Mostrar mensagens com a etiqueta Bertrand Russell. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bertrand Russell. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

O que devemos fazer

«Queremos andar pelos nossos próprios pés e olhar para o mundo de forma justa e objetiva – os seus factos bons, os seus factos maus, as suas belezas e as suas fealdades; ver o mundo tal como é, e não temê-lo. Conquistar o mundo pela inteligência e não ficarmos escravizados pelo medo. (…) Temos de nos erguer e encarar francamente o mundo. Temos de tornar o mundo o melhor possível e, mesmo que não seja tão bom quanto desejamos, será ainda assim melhor do que o construído no passado. Um mundo bom precisa de conhecimento, bondade e coragem; não precisa de nostalgia do passado nem da censura da inteligência livre (…). Precisa de um olhar destemido e de uma inteligência livre. Precisa de esperança no futuro e não de olhar para um passado que está morto, que esperamos que seja em muito ultrapassado pelo futuro que a nossa inteligência é capaz de construir.»

Bertrand Russell, Por que não sou Cristão, Edições 70, Lisboa, 2020, pág. 35. 



sábado, 5 de dezembro de 2020

Um filósofo que também viveu

Fotografia de Wolfgang Suschitzky Bertrand Russell discursando em 1962 (Committee of 100, ban-the-bomb movement)


«Bertrand Russell teve uma vida longa [1872-1970], e dedicou-se a muitíssimo mais do que a lógica e a filosofia, sendo por duas vezes candidato ao parlamento (em apoio do sufrágio feminino) e tendo feito campanhas a favor da paz e do desarmamento, tanto na Primeira Guerra Mundial, como nas últimas duas décadas de vida. Escreveu livros técnicos, mas também “populares”, fundou e durante um tempo dirigiu uma escola, foi colunista de um jornal durante vários anos, e ganhou o prémio Nobel da Literatura. A sua vida foi surpreendentemente ativa e vigorosa, sempre em defesa de causas liberais progressistas, e também radiante, devido à perspicácia, clareza e acuidade do seu espírito. 
Foi também, e por consequência, uma vida de controvérsia. O Trinity College de Cambridge tirou-lhe o emprego para o castigar devido à sua oposição à Primeira Guerra Mundial, e as suas atividades contra a guerra tiveram como resultado a prisão, tanto nessa altura como na última década de vida, neste caso devido à sua oposição às armas nucleares. Cedo na vida fez campanha a favor de perspetivas sensatas acerca do divórcio e da educação sexual; mais tarde, fez campanha contra a guerra do Vietname. Na verdade, quanto mais velho mais radical se tornava. Nos primeiros tempos de vida, era pedante (e dizia alegremente que o tinha sido), uma maneira de ser que herdara da avó austeramente moralista que o criou – a condessa Russell, viúva do antigo primeiro-ministro, conde Russell. A experiência libertou-lhe as atitudes. Casou várias vezes, e um dos seus livros mais controversos, Casamento e Moral, fez-lhe perder um emprego em Nova Iorque, em resultado de uma campanha de moralistas indignados – deixando-o quase indigente - , e quinze anos mais tarde valeu-lhe o prémio Nobel. Quando lhe foi atribuída a Ordem de Mérito, que é a distinção mais elevada possível no sistema britânico de honras, o rei Jorge VI disse-lhe, aquando da cerimónia: “Comportou-se de maneira que não seria de adotar em geral.” Ao que Russell respondeu que o que se faz depende do que se é: veja-se a diferença entre um carteiro e um rapaz traquina que toca a todas as campainhas da rua. O rei ficou sem resposta.»

A. C. Grayling, Uma História da Filosofia, Edições 70, Lisboa, 2020, pp. 399-400. 

Fotografia de Wolfgang Suschitzky: 

Bertrand Russell discursando em 1962 (Committee of 100, ban-the-bomb movement).


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mensagem para o futuro

Bertrand Russell

No final de uma entrevista televisiva, em 1959, perguntaram a Bertrand Russell o que gostaria ele de dizer às pessoas do futuro acerca da sua vida e das lições que nela tinha aprendido. Ao responder, Bertrand Russell afirmou que gostaria de dizer duas coisas às gerações vindouras, uma intelectual e outra moral – e falou da objetividade da verdade e da tolerância. Eis um filósofo que, além de amar a sabedoria, alcançou uma boa porção dela.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma mensagem para as gerações futuras

Num programa de televisão foi perguntado a Bertrand Russell, um grande filósofo e matemático inglês, que mensagem deixaria para as gerações vindouras. A resposta dele foi que diria duas coisas: uma intelectual e outra moral.

