“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
sábado, 25 de abril de 2020
A propósito do 25 de abril: Sapere aude!
sábado, 10 de junho de 2017
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
NA PRAIA
Raça de marinheiros que outra coisa vos chamar
senhoras que com tanta dignidade
à hora que o calor mais apertar
coroadas de graça e majestade
entrais pela água dentro e fazeis chichi no mar?
Ruy Belo
terça-feira, 25 de abril de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Dia Mundial da Poesia: uma divisa de vida
"Fazer o mais honesto, empenhar-se
ao máximo, sabendo que é completamente irrelevante.
É essa a grandeza do ser humano."
Manuel António Pina
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Um T.P.C para dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados!
Fotografia de Henri Cartier-Bresson, cidade de Tóquio no Japão, 1965.
Imaginando que tinha de optar por um filme, uma canção e um poema sobre o amor (um sentimento poderoso, belo mas também difícil, às vezes), eis as minhas escolhas:
1. O filme: “In the Mood for Love” do realizador Wong Kar Wai. O vídeo contém parte da banda sonora acompanhada de passagens do filme.
2. Uma canção: "Eu Já Não Sei" escrita por Domingos Gonçalves Costa e Carlos Rocha. Neste vídeo, cantam Roberta Sá e António Zambujo, acompanhados por Yamandú Costa e Ricardo Cruz.
3. Um poema (e uma canção): “Gaivota” de Alexandre O'Neill.
Poema cantado por Amália Rodrigues, com música de Alain Oulman.
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração
As vossas escolhas quais seriam?
E o que é o amor?
Um T.P.C para dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados! ![]()
domingo, 18 de dezembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
A Filosofia ao virar da esquina
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17 de novembro é DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA
Por isso, deixamos aos leitores um desafio.
A partir de uma situação (real ou imaginária), elabore uma reflexão sobre um dos problemas filosóficos seguintes:
1. Quando é que uma ação é moralmente correta?
2. Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?
3. Devemos respeitar todas as tradições de sociedades com uma cultura diferente da nossa?
4. Se afinal vamos morrer, que sentido faz viver?
Boas reflexões a todos!
Podem enviar (até domingo, dia 20 de novembro) a vossa opinião para a caixa de comentários do blogue e, eventualmente, discordar dos pontos de vistas diferentes!
Serão, depois, publicadas as melhores respostas.
Esperemos que a música e a letra, dos DAMA com Gabriel, o pensador possam ser inspiradoras!
Agradeço ao Henrique, sem o entusiasmo dele não teria dado atenção (merecida) à letra desta canção.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Dia Mundial da Filosofia: sugestões de dilemas morais para discutir com os alunos
segunda-feira, 1 de junho de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
1 de Maio, Dia do trabalhador: como tudo começou

«“Oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de repouso”. Foi por esta reivindicação que a 1 de maio de 1886, milhares de trabalhadores do estado de Chicago saíram às ruas. Numa altura que os direitos laborais eram consideradas uma miragem, os trabalhadores da então maior cidade dos Estados Unidos anunciaram uma greve geral pelos seus direitos. Na altura o resto do país seguiu-lhe o exemplo. E hoje celebra-se o 1 de maio em todo o mundo.
No século XIX o respeito pelos direitos laborais era praticamente inexistente. A sociedade vivia exclusivamente para dormir e trabalhar, sendo que o horário laboral podia mesmo estender-se até às 18 horas por dia.
Mas o primeiro protesto de 1 de maio de Chicago continuou durante mais dois dias com cerca de 50.000 trabalhadores a juntarem-se à manifestação. A polícia, sem aviso prévio, disparou sobre a multidão, matando 10 pessoas e fazendo dezenas de feridos.
Apesar do caos que reinava em Chicago, o Presidente da Câmara permitiu, a 4 de maio, a concentração de vários trabalhadores naquela que ficou conhecida como a revolta de Haymarket, localizada na praça com o mesmo nome.
Nessa manifestação, que contou com a presença de cerca de 20.000 trabalhadores, o presidente quis garantir a segurança dos protestantes. Mas em vão: o inspetor da polícia John Bonfield ordenou a 180 agentes que interviessem contra os manifestantes. De repente, rebentou uma bomba que matou um polícia. Revoltados, os seus companheiros abriam fogo contra os trabalhadores. Desconhece-se o número de vítimas.»
Continuar a ler AQUI no site do Observador.
sexta-feira, 20 de março de 2015
As boas vindas à Primavera com o canto do gaio
Fotografia: flores do jacarandá, uma árvore que floresce na Primavera.
Um agradecimento ao Henrique que, além de me ter ensinado muitas coisas sobre este pássaro (o gaio), me deu a conhecer o vídeo anterior.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Dia do pai
Fotografia de Jean-Marc Bouju. Foi escolhida como Foto do Ano 2003 da World Press.
