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sábado, 4 de abril de 2020

George Dickie

Morreu George Dickie (1926-2020), o autor da teoria institucional da arte. Depois de propor uma primeira versão da teoria teve em conta objeções que lhe foram feitas e reformulou-a. Um bom exemplo, portanto, do que por vezes se chama “atitude filosófica”.  

«O mundo da arte não requer procedimentos rígidos; admite e até encoraja a frivolidade e o capricho sem pôr em causa o seu propósito sério. Contudo, se não é possível cometer um erro na atribuição de estatuto envolvida na produção da arte, é possível cometer um erro ao conferir o estatuto de candidato à apreciação. Ao conferir um tal estatuto a um objeto, assume-se uma certa responsabilidade pelo objeto no seu novo estatuto. Apresentar um candidato à apreciação coloca-nos sempre perante a possibilidade de ninguém o apreciar e que em virtude disso a pessoa responsável pela atribuição perca a credibilidade. É possível fazer uma obra de arte a partir da orelha de uma porca, mas isso não a torna necessariamente uma bolsa de seda.»
         George Dickie, Introdução à Estética, Bizâncio, Lisboa, 2008, pp. 136-137.



sábado, 9 de janeiro de 2016

Vieira da Silva: refugiados

Vieira da Silva, “História trágico marítima”, 1944.

 

Vieira da Silva, “Les réfugiés”.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Heróis

Não chega provavelmente para justificar a ideia de que há males que vêm por bem, mas já sucedeu muitas vezes acontecimentos horríveis inspirarem obras de arte maravilhosas: Guernica, de Picasso; Os fuzilamentos de três de Maio, de Goya; Coração das Trevas, de Joseph Conrad; Se isto é um homem, de Primo Levi; etc.

O atentado contra o jornal Charlie Hebdo, sendo este um jornal que publicava muitos cartoons, inspirou também inúmeros cartoons e outros desenhos belos e inteligentes. Até à data, este - um exemplar de uma arte considerada menor por muitas pessoas, incluído as que são sensíveis à beleza e gostam de arte – é o meu preferido.

I am Charlie Hebdo

Desenho de Molto. Encontrado aqui: moltonel72.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Aprender história no mosteiro dos Jerónimos

Os alunos do 11º D e E realizaram uma visita de estudo a Lisboa e puderam escolher, livremente, o tema do trabalho. A Mariana Guerreiro e Miguel Rodrigues (do 11º D) escolheram falar do mosteiro dos Jerónimos. Este trabalho foi feito no âmbito das disciplinas de História e Filosofia (neste caso, mais de História). As fotografias e o texto (que não foi editado) são da autoria de ambos os alunos. Ei-los:

A Igreja de Santa Maria de Belém - Mariana Nº20, Miguel R Nº28, 11ºD(2) by SaraRaposo

sexta-feira, 7 de junho de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Uma viagem no tempo através da figuração humana

A propósito da visita de estudo realizada ao Museu Gulbenkian, no dia 26 de fevereiro, os alunos realizaram trabalhos. Eis alguns deles:

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Egipto, princípio da época ptolomaica (305-200 a.C.). Mais informações no site do museu,  AQUI.

“Quem não sabe prestar contas de três milénios permanece nas trevas ignorante, e vive o dia que passa.”

                                                                                                                                                                         Goethe

Depois de ter visitado a exposição “Diferentes retratos, diferentes culturas”, no Museu Gulbenkian, lembrei-me da citação acima referida, que tinha lido no livro “O Mundo da Sofia”. Sempre que entro num museu apercebo-me da possibilidade que estes dão (pelo menos alguns e o da Gulbenkian é um deles) às pessoas de recuar no tempo e conhecer sociedades diferentes. Na verdade, como refere Goethe, sem o conhecimento do passado não podemos compreender corretamente factos históricos e acontecimentos do presente. O museu Gulbenkian permite, a quem quiser saber mais, fazer esta viagem no tempo.

Nesta visita tivemos a oportunidade de “contactar”, por exemplo, com obras de arte do antigo Egipto, ficámos a conhecer um pouco melhor a  sociedade, a escrita, a economia e  a religião.

Descobrimos também várias curiosidades sobre o islão, desde o tipo de decoração das mesquitas até à forma de higiene antes das orações.

