“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
terça-feira, 16 de junho de 2020
Recursos de Filosofia: Para terminar a Filosofia da religião com humor e sentido crítico
domingo, 12 de abril de 2020
O essencial sobre a existência de Deus
Na página da editora encontra uma amostra do livro.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Recursos de filosofia para o ensino à distância
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sábado, 6 de julho de 2019
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Latim
Vídeo de divulgação da disciplina de Latim feito pelo professor Luís Reis, que leciona Latim e Grego no Agrupamento de Escolas Drª Laura Ayres. Vale mesmo a pena ver!
O professor Luís Reis é também autor de um blogue interessante: LATINOFILIA - http://latinofilia.blogspot.com/
segunda-feira, 10 de junho de 2019
A moralidade muda

«A moralidade é passada de geração em geração sem ser muito questionada. Mas pode mudar. Em tempos, a maioria das pessoas pensava que nada havia de errado em observar um urso a ser despedaçado por uma matilha de cães – dava um esplêndido dia de lazer para toda a família. Hoje, ficamos mais alarmados e perturbados com a crueldade desnecessária com os animais e pensamos que a perseguição aos ursos é uma coisa errada. Muitos de nós hoje pensam que a caça à raposa é provavelmente também cruel. E a maioria das pessoas deixou de pensar que a homossexualidade é perversa. Parece que a sociedade progrediu. Mas não há razão para nos tornarmos demasiado complacentes. Os seres humanos não estão necessariamente a ficar demasiado agradáveis, ano após ano. Ainda fazemos coisas más. E continuam a surgir novos problemas morais com que não sabemos lidar. Deveríamos permitir que o governo prendesse as pessoas sem julgamento, no caso de serem terroristas? Deveríamos permitir que torturassem suspeitos para obter mais informações?
Então, porque mudam desta maneira as crenças morais? De onde vêm, já agora?»
Dave Robinson, Ética no Quotidiano – Guia Prático, Gradiva, Lisboa, maio de 2019, pp. 9-10.
Algumas pessoas consideram que, dos factos referidos por Dave Robinson, se infere que a moral é relativa. Mas não é o caso do próprio autor: após a passagem citada ele acrescenta que dizer que as crenças morais vêm da sociedade “é a resposta fácil”.
Vale a pena ler mais!
quinta-feira, 25 de abril de 2019
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Poderá haver um regime político melhor que a democracia?
Hoje é um bom dia para chamar a atenção para este livro: Contra a Democracia, de Jason Brennan, editado pela Gradiva em 2017. O 25 de abril trouxe a democracia aos portugueses e pudemos descobrir pelos nossos próprios meios o que muitos outros já sabiam: a democracia não é um sistema perfeito, longe disso, mas é MUITO melhor que as alternativas existentes. Contudo, não será possível descobrir (ou talvez inventar) alternativas melhores? É precisamente isso que Jason Brennan tenta fazer neste livro: imaginar formas de organizar a vida política melhores que a democracia. Analisa sistematicamente muitos defeitos da democracia, como por exemplo a ignorância e falta de preparação dos eleitores, e discute os méritos e os defeitos de uma alternativa epistocrática, ou seja, o governo dos sábios. Brennan considera que há mais vantagens que desvantagens nesse tipo de solução e analisa várias possibilidades: algumas implicariam grandes alterações nos atuais regimes democráticos, outras implicariam apenas pequenos ajustes. É improvável que o autor conheça a afirmação de José Saramago (que, misturadas com muitas asneiras, também disse algumas coisas certas) de que não devemos considerar a democracia como um ponto de chegada, mas sim como um ponto de partida; contudo, é precisamente isso que ele tenta fazer. Este livro é, portanto, contra a democracia, mas não a favor da ditadura.
De qualquer modo, concorde-se ou não com Jason Brennan, não seria nada democrático não discutir o valor da democracia. Nesta, pelo contrário, costuma valorizar-se o espírito crítico e o debate livre de ideias – o que implica a possibilidade de discutir mesmo os valores mais fundamentais. A democracia só pode ganhar com uma tal discussão. Se desta resultar a refutação dos seus críticos, a democracia fica fortalecida. E não parece que perca se dessa discussão resultar a descoberta de um sistema melhor, quer este seja um aperfeiçoamento localizado do regime democrático quer envolva a sua substituição por um tipo de organização que continue a fazer bem o que a democracia faz bem e faça melhor o que a democracia faz mal.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Noções elementares de lógica
“RACIONALIDADE ARGUMENTATIVA DA FILOSOFIA E A DIMENSÃO DISCURSIVA DO TRABALHO FILOSÓFICO” é um documento, da autoria de Aires Almeida, “elaborado no âmbito da definição das Aprendizagens Essenciais” e que visa apresentar algumas “Noções elementares de lógica para a disciplina de Filosofia”. Pode encontrá-lo AQUI, na página da APF. Ainda não li, mas, dado o trabalho anterior do autor, é certamente muito bom e útil.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Oferta formativa das Escolas Laura Ayres
Mais detalhes na página do Agrupamento:
http://www.esla.edu.pt/joomla17/index.php/2011-05-02-12-33-35/416-oferta-formativa-2017-2018
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Conferência de Frederico Lourenço, em Portimão
Frederico Lourenço é professor na Universidade de Coimbra, na área dos Estudos Clássicos. Traduziu a Bíblia e vários clássicos gregos, nomeadamente a Ilíada e a Odisseia, de Homero, Hipólito e Íon, de Eurípedes, e poemas de diversos poetas. Escreveu também adaptações da Ilíada e da Odisseia destinadas a jovens e alguns romances, contos e ensaios. Em 2016 ganhou o Prémio Pessoa.
