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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Então e os direitos humanos?

refugiados

O que a Declaração Universal dos Direitos Humanos diz acerca dos refugiados é muito claro.

“Artigo 13.º

1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.

2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 14.º

1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.”

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"A noite cairá" - hoje às 23.30 na RTP 1

«Esta noite muitas televisões do mundo passam “A Noite Cairá”, um documentário incrível com muitas das primeiras imagens recolhidas no campo de concentração pelas tropas aliadas. Na verdade, "A noite cairá" é um documentário sobre um documentário (com dedo de Hitchcock), que esteve demasiados anos na gaveta e por acabar, tal era a força e o choque das imagens recolhidas.

A 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas entravam no campo de concentração de Auschwitz - foi há precisamente 70 anos. Para assinalar um dia histórico, o Expresso disponibiliza online um texto publicado originalmente a 28 de janeiro de 1995, onde alguns dos sobreviventes evocam o drama e se reflete sobre um episódio julgado impensável.»
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/oficio-de-matar=f908141#ixzz3Q4829tCH

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos em vídeo:

Como surgiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Direitos humanos e liberdade de expressão

«Três homens vestidos de negro invadiram o hall da sede do semanário Charlie Hebdo, em Paris, com lança-foguetes e kalachnikovs. Há pelo menos 12 mortos, dois dos quais polícias, o diretor da publicação e três ilustradores. Presidente francês apelou à 'união do país' na luta contra o terrorismo: 'Este ato bárbaro nunca vai extinguir a liberdade de imprensa. Nós somos um país unido que vai reagir e não bloquear'.»

Notícia do Jornal Expresso. Vale também a pena ler este artigo de opinião de Henrique Monteiro: Je suis, somos todos, Charlie.

Nos cartoons  deste semanário francês também se caricaturavam outras religiões, a católica por exemplo. Não houve nunca manifestações violentas ou mortes devido a isso.

Porque não haveriam os cartoonistas de poder satirizar a religião islâmica e fazer o mesmo que fazem em relação às outras religiões? Porque é que se deveriam autocensurar neste caso?

Vivemos em países democráticos, onde a liberdade de pensamento e de expressão são direitos fundamentais. Este ataque terrorista é uma tentativa de mostrar que os que acreditam na democracia estão errados. Por isso, todos os cidadãos democratas foram hoje alvo deste ataque e não apenas os jornalistas que foram assassinados. Por isso, não devemos deixar-nos dominar pelo medo e abdicar da nossa liberdade.

No vídeo a seguir apresentado explica-se - em linguagem clara e acessível - o que são direitos humanos. Aconselho o seu visionamento.

No final do vídeo é defendida uma ideia (a mais importante, a meu ver): os direitos humanos só existem, para lá do que está escrito, se cada um de nós os colocar em prática e os respeitar no dia a dia. É bom não esquecer isto!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Abraços sem braços

Francine é uma mulher do Burundi cujo cunhado lhe amputou os braços. Motivo? Deu à luz uma menina em vez de um menino.

Mais pormenores e fotografias aqui: How a Mother With Amputated Arms Became an Angel in Her Daughter’s Eyes.

mulher sem braços ajudado pelo filho a lavar os dentes

abraçar sem braços

How a Mother With Amputated Arms Became an Angel in Her Daughter’s Eyes

Fotografias de Martina Bacigalupo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Porque não devemos chamar "bárbaros" aos fanáticos islâmicos

 estado islâmico fanatismo religioso

Nos últimos meses, perante as atrocidades cometidas por grupos islâmicos fanáticos como o Estado Islâmico e o Boko Haram, vulgarizou-se nas redes sociais e até na imprensa o uso da palavra “bárbaro”. Julgo que a crítica é correta mas que a palavra escolhida para a exprimir é errada.

Os gregos antigos e os romanos chamavam “bárbaros” aos estrangeiros. A palavra grega que se traduz por “bárbaro” significava “aquele que fala como os animais”. Ou seja: quem não falava grego, quem não era grego, era considerado inferior aos gregos e visto como sub-humano. Julgar que a cultura dos outros povos é inferior à nossa, julgar que aquilo a que estamos acostumados é superior àquilo a que não estamos acostumados, é uma atitude pouco inteligente mas frequente na história da humanidade. Nas ciências sociais é conhecida por etnocentrismo.

