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terça-feira, 9 de setembro de 2014

As aulas ainda não começaram e já faltei mais de um dia

professor

Passam alguns minutos das 14 horas do dia 9 de setembro de 2014 e ainda não saiu a lista de colocações do chamado “concurso de mobilidade interna”, onde tive de participar devido ao facto de ter horário zero. Note-se que o ministro da educação prometeu que a lista sairia no início da semana e ontem prometeu que sairia hoje. Ainda não sei portanto onde irei dar aulas na próxima segunda-feira.

Apesar disso, já faltei seis tempos este ano letivo (o que dá, salvo erro, 1,1 dias da falta). Faltei a uma reunião de departamento, a uma reunião geral de professores e a uma reunião do subdepartamento de filosofia, pois achei que não fazia sentido ir a reuniões preparatórias de um trabalho de que, contra a minha vontade, não farei parte.

Bem, mas se estamos no dia 9 do primeiro mês de trabalho e eu já faltei mais de um dia, talvez seja necessário concluir que sou um professor balda e faltista, apesar de no meu processo profissional constarem poucas faltas. A menos que as pessoas com funções dirigentes (do ministério da educação para baixo) com influência neste processo não saibam o que estão a fazer. 

Para quem não sabe, faço notar que bastaria a direção do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa ter-me atribuído seis tempos letivos (por exemplo uma turma e uma direção de turma) para eu não ter horário zero. Repito: seis – 6 - tempos letivos. Seis tempos. Seis tempos. Seis tempos. Perceberam? Apenas seis tempos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Horário zero

SALA

Fui hoje informado que no próximo ano letivo terei horário zero. Terei, portanto, que concorrer. Pelo que ouvi dizer, numa escola secundária de Faro há dois horários – sem filosofia, apenas com disciplinas dos cursos profissionais e outros similares. Vivo em Faro, mas se numa das cidade próximas existisse um horário com filosofia tentaria ir para lá. Infelizmente parece que não há.

Sou professor há vinte e dois anos. Dez deles, sendo os últimos nove consecutivos, na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa. Tive Muito Bom numa avaliação e Excelente na outra. Nos anos que levei alunos a exame a média destes foi sempre superior à média nacional e melhor que a maioria das outras disciplinas da escola. Além do Dúvida Metódica, criei um blogue de Sociologia que está quase a chegar ao milhão de visitas e um blogue para usar nas aulas de Área de Integração, do Ensino Profissional. Já ouvi – e li – muitas pessoas diferentes dizerem que não faço um mau trabalho. Mas nada disso conta, pois na minha escola há colegas com mais tempo de serviço e eu sou o último da lista.

Descobri que a possibilidade de ter horário zero era elevada há semanas atrás, mas tinha ainda uma esperança remota e irrealista, para não dizer estúpida, de que isso não sucedesse. Quando há minutos li a frase “não tem horário para o ano letivo 2014/2015, pelo que tem de concorrer ao Destacamento por Ausência da Componente Letiva” lembrei-me do final do romance O Processo de Franz Kafka quando K., mortalmente apunhalado no coração, murmura “Como um cão!”. E senti-me apunhalado no coração. Mas não mortalmente. Mas não mortalmente.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Uma repórter da ESPR na sessão nacional do Parlamento dos jovens 2014

A escola Secundária Pinheiro e Rosa esteve presente, tal como em 2013, na sessão nacional do “Parlamento dos jovens" 2014.

A aluna Marta Liber (do 11º B), na qualidade de jornalista, fez a reportagem que se segue. O texto foi revisto pela professora Maria da Conceição Santos, que acompanhou os alunos e foi uma das coordenadoras do projeto.

Reportagem Parlamento Dos Jovens 2014 by SaraRaposo

sábado, 12 de julho de 2014

Os resultados do exame de Filosofia nas turmas de Humanidades da ESPR

Na escola secundária Pinheiro e Rosa fizeram exame nacional de Filosofia 49 alunos como internos e 9 como externos ou autopropostos (58 no total). Foi a escola secundária do Algarve com o maior número de alunos internos a fazer este exame, que é opcional. É um facto significativo, cujas causas não vou abordar aqui. Julgo, no entanto, que uma delas poderá ter a ver com o tipo de ensino praticado nas aulas.

