados e adaptativos que acompanham a existência orgânica. Há uma paixão manifesta pela auto-preservação. Há desejos, prazer com a satisfação dos desejos, uma agonia intensa que acompanha os danos físicos, frustração e um medo crónico da morte. Mas estas experiências são a substância psicológica da vida. Viver é estar ansioso com a vida, sentir prazer e dor numa mistura apropriada e morrer mais cedo ou mais tarde. É assim que o sistema funciona. Se a natureza como um todo é boa [como sustenta a Ética da Terra], então a dor e a morte também são boas.»

J. Baird Callicott, “Uma Questão Triangular” in Os animais têm direitos? – Perspectivas e Argumentos, organizado e traduzido por Pedro Galvão, Dinalivro, Lisboa, 2011, pp. 167-168.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O lixo, esse grande viajante

Se não se preocupa com o lixo que produz nem onde o deixa, veja este vídeo. Se se preocupa, veja também, para confirmar que é uma preocupação justificada.

lixo garrafa de plástico boiando

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conferência sobre ética ambiental: dia 7 de Julho na Gulbenkian

image

"Há uma série de livros que são emblemáticos do movimento ambiental. São textos fundamentais e fundacionais da área do ambiente e da filosofia do ambiente que em muito contribuíram para a construção do imaginário e das narrativas pessoais, sociais e políticas sobre o ambiente.
O Programa Gulbenkian Ambiente seleccionou seis destes livros, por considerar que representam um amplo espectro de ideias e conceitos que têm perdurado e se têm mantido actuais desde que foram escritos. Podemos, talvez, ter a veleidade de já os considerar como clássicos, clássicos do ambiente." Para saber mais, ver aqui.

"John Baird Callicott, um dos mais destacados nomes da filosofia do ambiente, vai estar na Fundação Gulbenkian para falar do livro Pensar como uma Montanha (A Sand County Almanac), de Aldo Leopold.
A 7 de Julho, pelas 18h, o filósofo norte-americano falará sobre o livro que, de certa forma, o levou a ser pioneiro no que hoje se designa como ética ambiental."

Transmissão directa online: http://live.fccn.pt/fcg/

sábado, 15 de maio de 2010

Imoral não quer dizer sexual

Segundo os jornais, uma professora posou nua para uma revista erótica. A Câmara Municipal de Mirandela afastou-a das actividades lectivas e colocou-a a trabalhar no Arquivo Municipal. Motivo: impedi-la de contactar com alunos e pais, devido ao “alarme social” provocado pelo caso. A esse alarme não é estranho, além das notícias saídas nos jornais, o facto das pessoas da cidade terem comprado todos os exemplares da dita revista que encontraram à venda e de algumas das fotografias em causa terem circulado por email e telemóvel.

Ao ler sobre o caso vieram-me à memória as seguintes linhas de Fernando Savater e de Peter Singer. Creio que o caso não merece mais comentários.

 

“Quando as pessoas falam de ‘moral’ e sobretudo de ‘imoralidade’, oitenta por cento das vezes – e estou com toda a certeza a calcular por baixo – o sermão trata de alguma coisa que tem a ver com sexo. Tanto assim é que há quem julgue que a moral se dedica antes de mais a ajuizar o que as pessoas fazem com as suas partes sexuais. O disparate não podia ser maior (…). No sexo, por si próprio, nada há de mais ‘imoral’ do que comer ou passear no campo; claro que uma pessoa pode comportar-se imoralmente com o sexo (utilizando-o para prejudicar outra pessoa, por exemplo), do mesmo modo que há quem coma a parte do vizinho ou aproveite os seus passeios para planear atentados terroristas.”

Fernando Savater, Ética para um Jovem, 14ª edição, Dom Quixote, Lisboa, 2007, pp. 115-116.

“Algumas pessoas pensam que a moral está ultrapassada nos dias que correm. Encaram a moral como um sistema de proibições puritanas descabidas que se destinam sobretudo a evitar que as pessoas se divirtam. Os moralistas tradicionais pretendem ser os defensores da moralidade em geral, mas o que defendem na realidade é um determinado código moral. Apropriaram-se desta área a tal ponto que, quando uma manchete de jornal insere o título BISPO ATACA A DECADÊNCIA DOS PADRÕES MORAIS, pensamos logo que se trata de mais um texto sobre promiscuidade, homossexualidade, pornografia, etc., e não sobre as verbas insignificantes que concedemos para a ajuda internacional às nações mais pobres nem sobre a nossa indiferença irresponsável para com o meio ambiente do nosso planeta.

Portanto, a primeira coisa a dizer da ética é que não se trata de um conjunto de proibições particularmente respeitantes ao sexo. Mesmo na época da Sida, o sexo não levanta nenhuma questão ética específica. As decisões sobre o sexo podem envolver considerações sobre a honestidade, o respeito pelos outros, a prudência, etc., mas não há nada disso nada de especial em relação ao sexo, pois o mesmo se poderia dizer de decisões respeitantes à condução de um automóvel.”

Peter Singer, Ética Prática, Gradiva, Lisboa, 2000, pág. 18.

A respeito desta questão veja também o post "O que é realmente imoral: o sexo ou a miséria extrema?"

terça-feira, 11 de maio de 2010

O que aconteceria se o céu não existisse?

Uma das vantagens de trocar ideias sobre música é a possibilidade descobrirmos canções novas, como foi hoje o meu caso. O meu aluno Miguel Soares (do 10º A), depois de ouvir a cantora de jazz Billie Holiday, deu-me a conhecer, no final da aula, uma canção sobre a poluição e o aquecimento global, chamada "Sky is Over", da autoria de Serj Tankian (ao que parece famoso!).