Se querem saber quais são vejam o vídeo. É um espantoso testemunho, pela inteligência e pela simplicidade.

Palavras imperdíveis e, verdadeiramente, inspiradoras.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bertrand Russell: Não sou religioso porque…

 

Perguntaram a Bertrand Russell porque é que não é era cristão e ele explicou porque é que não era religioso. 

Russell nasceu em 1872 e morreu em 1970. Um dos dos seus livros mais célebres é “Porque não sou cristão”. Entre muitas outras obras relevantes, escreveu também “The Principles of Mathematics” e “Os problemas da Filosofia”. Recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1950 e várias outras distinções e reconhecimentos pelo seu trabalho filosófico (nomeadamente na Lógica). 

Um dos reconhecimentos que recebeu foi este: A City University de Nova Iorque recusou dar-lhe emprego, argumentando que as suas obras eram "devassas, libidinosas, luxuriosas, venéreas, erotomaníacas, afrodisíacas, irreverentes, mesquinhas, falsas e destituídas de fibra moral".

(Mais pormenores aqui.)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sem Deus tudo seria permitido?

«Afirma-se muitas vezes que é prejudicial atacar uma religião, porque ela torna os homens virtuosos. Confesso que não estou convencido disso. Conheceis, por certo, a paródia que Samuel Butler fez deste argumento no sue livro Erewhon Revisited.

Estais recordados de que um certo Higgs chegou a uma remota região onde passa algum tempo e depois se escapa num balão. Vinte anos depois, tendo aí regressado, ficou Albrecht Durer's Praying Hands rezar surpreendido ao deparar com um novo culto no qual ele próprio era adorado sob o nome de Filho do Sol. Recorde-se que, com efeito, subiu aos céus. Estava para breve a celebração da Festa da Ascensão, quando ouviu (…) [dois] altos dignitários da religião dos Filhos do Sol confidenciar uma ao outro que nunca tinham visto o chamado Higgs e que esperavam que jamais isso acontecesse. Cheio de indignação, aproximou-se e disse-lhes: ‘Vou esclarecer neste dia toda esta mistificação e dizer ao povo de Erewhon que eu, Higgs, sou apenas um homem como os outros e que, simplesmente, me servi de um balão para deixar o vosso país.’ Responderam-lhe: ‘Não faças isso, porque todos os princípios morais deste povo estão ligados a esse mito, e se souberem que não subiste ao céu, transformar-se-ão todos em malfeitores’. Persuadido, abandonou o país silenciosamente.»

Bertrand Russell, Porque não sou Cristão, Brasília Editora, Porto, s/d, pp. 28-29.

Os sacerdotes convenceram Higgs a não dizer a verdade argumentando que sem a fé religiosa não haveria razões suficientemente fortes para convencer as pessoas a agir moralmente: cumprir regras, respeitar os outros e os seus bens, etc. O romancista russo Fiódor Dostoiévski exprimiu essa ideia através destas célebres palavras: “Sem Deus tudo seria permitido”.

A ideia de que as pessoas não agiriam moralmente se não tivessem uma motivação religiosa presta-se a objecções óbvias, nomeadamente esta: há imensas pessoas que não têm qualquer crença religiosa e mesmo assim procuram agir moralmente. Por isso, é possível que mesmo sem Deus nem tudo fosse permitido.

Mas, mesmo que admitíssemos a necessidade de uma tal motivação religiosa, isso não seria – como sugere a história contada por Bertrand Russell – uma prova a favor da existência de Deus ou de outro ser sobrenatural qualquer. Com efeito, para se adquirir esse tipo de motivação e para que esta seja eficaz, não é necessário que Deus exista – basta que as pessoas acreditem que existe.

[Uma discussão mais detalhada destas ideias levar-nos-ia a considerar vários tópicos filosóficos, nomeadamente a teoria dos mandamentos divinos (acerca da natureza dos juízos morais) e o argumento moral a favor da existência de Deus.]

Na imagem: Betende Hände, Desenho a pincel sobre papel azul de Albrecht Dürer (1471-1528).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nada de confusões sff: este post não se refere a José Sócrates!

“Tendes ouvido dizer: olho por olho e dente por dente. Eu porém digo-vos que não resistais ao que vos fizer mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra.”

Na célebre conferência intitulada “Porque não sou Cristão”, o filósofo inglês Bertrand Russell, depois de citar essas palavras de Cristo (Evangelho Segundo São Mateus, V, 38 e 39), duvidou que esse seja “um princípio a que os cristãos se submetam verdadeiramente”. E, à laia de confirmação, acrescentou:

“Não duvido que o actual [1927] Primeiro-Ministro [Stanley Baldwin], por exemplo, seja um cristão muito sincero, mas não aconselho nenhum dos presentes a dar-lhe uma bofetada. Estou certo que descobriria que ele apenas atribui a esse texto um significado simbólico.”