Apesar da maioria das pessoas não saber a história da palavra, quando se diz “bárbaro” cria-se geralmente a ideia de que estamos a criticar um costume estrangeiro. Ora, o que há de errado nas acções do Estado Islâmico e do Boko Haram não é o facto de não serem portuguesas, europeias ou ocidentais, mas sim o facto objectivo de serem atrocidades que violam os direitos humanos e prejudicam as pessoas direta e indiretamente atingidas. Se forem realizadas por portugueses não serão menos más.

Sendo assim, o facto de, por exemplo, a tourada ser uma tradição portuguesa não a torna mais benigna nem a impede de ser criticada - nem por portugueses nem por estrangeiros. E caso um estrangeiro a critique este não será um bárbaro, mas alguém que se preocupa com os animais não humanos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

É melhor servir que mandar despoticamente

«Melhor Servir que Mandar Despoticamente:
Se a servidão sempre corrompe, corrompe menos o escravo do que o senhor, excepto quando é levada até ao embrutecimento.
No plano moral, é melhor para um ser humano sofrer coerções, mesmo se emanam de um poder arbitrário, do que exercer sem controle um poder dessa natureza.»

John Stuart Mill, A Servidão das Mulheres.

John Stuart Mill,1806-1873,  e a sua esposa Helen Taylor

Na fotografia podemos ver John Stuart Mill  e Helen Taylor, sua esposa. Mill tinha vinte e cinco anos quando, «em 1831, conheceu Harriet Taylor, que na altura tinha vinte e três anos, estava casada e tinha filhos. Durante cerca de vinte e um anos, Mill amou profundamente Harriet, com quem viria a casar em 1851, dois anos após o falecimento do marido desta. Mill tinha um enorme respeito intelectual por Harriet, a quem dedicou [o livro] Sobre a Liberdade. Depois de Harriet falecer, em 1858 [apenas cerca de sete anos após terem casado], Mill tornou-se politicamente ativo, defendendo posições que na altura eram controversas, como o direito de voto das mulheres».

Pedro Madeira, na Introdução a Sobre a Liberdade, de John Stuat Mill, Edições 70, Lisboa, 2006.

Infelizmente nunca li A Servidão das Mulheres. Encontrei a citação numa página do Facebook que vale a pena visitar: Exame de Filosofia do Secundário.

domingo, 9 de março de 2014

A Sujeição das Mulheres

mulheres

John Stuart Mill defendeu a igualdade entre homens e mulheres numa época em que essa causa era muito pouco popular. Entre várias outras ações a favor dos direitos das mulheres, escreveu o livro A Sujeição das Mulheres. Eis um excerto de uma recensão do mesmo (intitulada Feminismo genuíno), publicada na revista Crítica:

Em meados da década de 1860, [John Stuart Mill] como membro do Parlamento inglês, apresentou uma petição assinada por 1500 mulheres solicitando o direito nacional de voto das mulheres, cujo resultado foi um massacrante fracasso: 194 votos contra e 73 a favor. No entanto, Mill não desistiu e publicou pouco tempo depois, em 1869, A Sujeição das Mulheres, uma das mais elegantes e claras defesas da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres feitas até hoje. Escrita por um homem, o seu objetivo é demonstrar em quatro capítulos o quanto é indefensável a subordinação do sexo feminino ao masculino.”

(Ontem, dia 8 de Março, foi o Dia da Mulher.)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para saber mais sobre o Holocausto

"Homicídio metódico de grande número de pessoas, especialmente judeus e outras minorias étnicas, executado pelos regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial. (Geralmente com inicial maiúscula.)"

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/Holocausto [consultado em 06-01-2014].

Para saber mais sobre o Holocausto, ver AQUI.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dia da Recordação do Holocausto

Hoje, 27 de janeiro, é o Dia Internacional de Recordação do Holocausto. E nas aulas de filosofia do 10 º ano andamos a discutir se a ética é ou não objetiva, pelo que alguns dos exemplos terão uma atualidade muito vincada. 