A qualidade do seu trabalho promete uma conferência muito interessante, no próximo dia 21 de abril, em Portimão. A organização é do grupo de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, que há vários anos organiza boas conferências filosóficas.
Eis um pequeno exemplo da arte com que Frederico Lourenço muda para português os clássicos, neste caso a poetisa Safo:
Aquele parece-me ser igual dos deuses,
o homem que à tua frente
está sentado e escuta de perto
a tua voz tão suave
e o teu riso maravilhoso. Na verdade isto
põe-me o coração a palpitar no peito.
Pois quando te olho num relance, já não
consigo falar:
a língua se me quebrou e um subtil
fogo de imediato se pôs a correr debaixo da pele;
não vejo nada com os olhos, zunem-me
os ouvidos;
o suor escorre-me do corpo e o tremor
me toma toda. Fico mais verde do que a relva
e tenho a impressão de que por pouco
que não morro.
Poesia Grega de Álcman a Teócrito, organização, tradução e notas de Frederico Lourenço, Livros Cotovia, Lisboa, 2006, pp. 37-38.
Outras traduções de Frederico Lourenço:
As pessoas agem mal porquê?
A amizade
A condição humana
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
VI Olimpíadas de Filosofia: Agrupamento de Escolas Júlio Dantas
Fase Nacional : 21 e 22 de Abril de 2017
“As inscrições decorrerão entre 30 de janeiro e 03 de março (por razões logísticas é-nos difícil aceder à inscrição de escolas atrasadas, pelo que o limite deve ser respeitado - o sistema fechará as 23:59:59 do último dia, e apenas questionários submetidos serão aceites).
À semelhança do ano anterior, o preenchimento demora cerca de 15 minutos, envolve questões de identificação da escola, do professor acompanhante, dos alunos e de logística (mais instruções no questionário!).
No dia 04 de março as escolas serão informadas da necessidade (ou não) da fase de seleção!
Mais dúvidas poderão ser remetidas para comissao.onf@gmail.com.”
Site onde poderá obter outras informações:
http://prosofos.weebly.com/informaccedilotildees-gerais.html
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
9 presentes de Natal filosóficos
Aos que já se iniciaram ou se querem iniciar na reflexão sobre os problemas filosóficos.
Boas leituras a todos!
domingo, 20 de novembro de 2016
Uma boa proposta de revisão do programa de Filosofia
Aires Almeida apresentou uma proposta de revisão do programa de Filosofia que me parece muito boa: é filosoficamente rigorosa, é exequível, melhora imenso o programa atual mas sem implicar alterações radicais. A proposta pode ser lida no bloque do autor, questões básicas: Filosofia: uma proposta construtiva e minimalista.
Critiquei o facto de o Ministério da Educação ter excluído da revisão do programa de Filosofia a Sociedade Portuguesa de Filosofia e ter encarregue dessa tarefa unicamente a Associação de Professores de Filosofia: Programa de Filosofia: não é desta mudança que precisamos. Contudo, espero que o Ministério da Educação e a Associação de Professores de Filosofia não ignorem propostas valiosas como esta.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Aprender a língua de Homero e Platão em Quarteira
domingo, 29 de maio de 2016
Espreitar a Escola
O cartaz com a programação não se vê bem. Para conseguir ler e descobrir as variadas atividades previstas veja AQUI, na página web do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres.
terça-feira, 3 de maio de 2016
PORQUÊ ESTUDAR GEOGRAFIA?
Post Convidado: Luis Romão, professor de Geografia do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres.
Comecemos por uma questão: a que ramo das ciências pertence esta ciência? É uma ciência humana ou natural?
Como tentarei reflectir, a imensa interdisciplinaridade da Geografia faz com que não apresente uma identidade concreta, contudo o objeto e o objetivo do seu estudo estão bem definidos.
Definimos hoje a Geografia como o estudo das relações entre o espaço e as sociedades.
Esta complexidade de relações exige do geógrafo o recurso a diversas ciências – Geologia, Meteorologia, Oceanografia, Ecologia, Estatística, mas também Ciências Sociais, como a Economia, a Sociologia, a História, a Politica…etc. A Geografia encontra-se na encruzilhada das ciências para poder explicar ao Homem os caminhos que traçou e que caminhos deve seguir para viver equilibradamente e frutiferamente nesta casa a que chamamos Terra.