Bertrand Russell, Porque não sou Cristão, Brasília Editora, Porto, s/d, pág. 23.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

2 contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento

A definição tradicional de conhecimento (proposicional), que remonta a Platão, diz que temos conhecimento quando temos uma crença verdadeira justificada. Tomadas em conjunto, a crença, a verdade e a justificação, constituem condições suficientes para haver conhecimento. Será isso correcto? Bastará reunir essas três condições para termos um conhecimento?

Em 1963, o filósofo americano Edmund Gettier publicou um artigo em que procurava mostrar, através da apresentação de contra-exemplos, que a reunião dessas três condições não é suficiente para haver conhecimento; ou seja, que podemos ter uma crença verdadeira justificada que não é conhecimento.
(Em vez dos contra-exemplos desse filósofo, vamos considerar outros, equivalentes mas mais fáceis de entender.)

1. Contra-exemplo formulado pelo filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1970).
“O relógio da igreja da tua terra é bastante fiável e costumas confiar nele para saber as horas. Esta manhã, quando vinhas para a escola, olhaste para o relógio e viste que ele marcava exactamente 8h e 20m. Por isso, formaste a crença de que eram 8h e 20m. O facto do relógio ter sido fiável no passado justifica a tua crença. Contudo, sem que o soubesses, o relógio tinha avariado no dia anterior exactamente quando marcava 8h e 20m. Assim, tens uma crença verdadeira justificada que não é conhecimento.”

Luís Rodrigues e outros, “Filosofia – 11º”, 1ª edição, 2004, Plátano Editora, pág. 198.

2. Contra-exemplo formulado por Jonathan Dancy, no livro “Epistemologia Contemporânea”:

“Henry está a ver televisão numa tarde de Junho. Assiste à final masculina de Wimbledon e, na televisão, McEnroe vence Connors; o resultado é de dois a zero e ‘match point’ para McEnroe no terceiro ‘set’. McEnroe ganha o ponto. Henry crê justificadamente que

1. Acabei de ver McEnroe ganhar a final de Wimbledon deste ano, e infere sensatamente que
2. McEnroe é o campeão de Wimbledon deste ano.

No entanto, as câmaras que estavam em Wimbledon deixaram na realidade de funcionar, e televisão está a passar uma gravação da competição do ano passado. Mas enquanto isto acontece, McEnroe está prestes a repetir a retumbante vitória do ano passado. Portanto, a crença 2 de Henry é verdadeira, ele tem decerto justificação para crer nela. Contudo, dificilmente aceitaríamos que Henry conhece 2.”

Jonathan Dancy, “Epistemologia Contemporânea”, Edições 70, pp. 41-42.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Não ser o único pode ser mau sinal

"O solipsismo é a crença segundo a qual, para além de mim, só existem as minhas experiências. (...) Bertrand Russell conta-nos que conheceu uma mulher que se dizia solipsista e que achava estranho não existirem mais pessoas como ela."
Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia, Gradiva, 1997, pág.413.

domingo, 2 de novembro de 2008

O que importa em Filosofia é o debate das ideias

Bertrand Russell (1872-1970)

Num texto muito conhecido sobre o valor da Filosofia, o filósofo Bertrand Russell diz o seguinte:

“Tendo agora chegado ao fim da nossa análise breve e muito incompleta dos problemas da filosofia, será vantajoso que, para concluir, consideraremos qual é o valor da filosofia e porque deve ser estudada. É da maior necessidade que examinemos esta questão, tendo em conta que muitas pessoas, sob a influência da ciência ou de afazeres práticos, se inclinam a duvidar de que a filosofia seja algo melhor do que frivolidades inocentes mas inúteis, distinções demasiado subtis e controvérsias sobre matérias acerca das quais o conhecimento é impossível (…).

Mas mais, se não queremos que a nossa tentativa para determinar o valor da filosofia fracasse, temos de libertar primeiro as nossas mentes dos preconceitos daqueles a que se chama erradamente homens "práticos". O homem "prático", como se usa frequentemente a palavra, é aquele que reconhece apenas necessidades materiais, que entende que os homens devem ter alimento para o corpo, mas esquece-se da necessidade de fornecer alimento à mente. Mesmo que todos os homens vivessem desafogadamente e que a pobreza e a doença tivessem sido reduzidas ao ponto mais baixo possível, ainda seria necessário fazer muito para produzir uma sociedade válida; e mesmo neste mundo os bens da mente são pelo menos tão importantes como os do corpo. É exclusivamente entre os bens da mente que encontraremos o valor da filosofia; e somente aqueles que não são indiferentes a estes bens podem ser convencidos de que o estudo da filosofia não é uma perda de tempo (…).

