quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Argumentos a favor do Libertismo


“O Libertismo é a perspectiva de que pelo menos algumas das nossas acções são livres porque não estão causalmente determinadas. Segundo esta teoria, as escolhas humanas não estão constrangidas da mesma forma que outros acontecimentos do mundo. Uma bola de bilhar, quando é atingida por outra bola de bilhar, tem de se mover numa certa direcção a uma certa velocidade. Não tem escolha. As leis causais determinam rigorosamente o que irá acontecer. Contudo, uma decisão humana não é assim. Neste preciso momento, o leitor pode decidir continuar a ler ou parar de ler. Pode fazer qualquer uma destas coisas e nada o faz escolher uma delas [ou seja, nada o obriga a escolher uma delas]. (…)

Esta forma de pensar foi defendida por diversos filósofos e propuseram-se vários argumentos a seu favor.

O argumento da experiência. Podemos começar com a ideia de que sabemos que somos livres porque cada um de nós apercebe-se imediatamente de ser livre cada vez que faz uma escolha consciente. Pense novamente no que está a fazer neste momento: ler uma página que está diante de si. Pode continuar a ler ou parar de ler. O que irá fazer? Pense na sensação que tem agora, enquanto pondera estas opções. Não sente constrangimentos. Nada o impede de seguir numa direcção nem o força a fazê-lo. A decisão é sua. A experiência de liberdade, poder-se-á dizer, é a melhor prova que podemos ter. (…)

O argumento da responsabilidade. O pressuposto de que temos livre-arbítrio está profundamente enraizado nas nossas formas habituais de pensar. Ao reagir a outras pessoas, não conseguimos deixar de as ver como autoras das suas acções. Consideramo-las responsáveis, censurando-as caso se tenham comportado mal e admirando-as caso se tenham comportado bem. Para que estas reacções estejam justificadas, parece necessário que as pessoas tenham livre-arbítrio.

Outros sentimentos humanos importantes também pressupõem o livre-arbítrio. Alguém que conquista uma vitória ou tem sucesso num exame pode sentir-se orgulhoso, enquanto alguém que desiste ou faz batota pode sentir-se envergonhado. Porém, se as nossas acções se devem sempre a factores que não controlamos, os sentimentos de orgulho e de vergonha são infundados. Estes sentimentos são uma parte inescapável da vida humana. Assim, mais uma vez, parece inescapável que nos concebamos como livres.”

James Rachels, Problemas da Filosofia, tradução de Pedro Galvão, Gradiva, Lisboa, 2009, pp.183-184 e 189-190.

Podemos resumir o argumento da experiência (por vezes designado argumento da introspecção) deste modo:
Se inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres, então a crença no livre-arbítrio é verdadeira.
Ora, inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres.
Logo, a crença no livre-arbítrio é verdadeira.

Podemos resumir o argumento da responsabilidade deste modo:
Se não existisse livre-arbítrio, então não teria sentido responsabilizar as pessoas.
Mas tem sentido responsabilizar as pessoas.
Logo, existe livre-arbítrio.


Hitler  Raoul Wallenberg

Nas imagens: Hitler e Raoul Wallenberg (diplomata sueco que salvou a vida de milhares de judeus perseguidos pelos Nazis). 

Segundo o Libertismo, só tem sentido censurar Hitler pela morte de mais de seis milhões de pessoas e elogiar Wallenberg pelo salvamento de alguns milhares de pessoas porque existe efectivamente responsabilidade. E a existência desta é um indício de que existe livre-arbítrio. 

Mas o argumento da experiência e o argumento da responsabilidade serão bons argumentos? Pense em objecções e formule-as de modo breve e claro.

62 comentários:

Hugo Dias Perpétuo disse...

A liberdade cresce e aventura-se mesmo nascendo em berços prisionais.

Carlos Pires disse...

Hugo:

Caso exista livre-arbítrio é defensável que pode existir mais ou menos livre-arbítrio - ou seja, que pessoas diferentes (ou a mesma pessoa em circunstâncias diferentes) podem ter mais ou menos liberdade de escolha. Tal como é defensável que certas escolhas podem aumentar ou diminuir essa margem de liberdade.
Caso exista livre-arbítrio. Porém, a existência deste não é um dado adquirido.

Joao disse...

Carlos:

Se não há uma causa para as nossas escolhas o que faz optar por uma coisa ou por outra? O que é a vontade?

Só tens duas saídas: ou o determinismo é como o mundo se comporta e tens que a tua escolha teve uma causa e não foi um escolha.

Ou o indeterminismo é real e a tua decisão é baseado no acaso.

Em ambos os casos, escolha é um conceito ilusório.

Mas nada disso tira a responsabilidade. Porque como ninguem pode prever o futuro, não se pode agir como se não fossemos responsaveis das coisas que causamos. Porque elas voltam para nós e sofremos novamente consequencias (se fizermos asneira). Não deixamos de sentir por isso.

E porque não quer isto dizer que o futuro esteja traçado. Porque pode ser impossivel calcular todas as probabilidades mais rapido do que acontece em tempo real.

Por isso temos sempre de nos portar resposavelmente e como se houvesse livre arbitrio.

Anónimo disse...

O argumento de experiencia nao é um mau argumento, mas pode ser criticado. Ao pensarmos que somos livres, podemos estár a ser guiados por uma força maior e acreditamos que nós é que estamos a fazer uma determinada escolha, não sentimos constrangimentos porque não sabemos qua essa força existe e que escolhemos o que queremos fazer.

Ricardo Xavier
nº19 10º B

Anónimo disse...

A objeção que eu vou apresentar e contra o argumento da experiência . No resumo do argumento é dito que inumeras pessoas já sentiram a sensação de ser livres, no entanto, a verdade é que nós não podemos fazer um movimento sem confiar em pelo menos algo que aconteça como aconteceu no passado. Assim, cada experiência que temos parece apoiar a tese geral de que tudo o que acontece neste universo tem uma casusa anterior ou foi determinado pelo que aconteceu no passado.Posto isto, a sensação de ser livres pode apenas ser uma ilusão, determinada por causas anteriores, as quais não podemos conhecer por completo, suportanto assim a teoria do determinismo radical.

Carlos D. nº2 10ºD

Anónimo disse...

O determinismo defende que tudo tem uma causa, que tudo o que fazemos estava predeterminado, e que a nossa aparente escolha não poderia ter sido de outra maneira, ou seja, não há livre-arbítrio, tudo o que acontece é devido a factores anteriores conhecidos ou não. Logo, não há responsabilidade moral.

O livre-arbítrio defende que há liberdade e que o que fazemos é uma opção nossa. Por isso, devemos ser responsabilizados pelos nossos actos, elogiados se fazemos algo correcto e punidos se agimos mal. Se não houvesse liberdade também não haveria vontade de viver, era como se estivéssemos a viver uma vida que não era a nossa, fazíamos o que estava destinado.

Os deterministas dizem que não há responsabilidade moral mas que devíamos agir como se houvesse, pois não somos responsáveis por uma acção que fazemos mas se formos elogiados ou punidos por essa acção esta vai influenciar outra e faz com que essa pessoa no futuro modifique o seu comportamento, ou seja, vai intervir na cadeia causal.

Mas os libertistas perante uma argumentação destas poderiam argumentar dizendo que assim não estávamos a viver a nossa própria vida, que estávamos a representar e a fingir.

O argumento da responsabilidade para justificar o libertismo pode ser refutado pois não precisamos de ser totalmente livres para ser responsabilizados. Podemos ser influenciados por certos factores que nós levam a decidir entre duas opções, logo aí estávamos a ser livres porque podíamos optar mas ao mesmo tempo estávamos a ser influenciados, mas não obrigados.

Exemplo:
Hoje tenho trabalhos de filosofia para fazer mas só tenho uma hora livre para os fazer e à mesma hora dá o meu programa favorito na televisão, ou seja, tenho que optar por uma das coisas. O que me leva a aceitar uma opção e a rejeitar a outra é influenciado por vários factores e as consequências que terá no futuro. Por isso mesmo sabendo que é melhor fazer os trabalhos de casa, e que se não fizer no dia seguinte irei ter sinal menos e que irei ficar com mais dificuldades na matéria por não praticar mesmo assim posso decidir ir ver televisão.

Na minha opinião eu concordo com o determinismo moderado pois acredito que somos causalmente determinados e também livres e responsáveis pelo que fazemos.

Patrícia Santos nº18
10ºD

Hugo Dias Perpétuo disse...