Através da observação e interpretação de algumas pinturas em vasos e num biombo, conseguimos recolher informação acerca da sociedade chinesa, nomeadamente a hierarquia social vigente na época. É curioso como um olhar, mais atento e esclarecido (pela guia da visita), para um simples vaso, nos pode fornecer tanta informação…

Tivemos também acesso a quadros valiosos e realmente magníficos. Ao observá-los, podemos constar  como acontecimentos idênticos (do dia a dia e da religião, por exemplo) são vivenciados e representados de forma diferente, consoante a época histórica, a sociedade e a cultura de cada povo. Por outro lado, o olhar do artista não pode deixar de ser condicionado pela época em que viveu: pelos conhecimentos do seu tempo (científicos) e pelas ideias e valores, vários quadros observados mostraram-nos isso mesmo.

Concluindo, em 60 minutos, posso afirmar que fizemos uma viagem no tempo. Descobrimos como foi entendida a ideia de retrato em épocas diferentes, desde um período histórico em que a representação da figura humana não estava associada à ideia de individualidade (como no antigo Egipto e na Grécia antiga) até à atualidade.

Vale a pena fazer esta viagem no Museu Gulbenkian!

Maria Bumbuk, 12º E

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um quadro de Rembrandt Harmensz van Rijn (1606-1669). Mais informações sobre o quadro no site do museu, AQUI.

No prestigiado Museu Gulbenkian, fizemos uma visita guiada à exposição que mostrava a coleção privada de Calouste Gulbenkian. O museu encontra-se dividido em várias áreas e salas que ilustram diversos períodos históricos e correntes artísticas. Vimos obras de arte de diferentes países: do antigo Egipto, da Grécia antiga, da China e dos países baixos, entre outros. Observamos pinturas, por exemplo, do período medieval, renascentista e romântico. Em cada sala, a guia escolheu uma obra de arte e explicou como era entendida, nessa época histórica, a figuração humana. Fez-nos perguntas relacionadas com a época histórica dos quadros e esculturas, os valores estéticos, religiosos, que nós podemos descobrir analisando cada uma das diferente obras de arte.

A guia explicou-nos, detalhadamente, o que distinguia algumas correntes artísticas, esta foi uma das partes mais interessantes da visita. Referiu que nos templos religiosos dos muçulmanos era representado um arco propositadamente imperfeito e não se representava a figura humana por motivos religiosos: a perfeição era considerada uma característica apenas atribuível ao divino. Ficamos também a saber que um dos aspetos que permite diferenciar a pintura clássica da pintura romântica, é que esta última foca-se no ser humano e nos seus sentimentos.

Marco Fidalgo, Patrícia Pacheco, Joana Viegas, Rafael Fonseca e Fábio Gonçalves, 11º D

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A filosofia, o belo e a consolação

Um excelente documentário do filósofo Roger Scruton encontrado do Facebook.

Imperdível. Experimentem a ver apenas o início que seja e...

domingo, 9 de dezembro de 2012

As Idades do Mar, na Gulbenkian

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A Evasão de Rochefort, 1881 – Édouard MANET (1832-1883) | Paris, musée d’Orsay © 2012.
White Images/Scala, Florence | Óleo sobre tela 80 x 73 cm Paris, Musée d’Orsay Inv. RF 1984-158.

Migração de pássaros, 1924 – Johannes Larsen, Dinamarca | Crédito fotográfico: SMK Foto.
Statens Museum for Kunst © Johannes Larsen, Copy-Dan, 2012 | Óleo sobre tela Folketinget, Copenhaga.

Uma exposição, no edifício sede, que vale a pena visitar.

De 26 out 2012 a 27 jan 2013 | 10:00 - 18:00

De 29 nov a 28 dez aberto até às 20:00

Encerra às segundas, dia 25 dezembro e 1 janeiro.

 

Para mais informações, ver o site da fundação, AQUI.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A criação artística segundo Tarkovsky

A propósito do "divino Bach", transcrevo duas reflexões de Tarkovsky sobre a criação artística. As citações e as fotografias foram retiradas do livro Instant Light (pág. 62 e 98) referido no post anterior.

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"Devoid of spirituality,

art carries its own tragedy within it.

For even to recognize the spiritual vacuum

of the times in wich he lives,

the artist must have specific qualities                   

of wisdom and understanding.