 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A propósito da escravatura

"Navio negreiro" é um poema de Castro Alves escrito em 1868. Denuncia o tráfico de escravos africanos, levados para o Brasil pelos portugueses. Muitos destes escravos (menos de metade) não chegavam ao fim da viagem com vida.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mandela: 1918-2013

Nelson Mandela Arquivo intimo

Para saber mais, clicar na imagem.

“Dediquei toda a minha vida à luta do povo africano. Tenho lutado contra o domínio dos brancos, tal como tenho lutado contra o domínio dos negros. Sempre defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, em que todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e dispor das mesmas oportunidades. É por esse ideal que espero viver para um dia o concretizar. Mas se necessário for, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”

(Excerto do final do discurso que Nelson Mandela proferiu no banco dos réus no julgamento de Rivonia, a 20 de Abril de 1964)

É fácil ter, independentemente das convicções políticas de cada um, uma enorme admiração por Nelson Mandela – o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, que esteve preso mais de vinte e sete anos em nome da luta pelos direitos humanos. Se à partida o leitor já possui alguma consciência da grandeza deste homem, quando acabar de ler este livro, estou certa, esta ideia terá sido reforçada.

Os diferentes textos que fazem parte do “Arquivo íntimo” não foram escritos com o intuito de serem publicados em livro. São cartas, entrevistas, notas (em agendas e blocos de apontamentos) dispersos. Dizem respeito à vida pessoal e política do antigo presidente e foram, só agora, reunidos. Estes documentos encontravam-se arquivados, na sua maior parte, no Centro de Memória e diálogo Nelson Mandela e a sua organização foi coordenada por Verne Harris.

O livro está organizado em quatro partes: pastoral, drama, epopeia e tragicomédia. Em cada uma das partes há capítulos que versam, entre outros, sobre temas como “Comunidade” (capítulo 2) “Não há razão para matar” (capítulo 4); “As cadeias do corpo” (capítulo 6); “Homem inadaptado” (capítulo 7); “Táctica” (capítulo 10); “Tempo de calendário” (capítulo 11) e “Em viagem” (capítulo 13). O prefácio do livro é escrito por Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos.

Através das palavras do mais conhecido prisioneiro de Robben Island testemunhamos acontecimentos da história recente da África do Sul. O mais impressionante é a sua capacidade de resistir, com coragem, serenidade, gentileza e lucidez, às mais terríveis adversidades,  físicas e psicológicas. Mandela nunca desistiu de dialogar, mesmo nas condições mais extremas. Perante guardas que tratavam os prisioneiros políticos como seres não humanos, submetendo-os a tortura e a humilhações sistemáticas, ele procura, através de argumentos racionais e de forma persistente, convencê-los a mudar o seu comportamento para com os presos.

Nas cartas e entrevistas transcritas encontram-se reflexões sobre a natureza humana, a política, o sentido da vida, a resistência  às injustiças sociais, o exercício do poder político, por exemplo. A simplicidade e a clareza com que são apresentadas as ideias e a coerência que Mandela tem mantido, ao longo da sua vida,  em relação aos ideais políticos da democracia, da igualdade e da justiça, fazem dele um homem admirável.

Com humildade, ele alerta-nos para a possibilidade de, por ter passado tanto tempo na prisão, ter projectado, involuntariamente, uma falsa imagem de si. E repete, diversas vezes ao longo desta obra, que nunca foi um santo, mas sim um ser humano falível e inseguro.

Como ele próprio explica: “Sempre me movimentei em círculos onde o senso comum e a experiência prática eram importantes, e onde elevadas qualificações académicas não eram necessariamente decisivas. Pouco do que me tinha sido ensinado na faculdade parecia directamente relevante no meu novo ambiente. Qualquer professor médio evitava temas como a opressão racial, a falta de oportunidades para os negros e as inúmeras indignidades a que estão sujeitos na vida do dia-a-dia. Nenhum professor me disse alguma vez como erradicar os malefícios dos preconceitos raciais, nem me indicou livros que eu poderia ler sobre este assunto, ou as organizações políticas a que me poderia associar se quisesse fazer parte de um movimento de libertação disciplinado. Tive de aprender todas estas coisas aleatoriamente e através de tentativas e erros.”                 