Professor:

Penso que liberdade opera sobre limites (Talvez erradamente), semelhante a qualquer cardápio de restaurante. Existe a liberdade para escolher o que quiser no cardápio, mas essa escolha é restrita somente ao que o cardápio oferta. Por isso digo que a liberdade possui um pé preso, caso contrário se fosse totalmente livre, se perderia em si, dando margem ao Caos.

Anónimo disse...

Ana Fernandes nº1 10ºD

Objecção ao argumento da experiência:

Através da experiência que passamos por, todos os dias, a tomar decisões como o de ler um livro em vez de sair ou vice-versa, os libertistas dizem que esse facto nos torna livres, logo existe livre arbítrio.
Mas agora pensando num contra-exemplo, um cleptomaníaco está perfeitamente consciente de que roubar está totalmente errado e de que se o fizer será responsabilizado e culpado pelas suas acções. No entanto ele rouba. Existe obviamente algo que o controla, algo mais forte do que ele. O cleptomaníaco pode escolher, mas no entanto opta pelo acto errado, pois os seus desejos empurram-no para lá. É a natureza daquilo que o cleptomaníaco deseja que o impede ser livre. Por outro lado, não temos razões nenhumas para acreditarmos na nossa introspecção. Quem nos diz que não temos um "sistema de segurança" dentro das nossas mentes. Um sistema que nos iluda e se calhar nos impeça de ver a horrível verdade? Algo que nos condicione e que distorça sistematicamente o modo como nos apresentamos a nós próprios. Algumas das nossas crenças e desejos provocar-nos-iam um grande sofrimento caso tivéssemos consciência de que os temos e por isso somos iludidos a pensar que temos liberdade.
Outra perspectiva é a de que por exemplo, quando um pessoa é por norma cobarde e numa dada ocasião faz um acto corajoso, os libertistas diriam que ele ao ter sido corajoso, indo em contra da sua personalidade, era livre. Mas será que, aquele acto corajoso só apareceu devido a acontecimentos raros que o despoletaram? Muito provavelmente, a coragem estava na parte mais profunda da sua personalidade, á espera de se mostrar. Logo ele não foi livre ao ter sido corajoso naquele preciso momento. A sua personalidade já estava formada de modo a que devido a determinados acontecimentos, a coragem "viesse ao de cima".
Com estes contra-argumentos podemos então criticar o argumento da experiência.

Anónimo disse...

Critica ao argumento da responsabilidade

Não existe livre-arbítrio nem responsabilidade moral mas faz sentido responsabilizar as pessoas. Apesar de não existir o livre-arbítrio, ou seja, as pessoas terem liberdade de agir voluntariamente, mas sim todas as suas acções estarem pré-determinadas e serem influenciadas por uma cadeia causal em que interferem factores psicológicos, socio-culturais, etc. que não conseguimos controlar, as pessoas devem ser responsabilizadas para que possamos intervir e fazer parte da cadeia causal que condiciona as suas acções e assim influencia-las a não voltar a cometer os mesmos actos.

Diogo Nº5, 10ºD

Anónimo disse...

Objecção segundo um determinista radical ao argumento da responsabilidade:
Enquanto determinista radical, continuo a defender que não existe livre-arbitrio, e que por consequente, não existe responsabilidade moral.
Mas, apesar de não existir responsabilidade moral, deve-se responsabilizar as pessoas. Porque ao louvar ou punir certos actos, estamos a interferir na cadeia causal. Ou seja, vamos contribuir e influenciar a escolha das pessoas, evitando certas acções, que se não fossem responsabilizadas, ocorreriam, com certeza, com muita frequência e a vida social seria impossivel.
Portanto, mesmo sem a existencia da responsabilidade moral, faz todo o sentido responsabilizar as pessoas.
Roxane Shahbazkia, nº20, 10ºD

Anónimo disse...

Um determinista radical poderia fazer uma objecção ao argumento da responsabilidade defendendo que todas as nossas acções estão predeterminadas por causas anteriores e que devem ser atríbuidas responsabilidades morais, não para criticar ou elogiar os outros mas sim para que sirvem de causas para os nossos actos. Por exemplo, a existência de prisões não é uma forma de castigar, mas sim uma causa: uma pessoa que queira cometer um crime, pode cometê-lo por não temer a prisão e pode não cometê-lo por receio de ir para lá, já os que estão presos são os que tiveram menos sorte, os que têm que dar o exemplo. Um determinisma Radical também se defende dizendo que ao elogiarmos ou criticarmos uma pessoa não lhe estamos a atribuir responsabilidades morais, mas sim a fazer com que outras pessoas reparem e pensem: "Ele foi elogido porque fez aquilo, vou fazê-lo também" ou "Ele foi castigado, não vou fazer o mesmo que ele fez!". Para um determinista radical, castigar, elogiar e criticar é tanto uma causa como uma influência e não uma forma de atribuir responsabilidades morais, daí negarem a existência do livre-arbítrio.

No meu ver, o argumento da responsabilidade é um bom argumento porque, de facto, a nossa sociedade é uma sociedade que elogia, castiga e culpabiliza os nossos actos, não faria sentido nenhum fazê-lo se as nossas acções não fossem livres. Para além disto, um determinista radical que faça uma objecção a este argumento irá contradizer-se ao dizer que não há responsabilidade moral, visto que para ele não há livre arbítrio, e ao mesmo tempo dizer que há que atribuir responsabilidades para que sirvam de causa. Um libertista que critique esta objecção pode levar os deterministas radicais ao absurdo, dizendo que estão a defender algo em que não acreditam.

Andreia Baião nº5 10ºE

Anónimo disse...

O Argumento da experiência pretende demonstrar que cada um de nós, em imensos momentos da sua vida já teve a experiência de ter feito uma escolha consciente, sem aparentes causas ou consequências como o simples facto de tomar a escolha de se sentar no lado direito ou no lado esquerdo do seu sofá. Os libertistas consideram a experiência a melhor prova que podemos ter da existência de livre-arbítrio, considerada não apenas num pequeno número de experiências, mas na experiência de muitos milhões de pessoas.
O determinismo radical defende que é verdade que todos nós já sentimos alguma sensação de liberdade de escolha, mas tal não é prova suficiente de que haja realmente livre-arbítrio, pois algumas sensações são enganadoras, como por exemplo, a sensação de a lua nos aparentar estar mais perto do que na realidade está, dando-nos nada mais que uma ilusão.

O argumento da responsabilidade afirma que o livre-arbítrio existe e faz sentido responsabilizar as pessoas pelos seus actos, sejam positivos ou negativos. Se alguém tem um acto heróico, deverá ser elogiado por isso, tal como se alguém comete um crime, deverá também ser punido pelo crime que cometeu.
O determinismo radical afirma que as pessoas não têm responsabilidade pelos seus actos e que os mesmos são apenas consequências de causas anteriores. Contudo, afirma que faz sentido responsabilizar as pessoas pelos seus actos, para que seja possível uma vida em sociedade. Considera que se as pessoas que cometem crimes forem presas, então a prisão fará parte dos factores que influenciam as pessoas a tomar decisões. Basicamente, o determinismo radical afirma que ninguém é directamente responsável pelos seus actos, mas mesmo assim deve-se responsabilizar as pessoas para as influenciar nas suas decisões.


Catarina Pinho 10ºE

Anónimo disse...

Livre arbítrio existe nas acções que escolhemos fazer no dia a dia. Mas sao condicionadas pelo determinismo do mundo que nos rodeia , como por exemplo: posso escolher dia , hora e local para atiar a pedra mas a sua trajectoria esta determinada pelas leis da física(atrito, gravidade,etc)logo podemos concluir que o livre arbítrio e o determinismo são compativeis.


João Sousa 10ºB Nº10

Anónimo disse...

Argumento de experiência

Dizer que um argumento da experiência é bom argumento pode-se dizer que sim. Porque ao contrário do determinismo, no libertismo todas as minhas acções, atitudes e experiência serão causas que dependem da minha mente, isto é de mim.
Agir, sem me sentir obrigada a faze-lo por acontecimentos anteriores, é bom porque me sinto livre em tomar a minha própria opção seja fazer ou não fazer. Mas também, ajuda-me porque com esta experiência posso cometer erros que me irão mostrar que por vezes nem tudo pode ser como desejo. Assim também vou passar pela sensação de ser criticada ou elogiada pelos meus actos, isto leva a fazer-me sentir emoções, como a emoção de felicidade ao ser elogiada ou emoção de tristeza ao ser criticada ou culpabilizada.
No libertismo, o argumento de experiência leva-me a ter livre-arbítrio, isto é o direito de decidir, assim posso passar pela sensação de ser livre ao tomar as minhas decisões e culpar-me pelos erros que cometi. Posso concluir que o livre-arbítrio é verdadeiro porque como muitas pessoas tem a experiência de serem livres e acreditem no livre-arbítrio logo, a crença no livre-arbítrio é verdadeira.