The true artist always serves immortality,

striving to immortalize the world

and man within the  world."

 

"Whatever it express - image

even destruction and ruin -

the artistic image

is  by definition an embodiment of hope,          

it is inspired by faith.

Artistic creation

is by definition a denial of death.

Therefore it is optimistic,

even if in an ultimate sense the artistic is tragic.

And so there can never be

optimistic artists and pessimistic artists .

There can only be talent and mediocrity."

Nota: Infelizmente o meu inglês permite-me ler, mas não traduzir de forma adequada.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tarkovsky no CCB em Lisboa

De 7 de Novembro a 4 de Dezembro irá realizar-se em Lisboa, no Centro Cultural de Belém o ciclo ANDREI TARKOVSKY, intitulado Esculpir o Tempo. Haverá cinema, concerto, conferências e uma exposição. Para mais informações ver aqui.

Por mera coincidência andei a ler, recentemente, um fabuloso livro de fotografias - Instant Light - tiradas por Tarkovsky na Rússia e em Itália.

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Seguem-se algumas cenas inesquecíveis do último filme de Tarkovsky que vi no cinema, O Sacríficio,  ao som da música de Johann Sebastian Bach  (A Paixão segundo São Mateus). Muito, muito belo...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A opinião dos alunos: razões para visitar o Museu Gulbenkian (4)

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No passado dia 1 de Abril, a turma do 11°A realizou uma visita guiada ao Museu Calouste Gulbenkian intitulada "Volta ao mundo no museu" e inserida no âmbito do Descobrir (programa de educação para a cultura da Fundação Calouste Gulbenkian).

A informação fornecida aos alunos, antes da visita,  encontra-se AQUI.

Os alunos do 11º A (a quem agradeço), Marisa  Madeira, Anastasia Borozan, Pedro Colaço,  Neilson Junior, Catarina Gil,  Sofia  Vaz, Miguel  Soares, Ana Gonçalves e Pedro Luz, a meu pedido, acederam colaborar na divulgação deste museu. Para tal escreveram pequenos textos, a partir das suas experiências,  e falaram da sua obra de arte favorita.

Espero que as boas razões dos alunos sejam convincentes e levem os leitores do Dúvida Metódica a visitar este espaço.

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O Museu Calouste Gulbenkian é um conceituado e prestigiado museu de arte localizado em Portugal. Abriu em Outubro de 1969 com o objectivo de expor a vasta colecção de arte que Calouste Sarkis Gulbenkian, industrial de origem arménia, fixado em Portugal em meados do século XX, reuniu ao longo da sua vida. Este museu é deveras cativante, não só pelas interessantes peças de arte que se encontram expostas – desde pinturas, a peças decorativas e a esculturas – mas também, de igual modo, devido ao deslumbrante jardim que o rodeia. Recomendo vivamente a visita deste museu, mesmo que seja apenas para desfrutar a serenidade fornecida pelo jardim envolvente.

As peças da exposição  formam dois circuitos independentes. O primeiro circuito é dedicado à Arte Oriental e Clássica, com peças de arte egípcia, greco-romana, arte islâmica, arte da China e arte do Japão. E o outro circuito é dedicado à Arte Europeia, possuindo núcleos dedicados à arte do livro, às artes decorativas, à escultura e à pintura.

O núcleo dedicado à pintura foi, talvez, aquele que mais me surpreendeu. Os diversos quadros que podemos observar ao longo do museu são bastante realistas porque conseguem dar-nos a sensação que as personagens retratadas estão diante de nós. É impressionante a precisão das linhas, das sombras, dos contornos, do movimento da roupa e do cabelo, por exemplo.

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O meu quadro preferido foi, sem dúvida, o de Peter Paul Rubens, denominado de “O massacre dos inocentes”. Este quadro chamou-me à atenção, sobretudo, devido à expressão corporal e facial das pessoas representadas. O pintor transmite ao espectador uma ideia  do sofrimento físico causado pela brutalidade humana. Olhar este quadro permite-nos  pensar no que significa ser vítima de uma injustiça cruel, independentemente dos motivos serem ou não religiosos. Haverá algo mais imoral do que maltratar aqueles que não se podem defender?

