“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
sábado, 8 de agosto de 2020
O desejo de saber
sexta-feira, 15 de maio de 2020
Recursos de Filosofia: objeções a Kant e Stuart Mill
Em função da matéria que estiver a lecionar o professor pode optar por debater uma das objeções ou ambas. Pode também, obviamente, usar os textos com outro enquadramento e finalidade, uma vez que os documentos são editáveis.
Dado que as aulas presenciais do 11º vão ser retomadas na próxima semana foram apenas elaborados materiais para o 10º ano.
Para aceder basta fazer uma rápida inscrição e depois visualizar o menu de recursos na Aula Digital. (A apresentação do menu foi reorganizada e agora é mais fácil encontrar os recursos lá existentes.)
segunda-feira, 13 de março de 2017
Links: Stuart Mill e Kant
Karl Briullov: O Assassínio de Inês de Castro, 1834
O eléctrico desgovernado: discussão de um dilema moral
Será correto sacrificar uma pessoa para salvar centenas?
Discussão de um dilema moral: qual seria a ação correta?
Stuart Mill:
Qual é o critério da moralidade?
O utilitarismo: ideias básicas
Qual é a ação correta?
Apontamento sobre o Utilitarismo (tópicos)
Mentir é sempre errado? (vídeo)
Vídeo sobre o utilitarismo
Quais são os prazeres superiores?
Argumentos contra o utilitarismo
Kant:
Deveres e autonomia
Os imperativos de Kant (esquema)
As pessoas não são instrumentos
Quando é que as nossas ações têm valor moral?
Quais são as acções que têm valor moral? (ficha de trabalho)
Por dever ou apenas em conformidade ao dever? (caso real)
Agir bem para evitar problemas (BD)
Ser livre é obedecer à lei moral
Três minutos com Kant (vídeo)
Aconselhado
O que é mais importante que a felicidade?
É melhor servir que mandar despoticamente
O imperativo categórico é consequencialista?
quarta-feira, 1 de março de 2017
O imperativo categórico é consequencialista?
Immanuel Kant pensava que as consequências boas ou más das ações não deviam ser tidas em conta na sua avaliação moral. Para ele, o imperativo categórico era uma forma de avaliar moralmente as ações completamente independente das suas consequências. Contudo, há quem pense que a única interpretação plausível do imperativo categórico é consequencialista. John Stuart Mill apresentou deste modo essa objeção contra Kant:
Kant, esse «homem notável, cujo sistema de pensamento permanecerá por muito tempo como um dos marcos na especulação filosófica, estabelece, realmente, no tratado em questão [a Fundamentação da Metafísica dos Costumes], um primeiro princípio universal como origem e fundamento da obrigação moral; é este: “Age de tal maneira que a regra da tua ação possa ser adotada como lei por todos os seres racionais”. Mas quando começa a deduzir deste preceito qualquer um dos deveres reais da moralidade, fracassa, de forma quase grotesca, em demonstrar que haveria qualquer contradição, qualquer impossibilidade lógica (para não dizer física), da adoção por todos os seres racionais das regras de conduta mais revoltantemente imorais. Tudo o que demonstra é que as consequências da sua adoção universal seriam de tal ordem que ninguém escolheria sofrê-las.»
John Stuart Mill, Utilitarismo, Gradiva, Lisboa, 2005, pág. 47.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Quais são os prazeres superiores?
Stuart Mill distinguiu entre prazeres superiores e prazeres inferiores. Vamos tentar testar essa distinção. Se tivesse de escolher entre uma pizza e esta música de Handel, o que escolheria? E entre a pizza e o poema de Yeats?
Handel: He Shall Feed His Flock
Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;
Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;
Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.
W.B. Yeats, Uma antologia, tradução de José Agostinho Baptista, Lisboa, Assírio & Alvim.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Será correto sacrificar uma pessoa para salvar centenas?