Sofia Serra Nº20 10ºE

Anónimo disse...

Critica ao argumento da responsabilidade.

Os libertistas criticam o determinismo radical dizendo que se todas as acções das nossas vidas fossem pré-determinadas e não houvesse livre-arbitrio, a vida perderia o sentido.
Mas essa idéia pode ser criticada da seguinte maneira: o que tiraria realmente o sentido seria se as nossas acções fossem controladas directamente por um ser superior, e que apenas estarmos conscientes das cadeias causais não tira o sentido da vida.

Daniel Ferreira 10ºB

Anónimo disse...

Segundo um libertista, temos livre-arbítrio, e somos inteiramente livres.
Uma pessoa por mais que queira não pode ser totalmente livre. Por exemplo, não podemos escolher os nossos pais, ou a cor da nossa pele, o nome, ou o país onde nascemos. Todos estes factores estão determinados, não há nada que possamos fazer para alterar isso. Portanto, existem coisas que não podemos escolher pois são previamente determinadas. Por mais que queiramos, não podemos voar, nem ir daqui à China em vinte segundos,ou fazer cem contas de multiplicar num segundo,nem ser imune a doenças. O livre-arbítrio é limitado pelas nossas aptidões físicas e mentais. Nós só somos livres dentro das nossas possibilidades. Portanto, há coisas que não podemos escolher ou fazer, logo, não somos totalmente livres.

Inês Martins nº10 10ºD

Jessica Ramos Gomes disse...

Em relação a um argumento de responsabilidade um determinista radical faria a seguinte objecção: é necessário haver a responsabilidade, apesar de não haver responsabilidade moral, pois isto será eficaz, no sentido de aumentar a realização de acções boas e diminuir a realização de acções más, sendo que no futuro, as acções más diminuirão por este acontecimento anterior, que é o de castigar alguém que faz o mal.

Anónimo disse...

Os seres humanos não são completamente controlados.São apenas controlados por genes,influencias ambientais,influencias sociais,etc.Isto quer dizer que não achamos que toda a humanidade é controlada por um extraterreste mais inteligente que a humanidade toda ou mesmo um computador gigante.Afirmamos que não ha responsabilidade moral mas as pessoas precsam de ser responsabilizadas pois assim contribuem para o seu futuro e conseguem mudar o seu comportamento.Ao dar elogios e castigos,apesar de essa pessoa nao ter sido autora dessa acção,estamos a intervir na cadeia causal. E por isso continua a fazer sentido viver
pois as pessoas continuam a receber elogios ou castigos ou sentimentos desagradaveis que acham que merecem porque assim contribuimos para mudar o seu futuro.
Joana Veiga 10D

Anónimo disse...

Os deterministas radicais criticam o argumento da responsabilidade dizendo que a responsabilidade moral não existe mas que devemos deixar que as pessoas acreditem nela para servirem de exemplo para a sociedade. Eles defendem que devemos elogiar quem comete uma boa acção e devemos castigar quem comete uma má acção para que as pessoas que foram elogiadas voltem a fazer a mesma acção e para quem foi castigado não volte a repetir, pois eles acham que os castigos e os elogios funcionam como causas para influenciar as pessoas. Não é preciso acreditar no livre arbítrio e consequentemente no libertismo para responsabilizar alguém.

Eu não concordo com o determinismo radical, acho que não devemos defender algo em que não acreditamos e se eles acham que a responsabilidade não existe não deviam tentar convencer as pessoas através de uma mentira, eles estão a contradizer-se pois não acreditam na responsabilidade moral mas dizem que ela é precisa.

Eliana de Oliveira 10ºE nº8

Anónimo disse...

Na pele de um determinista radical, defendo que algo já está determinado acontecer, devido a experiencias anteriores. A ilusão de que todas as nossas escolhas são livres e espontâneas, não passam mesmo disso, de ilusões. Nós apesar de pensarmos que todas as escolhas que fazemos, fazemos porque cremos, e que nada influenciou isso, é apenas uma grande mentira. Como no simples exemplo de recorrer ou não á violência, um indivíduo que não recorre á violência como primeira opção, pode estar condicionado por experiências anteriores, como por exemplo um amigo que era violento e foi para a prisão, ou também porque lhe foi ensinado que há outras maneiras de resolver um problema, ou até mesmo porque foi repreendido na altura pelos seus pais quando praticava uma acção pouco pacífica, entre muitas outras causas que condicionaram o seu comportamento, para agora saber que não está correcto recorrer á violência como primeira e única opção. Apesar de termos sentimentos, e a capacidade de raciocinar, as experiencias do nosso passado conseguem muitas vezes se sobressair nas acções praticadas.
No exemplo da responsabilidade, o determinista radical diz que não devemos ser responsabilizados pelas nossas acções, porque não foram tomadas de livre vontade, que num crime, o indivíduo não deve ser responsabilizado pela sua acção, porque ele foi condicionado pela genética, cultura, sociedade, experiencias anteriores, entre outras, que fizeram com que o indivíduo não tivesse senão mais escolha do que praticar aquela acção.
O Libertista, contra argumento diria logo que se isso fosse assim, que como consequência não haveria tribunais, nem prisões, que também não deveria haver homenagens, nem prémios, já que ninguém deveria ser criticado ou louvado pelas suas acções, porque era o suposto eles fazerem, por consequente das causas que condicionaram o seu comportamento.
Mas um Determinista radical não diz que não são precisos, pelo contrário, que sim, devem existir tribunais e prisões, ou homenagens e prémios, porque são uma enorme influência no comportamento de um indivíduo, e é isso que faz com que sejam mais as boas escolhas do que as más. Um exemplo pode ser de um indivíduo, que já tivesse tido o pai preso por ter cometido um crime, se lembraria do que o seu pai sofreu, e quanto o chocou saber que o pai esteve anos e anos, preso dentro de uma jaula, como um pássaro sem poder voar, e o que também sofreu com a sua ausência, e com os comentários de descriminação das pessoas á sua volta, que lhe causavam um sentimento de vergonha e constante mal-estar, por ter um pai preso. Ele não quereria isso para os seus filhos, por isso nunca seguiria os passos deixados pelo seu pai, seguiria sim, os passos que tinha visto no seu padrasto, um homem de família, trabalhador, e lembrar-se-ia o quanto queria também ser homenageado e acarinhado como o seu padrasto foi, queria ser como ele, um homem que sempre ultrapassou os bons e maus momentos com força e honestidade, e tinha sido feliz, e feito felizes as pessoas, até à sua morte.
As experiencias influenciam as nossas escolhas, mesmo sem nós próprios querermos, e fazem com que consigamos distinguir o bem do mal, o certo do errado.
Por isso, não pudemos dizer que somos livres nas escolhas que tomamos no nosso dia-a-dia, porque não somos. Nós somos apenas uma “plasticina”, moldados por todas as experiencias vividas, entre outras coisas que nos fazem ser as pessoas que somos hoje.




Tatiana Costa nº21 10ºF

Anónimo disse...

Se me imaginar como um determinista radical diria que o argumento de experiência é uma pura ilusão. Nós, seres humanos não podemos escolher simplesmente sem motivos. Defendendo os deterministas radicais, opto por descrever também como minha opinião que não existe livre arbítrio. Se uma pessoa começar a ler um artigo devido ao seu atractivo título, e ver que não está a ser interessante pode obtar por não o ler mais, não por ser livre de fazê-lo, mas sim porque não era do seu interesse. Por outro lado, como por exemplo, esta pessoa está a ler, não lhe está a interessar, mas antes de acabar apercebeu-se de um assunto polémico que tinha ouvido antes, mas que não tinha chegado a uma conclusão, logo, esta imediatamente continua até se achar concluída. Então não é um facto de escolha, mas sim uma causa para esta ter continuado a ler. Eu escolhi este argumento porque discordo como um determinista radical que, ter um grande poder de escolha é na minha opinião, uma grande mentira.


SG* (Solange Guerreiro) 10ºE nº21

Anónimo disse...

as pessoas podem ter a sensação de serem livres , isto nao quer dizer que o seijam, uma pessoa pode aparentar ter varias opções mas ela só tem realmente uma que já estava pré-determinada, sendo assim não há livre arbitrio

miguel 10ºD

Anónimo disse...