Dos alunos internos, 29 eram das minhas duas turmas de Humanidades (11º D e E), os restantes eram alunos de turmas de ciências e não foram meus alunos. A média obtida no exame pelos meus alunos internos foi de 11.03. A diferença entre a média das classificações internas que atribuí (13,41) e a média da classificação interna obtida no exame pelos alunos internos foi de 2,38 valores. A média total das classificações dos alunos internos da escola foi de 10.92.

Em Portugal, fizeram exame nacional de Filosofia 11.513 alunos (internos e externos) e a média foi 9,7 (ver AQUI). Os 7.956 alunos internos (aqueles para quem a classificação do exame tem o peso de 30% na classificação final da disciplina) obtiveram a média de 10.3 (ver AQUI).

Estes dados objetivos permitem afirmar, comparativamente, que os resultados dos meus alunos foram positivos, ou melhor, razoáveis.

Todavia, não deixam de estar um pouco aquém do que deveriam ser, pois alguns alunos (em particular os que foram a exame com 10) desceram e entre estes vários não frequentaram sequer as aulas de apoio que a escola disponibilizou. Bem sei que as classificações internas de 10 englobam aspetos não cognitivos - como o comportamento e as atitudes - e outros cognitivos como a oralidade que não são avaliados numa prova escrita. Bem sei que os alunos de Humanidades, ao contrário dos alunos dos cursos de ciências do 11º ano, não realizaram este ano nenhum teste intermédio e, por isso, a exigência e a pressão a que foram submetidos, em termos de avaliação externa, foi menor. Há anos que constato (como referi AQUI) que esta menor exigência tem um efeito negativo notório ao nível do empenhamento, dos hábitos de estudo e da capacidade de trabalho.

Também é verdade que tive, nas duas turmas, vários alunos que mantiveram ou subiram as classificações (as duas alunas com as classificações internas mais elevadas, 18 valores, não desceram, tal como vários outros). Ainda assim, os resultados, apesar de satisfatórios, não deixem de ser dececionantes, no caso de alguns alunos (sobretudo se comparados com os obtidos pelos meus alunos de ciências do ano passado). Podiam, de facto, ter feito melhor.

E ainda podem fazê-lo, na 2ª Fase!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Da escolha dos manuais à escolha da escola

50 Lições de Filosofia -10º ano

Este texto aponta bem, apesar de certas imprecisões, alguns danos que os maus manuais podem provocar na aprendizagem das crianças. O efeito pode ser semelhante no caso dos adolescentes, principalmente se o professor não conseguir distinguir aquilo que ensina dos erros do manual e não os souber corrigir.

«Os adultos, pelo menos aqueles que tiveram uma formação científica, sabem que o saber é questionável e que devem estar sempre preparados para reformular as suas ideias. Mas a relativização do saber é uma operação conceptual complexa à qual só se chega convenientemente se se começar por construir um laço de confiança com o saber (o que implica um laço de confiança com as instituições, com as pessoas e com os instrumentos ligados à aprendizagem). Isto porque é justamente a partir do saber e com saber que se pode pôr em causa o saber.

A escrita de um manual é por isso um ato complexo e de grande responsabilidade – está em causa a criação desse laço de confiança – que tem de resultar de um conhecimento razoavelmente vasto das temáticas abordadas. Estas têm de ser trabalhadas de forma a poderem ser apresentadas numa linguagem e numa lógica formal compatível com a idade dos estudantes, mas sem que isso as afaste da justeza do conhecimento que esteve na base desse processo. Se uma criança conclui que o seu livro está errado, fica com uma grande margem de manobra para nos dizer: “Não estudo, porque esse livro é uma porcaria. Só diz parvoíces.” E é exatamente isso que por vezes acontece.»