Uma doença muito grave está a matar imensas pessoas na Terra da Boa Vida, uma região muito isolada e de difícil acesso. Já morreram algumas centenas de pessoas e prevê-se que morrerão muitas mais nas próximas semanas. Na Terra da Boa Vida há uma única pessoa imune à doença e um cientista descobre que poderia fazer um medicamento capaz de curar a doença utilizando algum sangue dessa pessoa. Mas há um problema: essa pessoa tem uma outra doença e esta faz com que não possa perder mais sangue. Se lhe retirarem um litro de sangue para fazer o medicamento ela morre. Esta não se oferece como voluntária.
Deverão as autoridades obrigá-la a dar sangue? Será correto obrigá-la, sabendo que isso causará a sua morte? Coloque-se no lugar das autoridades: o que decidiria? Porquê?
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Um dilema moral da Medicina
terça-feira, 5 de maio de 2015
Discussões éticas
Os vídeos contêm as duas primeiras aulas do célebre curso de Michael Sandel: Justice.
Na primeira aula Michael Sandel discute com os alunos alguns dilemas morais, nomeadamente o “problema do elétrico”. A partir do minuto 16 faz considerações interessantes sobre a natureza da filosofia e os efeitos do seu estudo.
Na segunda aula, de modo a pôr à prova algumas ideias utilitaristas, Michael Sandel discute com os alunos um caso real de canibalismo ocorrido com marinheiros ingleses no século XIX.
Os vídeos estão legendados (em português do Brasil) e, apesar de algumas infelicidades, são compreensíveis mesmo para quem não perceba nada de inglês.
The Moral Side of Murder.
The Case for Cannibalism.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
As teorias de Kant e Mill: exercícios (T.P.C do 10º D)
Um dilema para discutir e um quadro síntese para preencher:
As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
O eléctrico desgovernado: discussão de um dilema moral
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A teoria ética de Stuart Mill: textos e fichas
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O dilema do trolei: um excelente vídeo
O texto do vídeo é narrado por Harry Shearer e foi escrito por Nigel Warburton.
É retirado de um programa da BBC Radio, "A History of Ideas":
http://www.bbc.co.uk/programmes/b04bwydw
http://www.bbc.co.uk/historyofideas
Um projeto em parceria com a Open University:
http://www.open.edu/openlearn/history...
Vale a pena clicar nos links anteriores para perceber como o discurso filosófico pode ser intelectualmente estimulante, claro e muito, muito interessante...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Liberdade de expressão
“Se todos os seres humanos, menos um, tivessem uma opinião, e apenas uma pessoa tivesse a opinião contrária, os restantes seres humanos teriam tanta justificação para silenciar essa pessoa como essa pessoa teria justificação para silenciar os restantes seres humanos, se tivesse poder para tal.”
John Stuart Mill, Sobre a Liberdade, Lisboa, Edições 70, 2006, pág. 51.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
O que é mais importante que a felicidade?
«A questão da felicidade é por vezes dramatizada sob a forma de uma pergunta [da autoria de John Stuart Mill]: ‘O que preferia ser: um Sócrates infeliz ou um porco feliz?’ Claro que preferiríamos ser um Sócrates feliz, mas o que se pretende demonstrar é que ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo, e fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. É por isso que nós – ou, de qualquer forma, a maior parte de nós – coloca objeções às vias fáceis de acesso à felicidade, como seja ingeri-la sob a forma química, pois desse modo não é muito diferente do esquecimento.»
A. C. Grayling, O significado das coisas, Lisboa, 2002, Edições Gradiva, pág. 96.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
O princípio do dano
O princípio do dano de Stuart Mill explicado com muita clareza.
Acerca do mesmo assunto pode ler também:
Polícia apreende livros por considerar a capa pornográfica... Na Coreia do Norte? Não, em Portugal!
Deveria a gordura ser proibida?