T.P.C

Objecção ao Argumento da Responsabilidade:

Parte-se do princípio que caso o Determinismo Radical existisse, responsabilizar alguém pelos seus maus actos, ou até mesmo elogiar ou apreciar alguém pelos seus bons actos, seria desnecessário. Pois se tudo fosse Pré-determinado e não existisse responsabilidade moral, a pessoa não teria tido culpa ou mérito pela a sua acção, pois só o tinha feito devido a um série de causas anteriores.
Mas de facto, faz sentido elogiar ou responsabilizar alguém pelos seus actos, pois as pessoas embora não tenham responsabilidade moral devem ser responsabilizadas ou elogiadas dependendo do acto para impedir, ou para encorajar a pessoa a realizar esses actos no resto da sua vida

André Leitão
10ºB Nº1

Anónimo disse...

sabendo que existe livre-arbítrio podemos responsabilizar as pessoas pelas suas acções, porque sabemos que elas tiveram liberdade de escolha, podemos elogia-las se for uma boa acção, ou castiga-las se for má. Se nao houvesse livre-arbitrio nao fazia sentido responsabilizar as pessoas pelas suas acções, porque nao escolheram sobre o que fizeram.

Fernando, 10B

João Januário 10ºD disse...

Todos nós podemos ter a sensação de que somos livres nas acções que praticamos e nas decisões que tomamos. Esta sensação deve-se ao facto de que, perante uma determinada situação, num determinado momento, afiguram-se-nos duas ou mais hipóteses de escolha. Após a nossa tomada de decisão, ficamos convictos que a fizemos em pleno uso da nossa liberdade de escolha. No entanto, nada nos garante, que a mesma não tenha sido pré-determinada. Assim é contrariado o argumento da experiência.

Anónimo disse...

A objecção que apresento ao argumento da responsabilidade é a seguinte:

Não devemos deixar de responsabilizar uma pessoa pelos seus actos apenas porque existe uma cadeia causal ao longo da sua vida que a influenciou a tomar certas decisões cívicas ou não. Ou seja, as pessoas não têm responsabilidade moral mas sim responsabilidade pelos seus actos pelo que devem ser elogiadas ou repreendidas aquando das suas atitudes para que existam novos factores positivos influenciadores de decisões futuras. Esses factores entram assim na cadeia causal que define o futuro de uma pessoa através de elogios ou castigos estamos a educar uma pessoa e será mais uma causa social a juntar-se às restantes causas biológicas, psicológicas e culturais. Confirma-se assim o grande valor, por exemplo, dos tribunais que sentenciam os criminosos consoante a gravidade dos seus actos, indo ao encontro da educação das pessoas para o bem comum. Imaginar o mundo sem culpados não faria sentido uma vez que tudo se tornava muito confuso, logo defender o libertismo pelo argumento da responsabilidade é absurdo. O determinismo radical é superior às biologias, psicologias e sociologias uma vez que não determina nada, apenas constata o facto de que tudo está predeterminado por uma cadeia causal anterior.
Filipa Ferreira nº7 10ºD

Anónimo disse...

Considero que ambos os argumentos são bons, por estes motivos: com o argumento da experiência conseguimos apreender a noção de que as nossas escolhas são livres, isto é, somos ensinados desde muito pequenos a fazer escolhas, tomar decisões e a não nos sentirmos constrangidos por algum motivo, porque a nossa decisão é livre, ninguém nos impede ou força a tomar esta ou aquela decisão. Em relação ao argumento da responsabilidade podemos presumir que existe o livre-arbítrio, porque consideramos as pessoas responsáveis pelos seus actos, quer sejam eles bons ou maus (se não considerássemos as pessoas responsáveis, qual seria o sentido de haver livre arbítrio?) Outra parte importante neste argumento são os sentimentos. Se realmente não existe o livre-arbítrio, não vale a pena sentirmos orgulho quando fazemos uma coisa boa e vergonha quando fazemos uma coisa má, porque se as nossas acções se devem a factores que não controlamos, então esses sentimentos primitivos não possuem fundamento algum. Porquê? Por que se as nossas acções se devem mesmo a factores exteriores, não devemos nem podemos vangloriar-nos quando temos um 20 a Filosofia nem sentir vergonha quando não entramos na universidade por “apenas” 2 décimas. Sendo assim, podemos considerar-nos livres.


João Teixeira, nº12, 10ºE

Rui Simão disse...

Objecção ao argumento da experiência.

Embora qualquer pessoa que estivesse na situação de ler o texto tivesse (ou pensasse ter) a opção de continuar a lê-lo, parar a meio ou nem o ler, fosse qual fosse a escolha que fizesse teria a certeza que tinha liberdade para decidir se queria continuar a ler ou não, mas a sua escolha já estaria pré determinada, devido aos factores influentes nas escolhas dessa pessoa: educação, genes, experiências na vida, influências, e tudo o que podesse influenciar a escolha. Logo o livre-arbítrio não existe.
No meu caso, eu acabei de ler o texto por haver partes em que fiquei curioso de ler o resto. Essa curiosidade veio de onde? Não foi uma escolha minha, foi algo a ver com a minha educação já desde pequeno, talvez com os genes, influências, não sei.

Rui Simão, 10ºD.

Anónimo disse...

Objecção ao argumento da experiência:
A pessoa pode ter a sensação de ter liberdade escolha, ao ,por exemplo, estar a escrever este comentário ou decidir ir comer uma bolacha mas a verdade é que existe motivos de força maior ,influencias, que me levam de certa forma a ser obrigado a escrever este comentário.
Logo a sensação de ter a liberdade de escolha entre escrever ou não escrever é apenas uma ilusão pois em qualquer caso eu por motivos de força maior iria escrever o comentário.
Portanto como a sensação de ser livre é apenas uma ilusão a crença do livre-arbítrio não é verdadeira.

Ricardo Santos Nº19 10ºD

Khaydar 10ºD nº15 disse...

O argumento da experiência:

Todas as pessoas tem a liberdade de escolha, e eles pensam que são livres. Mas mesmo de nos estamos a ler e temos uma escolha em que podemos continuar a ler ou não, depende de nos, de gostos ou de habitos que nos temos ganho (nesse caso as influencias que tivemos), mas na verdade essa escolha até ja pode estar feita quando nos nascemos, o nosso destino pode estar defenido.E aquilo que nos fizermos, continuarmos a ler ou para, a decisão que ira ser tomada sera o destino.

Anónimo disse...

Ambos os argumentos, tanto o da experiencia como o da responsailidade, num modo de pensar de um determinista radical, são apenas meras ilusões. O determinismo radical (a meu ponto de vista uma teoria possivel, embora não provada) argumenta a seu próprio favor afirmando, que coisas banais como os genes da pessoa, o meio social, cultural, a educação, etc, onde essa pessoa está integrada faz com que essa pessoa, esteja pré-determinada a fazer o que fez, faz e irá fazer (teoria a favor do destino e contra o livre-arbitrio). Para ambos os argumentos o Determinismo radical tem a sua objecção:
-No caso do argumento da experiência, um determinista radical contra-argumentava afirmando, que no momento de reflexao de actuar (decidir entre as opções, qual a escolher) , essas mesmas pessoas embora pensem que tenham várias opções a escolha final já estava pré-determinada.
-No caso do argumento da responsabilidade, um determinista radical argumenta afirmando que não deve-mos responsabilizar as pessoas pelos próprios actos, pois foram pre-determinadas por diversos factores (genes, educação...). Se esses mesmos factores auto-determinaram as pessoas a agir de uma certa meneira porquê culpá-las?,

Boa noite, Humberto Neto, 10ºD / Nº9

Andreia Ferreira 10ºF disse...

Como determinista radical defendo que todas as nossas acções e escolhas são determinadas por causas anteriores da nossa vida consequentemente não podemos ser responsabilizados nem ter mérito nas nossas acções. Para o determinismo radical não há liberdade por exemplo se tivermos de escolher entre dois sumos um de laranja e outro de manga nos vamos pensar que estamos a ser livres ao escolhermos o sumo que quisermos mas NÃO ao escolhermos o de manga não estamos a ser livres porque já estava determinado e apesar de pensarmos que estávamos a ser livres não estamos porque era a única escolha que podíamos tomar naquela altura apesar de estar lá também o sumo de laranja.