Filomena Silvano, Livros de escola, crianças e a necessária confiança no saber, Público, 09-07-2014.

Ao contrário do que diz Filomena Silvano, reformular ideias e questionar o saber não significa uma “relativização do saber”: a falibilidade não implica falta de objetividade. Além disso, não é apenas a “formação científica” que confere capacidade de reformular ideias e pensar criticamente, uma vez que a filosofia também pode contribuir para isso. Tal como a literatura e as outras artes.

Tirando isso, concordo com o texto. E é com tristeza que constato que vários manuais de Filosofia, devido às suas incorreções e linguagem vaga e obscura, podem levar os alunos a dizer “Não estudo, porque esse livro é uma porcaria: só diz parvoíces.”

Os alunos poderiam até acrescentar: se estudar por este manual terei respostas erradas no exame nacional de Filosofia.

Felizmente não é o caso dos livros de Filosofia que escolhemos na Pinheiro e Rosa: o 50 Lições de Filosofia -10º ano e o 50 Lições de Filosofia -11º ano, de Aires Almeida e Desidério Murcho.

Estes livros são simultaneamente rigorosos, claros e estimulantes para os alunos, conforme podemos verificar ao longo deste ano.

Esta opinião pode ser testada através de uma experiência simples. Caso o leitor conheça algum jovem que afirma não conseguir perceber o que é dito no seu manual de Filosofia, leve-o a uma livraria e peça-lhe para ler duas ou três páginas do 50 Lições de Filosofia e duas ou três páginas do capítulo equivalente do outro manual. Certifique-se que a leitura é atenta e verá que o veredito do jovem coincide com a minha opinião.

Devido à sua importância para a construção das aulas e para o estudo dos alunos, a qualidade dos manuais adotados é um fator que deve ser ponderado na hora de escolher a escola que se vai frequentar.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Trabalhos de alunos da ESPR num site do Instituto Superior Técnico

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Clicar na imagem para aceder.

O responsável pelo projeto “Saber Ciência” (*), Nuno Barradas (ver currículo AQUI), contactou-me e sugeriu-me que fizesse um balanço da utilização feita pelos meus alunos de vários artigos do "Saber Ciência" que referi no Dúvida Metódica (na bibliografia para um trabalho do 11º ano sobre filosofia da ciência).

Os links para os trabalhos dos alunos e a minha apreciação foram agora publicados na página do “Saber Ciência", para aceder, clicar AQUI. . Para ler os trabalhos dos alunos publicados neste blogue, clicar  AQUI e AQUI.

Agradeço a publicação, até porque se trata de um site de reconhecida qualidade na divulgação da cultura científica em Portugal.

Espero que, no futuro, mais professores e alunos (de filosofia e de outras ciências) venham a utilizar os interessantes e úteis recursos disponibilizados online no "Saber Ciência". Este site é uma tradução portuguesa de uma página de divulgação científica da Universidade da Califórnia da responsabilidade do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e da APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente.

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(*) A página original Understanding Science foi desenvolvida pelo Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia em colaboração com os seus Conselhos Consultivos. A página traduzida Saber Ciência foi desenvolvida pelo Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e pela APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente. Tradução parcialmente realizada ao abrigo do projeto da APEEGIL do programa Pais com a Ciência do Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

Página PrincipalBanner da zona

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ciência Política: uma opção do 12º ano para os cursos científico-humanísticos

 

Um exemplo de uma atividade - de análise e debate - realizada nas aulas de Ciência Política. No dia 1 de Setembro de 1939, os alemães invadiram a Polónia, dois dias mais tarde, a Grã Bretanha declarou guerra à Alemanha, inicia-se assim a  2ª Guerra Mundial. Um político, o chefe de Estado (o rei Jorge VI)  proferiu um discurso histórico, explicando à população os motivos que levavam o país a entrar neste conflito. Serão os seus argumentos a favor da guerra aceitáveis do ponto de vista ético?

Depende da teoria da guerra que se considere... Para conhecer outros temas e actividades abordados em Ciência Política, ver cartaz informativo. 