Marisa Madeira, 11ºA

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A visita ao museu Gulbenkian foi uma experiência surpreendente que me permitiu adquirir conhecimentos acerca de diferentes povos. No museu estão expostas diversas peças representativas das variadas correntes artísticas da Europa, desde o século XI até meados do século XX.

Ao percorrer o museu podemos apreciar peças de joalharia, mobiliário, tapetes, livros islâmicos e persas, pinturas, esculturas, etc. A cultura e a arte de cada povo são contadas a partir das peças aí presentes, revelando a sua história e tradições.

Todos os objectos desta gigantesca colecção são muito belos e reflectem o gosto requintado do coleccionador. A peça que mais me chamou a atenção foi um quadro representando uma natureza morta. Nele vemos um cisne, um coelho e dois patos mortos, enquanto, ao lado deles, se encontra erguido um pavão vivo. Os nossos olhos tendem a interpretar as figuras representadas no quadro como algo real, como se pudéssemos tocar em animais autênticos, pois eles  parecem  querer sair do quadro. É uma natureza morta que nos põe a pensar acerca da vida.

Tal como este quadro fantástico, igualmente as Artes do Extremo Oriente com a representação de porcelanas e pedras duras da China e lacas do Japão, as peças de joalharia de René Lalique, chamaram a minha atenção. Estas peças contam parte da história da sua época e alargam a nossa visão a outras culturas.

O museu também possui um jardim extremamente belo, onde podemos usufruir de uma sombra refrescante e uma vista espantosa, com um grande lago e um conjunto de estatuária moderna espalhada ao longo desses espaços verdes, sem dúvida, dignos da nossa presença!

Anastasia Borozan, 11º A

A colecção de arte do Museu Calouste Gulbenkian é constituída por cerca de 6000 peças. O museu reúne, nas suas galerias de exposição permanente, apenas 1000 das mais representativas de Arte Egípcia, Greco-Romana, da Mesopotâmia, do Oriente Islâmico, da Arménia, do Extremo-Oriente, Escultura, Arte do Livro, Pintura, Artes Decorativas e as obras de René Lalique.

A pintura acima foi a obra de arte que mais me impressionou. Os animais parecem sair do quadro e "querer" tornar-se reais. Para dar conta desta ilusão e reflectir sobre o que ela significa é necessário visitar o museu: ter a experiência de contemplar este quadro.

Outro dos motivos para visitar o museu são os jardins, da autoria do arquitecto Ribeiro Teles, que constituem uma referência para a arquitectura paisagística e onde se incluem algumas árvores e algumas espécies únicas da flora.

Pedro Colaço, 11º A 

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A obra de arte que eu mais gostei do  Museu Calouste Gulbenkian foi uma pintura a óleo de Joseph Mallord William Turner (23/04/1775-19/12/1851) a retratar um naufrágio. O que mais me agradou no quadro foram as cores utilizadas e a perspectiva: mostra a fragilidade e a impotência dos seres humanos diante das forças da natureza, neste caso as gigantescas vagas do mar.

Neste quadro podemos observar um fundo escuro, que parece dar ao espectador uma antevisão sinistra e trágica dos acontecimentos. As pinceladas rápidas, utilizadas para representar a água, transmitem a sensação do movimento das ondas, permitindo aos que contemplam o quadro imaginar as suas ideias e sensações perante uma situação extrema, onde a vida esteja em risco.

Neilson Junior, 11ºA

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No museu, a distribuição das galerias está orientada por um percurso geral que se divide em dois circuitos independentes, organizados cronológica e geograficamente. O primeiro circuito é dedicado à Arte Oriental e Clássica enquanto o segundo percurso diz respeito à Arte Europeia.

Por vezes, para mim, é muito difícil escrever este tipo de textos. Não consigo escolher só uma “coisa” que me tenha impressionado. Provavelmente tudo me impressionou, mesmo que de maneiras distintas e, portanto, nada acabou por se destacar. A verdade é que nas visitas de estudo o que mais entusiasma é a interacção com os nossos colegas e o encanto que é estarmos num local diferente. De qualquer forma, aqui faço referência a um dos muitos aspectos que me cativaram nesta exposição – a excepcional colecção de obras de René Lalique.

Os trabalhos de Lalique são inspirados na mulher e na natureza, englobando, sobretudo, o fabrico de jóias mas também candelabros, relógios, vasos, frascos de perfume, etc.