O determinista radical em relação à responsabilidade diz que não há escolhas e acções livres não devemos ser responsabilizados pelas escolhas que fazemos porque não foi de livre vontade que as fizemos por exemplo se cometermos algum crime como matar alguém não somos responsáveis porque já estava determinado acontecer (devido a sua genética e causas anteriores) e não podem punir esse assassino porque ele simplesmente fez a única coisa possível de se fazer naquele momento. O mesmo se passa com os elogios e o mérito as pessoas não tem mérito quando fazem uma coisa bem porque essa pessoa já estava determinada a que fizesse isso.

O libertismo ao rejeitar o determinismo radical diz que se fosse assim (não houvesse responsabilidade) não era preciso haver tribunais nem prisões, mas como existem e as pessoas são responsáveis o Determinismo Radical não existe e o Livre Arbítrio é verdadeiro. O determinista radical respondia dizendo que claro que tinha de haver tribunais e prisões para isso pesar na consciência das pessoas e ser mais forte que as causas anteriores da sua vida que o iriam levar a cometer o crime e ao pesar na consciência podia ser que pensasse na coisa má que é a prisão e que a ida para lá ao cometer o crime pesasse mais na consciência e não cometesse o crime superando assim as suas causas anteriores.

O argumento da experiencia diz que as acções que escolhemos fazer são livres e como exemplo a escolha entre duas coisas: Dar um passeio, ou ficar em casa a ler um livro. Escolhe ficar em casa a ler um livro porque é o que naquele momento ele quer fazer ou seja está a ser livre. O determinista radical diria que as experiencias que tivemos podiam influenciar a nossa escolha naquele momento e que não fomos livres mas que simplesmente tomamos a única escolha que podia ser tomada naquele momento que era ficar em casa.

Andreia Ferreira 10ºF

Luís 10ºF disse...

O Libertismo defende a opinião de que algumas acções são livres e não que temos que seguir certas regras porque essas já estavam anteriormente determinadas e, o determinismo defende que algo acontece devido a coisas que já aconteceram anteriormente. Com isto, concluímos que o Libertismo e o Determinismo não são compatíveis, visto que defendem opiniões diferentes. Se formos a ver, Hitler matou mais de seis milhões de pessoas e, segundo o Libertismo, ele só merece ser acusado por isso. Hitler escolheu assim matar aquelas pessoas, pois ele era livre de escolher as suas decisões, não tinha que seguir regras anteriormente determinadas para mais tarde serem postas em prática e por isso, acreditava no livre-arbítrio (argumento da experiência). Quanto a Wallenberg, segundo o Libertismo, ele era livre de “fazer o que quisesse” e por isso, decidiu salvar os Judeus que eram perseguidos pelos Nazis, como podia ter optado por não o fazer, no fim de contas, era livre de praticar quaisquer actos (novamente, o argumento da experiência está exposto neste caso). Mas, se seguirmos o argumento da responsabilidade, tudo isto tem sentido, pois este argumento diz que tem sentido responsabilizar as pessoas pelos actos cometidos. Se Hitler matou as tais seis milhões de pessoas, deve ser conhecido e culpado por isso e, se Wallenberg foi o que salvou muitas pessoas seguidas pelos nazis, então deve ser conhecido e elogiado por esse acto.
Agora, na minha opinião, concordo mais com o argumento da responsabilidade, visto que cada um merece ser conhecido devido a acções que tenha praticado.
Para contrariar este argumento, supúnhamos uma aldeia com 100 habitantes, onde quem lá vivia eram pessoas que não tinham menos de 55 anos, á excepção de um médico - que teria os seus 35 anos - super inteligente e conseguia descobrir a cura para todos os males e todas as doenças e, havia também outro rapaz, que teria por volta de 25 anos e que estava farto de ver todos os habitantes da aldeia a idolatrarem o médico, pois ele era um génio. Este último rapaz resolve odiar os habitantes todos, inclusive o médico e começa a pôr algo na comida das pessoas da aldeia que as deixa mal, quase à beira da morte e, só esse rapaz sabia a solução para curar as pessoas, mas não mete nada na comida do médico. O que é que ele faz? Diz às pessoas para irem ter com o médico, ele irá saber a solução para o problema. Os habitantes vão falar com o médico e ele diz que vai tentar descobrir qualquer coisa para solucionar o problema das pessoas e, mais uma vez, devido à pouca esperteza do rapaz, o médico descobre a solução e, eventualmente, descobre que foi o tal rapaz que infectou as pessoas todas. Agora imaginemos que essa aldeia fica num mudo onde ninguém quer saber de fama e coisas parecidas, não será injusto, um homem que salvou muitas pessoas não ficar conhecido por o seu acto? E não será injusto também, o rapaz que tentou matar dezenas de pessoas ser conhecido por isso também? Na minha opinião sim, é injusto.

Laura Mendes 10ºF disse...

Argumentos a favor do Libertismo : Argumento da experiência – crítica

Normalmente acreditamos no que observamos, sentimos que escolhemos.
Usando o exemplo: “Ler uma página que está diante de si. Pode continuar a ler ou parar de ler. O que irá fazer? Pense na sensação que tem agora, enquanto pondera estas opções. Não sente constrangimentos. Nada o impede de seguir numa direcção nem o força a fazê-lo. A decisão é sua. A experiência de liberdade, poder-se-á dizer, é a melhor prova que podemos ter. (…)”
Um determinista radical diria que a 'escolha' (entre '' porque um determinista radical não acredita no livre-arbitrio logo não poderá dizer que alguém poderá escolher fazer/ser alguma coisa) da pessoa dependeria de todas as suas influências, todas as suas acções passadas, os genes, etc. e que era inevitável.
Argumentaria também que embora a maioria das pessoas pensem que são livres, e que sentem que quase sempre têm oportunidade de escolher isso é um ilusão, e que não é por a maioria achar que essa teoria será verdadeira, até porque como já foi comprovado antes, que às vezes há teorias nas quais quase toda a gente acredita mas mais tarde é comprovado que eram falsas, como é o caso da teoria do geocentrismo e do heliocentrismo, por exemplo.

Anónimo disse...

Adriano - 10ºE Nº2

Em minha opinião os dois argumentos são bons porém podemos fazer as seguintes objecções lógicas a esses argumentos.
Objecção ao argumento da experiência:
A afirmação, "Se inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres, então a crença no livre-arbítrio é verdadeira." Não é afirmação válida porque todos nós podemos estar vivendo uma ilusão, ou seja, mesmo acreditando que temos livre-arbítrio podemos nao ter. Por mais que parece real a nossa experiência ou sensação não conseguimos provar que ela é verdadeira.
Um exemplo disso é o filme matrix em que o personagem principal (Neo) acredita que está vivendo a realidade e que é responsavel pelos seus actos, porém tudo é uma ilusão feita pelo computador.

Objecção argumento da responsabilidade:
A seguinte afirmação, "Se não existisse livre-arbítrio, então não teria sentido responsabilizar as pessoas." é uma afirmação mais difícil de se fazer uma objecção, porém se não responsabilizamos as pessoas por actos moralmente errados o mundo iria virar um caos, portanto, devemos responsabilizar as pessoas mesmo sabendo que não são culpadas porque a prisão tem um efeito dissuasor.

Marta disse...

O argumento da experiência diz que como nós sentimos que somos livres que o livre arbítrio existe. No entanto o facto de sentirmos não serve para comprovar a existência do livre arbítrio. Nós enquanto indivíduos existimos inseridos numa sociedade. Isso condiciona as nossas escolhas, porque há muitas coisas que podemos escolher fazer mas que devido ás nossas condições (físicas, genéticas, sociais, biológicas, psicológicas…) não as podemos fazer. Eu posso querer fazer, posso escolher fazer mas devido a inúmeras condições não me vão deixar fazer.
O “Eu Quero” é condicionado pelo “Eu Posso”. Há muitas coisas que eu quero fazer mas que não posso fazer. O “Eu Quero” e o “Eu Escolho Fazer” não servem para provar que existe livre arbítrio.

Marta Sousa, nº15, 10º E

Anónimo disse...

Argumento da Responsabilidade

As pessoas que cometem algo de errado embora não tendo responsabilidade moral, tem que ser responsabilisadas e/ou penalizadas pelos seus actos, de modo a que possam aprender com os seus erros.

Tal sucede se tal pessoa cometer algo de bom, deve ser elogiada de modo a que esse elogio sirva como uma forma de incentiva-la a fazer a boa acção de novo.

Não é necessario existir livre-arbítrio para que a vida faça sentido.