Esquema tirado do blogue Homo Politicus.

2013-14Cartaz de Ciência Política by SaraRaposo

Para saber mais acerca dos conteúdos programáticos abordados nesta disciplina de opção do 12º ano, dos cursos científico-humanísticos, consultar o Blogue Homo Políticus (um manual da disciplina online que foi utilizado na leccionação das aulas no ano lectivo passado por um dos coautores do Dúvida Metódica).

Este cartaz faz parte de uma exposição, na Escola Secundária Pinheiro e Rosa, sobre todas as opções do 12º ano. Os cartazes encontram-se no corredor central e têm como objectivo principal informar os alunos, contribuindo para que possam fazer uma opção consciente das disciplinas do 12º ano e que tenha em conta os seus interesses e o seu percurso formativo futuro.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Números sobre o ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa

Segundo o ME, inscreveram-se para o exame de Filosofia 12.210 alunos (8.471 dos quais eram alunos internos). No exame de Português inscreveram-se 74.358 alunos (52.707 dos quais eram alunos internos).

Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, que faz parte do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, inscreveram-se 60 alunos no exame de Filosofia e 120 alunos a Português (não sei quantos eram internos).

A nível nacional o número de inscritos a Português era mais de seis vezes superior ao número de inscritos a Filosofia, mas na nossa escola foi apenas o dobro.

Vem a propósito recordar que o exame de Português é obrigatório e o exame de Filosofia é opcional.

Dos 60 alunos da Pinheiro e Rosa inscritos a Filosofia faltaram apenas 2. Não vi números oficiais, mas disseram-me que na maioria das outras escolas (muitas com mais turmas que a Pinheiro e Rosa) fizeram o exame apenas 5 ou 6 alunos e noutras houve números à volta da dezena.

No ano passado a média nacional do exame de Filosofia foi 9,1. Se considerarmos apenas os alunos internos a média nacional foi 10,2. A média do Algarve (no que diz respeito aos alunos internos) foi 10,1. A média dos alunos (internos) da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa foi 12,33. A média das classificações internas (isto é, das notas dadas pelos professores) desses alunos foi 13,66.

Como se explicam estes números?

Tenciono escrever acerca disso em breve, mas para já quero apenas dizer algo óbvio: estes número não se referem apenas aos exames, pois dizem algo acerca do ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa.

Fontes dos números referidos:

Exame de Filosofia não assustou

A única surpresa no exame de Português do 12.º ano foi a facilidade

Matemática com pior resultado dos últimos sete anos

Exame de Filosofia: não foi mau, mas é possível fazer melhor na 2ª fase

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lições de Filosofia ainda melhores

50 Lições de Filosofia 11º ano

Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa escolhemos hoje o manual que usaremos no 11º ano nos próximos anos. Por unanimidade a escolha recaiu no 50 Lições de Filosofia – 11º ano, de Aires Almeida e Desidério Murcho.

No post Os melhores manuais de filosofia para o 11º ano referi cinco manuais que “apresentam corretamente a filosofia aos alunos: como uma discussão crítica de problemas, onde o próprio aluno é chamado a intervir e argumentar, e não como um discurso dogmático. Conseguem, além disso, um equilíbrio entre o rigor filosófico e a clareza e simplicidade, que é indispensável num livro destinado a adolescentes.”

Pois bem, parece-me que o 50 Lições consegue fazer isso ainda um pouco melhor que os outros quatro. Trabalhámos no presente ano letivo com o 50 Lições de Filosofia – 10º ano e foi uma boa experiência. Não me arrependo, pelo contrário, dos elogios que escrevi há cerca de um ano: Boas lições de Filosofia. Ora, o livro do 11º ano consegue ser ainda melhor que o livro do 10º em termos de organização, clareza, adequação das atividades, recursos disponibilizados para os professores, etc.

É um livro que apetece continuar a ler e não apenas consultar. Será por isso um bom instrumento de estudo e um estímulo para o pensamento crítico dos alunos.