Na verdade, o valor da filosofia tem de ser procurado sobretudo na sua própria incerteza. O homem que não tem a mais pequena capacidade filosófica, vive preso aos preconceitos derivados do senso comum, das crenças habituais da sua época ou da sua nação, e das convicções que se formaram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento reflectido da sua razão. Para um tal homem o mundo tende a tornar-se definido, finito, óbvio; os objectos vulgares não levantam quaisquer questões e as possibilidades invulgares são desdenhosamente rejeitadas. Assim que começamos a filosofar, pelo contrário, verificamos que mesmo os objectos mais comuns levam a problemas a que apenas podemos dar respostas muito incompletas. Embora a filosofia seja incapaz de nos dizer com certeza qual é a resposta verdadeira às dúvidas que levanta, é capaz de sugerir muitas possibilidades que alargam os nossos pensamentos e os libertam da tirania do costume. Assim, embora diminua o nosso sentimento de certeza quanto ao que as coisas são, a filosofia aumenta muito o nosso conhecimento do que podem ser; elimina o dogmatismo um tanto arrogante daqueles que nunca viajaram na região da dúvida libertadora e, ao mostrar as coisas que são familiares com um aspecto invulgar, mantém viva a nossa capacidade de admiração.”
Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia, Oxford University Press, Oxford, 2001, pp. 89-94 (Trad. de Álvaro Nunes)

A atitude adoptada por aqueles que reflectem sobre os problemas filosóficos designa-se, habitualmente, como “crítica”. Podemos caracterizá-la, tal com faz Russell, por oposição àquela que é adoptada pelo “homem prático” – o que se recusa a analisar o fundamento racional das suas ideias e a pensar e agir por si próprio.

Este ponto de vista, característico dos que preferem não “fazer uso do seu próprio entendimento” (nas célebres palavras de Kant), pode ser descrito, metaforicamente ou não, de diferentes formas: por exemplo num post deste blogue ("Os filósofos não andam com a cabeça nas nuvens" - http://duvida-metodica.blogspot.com/search/label/Atitude%20cr%C3%ADtica), Platão e Heidegger apresentam, por outras palavras e de modo metafórico, algumas ideias bastante semelhantes a essas ideias de Russell. O que é curioso, pois trata-se de filósofos que, além de terem pontos de vista bastantes distintos, têm estilos de escrita completamente diferentes. Tal facto significa que em Filosofia as mesmas ideias podem ser apresentadas por palavras diferentes. O que importa discutir é a sua verdade e e sua justificação e não aspectos acessórios, como o carácter do filósofo que as emitiu ou as suas posições políticas. Caso nos concentremos nesses aspectos acessórios, não estaremos a fazer aquilo que verdadeiramente importa em Filosofia: o debate racional das ideias.

Citando ainda o texto, já mencionado, do filósofo Bertrand Russell:

“(…) o intelecto livre dará mais valor ao conhecimento abstracto e universal, no qual os acidentes da história privada não entram, do que ao conhecimento originado pelos sentidos e dependente, como este conhecimento tem de ser, de um ponto de vista exclusivo e pessoal e de um corpo cujos órgãos dos sentidos deformam tanto quanto revelam. A mente que se habituou à liberdade e à imparcialidade da contemplação filosófica conservará alguma desta mesma liberdade e imparcialidade no mundo da acção e da emoção.”

Imagina que pedimos a uma pessoa para ler um pequeno texto (que ela não conhecia) de um certo filósofo. Imagina também que ela já tinha tentado ler outros textos desse mesmo filósofo, mas tinha concluído – supõe que acertadamente – que estes eram pouco claros e desnecessariamente difíceis. Se essa mesma pessoa mal prestasse atenção a esse texto e se apressasse a dizer que também ele (por ser desse filósofo) era pouco claro - revelaria uma atitude crítica? Estaria a pôr em prática a “imparcialidade” que Russell diz ser condição do filosofar?

Imagina que em vez de argumentarmos a favor ou contra uma ideia de um determinado filósofo, nos limitamos a tecer considerações acerca de episódios criticáveis da sua vida (como por exemplo: ter defendido o nazismo, ter sido desleal com colegas e amigos, etc) ou a recordar experiências negativas que tivemos na faculdade quando estudámos este filósofo. Se fizéssemos isso, estaríamos a adoptar uma atitude crítica?

Nota: O texto de Bertrand Russell acerca do valor da Filosofia pode ser lido no site Filosofia e Educação: http://www.filedu.com/brussellvalor da filosofia.html