Nelson Mandela, “Arquivo íntimo” , Lisboa, 2010, Editora Objectiva, págs. 122 e 27.

sábado, 13 de julho de 2013

Malala: “Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”

O jornal Público publicou o vídeo do discurso que a jovem paquistanesa Malala - vítima de um ataque talibã por defender o direito das raparigas a frequentarem a escola - fez na sede da ONU. O secretário-geral referiu que mais de 57 milhões de crianças em todo o mundo não têm acesso à escola primária, a maioria são raparigas.

«Hoje não é o dia de Malala, é o dia de todas as mulheres, de todos os rapazes e de todas as raparigas que levantaram a voz para defender os seus direitos”, disse ela perante centenas de estudantes de muitas origens numa Assembleia de Jovens e no mesmo dia em que celebrou o 16.º aniversário.

“Não estou aqui para falar de vingança pessoal contra os taliban, (...) estou aqui para defender o direito à educação para todas as crianças”, disse.

“Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. A educação é a única solução. Educação primeiro.”

Reclamando a herança de Gandhi, Nelson Mandela e de Martin Luther King, afirmou ainda que os “extremistas fazem um mau uso do islão (...) para seu benefício pessoal, ao passo que o islão é uma religião de paz e de fraternidade”.

Malala falou ainda da importância de se combater o analfabetismo, pobreza e o terrorismo, acrescentando que “os nossos livros e os nossos lápis são as nossas [das crianças] melhores armas”, apelando ainda aos “dirigentes mundiais para mudarem de estratégia política, para promoverem a paz e a prosperidade.»

Ouçam e vejam o vídeo porque vale mesmo, mesmo a pena: AQUI

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como persuadir as mulheres a não trabalharem

Abdullah Mohammad Al Dawood, um escritor, popular, na Arábia Saudita.

São populares, e politicamente correctas, ideias como o respeito pelas tradições dos diferentes povos. Contudo, não é frequente os defensores do relativismo cultural analisarem e divulgarem, além das práticas inócuas, aquelas que constituem grosseiras violações de direitos humanos fundamentais, neste caso - e para não variar - das mulheres. 

É defensável que uma forma de persuadir uma mulher a não trabalhar, em locais públicos, seja molestá-la sexualmente?

Não. Mas na Arábia Saudita é.

Segundo a revista Visão:

"O escritor do Médio Oriente provocou um intenso debate entre os seus 97 mil seguidores da rede social Twitter ao pedir a todos que molestassem sexualmente as mulheres contratadas para trabalhar como caixas em supermercados.

Abdullah Mohammad al-Dawood criou uma hashtag que incentivava o abuso das funcionárias com o objetivo de pressioná-las a ficar em casa. Esta atitude provocou o descontentamento de vários utilizadores da rede social.

Outras opiniões vieram à tona, considerando Abdullah um defensor dos costumes (...).

O saudita justificou a sua campanha ao dizer que se inspirou na história do guerreiro al-Zubair. Segundo al-Dawood, o guerreiro não queria que a mulher saísse de casa para rezar na mesquita. Numa noite, escondeu-se e atacou a mulher na rua, onde a molestou. Depois disto, a mulher decidiu nunca mais sair de casa.

Abdullah escreve livros de auto-ajuda (...)."

Pode continuar a ler AQUI.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lágrimas iguais

«Quando um chinês ou um africano choram, essa lágrima é sempre a mesma, não é antropológica ou sociológica, não tem lá dentro um certo tipo de cultura, religião ou costume, não tem nada, excepto a humanidade que todos partilhamos.»

Antonio Tabucchi

menina chorando

(Citação encontra aqui.)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Da fome e da brutalidade humana

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.                                 Crianças esfomeadas na Coreia do Norte.

Vale a pena ler a notícia, do jornal Diário de Notícias, onde se relata a existência de atos de canibalismo (de pais em relação a filhos) na Coreia do Norte motivados pela fome. É chocante mas dá que pensar sobre o presente e o futuro. As pessoas só em situações muito desesperadas têm este tipo de comportamento, comparável ao estado de natureza relatado por alguns filósofos (como Hobbes), e descrito no magnífico romance  “A Estrada” Cormac McCarthy (para saber mais sobre o livro e ver o trailer do filme, ver AQUI ). Contudo, na Coreia do Norte apesar de existir um estado ditatorial passam-se situações como esta, isto permite perceber como este tipo de regime, além de muito injusto e desumano, é ineficaz.