Uma palavra de apreço para o Como pensar tudo isto?, de Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolando Almeida, que é na minha opinião o segundo melhor manual de todos os que analisei. Além das qualidades já referidas no post sobre os melhores manuais, destaco os excelentes vídeos com interessantes experiências mentais e, sobretudo, o uso que faz da lógica em todos os capítulos. Nesse aspeto em particular, é melhor que qualquer outro manual e consegue dar sentido à expressão “estudar lógica é estudar as ferramentas do ofício filosófico”.

A bem do ensino da filosofia em Portugal, espero que o 50 Lições, o Como pensar tudo isto? e os outros manuais que destaquei sejam escolhidos pela maioria das escolas portuguesas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Imagens filosóficas do Dia Aberto da ESPR

DiadoPinhas_MiguelRodrigues_nº28_11ºD.pdf by SaraRaposo

Filosofia-Catarina

Será Que Somos Livres by SaraRaposo

Alguns dos meus alunos do 11º D e 10º A aceitaram o desafio que lhes foi lançado neste blogue: pintar, fotografar, fazer uma montagem ou  desenhar uma imagem que ilustrasse um problema filosófico, acompanhada de uma pequena legenda explicativa. Este trabalho era voluntário e destinava-se a apresentar - numa exposição para os alunos do 9º ano - a disciplina de Filosofia. Como alguns trabalhos não puderam ser digitalizados, fica apenas uma pequena amostra, os autores são os alunos do 11º D: Miguel Rodrigues, Alessandro e Catarina Santos.

Agradeço a colaboração e o empenho dos que, generosamente, participaram!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Encontro com a escritora Luísa Ducla Soares na escola EB1 nº5 de Faro

Hoje, numa das escolas básicas do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (a EB1 nº 5, mais conhecida por Escola de Vale Carneiros), os alunos do primeiro ciclo poderão falar com a escritora Luísa Ducla Soares, um privilégio que eu gostaria de ter para lhe agradecer os maravilhosos (e muitos) livros que tem escrito para crianças.

Os meus dois filhos, um deles já adulto, aprenderam o alfabeto e o gosto pela leitura nos livros desta escritora: bem escritos, divertidos, numa linguagem simples e acessível, imaginativos, abordando questões que nos fazem pensar (e sonhar) acerca dos assuntos mais diversos.

Há várias gerações de crianças em Portugal que lhe devem muito. Obrigada!

Deixo-vos duas sugestões de publicações recentes, cuja leitura aconselho também a adultos. Imperdíveis!

O burro de Buridan

Era uma vez um filósofo chamado Buridan.

- Mas que vem a ser um filósofo? - perguntam vocês.

- É um homem cuja profissão é pensar.

Pensa, pensa e ensina os outros a pensar.

O nosso filósofo tinha um burro, que pensava pouco e carregava muito, como em geral acontece com os burros. Carregava cântaros de água da fonte, lenha para a lareira, sacos de farinha, livros e mais livros. Até carregava o dono que andava de terra em terra a dar lições a quem queria aprender a pensar.

Certo dia, nas suas andanças, chegaram a uma terra e procuraram uma hospedaria.

O burro como burro ficou no pátio, atado a uma árvore. Buridan como sábio, entrou na sala onde encontrou um jovem a chorar (…).

- Porque choras? – perguntou o filósofo.

- Quando cá estive a semana passada os teus olhos riam como dois sóis.

- Antes ria porque era feliz. Tencionava casar-me… Tinha-me apaixonado por uma rapariga tão bela, tão maravilhosa que julguei que no mundo não houvesse outra igual.

- Mas havia? – quis saber Buridan, já curioso.

- Apresentou-me a irmã gémea! É impossível distingui-las. Agora já não sei qual hei-de amar. O filósofo pôs-se a pensar a pensar. Não era essa a sua especialidade?

- Aí está um problema sem solução. Dizem que o homem é livre de fazer escolhas mas, diante de duas pessoas iguais como há-de decidir?

- Então estou condenado a ficar solteiro?