Clicar no símbolo parecido a um envelope no canto inferior direito para ativar as legendas.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Matriz do 4º Teste de Filosofia: turmas B e C do 10º ano
Duração: 90 minutos
Objetivos:
1. Explicar o que é a Ética.
2. Explicar o que é um dilema moral.
3. Descrever os dilemas morais apresentados nas aulas.
4. Explicar em que consiste o problema da fundamentação da moral e relacionar as questões do bem último e da ação correta.
5. Explicar porque é que o Utilitarismo de Stuart Mil é uma ética consequencialista.
6. Explicar porque é que o Utilitarismo de Stuart Mil é uma ética hedonista.
7. Distinguir prazeres superiores e prazeres inferiores, segundo Stuart Mil.
8. Explicar o que é, segundo Stuart Mill, o princípio da utilidade.
9. Aplicar o princípio da utilidade a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.
10. Explicar porque é que, para o Utilitarismo de Stuart Mil, os deveres não são absolutos.
11. Explicar as objeções ao Utilitarismo de Stuart Mil estudadas.
12. Explicar o que entende Kant por boa vontade e porque a considera o bem último.
13. Distinguir ações contrárias ao dever, ações por dever e ações em conformidade ao dever (motivadas por sentimentos e motivadas pelo interesse).
14. Explicar porque é que, para Kant, a intenção é que confere valor moral às ações.
15. Explicar o que é, segundo Kant, o imperativo categórico.
16. Explicar a primeira fórmula (chamada fórmula da lei universal) do imperativo categórico.
17. Explicar a segunda fórmula (chamada fórmula da humanidade) do imperativo categórico.
18. Aplicar as duas fórmulas do imperativo categórico a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.
19. Explicar porque é que, para Kant, os deveres são absolutos.
20. Distinguir imperativo categórico e imperativo hipotético.
21. Distinguir autonomia e heteronomia.
22. Explicar as objeções à Ética Deontológica de Kant estudadas.
23. Comparar o Utilitarismo de Stuart Mil e a Ética Deontológica de Kant e discutir qual delas é mais plausível.
Nota: os alunos devem conhecer exemplos ilustrativos das ideias referidas.
Links:
Qual é o critério da moralidade?
O utilitarismo: ideias básicas
Apontamento sobre o Utilitarismo
Argumentos contra o utilitarismo
As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais
Quando é que as nossas ações têm valor moral?
Quais são as acções que têm valor moral?
Agir bem para evitar problemas
Por dever ou apenas em conformidade ao dever?
As pessoas não são instrumentos
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)
Tem que se fazer justiça, nem que o céu desabe
Complementar:
SACRIFICAVAS UMA VIDA PARA SALVAR 200?
Discussão de um dilema moral: qual seria a ação correta?
Cumprir o dever pelo dever: um exemplo
BOM TRABALHO!
quarta-feira, 19 de março de 2014
É melhor servir que mandar despoticamente
«Melhor Servir que Mandar Despoticamente:
Se a servidão sempre corrompe, corrompe menos o escravo do que o senhor, excepto quando é levada até ao embrutecimento.
No plano moral, é melhor para um ser humano sofrer coerções, mesmo se emanam de um poder arbitrário, do que exercer sem controle um poder dessa natureza.»
John Stuart Mill, A Servidão das Mulheres.
Na fotografia podemos ver John Stuart Mill e Helen Taylor, sua esposa. Mill tinha vinte e cinco anos quando, «em 1831, conheceu Harriet Taylor, que na altura tinha vinte e três anos, estava casada e tinha filhos. Durante cerca de vinte e um anos, Mill amou profundamente Harriet, com quem viria a casar em 1851, dois anos após o falecimento do marido desta. Mill tinha um enorme respeito intelectual por Harriet, a quem dedicou [o livro] Sobre a Liberdade. Depois de Harriet falecer, em 1858 [apenas cerca de sete anos após terem casado], Mill tornou-se politicamente ativo, defendendo posições que na altura eram controversas, como o direito de voto das mulheres».