«Um homem norte-coreano foi executado por pelotão de fuzilamento por ter assassinado os seus dois filhos e os ter comido, ao não aguentar mais a "fome escondida" que afeta a Coreia do Norte e terá vitimado mais de 10 mil pessoas no ano passado, noticia hoje o jornal britânico Sunday Times.

O caso surge em relatos clandestinamente difundidos do mais fechado país do mundo, que foram divulgados pela agência Asia Press, sediada em Osaka, Japão, dando conta que há pais norte-coreanos a "comer os seus filhos".

Entre os vários casos relatados, destaca-se ainda o de um homem que desenterrou o corpo do neto para o comer, e o de um terceiro homem que cozeu o filho e comeu a carne, também para não morrer de fome.»

A notícia pode continuar a ser lida AQUI.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Não poder estudar e não querer estudar

Paquistanesa baleada na cabeça por defender direito a estudar

 

 

 

 

 

 

 

A notícia a seguir citada (do jornal Expresso) dá que pensar a todos, em particular àqueles alunos que entendem a escola como um local apenas de convívio, onde aprender e trabalhar é o menos importante.  Encaram as aulas com enfado, revelam desconhecer ideias e informação básica (que era suposto terem adquirido ao longo dos vários anos de escolaridade) e desprezam as matérias das várias disciplinas. Interrogados acerca dos motivos que os levam ainda assim a frequentar a escola, as respostas variam: porque "os pais querem" ou porque "não querem ir trabalhar" ou porque "querem ir para universidade" (pode parecer estranho mas é verdade, quem não gosta de aprender e de ler assume que, apesar desse facto, pretende prosseguir os seus estudos). E quem assim pensa é um número significativo de alunos. Existem também alunos com uma atitude diferente e que prezam o saber, é verdade, mas são uma minoria.

Há pessoas que, infelizmente e ao contrário do que acontece em Portugal, querem estudar e não podem! Tiveram a pouca sorte de serem mulheres e terem nascido num país como o Paquistão, onde os fundamentalistas religiosos atentam contra a vida de raparigas de 14 anos (como a da notícia), cujo principal crime foi o de reivindicar, corajosamente, o seu direito à educação. 

Caros alunos: pensem nisto, na próxima vez que tiverem de fazer um trabalho de casa ou se aborrecerem de morte numa aula...

Ao contrário de vocês, há quem arrisque a vida para aprender. Porque será?

«Os cirurgiões dizem que conseguiram com sucesso retirar, esta madrugada, a bala da cabeça de Malala Yousafazai. A menina paquistanesa de 14 anos ontem alvejada pelos talibans está estável, mas permanece inconsciente e em estado crítico.

A bala não atingiu o cérebro, mas encontrava-se muito próximo da espinal medula.

Malala - a menina que se tornara numa espécie de heroína paquistanesa pela sua coragem em frente aos extremistas, defendendo o seu direito à educação - foi ontem atacada por homens armados quando regressava da escola.

Os homens dirigiram-se ao autocarro escolar, que estava prestes a partir, perguntaram qual das meninas que ali se encontrava era Malala, abrindo de seguida fogo alvejando-a na cabeça e ferindo também outras duas raparigas.

Um porta-voz do Tehreek-i-Talibans do Paquistão declarou entretanto à estação da BBC em Urdu que, mesmo que sobreviva desta, não será poupada. "Apesar de ser nova, ela estava a promover a cultura ocidental", acusou o porta-voz.

A menina que se tornou num alvo a abater para o grupo de fundamentalistas islâmicos, ganhou protagonismo há três anos com um blogue - escrito sob pseudónimo, e associado ao serviço da BBC em Urdu - no qual denunciou as atrocidades levadas a cabo pelos talibans na sua região, no Vale Swat, que chegou a ser dominada por eles, até que a pressão internacional levou o exército paquistanês a intervir em 2009.

No principio deste ano, altura em que os talibans já supostamente não constituiriam uma séria ameaça na região, falou para a televisão, declarando: "Nem que tenha de me sentar no chão da escola, tudo o que quero é a minha educação. E não tenho medo de ninguém".»

Notícia lida AQUI no jornal Expresso.