O Miguel, além sugestão musical,  escreveu as seguintes informações. Agradeço ambas.

Esta canção pretende fazer-nos pensar nas consequências negativas da poluição e do aquecimento global. Foi a primeira a ser escrita por Serj Tankian, depois de começar a sua carreira a solo (anteriormente pertencia a uma banda - "System of a down"). Na letra "Sky is Over" questiona-se o tipo de relação que o homem tem com a natureza: "Estamos em guerra com a Terra e todas as suas criaturas?"

Acerca do significado desta canção, Serj disse, numa entrevista, o seguinte: “I've always thought of the sky as, like, an open canvas. When I was a kid and I looked at the sky, I always remember being able to daydream, just looking at the sky, being creative, being able to design things. What would happen if we had no sky? Where would we be? Well, obviously, scientifically, without an atmosphere, we'd all be dead.” (Eu sempre achei que o céu era como uma tela aberta. Quando eu era um miúdo e olhava para o céu, lembrava-me sempre que era capaz de sonhar, só de olhar para o céu, ser criativo, ser capaz de delinear coisas. O que aconteceria se não tivéssemos céu? Onde estaríamos? Bem, como é óbvio, cientificamente, sem atmosfera, estaríamos todos mortos).

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seremos responsáveis pelo futuro?

Se o senhor Roberto agredir propositadamente o senhor Luís, é – e isto é consensual - considerado responsável pelo sucedido. O culpado pelo sofrimento do senhor Luís é o senhor Roberto!

Mas, e se o senhor Roberto e o senhor Luís viverem em épocas diferentes e o senhor Roberto fizer propositadamente algo (poluir irremediavelmente um ribeiro, por exemplo) que irá prejudicar o senhor Luís daqui a algumas décadas? Será correcto responsabilizar moralmente o senhor Roberto por esse prejuízo? Será correcto tentar impedi-lo, através dos recursos legais de um Estado de Direito, de realizar tais acções?

A nossa responsabilidade moral cinge-se apenas ao presente ou estende-se ao futuro? Caso se possa mostrar que algumas acções que realizamos no presente terão  consequências futuras muito danosas, haverá algum motivo racional para não as censurar moralmente e não tentar impedir – através da criação de leis – a sua realização?

E, se em vez das acções de um indivíduo, como o senhor Roberto, estivermos a considerar as acções de um Estado – a resposta a essas perguntas alterar-se-á?

Estas são algumas das questões que vale a pena fazer perante esta notícia do jornal Público:

«O esboço da declaração que está a ser preparada para o encontro das 17 nações do MEF (Fórum das Grandes Economias, representando 80 por cento das emissões poluentes) na cimeira do G8 em Itália, que começa hoje, deixou cair qualquer referência à meta de reduzir 50 por cento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2050.»

domingo, 12 de outubro de 2008

Alguns exemplos de questões filosóficas

Correcção da Ficha de Trabalho nº 1


FILOSOFIA – 10º ANO


Tarefa proposta:

Os problemas filosóficos resultam da reflexão e podem relacionar-se com as experiências de cada um de nós. Analisa os cartoons e formula, a propósito de cada um deles, questões filosóficas.



Cartoon 1

  • Somos responsáveis (do ponto de vista individual e colectivo) pelo facto de deixarmos um planeta poluído para as gerações futuras?
  • Os problemas ambientais do presente não serão fruto, entre outras causas, de uma concepção da vida humana que valoriza, acima de tudo, o individualismo e o prazer?
  • Teremos o dever de tentar compatibilizar o desenvolvimento industrial e tecnológico com o respeito pelo meio ambiente?

Cartoon 2

  • Estará a autonomia (a capacidade de cada um pensar e agir por si próprio) do homem a ser posta em causa devido ao modo como utiliza as novas tecnologias?
  • Poderá a utilização das novas tecnologias (nomeadamente da Internet) dominar a vida do homem ao ponto deste perder a sua identidade como pessoa?
  • Algumas pessoas receiam que as comunicações através da Internet possam vir a substituir a interacção entre pessoas de carne e osso. Poderão essas novas formas de comunicação suscitar novos problemas éticos?


Cartoon 3
  • Como pode a crença em Deus, que por definição é bom, ser compatível com a prática de actos terroristas? Se Deus é o criador da vida como se pode matar em nome de Deus?
  • Quando tentamos compreender se a acção de um bombista suicida é boa ou má devemos considerar a sua intenção ou as consequências do seu acto?
  • Devemos respeitar a cultura (as crenças e as práticas religiosas) de todos os povos? Respeitar a cultura de um povo implica não criticar nenhuma das suas crenças e práticas?
  • Devemos adoptar uma atitude tolerante para com aqueles que defendem a intolerância, como é o caso dos fundamentalistas religiosos? Ou haverá limites para a tolerância religiosa?

Cartoon 4

  • Deve existir liberdade de expressão ou a censura é defensável?
  • Que relação existe entre um Estado democrático e a liberdade de expressão?
  • Deverá a vida privada de algumas pessoas ser exposta publicamente em nome da liberdade de expressão? Ou deverão existir alguns limites à liberdade de expressão?

Nota: Estas sugestões foram elaboradas a partir das propostas efectuadas, nas aulas, pelos alunos do 10º ano (turmas B, C e G). Há naturalmente muitas outras …