- Bem, tu ainda tens sorte porque um homem pode viver sem casar. Mas um caso de indecisão pode levar até à morte.

O filósofo Buridan image

A gente que entretanto se tinha reunido na estalagem ouvia atentamente aquelas palavras graves.

- Sim! Sim! – insistiu Buridan. – Vão ver a tragédia que vai acontecer ao meu burro.

Mandou buscar dois fardos de palha iguaizinhos.

Colocou o burro no meio do pátio com um fardo de cada lado, à mesma distância.

- Como ele não pode decidir entre dois objetos iguais vai hesitar, hesitar até morrer de fome.

As pessoas puseram-se a espreitar em silêncio.

(…) A estalajadeira pôs-se a esfregar as mãos de contentamento, tecendo planos em voz alta.

- Então com a pele dele vou fazer uma mala para guardar o enxoval. Transformo o rabo em vassoura. Com a carne vou cozinhar um banquete para os meus hóspedes e deito os ossos aos cães.

O burro até espetou as orelhas ao ouvir estas palavras.

Deu um par de coices no ar, não hesitou mais. Trotou até ao fardo da direita e comeu metade, trotou até ao fardo da esquerda e comeu outra metade.

Depois, feliz por se ver livre, para mais com a barriga cheia, largou a galope até uma encruzilhada de onde partiam duas estradas iguais.

Não perdeu tempo a decidir, meteu pelo campo.

Para que é que um burro precisa de estradas?

(…) o filósofo Buridan, agora sem montada, achou que o melhor era sentar-se a escrever para não cansar as pernas. E escreveu um livro que muitos leram em que falava dum burro imaginário que morreu por ser incapaz de decidir. Lê-lo, de certeza, nunca passou pela cabeça de qualquer burro com juízo.”

Luísa Ducla Soares com ilustrações de Eunice Rosado, O burro de Buridan, Civilização Editora, Lisboa 2010.

sábado, 26 de abril de 2014

Reportagem fotográfica da visita a Lisboa do 11º D e E

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No dia 18 de Fevereiro, os alunos do 11º ano de humanidades, turmas D e E, realizaram uma visita de estudo a Lisboa no âmbito dos conteúdos programáticos das disciplinas de História, Filosofia e Inglês. Visitaram a Assembleia da República, o Planetário e o Museu da Electricidade (ver as informações acerca destes locais disponibilizadas AQUI e AQUI).

O aluno do 11º D, Miguel Rodrigues, fotografou esses locais  e ainda outros que os alunos puderam visitar durante a hora do almoço - o Mosteiro dos Jerónimos e o Centro Cultural de Belém - e fez um vídeo, acompanhado da música de Tschaikovsky (sinfonia nº 1, op. 13 "Winter Dreams").

Vale a pena ver as fotografias por vários motivos: a atenção dada aos pormenores artísticos, à beleza dos edifícios, das pinturas e das esculturas. É o olhar de alguém que se interessa pelos aspectos históricos e possui sentido estético, um dos exemplos disso é o modo como o Palácio de São Bento foi fotografado. Noutras visitas de estudo que fiz, já outros alunos tinham fotografado a Assembleia da República, mas nunca com tanta atenção e tão bem como o Miguel o fez.

Podem ficar a conhecer, com algum de detalhe, um pouco da beleza que a cidade de Lisboa oferece a quem quiser olhar e ver.

Obrigada Miguel!

sábado, 12 de abril de 2014

Imagem filosófica

modus tollens

Proposta de trabalho:

A ideia é os alunos criarem uma imagem (fotografia, desenho, etc.) capaz de ilustrar um problema filosófico e escreverem uma pequena legenda explicativa.

Não se trata de um trabalho difícil, mas, como requer competências que não são filosóficas, não é obrigatório, mas sim opcional. Contudo, é de salientar que a imagem tem de ser criada pelos alunos (e não apenas encontrada) e que a legenda deve ser clara e bem escrita.