Antes de René Lalique, a produção de joalharia baseava-se na utilização de materiais tradicionais, tais como: ouro, pérolas, diamantes, prata e pedras preciosas. Lalique revolucionou as técnicas da época combinando estes materiais com outros, inovadores, de que são exemplo o marfim, o vidro e os adornos com pedras semipreciosas: ágata, ametista, jade…

As temáticas escolhidas por Lalique para a criação das suas jóias são bastante interessantes: répteis, como as serpentes, ou insectos como, por exemplo, gafanhotos. São criações ousadas que, ou eram expostas como obras de arte ou usadas por mulheres "fora do comum". De facto, é raro encontrar joalharia desde tipo e é essa diferença que o torna um artista invulgar, que transmite ao mundo um novo tipo de beleza.

Antes de finalizar, não poderia deixar de falar nos belíssimos jardins que ornamentam o exterior do Museu. O ambiente é bastante agradável, seja para ler, passear, falar ou até confraternizar com uns quantos patinhos que têm um gosto especial em roubar comida aos visitantes.

Aconselho a todos os amantes de Arte e Natureza a visitarem o Museu Calouste Gulbenkian, pois este é uma perfeita fusão destes dois elementos.

Catarina Gil, 11º A

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A visita ao museu foi uma oportunidade para relembrarmos alguns dos temas aprendidos na disciplina de História (do 2º e 3º ciclos) e também de aprendermos coisas novas. A história não era o tema principal desta exposição, mas sim a arte. Foi através das obras expostas que as diversas culturas e factos históricos chegaram até nós. A arte é a forma mais antiga de contar a história, desde a pré-história aos tempos modernos.

Na exposição existiam várias peças de arte que se destacavam pela técnica, e/ou tema. Uma das minhas obras  favoritas foram os vasos gregos, isto porque na  Grécia Antiga existiu uma cultura extremamente rica e um conjunto de ideias que acabaram por  influenciar, decisivamente, a arte, a política, a filosofia, a literatura, por exemplo, até aos nossos dias. Na cultura grega os vasos tinham um papel decorativo mas também utilitário. A técnica usada na sua pintura, por causa da dificuldade em desenhar na cerâmica, implicava a utilização de conhecimentos de Geometria e influenciou muitos outros povos e culturas.

A peça presente no museu apresenta uma forma de cálice-cratera. É feito de um material chamado terracota e é pintado com a técnica de figuras vermelhas, segundo o "estilo livre", característico  dos meados do séc.V a.C. As pinturas têm como tema a mitologia grega. Na parte superior encontra-se figurado o rapto das Leucípides pelos gémeos Castor e Pólux. Na inferior está representada uma cena dedicada a Baco (o Deus do vinho e das festas), onde vemos sátiros perseguindo ménades (mulheres que adoravam Baco).

Concluindo, é impressionante como um só homem conseguiu coleccionar tantos artefactos de tantas épocas e culturas diferentes, todos eles espectaculares e únicos. Vale a pena dispensar uns eurozinhos para ter ver esta colecção. O jardim envolvente  encontra-se repleto de espaços escondidos e pequenos e grandes lagos. Pode-se dizer que é um convite a passar bons momentos: um lugar perfeito para se apaixonar ou simplesmente para estar sozinho ou com amigos.

Sofia  Vaz, 11º A

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Neste museu encontram-se expostas várias peças valiosas que Calouste Sarkis Gulbenkian coleccionou ao longo da sua vida.

O museu apresenta uma grande diversidade de peças de diferentes partes do mundo: Arte Egípcia, Greco-Romana, da Mesopotâmia, do Oriente Islâmico, Arménia, do Extremo-Oriente, arte do Livro, Esculturas, Pintura, Jóias e Artes Decorativas.

As peças que eu mais gostei foram algumas de Artes Decorativas, especialmente alguns armários que apesar de serem objectos utilitários têm um elevado valor estético. A maior parte deles eram decorados com bronzes em alto relevo e as imagens esculpidas representavam cenas mitológicas. Outro aspecto interessante em relação aos armários é que, muitos deles tinham a fechadura mesmo em frente aos nossos olhos, mas era muito difícil encontrá-la visto que se encontrava disfarçada com as imagens de bronze.

