
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Para que a história não se repita

segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Deliberação
No que diz respeito à ação, “deliberar” significa refletir ou ponderar.
Muitas ações não envolvem qualquer deliberação. Por exemplo: um automobilista que de repente vê uma pessoa atravessar a estrada a poucos metros do seu carro não reflete sobre o que vai fazer, limita-se a travar o mais rapidamente que conseguir. Passa-se o mesmo com um guarda-redes que se atira a uma bola. Aquilo que o automobilista e o guarda-redes fazem é intencional, mas não é premeditado –não resulta de uma deliberação.
Contudo, muitas outras ações envolvem deliberação. Delibera-se para decidir o que fazer, como fazer, quando fazer, etc. Os agentes, ao deliberar, podem ponderar os meios que vão utilizar, podem questionar-se acerca de eventuais ações alternativas, podem meditar acerca dos motivos que os levam a agir, etc.
Por exemplo: um aluno que pretenda passar a tarde a estudar pode refletir acerca do melhor lugar para o fazer (em casa, na biblioteca…), da matéria que vai estudar primeiro, etc. Esse aluno poderá também ponderar a possibilidade de adiar o estudo e ir namorar.
O fruto da deliberação é uma decisão. No caso do exemplo anterior, a decisão poderia talvez ser: não adiar o estudo e estudar na biblioteca.
A deliberação pode ser racional (levando o agente a escolher a ação e os meios mais adequados aos seus objetivos e interesses), mas também pode ser irracional (levando o agente a fazer escolhas que prejudicam os seus objetivos e interesses).
Por exemplo: se um aluno quer ter boas notas, não é racional ele pensar que talvez os testes sejam fáceis e decidir namorar e jogar futebol em vez de estudar.
Leituras:
Almeida, Aires e outros, 50 Lições de Filosofia – 10º Ano, Didáctica Editora, Lisboa, 2013.
Galvão, Pedro e outros, Razões de Ser, Porto Editora, Porto, 2013.
Vaz, Faustino, “Deliberação e decisão racional”, Crítica - http://criticanarede.com/deliberar.html
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Educação sexual: análise do filme os "Juncos silvestres"
A professora Anabela Moutinho (a quem agradeço a partilha), da escola secundária José Belchior Viegas de S. Brás de Alportel, teve a gentileza de me enviar a atividade que realizou - no âmbito do projeto de educação sexual - com os seus alunos do 10º ano. Esta atividade pode ser consultada AQUI.
As tarefas propostas aos alunos relacionam-se com o visionamento e a análise do filme "Os juncos silvestres" de André Téchiné. Neste filme são abordados, entre outros temas, a homossexualidade, a amizade e a adolescência. Nas aulas de Filosofia do 10º ano, estes temas poderão ser articulados com alguns dos conteúdos programáticos, por exemplo: "A ação e os valores".
Neste blogue encontram-se (na etiqueta educação sexual) outras atividades sobre o referido filme.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Quem não te respeita não te merece
A propósito da relação entre a ação e os valores - um tema do programa do 10º ano - e do modo como as nossas ideias podem influenciar as nossas escolhas e o modo como agimos, vale a pena ver um vídeo contra a violência da campanha da APAV intitulado: "Quem não te respeita não te merece".
Alguns problemas como o bullying e a violência no namoro decorrem de ideias erradas partilhadas e seguidas acriticamente por alguns jovens (e também adultos). Todavia, o conformismo e o facto de alguns adolescentes seguirem, sem questionar, algumas ideias feitas e preconceitos não significa que não se possam mudar atitudes e comportamentos. Porém, para isso acontecer, é preciso que as vítimas dos abusos tenham noção do que está mal e de quais são as ideias certas a seguir.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O mundo do homem feliz e o do homem infeliz serão diferentes?
A forma como cada um de nós percepciona a realidade pode ser influenciada por diversos factores. Por exemplo: os conhecimentos anteriores, as experiências anteriores, a personalidade, a educação e as emoções.
Em relação ao papel desempenhado por estas últimas, Wittgenstein refere que “o mundo dum homem feliz é diferente do dum homem infeliz”. Mas será mesmo assim?
Terá este factor um peso tão decisivo? Se assim fosse como seria possível um conhecimento objectivo do mundo?
Nota: A citação foi retirada do Tratado Lógico-filosófico, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, tradução de M.S. Lourenço, Lisboa, 1987, pág.139.