A classificação será ponderada no âmbito dos “Mini testes e outros trabalhos” (15%), caso melhore – como é provável Sorriso - a média dos alunos.

O trabalho será exposto na escola no Dia do Pinhas (29 de Abril), quando recebermos na escola alunos do 1º Ciclo, do 9º e do 8º ano.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Criatividade, amanhã nas Pinheiríadas

Nas Pinheiríadas de amanhã, a prova de criatividade terá um tema obrigatório: "Algarve - identidade regional". Os alunos poderão recorrer à música, dança, expressão plástica, teatro entre outros.

Sobre o tema, escolhido para este ano, os alunos dos curso profissionais do TGPSI 2 e do TAS 2, depois de recolherem informações nas visitas de estudo que realizaram aos museus etnográfico e municipal de Faro, realizaram trabalhos. Seguem-se dois deles, há outros que podem ser lidos  AQUI e AQUI.

Trabalho dos alunos André Guerreiro e Nina Chicu, TGPSI, 2º ano, disciplina de Área de integração. by Dúvida Metódica

 

Trabalho de AI dos alunos Carina Vieira, Flávio André e João Moreira..pdf by Dúvida Metódica

domingo, 23 de março de 2014

A crise demográfica em Portugal: um vídeo dos alunos da ESPR

Na campanha eleitoral, que teve lugar na ESPR, os deputados da lista B (Rita Cuña, Sara Penaguião, Ana Teresa Rodrigues, Cátia Sofia Reis Silva, Rafael Fonseca, Fábio Gonçalves, Miguel Gonçalves, Filipe Jesus, Sofia Isabel Alves Cabrita do 12º C - e Sofia Santos - do 12º B) realizaram um vídeo sobre o problema proposto - Crise demográfica em Portugal - que vale a pena ver, divulgar e discutir.

 

A ESPR na sessão distrital do “Parlamento dos jovens”

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Realiza-se, no próximo dia 25 de Março (das 10H00 às 17H00), no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPJ), a sessão distrital do “Parlamento dos jovens”. Estarão presentes alunos de várias escolas secundárias do Algarve.

A nossa escola irá ser representada pelos alunos seguintes (acompanhados pela professora Conceição Santos):

Deputados efetivos:

- Rita Cuña (12º C);

- Leonardo Correia (11º B);

- Ana Teresa Rodrigues (12º C);

- Marta Liber (11º B).

Suplente:

- Sara Penaguião (12º C).

O tema proposto, para a Edição do programa Parlamento dos Jovens 2014/2015, pela nossa escola na sessão distrital é “A promoção e valorização da cultura e das artes”.

As medidas, que os alunos irão defender na sessão distrital do "Parlamento dos jovens", são:

2013-14 Medidas, versão final.pdf by Dúvida Metódica

O regimento da sessão distrital pode ser consultado AQUI.

Um debate inspirado a todos! :)

E que vençam os "políticos" com as melhores ideias e a maior capacidade argumentativa.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rumo a Lisboa: o Planetário e o Museu da Electricidade (2)

Este post é a continuação do post anterior: Rumo a Lisboa: o Parlamento (1)

2 - Passeio na zona dos Jerónimos (alguns dos locais de interesse que os alunos podem visitar livremente: O mosteiro, o Museu da Marinha, o Centro Cultural de Belém e os Pasteis de Belém).

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3 – Planetário.

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A sessão do Planetário (programa 5 com a duração de 60 m) incidirá nos seguintes temas:

«O geocentrismo: o conceito de “Mundo” para alguns filósofos da Antiguidade. O sistema de Ptolomeu. Heliocentrismo: de Copérnico à atualidade. O sonho de voar! Satélites artificiais e naves espaciais. A chegada do Homem à lua. Investigação espacial. Que futuro?» (Informação retirada do site do Planetário, ver AQUI).

4 – Museu da Eletricidade.