Estas duas imagens esquematizam estas relações que constituem a sua razão:
Imagem 1
Imagem 2
Hoje a Geografia tem cada vez mais preocupação com a problemática social, considerando que o desenvolvimento, vindo da industrialização, passou a exercer grandes impactes sobre a natureza (paisagem) e a sociedade degradando e depilando os recursos naturais; o planeta, o espaço, a paisagem “não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000).
Assim podemos perceber a complexidade de uma paisagem, de um país (múltiplas paisagens) percebendo as múltiplas relações e conexões que as suportam. “Os lugares, são, pois, o mundo, que eles, (cada comunidade) reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singulares (direi únicos, mas ao mesmo tempo cada vez mais iguais), mas também são globais, manifestações da totalidade – mundo, da qual são formas particulares.” (Santos, 2000).
Então do ponto de vista da Geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo, e o olhar geográfico desmonta e explica os riscos e as potencialidades das decisões dos homens da história.
A Geografia desenvolveu o olhar espacial, portanto, construiu um método que faz a leitura da vida que estamos vivendo, a partir do que pode ser percebido no espaço construído.
A Geografia ao ler o espaço, ensina ao homem a leitura da sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças naturais, sociais, políticas, económicas, etc., vivenciadas desde os seus antepassados até ao presente. O que a paisagem mostra é o resultado do que ali aconteceu e está acontecendo. A Geografia ao materializar o ocorrido transforma em visível, em perceptível as dinâmicas do acontecido.
Por tudo isto a Geografia é tão importante na formação dos nossos alunos. A formação dum pensamento geográfico é indispensável para a existência de cidadãos mais ativos e mais capazes de construir o mundo de hoje, mais sustentável, onde todos tenham abrigo.
Luis Romão (adaptado).
Bibliografia:
Milton Almeida dos Santos, Por uma outra globalização, São Paulo: Editora Record, 2000.
sábado, 30 de abril de 2016
No facebook
O blogue Dúvida Metódica tem agora uma página "institucional" no facebook. Chama-se Dúvida Metódica, naturalmente.
A página anterior era uma conta pessoal e o facebook embirrou com os nomes que lhe foram dados e encerrou-a: há meses atrás vetou o nome "Dúvida Metódica" e agora vetou o nome "Renato das Cartas" (uma brincadeira motivada pelo facto de há décadas atrás ter existido a mania de aportuguesar os nomes dos autores estrangeiros, tendo René Descartes sido mudado para Renato das Cartas em algumas edições das suas obras). Tinha mais de três mil e quinhentos “amigos” e era uma boa maneira de divulgar as publicações do blogue, algumas opiniões e a própria filosofia. Paciência.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Latinofilia
Luís Reis, professor de Português, Latim e Grego do Agrupamento de Escola Dra. Laura Ayres, tem um blogue chamado LATINOFILIA, onde publica textos simultaneamente divertidos, informados e inteligentes.
Em 14 razões para não estudar Latim podemos, por exemplo, ler:
«I – PRIMA – Ignora o Latim, pois ele é considerado por todos como uma língua morta, que não é falada por ninguém. Além disso, não evolui, não se altera e, por isso, não tem necessidade de acordos ortográficos.
II – SECUNDA – Retirar-te-á tempo para navegares pelo Facebook ou pelo Twitter, porque é uma língua rigorosa e cheia de regras. Talvez, por isso, lhe chamem a matemática das línguas.»
E em Εὐχαριστώ, ̓Ελλάδα! [Obrigado, Grécia!]:
«Se isto para ti é Grego e vais frequentar o 12º ano, alegra-te, pois é possível estudares na tua escola a língua-berço da filosofia e dos jogos olímpicos. Com certeza que já encontraste referências ao Grego Clássico que, tal como no caso do Latim, subsistem na nossa atualidade; elas explicam-nos o significado de muitas palavras, como, por exemplo, “Nike” [Νίκη] que significa “vitória” e “Ariston” [ά͗ριστον] – “excelente” ou “o melhor”.»
Outro destaque merecido: Para quê estudar Latim?
Depois de ler vários textos só encontrei um defeito no blogue: é atualizado com pouca frequência e não tem muitos textos. Mas estes são, também por isso, preciosos.
Como é dito em Carpe Ελληνικά: O Latim não é para mim… e ao Grego nem lhe pego… , “as línguas não morrem; o que morre são os falantes da língua.” Em Latinofilia o Grego e o Latim estão bem vivos. Espero que cada vez mais alunos percebam isso e escolham estudar essas línguas – na Esla e noutras escolas.
Como já foi muitas vezes assinaldado, o estudo do Grego e do Latim, além de ajudar a compreender a língua portuguesa, ajuda a pensar melhor e contribui para a autonomia intelectual dos estudantes: Alis volat propriis – ou seja, voar com as próprias asas.