Daniel Mestre
10ºB
Nº25

Sohély disse...

Crítica ao Argumento da Responsabilidade:

Não é necessária a existência de livre-arbítrio para responsabilizar-mos as pessoas.
A responsabilidade moral não existe pois, todas as acções que racticamos têm causas anteriores,
causas essas que "controlam" os nossos comportamentos no futuro.
A responsabilidade existe e podemos castigar e/ou elogiar alguém, pelo facto de esses
(castigos/elogios) irem intervir, mais tarde, na cadeia casual de cada um de nós.
Podemos responsabilizar as pessoas pelas suas acções pelo simples facto de existirem influências,
influências essas que nos levam a practicar certas e determinadas acções, mas
também existem influências contra essas mesmas influências,
fazendo com que a responsabilidade seja credível para um determinista radical.

10ºB

Jessica Caboz disse...

Argumento da responsabilidade
Nós temos que elogiar as pessoas quando fazem o bem e castiga-las quando praticam actos ilicitos. Logo temos que as responsabilizar pelos seus actos.

Paulo10f disse...

O argumento da experiência não é um bom argumento pois só por termos consciência de que temos liberdade de escolha não quer dizer que a tenhamos de verdade, tudo pode não passar de uma ilusão, podemos estar enganados como já aconteceu em outras alturas da História como é o caso em que se defendia o sistema geocêntrico, em que quase todos estarem de acordo isso não passava de uma ilusão pois como sabemos a Terra gira em torno do Sol bem como os outros astros do sistema solar. Aqui está a prova que não basta todos (ou uma grande maioria) estarem de acordo em relação a algo para que tal seja verdade. Mesmo quando em situações por extremas que elas sejam pensamos fazer escolhas, como por exemplo após uma catástrofe, não ligamos ao nosso instinto de sobrevivência e pensamos que estamos a decidir agir moralmente bem, se formos a ver a educação e os acontecimentos anteriores que recebemos podemos concluir que não agimos livremente mas sim com base na nossa educação. Assim sendo apenas pensamos ser livres dentro de um mundo de ilusões.

Anónimo disse...

O argumento de responsabilidade:
Ao elogiar e ao castigar estamos a interferir na cadeia causal não e preciso haver livro-arbítrio para elogiarmos ou castigarmos as pessoas.
É bom castigarmos e também elogiarmos as pessoas principalmente os mais pequeninos para os incentivar a fazerem melhor e quando fazerem mal se castigarmos eles não voltarem a fazerem o mesmo.
Ass: Telma Matias

Tânia Rodrigues 10ºD disse...

Crítica ao Argumento da Responsabilidade:
Se não existisse responsabilidade moral, as pessoas não poderiam ser elogiadas ou castigadas, por terem feito uma boa ou má acção; logo, isso faria com que a vida social fosse muito confusa e complicada.
Visto queas pessoas são elogiadas e castigadas, conforme as suas acções, existe Livre-Arbítrio.

Anónimo disse...

Eva Viegas nº6 10ºD

Objecções ao argumento da responsabilidade segundo um determinista radical:
É verdade que só existe responsabilidade moral se houver livre-arbitrio, só que não é necessário haver responsabilidade moral para iludir ou castigar as pessoas pelas suas acções, pois mesmo que não faça sentido avaliar os seus actos feitos, já que eles são fruto da sua educação e meio em que vivem, os deterministas radicais defendem que é necessário iludir as pessoas castigando-as por um mau acto ou elugiando-as por um bom acto, de forma a que as pessoas sejam iludidas e influenciadas pela sociedade, que tem como objectivo praticar o bem. Assim as pessoas crescem com uma boa educação, o que fará com que no futuro, os actos praticados por elas sejam em função do bem que veiu da suas boas educações.
O determinismo radical conclui então, que não é necessário haver livre-arbitrio para responsabilizar as pessoas, ou seja, os deterministas radicais responsabilizam-nas com vista a estimular uma boa educação.

Anónimo disse...

Não é preciso existir livre arbítrio para responsabilizar as pessoas.
A responsabilidade não existe pois, todas as acções têm causas anteriores, essas que controlam o nosso comportamento no futuro.
A responsabilidade existe e assim podemos castigar ou elogiar as pessoas, que pelo facto de castigar ou de elogiar interferem, mais tarde na cadeia casual.
Mas também podemos responsabilizar as pessoas pelas suas acções, que normalmente essas acções são influenciadas por coisas que nos levam a praticar determinadas acções , mas também pode haver determinadas influencias que faz com que a responsabilidade seja credível para um determinista radical.

Marisa nº13 10ºB

Raquel Simão 10ºF disse...

As nossas acções não dependem só das nossas escolhas. Embora sejamos responsabilizados pelos actos que cometemos, existem escolhas nossas que não dependem só de nós mas que podem ser influenciadas por vários factores: internos, caso da nossa educação e do nosso estudo psicológico e externas, como o meio onde nos desenvolvemos, as pessoas que conhecemos, etc.

Inês Santos 10ºF Nº10 disse...

Sou contra o livre-arbítrio e contra o “argumento da experiência”. Acho que não é por a maioria das pessoas pensar e/ou sentir que é livre que realmente o são, porque pode (na minha opinião é) ser tudo uma ilusão. Já aconteceu milhares de pessoas, terem a mesma opinião sobre um (ou vários) assuntos durante vários séculos, e mais tarde vir a descobrir-se que essa maneira de pensar e ponto de vista estavam totalmente errados. Por isso, quem nos garante que a sensação de liberdade que temos não passa apenas disso ? De uma sensação ? Quem nos garante que não é apenas mais uma ilusão de entre as que temos ?

Anónimo disse...

Pensarmos que somos livres é necessário.
Não seria possível vivermos em sociedade sabendo que não temos a autoria dos nossos actos, por isso, aos olhos de um determinista radical, é preciso vivermos na ilusão de que controlamos as nossas decisões.
O facto de sentirmos que temos poder para decidir o que fazer, não o torna verdade. Pode ser apenas uma ilusão criada pela Humanidade. (será possível que todas as pessoas estejam enganadas?) O número de pessoas a ter certa crença, não a torna necessariamente verídica. Dentro de uma sociedade, as pessoas ao interagirem umas com as outras, vão adquirindo certos hábitos e formas de pensar, ainda que involuntariamente.
Seguindo a lógica determinista, a responsabilidade, tal como a ideia de liberdade de escolha, não é real. É apenas uma ilusão necessária para existir equilíbrio entre as pessoas, e é uma das muitas causas que irão influenciar acções futuras servindo como um exemplo para castigar ou glorificar.


Ana Laura, 10ºE.

Anónimo disse...

Ao atribuir-se responsabilidades não significa que as pessoas são responsáveis apenas elas estão se a iludir pois se descobrissem ou mesmo soubessem que o futuro era determinado pelas causas anteriores as pessoas sentir-se iam mal, pois toda a humanidade não passava de uma grande ilusão.
Basta que as pessoas acreditem no livre arbítrio para se atribuir responsabilidades por exemplo um indivíduo comete um crime se ele acha que é livre logo arca com as consequências e é responsável pelos seus actos mas se defende se que era um determinista radical diria que esse crime já estava determinado por causas anteriores e que não teve culpa pelo que aconteceu pois já estava determinado.
Não tem sentido responsabilizar as pessoas pois estas não têm culpa das causas anteriores que determinem o seu futuro.
Logo não existe livre arbítrio.
Ass:kevin 10E

Anónimo disse...