Existem muitas outras peças interessantes expostas no Museu Calouste Gulbenkian, sendo um óptimo lugar para visitar e aprender sobre as artes dos diferentes lugares do nosso mundo e das diferentes civilizações.

Miguel  Soares, 11º A

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O meu quadro favorito foi um retrato (característico do século XVII), uma  obra da autoria de um dos pintores mais emblemáticos da época: Peter Paul Rubens (1577-1640).

Este retrato mostra-nos, detalhadamente, toda a fisionomia de uma senhora, de seu nome Helena Fourment, bem como a sua condição económico-social, evidente no vestuário que apresenta. O vestido de cetim negro com folhos e o chapéu de grande aba são indumentária específica da mulher pertencente à burguesia afortunada da época. Filha de um abastado mercador de sedas, a jovem Helena casa com Rubens em 1630, apesar da diferença de idade evidente entre esta o pintor (cerca de 30 anos). O amor profundo que Rubens nutria por Helena levou o pintor a retratá-la, com frequência, nas suas produções artísticas.

Este retrato chamou-me a atenção não só pela sua beleza como pelo facto da sua análise nos proporcionar conhecimentos  da época histórica em que viveu o pintor e a mulher retratada. É como se viajássemos no tempo e soltássemos a nossa imaginação...  conseguirmos até sentir a macia textura do cetim na nossa pele.

Esta obra-prima do estilo barroco é um dos  motivos, entre muitos outros, para visitar o Museu Calouste Gulbenkian, ou seja, uma oportunidade de usufruir de uma experiência imperdível!

Ana  Gonçalves, 11º A

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Rembrandt, o autor deste quadro, aborda nesta pintura um tema frequente na sua produção artística: a velhice. Desconhece-se a identidade da figura representada. A propósito do tema da velhice também pintou vários auto-retratos.

O quadro revela uma nova forma de narração pictórica, através da qual o espectador é levado a dar atenção a um rosto fechado do velho, aparentemente, concentrado nos seus pensamentos. Serão estes sombrios, tal como as cores que o envolvem? Em que estará ele a pensar? Estará angustiado pela proximidade da morte? Ou antes porque percebeu, agora, que não viveu a vida como desejava?

O aspecto reflexivo do rosto é  acentuado pela prodigiosa técnica de chiaroscuro desenvolvida pelo pintor. O que me fascina neste quadro é a conjugação das cores, como se pode ver as roupas do velho confundem-se com o fundo do quadro e para contrastar com isso, as suas mãos e a cara são bastante definidas e claras.

Aconselho vivamente as pessoas a visitarem as várias colecções deste Museu porque assim como este quadro fabuloso de Rembrandt (que pertenceu à rainha D.Catarina II da Rússia) existem muitas outras peças que merecem ser vistas e revistas.

Pedro Luz, 11º A

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Este quadro, chamado "A leitura", do pintor  Henri Fantin-Latour  (1836-1904) é o meu favorito. As razões da minha escolha deixo-as à imaginação dos leitores...

Sara Raposo

domingo, 13 de março de 2011

Filosofia da música em Portimão

cartaz XII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes filosofia da música

Na próxima sexta-feira, 18 de Março, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, decorrerá a XII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes.

Tema: Filosofia da música. Conferencista: Vitor Guerreiro, da Universidade do Porto. Hora: 15:00.

Está prevista a participação da Orquestra de Cordas Joly Braga Santos, dirigida pelo maestro João Miguel Cunha.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Duas experiências estéticas distintas

Este post é dedicado aos meus alunos do 11º C.

Já observei várias vezes, ontem numa das minhas turmas foi apenas mais uma, que muitos alunos (talvez a maioria) tendem a rejeitar certo tipo de música, por exemplo jazz e música clássica. Consideram-na - cito o que já ouvi – antiquada e pouco adequada aos gostos musicais da juventude actual. Em suma, gostos de pessoas mais velhas, sem qualquer interesse…

Bem, só há um facto curioso: se os jogos  de computador ou os filmes tiverem como banda sonora essa enfadonha música clássica, então aí, o que antes era uma experiência estética pouco suportável (ou mesmo insuportável), torna-se algo não só audível como até susceptível de ser apreciado.