Cartoon de Bill Watterson: Calvin & Hobbes.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
"A noite cairá" - hoje às 23.30 na RTP 1
«Esta noite muitas televisões do mundo passam “A Noite Cairá”, um documentário incrível com muitas das primeiras imagens recolhidas no campo de concentração pelas tropas aliadas. Na verdade, "A noite cairá" é um documentário sobre um documentário (com dedo de Hitchcock), que esteve demasiados anos na gaveta e por acabar, tal era a força e o choque das imagens recolhidas.
A 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas entravam no campo de concentração de Auschwitz - foi há precisamente 70 anos. Para assinalar um dia histórico, o Expresso disponibiliza online um texto publicado originalmente a 28 de janeiro de 1995, onde alguns dos sobreviventes evocam o drama e se reflete sobre um episódio julgado impensável.»
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/oficio-de-matar=f908141#ixzz3Q4829tCH
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Opiniões premiadas no Dia Mundial da Filosofia
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Foi colocado neste blogue um desafio aos alunos, no Dia da Filosofia (ver AQUI):
"Devemos fazer o que está certo mesmo quando não ganhamos com isso?
Ao responder tem em conta o exemplo da notícia de jornal: “Três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim foram distinguidos pela autarquia com um voto de louvor por devolverem um envelope com mais de quatro mil euros que encontraram num centro de processamento de lixo". Jornal Diário de Notícias de 18-11-2014.
Como agirias se fosses um dos três funcionários na situação seguinte? Porquê?"
Os autores dos dois melhores comentários* - a quem se será entregue o livro "Logicomix" da Gradiva pela direção da escola - foram as alunas Patrícia Cunha, do 10º D e Vanda Evaristo, do 11º A. Parabéns a ambas!
E um agradecimento a todos os alunos que participaram (do 11º A, 11º B e 10º D)!
Eis as respostas dadas pelas duas alunas (os textos não foram editados):
Na minha opinião, este é um problema filosófico extremamente atual e que diz respeito a todos nós como cidadãos. Talvez a posição que defendo será a que muitos pensam ser a mais plausível, mas eu fico contente se nem todos partilharem da mesma opinião que eu, pois em Filosofia não deve existir consenso. Argumentar é a melhor forma de testar as nossas crenças…
Em primeiro lugar, penso que fazer o que está certo é uma virtude do ser humano. Devemos “ser uns para os outros”, seja qual for a raça, o género ou a idade. Uma ação designada como “correta” desencadeia outras ações corretas e assim sucessivamente. Não devemos praticar o que está certo, procurando segundas intenções nisso e/ou mérito por o praticar. Fazer o está correto é a inocência da nossa "alma", a utilização de virtudes, como a generosidade, a sinceridade e a cooperação. Praticar algo certo não é esperar ganhar nada em troca, porque afinal também não perdemos nada por o fazer…É seguir o nosso coração, colocar um sorriso no mundo que nos rodeia e agir por pura espontaneidade.
No caso apresentado, em que três funcionários foram reconhecidos com um louvor por terem devolvido um envelope, no qual se encontravam mais de quatro mil euros, verificamos um excelente exemplo do que suprarreferi. Estes homens agiram com inocência e sem segundas intenções, devolvendo o dinheiro que não lhes pertencia, sem esperar uma recompensa por isso. Existem dois bons argumentos para defender a ação executada: o dinheiro não pertence aos funcionários mas sim a alguém, que pode estar a necessitar muito dele e, se fossem os funcionários na situação da pessoa possuidora do envelope, também gostariam que lhes devolvessem o dinheiro.
Trata-se de pura bondade e ajuda ao próximo. Se fossemos nós não ficaríamos muito gratos por nos entregarem quatro mil euros que com tanto trabalho poupámos e valorizamos? Devemos pensar desta forma. O que está certo pode ser praticado por todos e pode ajudar todos também. Durante a nossa vida todos nós já praticámos pelo menos uma vez, uma ação correta, involuntariamente e sem esperar um louvor por isso.
Pense nisso… Tal como disse Martin Luther King: “Sempre é hora de fazer o que é certo”.
Patrícia Cunha, 10º D
Discernimento, coragem, honestidade, respeito pelo “outro”, entre outros talentos do espírito, são sem duvida desejáveis, pois espelham o bom caráter. Contudo, estes esbatem-se diariamente nas múltiplas situações com que nos deparamos.
As minhas ações diárias são movidas por máximas que cultivo e agir em conformidade com o dever é materializar a minha vontade.
"Devemos fazer o que está certo mesmo quando não ganhamos com isso? Se eu encontrasse uma quantia considerável de dinheiro devolvê-lo-ia?"
As questões colocadas suscitam em nós um debate moral e a resposta às mesmas implica sinceridade.
Considero que se ganha sempre algo com as nossas ações independentemente de qual escolhermos. O valor do que se ganha é que é diferente e cada pessoa sabe a importância que cada valor tem para si.
A vontade e a faculdade de escolher só aquilo que a razão reconhece como correto são unas. Contudo, nem sempre a razão determina suficientemente a vontade. Por vezes esta está sujeita a condições subjetivas.
