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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Para que a história não se repita

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Na disciplina de Sociologia, no âmbito do estudo das metodologias, as alunas Débora Cabrita e Luana Batista, do curso profissional PREC 2, construíram o guião de uma entrevista sobre o tema: “A violência no namoro” e aplicaram-no, dando largas à imaginação.
Vale a pena ver o vídeo, pela informação pertinente e também pela forma viva como ambas a apresentam.

Um pequeno contributo para sensibilizar os mais jovens (e não só) para um problema que afecta muitas pessoas.
 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Deliberação

deliberação pensando na decisão

No que diz respeito à ação, “deliberar” significa refletir ou ponderar.

Muitas ações não envolvem qualquer deliberação. Por exemplo: um automobilista que de repente vê uma pessoa atravessar a estrada a poucos metros do seu carro não reflete sobre o que vai fazer, limita-se a travar o mais rapidamente que conseguir. Passa-se o mesmo com um guarda-redes que se atira a uma bola. Aquilo que o automobilista e o guarda-redes fazem é intencional, mas não é premeditado –não resulta de uma deliberação.

Contudo, muitas outras ações envolvem deliberação. Delibera-se para decidir o que fazer, como fazer, quando fazer, etc. Os agentes, ao deliberar, podem ponderar os meios que vão utilizar, podem questionar-se acerca de eventuais ações alternativas, podem meditar acerca dos motivos que os levam a agir, etc.

Por exemplo: um aluno que pretenda passar a tarde a estudar pode refletir acerca do melhor lugar para o fazer (em casa, na biblioteca…), da matéria que vai estudar primeiro, etc. Esse aluno poderá também ponderar a possibilidade de adiar o estudo e ir namorar.

O fruto da deliberação é uma decisão. No caso do exemplo anterior, a decisão poderia talvez ser: não adiar o estudo e estudar na biblioteca.

A deliberação pode ser racional (levando o agente a escolher a ação e os meios mais adequados aos seus objetivos e interesses), mas também pode ser irracional (levando o agente a fazer escolhas que prejudicam os seus objetivos e interesses).

Por exemplo: se um aluno quer ter boas notas, não é racional ele pensar que talvez os testes sejam fáceis e decidir namorar e jogar futebol em vez de estudar.

Leituras:

Almeida, Aires e outros, 50 Lições de Filosofia – 10º Ano, Didáctica Editora, Lisboa, 2013.

Galvão, Pedro e outros, Razões de Ser, Porto Editora, Porto, 2013.

Vaz, Faustino, “Deliberação e decisão racional”, Crítica - http://criticanarede.com/deliberar.html

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Educação sexual: análise do filme os "Juncos silvestres"

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A professora Anabela Moutinho (a quem agradeço a partilha), da escola secundária José Belchior Viegas de S. Brás de Alportel, teve a gentileza de me enviar a atividade que realizou - no âmbito do projeto de educação sexual - com os seus alunos do 10º ano. Esta atividade pode ser consultada AQUI.
As tarefas propostas aos alunos relacionam-se com o visionamento e a análise do filme "Os juncos silvestres" de André Téchiné. Neste filme são abordados, entre outros temas, a homossexualidade, a amizade e a adolescência. Nas aulas de Filosofia do 10º ano, estes temas poderão ser articulados  com alguns dos conteúdos programáticos, por exemplo: "A ação e os valores".


Neste blogue encontram-se (na etiqueta educação sexual) outras atividades sobre o referido filme.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Quem não te respeita não te merece

A propósito da relação entre a ação e os valores - um tema do programa do 10º ano - e do modo como as nossas ideias podem influenciar as nossas escolhas e o modo como agimos, vale a pena ver um vídeo contra a violência da campanha da  APAV intitulado: "Quem não te respeita não te merece".

Alguns problemas como o bullying e a violência no namoro decorrem de ideias erradas partilhadas e seguidas acriticamente por alguns jovens (e também adultos). Todavia, o conformismo e o facto de alguns adolescentes seguirem, sem questionar, algumas ideias feitas e preconceitos não significa que não se possam mudar atitudes e comportamentos. Porém, para isso acontecer, é preciso que as vítimas dos abusos tenham noção do que está mal e de quais são as ideias certas a seguir.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O mundo do homem feliz e o do homem infeliz serão diferentes?

Angel-Boligan-Mexico 2009

A forma como cada um de nós percepciona a realidade pode ser influenciada por diversos factores. Por exemplo: os conhecimentos anteriores, as experiências anteriores, a personalidade, a educação e as emoções.

Em relação ao papel desempenhado por estas últimas, Wittgenstein refere que “o mundo dum homem feliz é diferente do dum homem infeliz”. Mas será mesmo assim?

Terá este factor um peso tão decisivo? Se assim fosse como seria possível um conhecimento objectivo do mundo?

Nota: A citação foi retirada do Tratado Lógico-filosófico, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, tradução de M.S. Lourenço, Lisboa, 1987, pág.139.