Oiçam as duas músicas, vejam as imagens dos vídeos seguintes e expliquem-me qual é a diferença?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

As naturezas-mortas e a transitoriedade da vida

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Pieter Claesz (1596/97-1660)
Vanitas
com Rapaz com Espinho (Spinario), 1628
Óleo sobre madeira, 70,5 x 80,5 cm
Amesterdão, Rijksmuseum
© Rijksmuseum, Amsterdam

Encontra-se na Gulbenkian uma exposição de pintura a não perder, intitula-se:

“A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa (1ª parte): Séculos XVII - XVIII”

De 12/02 a 02/05/2010
Das 10h00 às 18h00
Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Sede

“Uma exposição internacional dedicada ao tema da pintura de Natureza-morta na Europa – a primeira do género a realizar-se em Portugal - e que será apresentada em duas partes. A primeira, a realizar entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio, será constituída por 71 pinturas dos séculos XVII e XVIII. A produção dos séculos XIX e XX será exibida mais tarde, entre 20 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012.

 
A exposição pretende explorar os temas recorrentes da natureza-morta ao longo de quatro séculos de história: naturezas-mortas com frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, gabinetes de curiosidades, Vanitas e obras em trompe-l’oeil. A diversidade do tratamento artístico destes temas nos vários países será demonstrada através do confronto de obras como, por exemplo, as naturezas-mortas das pintoras Louise Moillon e Fede Galizia, ou as cenas de cozinha de Jean Siméon Chardin e Luis Meléndez.

A colectânea reunida propõe-se examinar o amplo significado cultural e social da pintura de objectos e de alimentos. Os diversos sentidos da natureza-morta serão tratados em profundidade: imagens conciliadoras de satisfação material podem conter igualmente mensagens morais sobre os conceitos de abundância e consumo, mas também uma chamada de atenção para a transitoriedade da vida, sobretudo evidente nos exemplos presentes da secular tradição da Vanitas, tanto nos países católicos como nos protestantes.


Integram a exposição obras de nomes fundamentais que cultivaram este género, como Juan Sanchéz Cotán, Juan van der Hamen, Pieter Claesz, Juan Zurbarán, Rembrandt van Rijn, Antonio de Pereda, Nicolas Largillièrre, Jean Baptiste Oudry e Francisco de Goya. As obras provêm de várias colecções privadas e de museus como a National Gallery of Art de Washington, o Metropolitan Museum de Nova Iorque, o Museu do Louvre, o Museu do Prado, o Rijksmuseum de Amesterdão, o Mauritshuis de Haia, a National Gallery de Londres, o Fitzwilliam Museum de Cambridge, entre tantos outros.

Preço: 5€

As informações citadas foram retiradas do site da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os quadros presentes nestas exposição podem ser vistos aqui.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Bright Star: uma excelente experiência estética

Pode ver nas salas de cinema portuguesas o filme, da realizadora neo-zelandesa Jane Campion, intitulado em português: “Estrela Cintilante”. A história é baseada na biografia de John Keats (1795-1821), considerado um dos maiores poetas românticos ingleses.

Este filme constitui uma excelente experiência estética por vários motivos: a beleza das palavras e da fotografia, a reconstituição histórica da época (séc. XIX), o desempenho dos actores, a música de Mozart …

Este é o poema de Keats que dá nome ao filme (infelizmente não encontrei uma tradução em português):

Bright Star

Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.

John Keats

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desenhos com areia: será isto arte?

Muitos desenhos de Kseniya Simonova são (na minha opinião) belos. A sua realização revela perícia (eu, por exemplo, não seria capaz de fazer nenhum deles). É manifesto que exprimem ideias e sentimentos da autora. Esta, ao fazê-los e apresentá-los publicamente, comunica a outras pessoas essas ideias e sentimentos. Tal comunicação desperta emoções nessas pessoas e - presumivelmente – leva-as a reflectir e a debater acerca dos temas dos desenhos.

Serão estas razões suficientes para considerar artístico o trabalho de Kseniya Simonova?

O facto dos desenhos com areia serem efémeros poderá ser considerado uma razão para não serem considerados obras de arte?

O facto da generalidade dos especialistas em arte e dos artistas reconhecidos como tal, ignorar habitualmente os desenhos com areia e não os incluir nas suas listas de formas de arte, será razão suficiente para alguém que deles goste não os considerar obras de arte?