As dificuldades extremas tornam o ser humano corruptível e nem sempre a razão e o agir correto vencem as nossas emoções ou outras motivações.
Se a vida de uma pessoa que amo ou até a minha própria vida dependessem de uma ação minha, provavelmente enfrentaria um árduo dilema moral, pois não agiria tendo apenas em conta os meus princípios.
Se eu encontrasse dinheiro e se este se revelasse vital para mim, provavelmente não o devolveria. Afirmo tal hipoteticamente, pois tudo dependeria das circunstâncias do momento.
O ser humano cultiva a imagem perfeita e alimenta-se do elogio. Afirmarmos que todas as nossas ações são desinteressadas e visam apenas o dever em consonância com a nossa vontade, sem ter em conta todo e qualquer condicionalismo, é mascarar as nossas inclinações e emoções. Não somos seres perfeitos e o nosso entendimento é frequentemente desafiado pelos nossos sentimentos. Face a um dilema moral, a minha resposta será sempre a mesma: as minhas ações traduzem princípios que defendo convictamente, contudo não são inabaláveis.
Vanda Evaristo, 11º A
* Os critérios de avaliação utilizados foram os seguintes: clareza, pertinência e originalidade das ideias filosóficas defendidas; estruturação do discurso; utilização correta da terminologia filosófica e da expressão escrita.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Dia Mundial da Filosofia: as opiniões dos alunos

Os textos, enviados para a caixa de comentários, sobre o problema proposto no Dia Mundial da Filosofia já se encontram disponíveis, podem ser lidos AQUI.
Um obrigada a todos os alunos que participaram (do 11º A, 11º B e 10º D)!
Os autores dos dois melhores comentários - a quem se será entregue o livro "Logicomix" da Gradiva - serão conhecidos na primeira semana de aulas do 2º período. Nessa data também serão publicados neste blogue os dois textos seleccionados.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA: vem pensar e debater online
Segundo a UNESCO, dia 20 de Novembro, é o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA.
A melhor forma de celebrar este dia é debater ideias. Afinal, a capacidade argumentativa e a atitude crítica – que o estudo da disciplina de Filosofia permite desenvolver – devem PRATICAR-SE nas aulas e na nossa vida em geral. A menos que queiramos viver sem pensar por nós próprios, escravos dos preconceitos, da opinião da maioria, dos interesses instalados, das falsas autoridades e por ai adiante...
Assim, fica o desafio (dirigido a todos os alunos da escola e a outros eventuais interessados) - apresentem a vossa opinião e debatam (na caixa de comentários deste blogue) a seguinte questão ética:
Devemos fazer o que está certo mesmo quando não ganhamos com isso?
Ao responder tem em conta o exemplo da notícia de jornal: Como agirias se fosses um dos três funcionários na situação seguinte? Porquê? (Também podes assinalar a tua resposta no questionário online na barra lateral deste blogue.)
“Três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim foram distinguidos pela autarquia com um voto de louvor por devolverem um envelope com mais de quatro mil euros que encontraram num centro de processamento de lixo.
Fonte autárquica disse hoje à agência Lusa que o envelope, com o dinheiro e cheques, foi detetado (…) por trabalhadores municipais que procediam à separação de papel. O envelope continha um depósito no valor de 4407 euros feito pelo cliente de um banco numa dependência desta instituição e que, por descuido, terá caído num balde do lixo. Seguiu, depois, o trajeto normal dos resíduos até ao ecocentro. Após os três funcionários terem encontrado o pacote, fizeram-no chegar aos responsáveis da Câmara Municipal que, por sua vez, o entregaram à instituição bancária em causa, identificada no envelope.”
Jornal Diário de Notícias de 18-11-2014.
Além do que se pode ganhar numa discussão – a oportunidade de aprendermos uns com os outros –, os dois melhores textos argumentativos dos alunos da escola serão publicados num post deste blogue e receberão como prémio o livro “Logicomix: Uma Busca Épica da Verdade”. Além de ser escrito numa linguagem acessível e clara, este livro de banda desenhada tem um discurso rigoroso do ponto de vista científico e filosófico e é graficamente atraente. O difícil neste livro (que é um enorme sucesso internacional) é mesmo parar de o ler. Para saber mais, ver AQUI.
Informações úteis:
- Só serão considerados a concurso os comentários enviados até cinco dias a contar da data de publicação deste post.
- A publicação dos melhores trabalhos dos alunos da escola e a atribuição dos prémios ocorrerá na primeira semana de aulas do 2º período, em data e lugar a anunciar. O júri é constituído por dois professores.
- Os alunos da escola devem escrever, no final, o nome completo e a turma a que pertencem. Quando o comentário enviado exceder o número de palavras permitido, devem dividir o texto em dois comentários diferentes (escrevendo parte 1 e 2) e colocar o nome em ambos.
- O blogue possui moderação de comentários, por isso os textos dos alunos não são publicados imediatamente, só após aprovação dos autores.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Uma pequenina luz
Para celebrar o 25 de abril.
UMA PEQUENINA LUZ
Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha
Jorge de Sena