No argumento da experiencia defende que as nossas acções e escolhas não estão predeterminadas que nós somos livres de guiar o nossa próprio caminho que temos perfeita consciência do bem e do mal e justiça é a prova disso.
No libertismo temos sempre a possibilidade da escolha alternativa, podemos reflectir antes de cometer um erro, sentimos que não estamos a ser obrigados a faze-lo ou a ser empurrados como por exemplo no filme “ a estrada” havia um pai e um filho em que o mundo pos-apocalipto, onde grandes catástrofes vem acontecendo no planeta Terra que por fim já não havia animais, nem governos.
O futuro no qual estes homens que sobreviveram foram empurrados para o pior e o melhor de que são capazes, isto é, como já não havia mais lojas nem hipermercados, fóruns etc, para assaltar, nem animais para matar e comer, muitos grupos tornavam-se canibais, mas este pai e filho escolheram a outra opção, ser dignos da sua própria espécie, mesmo estando a morrer de fome, resistiam, eles pensam que tem livre arbítrio , mas a liberdade de escolha entre tornar-se canibal e aguentar a fome e sobreviver daquilo que encontram, porem este comportamento foi derivado da educação que tiveram e mesmo estando a pensar que estão a fazer uma escolha, no fundo só poderiam ter esta alternativa que vai de acordo com os ensinamentos que lhe foram transmitidos, tendo assim uma atitude moralmente correcta em vez de utilizar o instinto de sobrevivência.
O Determinismo radical dizia logo a objecção que tudo já está predeterminado a acontecer, devido ás suas experiencias anteriores na vida, aqueles que decidiram ser canibais eram pessoas fracas que não tem autocontrole de aguentar seja o que for como no caso seguinte a fome que é negra, são pessoas impacientes, foram educados assim ou apreenderam assim, pelo bom ou mau caminho, porque cada uma dessas pessoas tem um passado que originou que eles agora se tornavam canibais, isto é, uma ilusão de que todas as nossas escolhas são livres e espontâneas porque na realidade está determinado a acontecer devido ás causas anteriores.
Nós podemos pensar em todas as nossas escolhas e as fazemos mas na realidade fazemos porque cremos e nada nem ninguém nos influencia a fazer determinada acção, isso é uma ideia errada, e apesar de termos sentimentos e a capacidade de reflectir, raciocinar, as nossas acções e experiencias do nosso passado conseguem por as acções praticadas no futuro. Isto leva-nos a pensar que somos nos próprios a decidir livremente mas no fundo isso é uma ilusão pois são o resultado das nossas acções passadas.
Dânia 10fº

Anónimo disse...

Tomás Osório 10ºB

Em relação ao argumento da experiência, não poderemos considerar um argumento verdadeiro apenas pelo número de pessoas que acreditam nele, será falso.

"Ao reagir a outras pessoas, não conseguimos deixar de as ver como autoras das suas acções. Considera-mo-las responsáveis, censurando-as caso se tenham comportado mal e admirando-as caso se tenham comportado bem." Se tal não acontecesse o mundo perderia todo o sentido (não existiria lei) e não faria diferença realizar alguma tarefa.

Anónimo disse...

nós homens não podemos evitar certos factos como ter nascido num local ou noutro, sofrer de cancro ou não, nascer num dia ou noutro ou não, e sobretudo morrer... Mas somos livres de escolher entre beber sumo ou beber detergente, ou seja, somos livres de escolher o nosso próximo acto, de escolher o nosso próximo passo, de delinear o nosso próprio caminho, ao contrario dos animais, que não podem evitar fazer algo que estão programados a faze-lo...

Com este pequeno texto sublinho que o ser humano pode optar por uma coisa ou outra (no que toca quando somos livres de optar), ou seja temos Liberdade de Escolha.


Guilherme Lemos 10ºB

Beatriz Neves disse...

No argumento a favor do Libertismo nomeado de "Argumento de Experiência ou Introspecção" é explicado que se sentimos liberdade em realizar as nossas acções e se este sentimento é apoiado por muitas pessoas, isto quer dizer que temos e sentimos que existe livre-arbítrio.
No entanto, existem muitas situações onde sentimos algo e esse algo até é confirmado por outras pessoas, mas não é real, como por exemplo na idade média acreditava-se que o planeta Terra era quadrado. Também muitas pessoas têm alucinações e com isso pensam que ouvem, vêem ou sentem coisas que realmente não existem, isso pode acontecer devido, por exemplo: a choques eléctricos ao cérebro, sede ou fome, ou até mesmo desespero….
Com isto podemos dizer que o argumento apresentado não cobre todas as situações e logo não pode ser base do Libertismo.

Anónimo disse...

Tal como foi sugerido pelo professor, o comentário vai consistir numa objecção, a um argumento do libertismo , eu escolhi o da experiência , para fazer a minha critica.
Segundo o que nos diz o argumento da experiência “... somos livres porque cada um de nós apercebe-se imediatamente de ser livre cada vez que faz uma escolha consciente” ,
Ou seja, nós temos consciência de que somos livres cada vez que optamos por algo ,em vez de outra coisa, nesta situação um indivíduo delibera sobre a sua opção e por isso se diz que temos livre arbítrio, no entanto isto não é suficiente para justificar o facto de sermos livres.
Veja-mos , o facto de eu deliberar não quer dizer que tenha livre arbítrio, mas sim que tenho consciência dos vários prós e contras de uma opção (consciência do que é real),contudo, aquilo que me leva a escolher uma opção e não outra pode muito bem ter a ver com causas anteriores ou exteriores, e por isso condicionam a minha escolha .Por exemplo, eu tinha este trabalho de filosofia para fazer, e tinha duas hipóteses , fazê-lo ou não faze-lo , então eu podia deliberar pois eu estou consciente de que existem estas duas opções , agora, nada me diz que o facto de eu o ter feito quer dizer que eu tenha livre arbítrio, pois eu poderia ate não querer faze-lo , e ai entra a causa exterior se eu não o fizesse iria prejudicar a minha nota por isso eu ser condicionada a faze-lo, por algo exterior a mim , condicionante, e não por opção livre.


“Se inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres, então a crença no livre-arbítrio é verdadeira.
Ora, inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres.
Logo, a crença no livre-arbítrio é verdadeira .”

Este argumento pode também se alvo de critica, dizendo que ter a SENSAÇÃO de ser livre não é suficiente para afirmar que o somos verdadeiramente. Pois o que não falta são casos de pessoas que afincam ter vivido algo, ter tido a sensação de algo, e isso ser completamente impossível. Tal como foi falado nas aulas, posso dar o exemplo de um esquizofrénico , que constantemente sofre de alucinações, no entanto este afinca ter a sensação de viver algo que nunca viveu. Ou até um homem que seja alvo de fome ou sede ,pode passar por diversas sensações, que são apenas fruto da sua fadiga , logo não são reais, por isso e com todos estes contra exemplos, este também não é um argumento suficientemente bom para justificar o livre arbítrio .

E quanto ao facto de um determinista radical poder criticar esta mesma critica, dizendo que é pouco plausível haver um numero tão relevante de pessoas enganadas, podemos responder dizendo apenas que isso já aconteceu em várias situações, e que podem estarem todos de acordo e a sua teoria ser falsa .


Laura Martinho, 10º F .

Carlos Pires disse...

Caros alunos do 10º E:

Antes de mais: não era preciso considerar ambos os argumentos.

Sofia:
Não apresentou nenhuma objecção ao argumento. Para além disso, há algumas confusões. Por exemplo: “no libertismo todas as minhas acções, atitudes e experiência serão causas que dependem da minha mente, isto é de mim”. Quando diz dependem de mim quer dizer que são livres, suponho. Mas o Libertismo não defende que todas as acções são livres. Porque é que diz acções e experiências? Não faz sentido falar de experiências livres. E em que sentido é que são causas?

Solange:
Aquilo que escreveu podia ser mais claro. Não clarificou bem porque é na perspectiva do DR ter um certo interesse “rouba” o livre-arbítrio ao agente.

João:
“se não considerássemos as pessoas responsáveis, qual seria o sentido de haver livre arbítrio?” A pergunta não deveria ser feita ao contrário?
Não apresentou nenhuma objecção aos argumentos. Ao defender os argumentos deveria ter objecções e explicado porque é que considera que não refutam os argumentoss.

Adriano:
«"Se inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres, então a crença no livre-arbítrio é verdadeira." Não é afirmação válida» - devia ter dito verdadeira e não válida.

Marta:
Mas Porque é que sentimos que somos livres se não somos? Por outro lado: segundo o DR não basta fazer o que quero para me poder dizer livre, pois…

Jéssica Caboz:
Mas em que medida o argumento que apresentou é uma objecção ao argumento libertista da responsabilidade? Não explicitou. Nem referiu explicitamente o livre-arbítrio.

Kevin:
O 1º e o 2º parágrafos parecem contraditórios. É uma contradição do próprio Kevin ou o Kevin está a apontar uma contradição ao DR e não conseguiu ser claro aoescrever?

Os comentários da Ana Cláudia, da Ana Laura, Andreia, Catarina e Eliana estão bem pensados, embora pudessem estar melhor escritos e aqui e ali pudessem ser mais claros.

Obrigado a todos.

Carlos Pires disse...

Caros alunos do 10º D:

Antes de mais: não era preciso considerar ambos os argumentos.