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O Museu oferece três circuitos livres ao visitante:

- Circuito Central Tejo: Caldeiras, Cinzeiros, Águas, Condensadores, Geradores

- Energia: Experimentar

- Exposições temporárias: Cinzeiro 8, Sala das Exposições

Informação complementar, retirada do site do museu:

pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Electricidade

pt.wikipedia.org/wiki/Central_tejo

pt.wikipedia.org/wiki/Central_Tejo_(conjunto_arquitect%C3%B3nico)

pt.wikipedia.org/wiki/Central_Tejo_(funcionamento)

pt.wikipedia.org/wiki/Central_Tejo_(condi%C3%A7%C3%B5es_de_trabalho)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Parlamento dos jovens: os resultados eleitorais e a sessão escolar

 

 

No dia 15 de Janeiro, no auditório da escola, teve lugar um interessante e concorrido debate entre os elementos das listas A, B e C. os moderadores foram os alunos da Associação de estudantes da ESPR, Alexandre Mendes e Beatriz Chumbinho.

Após as eleições, os resultados obtidos foram os seguintes:

Alunos inscritos: 470

Número de votantes: 212

Votos brancos: 2

Votos nulos: 3

Lista A: 40 votos

Lista B: 107 votos

Lista C: 60 votos

Este apuramento final conduziu à eleição dos dez elementos que compunham a lista B (alunos do 12º C e B):

-Rita Cuña

- Sara Penaguião

- Sofia Santos

-Ana Teresa Rodrigues

- Cátia Sofia Reis Silva

- Rafael Fonseca

- Fábio Gonçalves

- Miguel Gonçalves

- Filipe Jesus

- Sofia Isabel Alves Cabrita

Oito primeiros elementos da Lista C (alunos do 11º B e D)

- Leonardo Correia

- Rita Mendonça

- Filipa Manuel

- Corneliu Chitanu

- Catarina Gomes

- Marta Liber

- Matheus Oliveira

- Carlos Miguel

E os cinco primeiros constantes na Lista A (alunos do 11º D e E):

- Miguel Rodrigues

- Catalina Borozan

- Diana Todica

- Mariana Guerreiro

- Catarina Sofia

Na próxima quarta-feira (22 de Janeiro) terá lugar, no auditório da escola, pelas 14.30, a sessão escolar, cujo regulamento pode ser lido AQUI.

Nesta sessão escolar terá lugar:

- A eleição dos 4 deputados (por voto secreto) à sessão distrital;

- A aprovação do projeto de recomendação da escola para a sessão distrital;

- A eleição de um candidato à presidência da sessão distrital;

- A proposta de um tema para ser debatido no “Parlamento dos jovens” do próximo ano letivo.

Endereços das páginas do Facebook, criadas pelos alunos durante a campanha, onde podem ser lidas as medidas propostas por cada lista:

https://www.facebook.com/listaApinheiroerosa?fref=ts

https://www.facebook.com/parlamentolistabpinheiro

https://www.facebook.com/listacespr

Um grande obrigada a todos pelo vosso entusiasmo e empenho! Assim talvez Portugal tenha futuro...

As professoras coordenadoras do projeto: Conceição Santos e Sara Raposo.

Aprender e debater política com a deputada Rita Rato

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No âmbito do projecto "Parlamento dos jovens" realizou-se, no dia 6 de Janeiro no auditório da escola, uma sessão de esclarecimento, seguida de um debate, sobre o tema: "Crise demográfica - emigração, natalidade e envelhecimento". Contou com a presença da deputada Rita Rato e dos alunos das turmas: 10º C, 11º B, D e E e 12º C.

A deputada começou esclarecer algumas das regras gerais relacionadas com o funcionamento do parlamento. Seguidamente, apresentou os dados existentes sobre o problema em debate e esclareceu - de forma simples, clara e com exemplos pertinentes - algumas ideias políticos fundamentais.

Após a exposição inicial, abriu-se espaço para as questões. Os alunos, contrariando a ideia habitual que os jovens não se interessam pela política, foram bastante interventivos.

Um obrigada à deputada Rita Rato, aos alunos e professores presentes.

As professoras coordenadoras do projeto: Conceição Santos e Sara Raposo.