Pedro Madeira, na Introdução a Sobre a Liberdade, de John Stuat Mill, Edições 70, Lisboa, 2006.
Infelizmente nunca li A Servidão das Mulheres. Encontrei a citação numa página do Facebook que vale a pena visitar: Exame de Filosofia do Secundário.
domingo, 9 de março de 2014
A Sujeição das Mulheres
John Stuart Mill defendeu a igualdade entre homens e mulheres numa época em que essa causa era muito pouco popular. Entre várias outras ações a favor dos direitos das mulheres, escreveu o livro A Sujeição das Mulheres. Eis um excerto de uma recensão do mesmo (intitulada Feminismo genuíno), publicada na revista Crítica:
“Em meados da década de 1860, [John Stuart Mill] como membro do Parlamento inglês, apresentou uma petição assinada por 1500 mulheres solicitando o direito nacional de voto das mulheres, cujo resultado foi um massacrante fracasso: 194 votos contra e 73 a favor. No entanto, Mill não desistiu e publicou pouco tempo depois, em 1869, A Sujeição das Mulheres, uma das mais elegantes e claras defesas da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres feitas até hoje. Escrita por um homem, o seu objetivo é demonstrar em quatro capítulos o quanto é indefensável a subordinação do sexo feminino ao masculino.”
(Ontem, dia 8 de Março, foi o Dia da Mulher.)
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Discussão de um dilema moral: qual seria a ação correta?
Fotos dos personagens reais. Mais informações acerca dos factos descritos podem ser consultadas AQUI.
«Consideremos agora um dilema moral verdadeiro (…):
Em junho de 2005, uma equipe formada pelo suboficial Marcus Luttrell e mais três seals (como são conhecidos os integrantes da Sea, Air, Land [Seal], força especial da Marinha dos estados Unidos para operações em mar, ar e terra) partiu numa missão secreta de reconhecimento no Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão, em busca de um líder do Talibã estreitamente ligado a Osama bin Laden. Segundo relatórios do serviço de inteligência, o alvo da missão comandava de 140 a 150 combatentes fortemente armados e estava num vilarejo numa região montanhosa de difícil acesso. Pouco depois de a equipe ter se posicionado numa colina com vista para o vilarejo, apareceram à sua frente dois camponeses afegãos com cerca de cem ruidosas cabras. Chegaram acompanhados de um menino de aproximadamente 14 anos. Os afegãos estavam desarmados. Os soldados americanos apontaram os rifles para eles, sinalizaram para que se sentassem no chão e, só então, começaram a discutir sobre o que fazer com eles. Por um lado, os pastores pareciam ser civis desarmados. Em contrapartida, deixá-los seguir adiante implicaria o risco de informarem os talibãs sobre a presença dos soldados americanos.
Os quatro soldados analisaram as opções, mas deram-se conta de que não tinham uma corda, então não seria possível amarrar os afegãos para ganhar tempo até encontrar outro esconderijo. As únicas opções eram matá-los ou deixá-los partir.
Um dos companheiros de Luttrell sugeriu que matassem os pastores: “Estamos em serviço atrás das linhas inimigas, enviados para cá por nossos superiores. Temos o direito de fazer qualquer coisa para salvar a nossa vida. A decisão militar é óbvia. Deixá-los livres seria um erro.”
Luttrell estava dividido. “No fundo da minha alma, sabia que ele tinha razão”, escreveu mais tarde. “Não poderíamos deixá-los partir. Mas o problema é que tenho outra alma. A minha alma cristã. E esta estava prevalecendo. Alguma coisa não parava de sussurrar do fundo da minha consciência que seria errado executar a sangue-frio aqueles homens desarmados.” (…) »
Michael Sandel, o texto foi retirado daqui (Crítica, revista de filosofia), onde pode ser lido na íntegra (em português do Brasil).
1. Na tua opinião, o que seria correto fazer nesta situação?
2. Como justificarias a tua decisão?