Patrícia:
Não faz sentido dizer o “determinismo defende” nem o “livre-arbítrio defende”, pois...
“Os deterministas dizem que não há responsabilidade moral” os deterministas radicais.
“O argumento da responsabilidade para justificar o libertismo pode ser refutado pois não precisamos de ser totalmente livres para ser responsabilizados” - os libertistas não dizem que somos totalmente livres

Ana Fernandes:
A tese libertista é que algumas acções são livres. Como sabe, ouma proposição particular não é refutável através de um contra-exemplo. O que a Ana quis dizer é que se pode generalizar aqueles casos e dizer que nenhuma acção é livre.

Inês:
Qual é exactamente o argumento que criticou?
Os libertistas não defendem que somos inteiramente livres, mas sim que podemos realizar livremente algumas acções. Um libertista não nega os condicionalismos que referiu, mas considera que mesmo assim algumas acções são livres e se devem apenas à nossa vontade. Terão razão?

Joana:
“Os seres humanos não são completamente controlados.São apenas controlados por...” - não é claro. Misturou a questão do sentido da vida e da responsabilidade, mas teria sido mais claro se tivesse diferenciado.

Miguel:
Mas se têm a sensação porque é que não são realmente livres? Não explicou.

João:
“nada nos garante, que a mesma não tenha sido pré-determinada”. Sim, mas porquê?

Filipa:
“as pessoas não têm responsabilidade moral mas sim responsabilidade pelos seus actos” - qual é exactamente a diferença?
“O determinismo radical é superior às biologias, psicologias e sociologias uma vez que não determina nada” - ou seja?

Khaydar:
Mas se não têm essa liberdade de escolha porque é que sentem que a têm?
O DR não fala do destino – mas sim de leis da natureza, influências sociais, experiências que marcam psicologicamente, etc.

Umberto:
Dizer que um argumento é uma ilusão não é a melhor maneira de o criticar. É preferível utilizar palavras como (conforme os casos): inválido, não é sólido, não é cogente, ou - de modo um pouco mais impreciso – é incorrecto.
O DR não fala de destino!
Quanto ao argumento da experiência não explicou porque é que as pessoas podem ter a sensação de serem livros e afinal não serem,. Quanto ao argumento da responsabilidade: o DR considera que não existe genuína responsabilidade moral, mas que isso não é impeditivo de castigar ou premiar (isto é, reesponsabilizar) as pessoas. Contradição?

Tânia:
Devia ter justificado as premissas do argumento que apresentou.

Eva:
“só que não é necessário haver responsabilidade moral para iludir ou castigar” - não é iludir, mas sim elogiar. Mas castigar e elogiar quando se defende que não há responsabilidade terá sentido?

Carlos, Diogo, Ricardo e Rui: os vossos textos podiam estar melhor escritos e aqui e ali mais claros e melhor explicados.

Obrigado a todos.

Carlos Pires disse...

Caros alunos do 10º B:

Antes de mais: não era preciso considerar ambos os argumentos.

Ricardo:
“não sabemos qua essa força existe e que escolhemos o que queremos fazer” - Queria dizer não escolhemos?
Pouco explicado.

João:
Pedi para criticar um dos argumentos apresentados.

Daniel Ferreira:
E?? Pouco explicado.

André:
“caso o Determinismo Radical existisse” - está a confundir o determinismo com uma teoria acerca do determinismo. O DR é uma teoria - e existe!
Pouco explicado.

Fernando:
Pedi objecções ao argumento da responsabilidade e não o argumento da responsabilidade.

Daniel Mestre.
“Não é necessario existir livre-arbítrio para que a vida faça sentido.” - Porquê?
A objecção ao argumento da responsabilidade devia estar mais explicitada.


Telma Matias
O que escreveu não é o argumento da responsabilidade, mas sim uma objecção contra ele.
Pouco explicado.


Tomás:
Os argumentos não são verdadeiras nem falsos, mas sim válidos ou inválidos, sólidos ou não sólidos…
“…apenas pelo número de pessoas que acreditam nele…” - E??
“o mundo perderia todo o sentido (não existiria lei) e não faria diferença realizar alguma tarefa”- E??

Gulherme:
O “pequeno texto” foi muito inspirado por Fernando Savater, pelo que o nome deste devia ter sido mencionado.
Pedi objecções a um dos argumentos. Foi isso que pedi.

Mónica( Sohély) e Marisa: falo convosco na aula.

Obrigado a todos.

Carlos Pires disse...

Caros alunos do 10º F:

Antes de mais: não era preciso considerar ambos os argumentos.

Jessica:
“é necessário haver a responsabilidade, apesar de não haver responsabilidade moral” - é necessário responsabilizar (elogiar ou castigar), apesar de… Mas mesmo dizendo “responsabilizar” não haverá aí uma contradição do DR?

Tatiana:
“o determinista radical diz que não devemos ser responsabilizados pelas nossas acções, porque não foram tomadas de livre vontade” - ele diz que podemos e devemos ser responsabilizados (elogiados ou castigados) apesar de não haver realmente responsabilidade moral. Não será isso contraditório?

Andreia:
Quando diz que devem existir castigos e elogios, o DR está a dizer que apesar de não existir genuína responsabilidade moral devemos responsabilizar as pessoas. Não será isso contraditório?
“O argumento da experiencia diz que as acções que escolhemos fazer são livres e como exemplo a escolha entre duas coisas” - e a experiência??

Luís:
“o Libertismo e o Determinismo não são compatíveis” - está a confundir livre-arbítrio com Libertismo e determinismo com Determinismo Radical.
“regras anteriormente determinadas” - todas as causas anteriores são regras???
“concordo mais com o argumento da responsabilidade, visto que cada um merece ser conhecido devido a acções que tenha praticado” - O que quer dizer com o “conhecido”? Fama?? A responsabilidade é muito mais que isso.
Não percebo a relação do exemplo da aldeia com o problema do livre-arbítrio. Não percebo como pode constituir uma crítica ao argumento da responsabilidade.

Laura Mendes:
Sim, mas há uma diferença entre acreditar numa teoria acerca do Universo como o Geocentrismo e ter uma crença tão básica como a crença no livre-arbítrio. Alguém que achasse que o Geocentrismo verdadeiro podia passar meses sem pensar nisso, mas a crença no livre-arbítrio é algo que nos acompanha em muitos momentos de um mesmo dia. Se for uma ilusão é uma ilusão quase constante. Será isso provável ou improvável? Muito ou pouco?

Paulo:
Bem pensado, mas veja o meu comentário à Laura Mendes.

Raquel:
Pedi objecções a um dos argumentos. Não explicou em que medida aquilo que escreveu constitui uma tal objecção.

Inês Santos:
Devia ter explicitado um pouco mais a objecção. Veja o meu comentário à Laura Mendes.

Dânia:
Estava a explicar que segundo o Libertismo temos liberdade de escolha e, de repente, diz que as pessoas (como sucede no filme A Estrada) ao escolherem entre passarem fome ou tornarem-se canibais só fazem devido à influência de factores que não controlam (como a educação recebida) - mas isso não é o que Libertismo defende, isso faz parte da explicação do DR. O Libertismo defende que as pessoas podem fazer essa escolha apenas porque querem fazê-la, independentemente de quaisquer factores anteriores. Deve reler cuidadosamente o que escreve, para evitar afirmações pouco claras e incoerências.

Beatriz:
Devia ter explicitado um pouco mais a objecção. Veja o meu comentário à Laura Mendes.

Laura Martinho:
“E quanto ao facto de um determinista radical poder criticar esta mesma critica, dizendo que é pouco plausível haver um numero tão relevante de pessoas enganadas” - queria dizer libertista.
Bem pensado.

Obrigado a todos.

Anónimo disse...

obrigada, ajudaram-me imenso! / bunny-loves-apples

Anónimo disse...

Um libertista acredita que:

Temos libre arbitrio, porque nem tudo esta determinado.
Temos libre arbitrio, porque nada esta determinado.
Temos livre arbitrio, apesar de tudo estar determinado.

Qual destas esta correta ?

Daniel Alves disse...

Falácia da afirmação do conseguente:
Se não existisse livre-arbítrio, então não teria sentido responsabilizar as pessoas. Mas tem sentido responsabilizar as pessoas. Logo, existe livre-arbítrio.azul passagens

Carlos Pires disse...

Daniel:

Não se trata da falácia da afirmação da consequente mas sim do argumento válido conhecido como negação da consequente.
O argumento é válido. Ms será um bom argumento? Para responder a isso é preciso avaliar as premissas: Serão verdadeiras? Serão plausíveis?

Anónimo disse...

Professor:

Podia, por favor, fazer uma pequena explicação/resumo sobre o libertismo?

Obrigado