domingo, 31 de janeiro de 2010

O Sol tem feito gazeta

Este Inverno tem sido muito frio. No blogue O Livro de Areia pode ler acerca de uma interessante hipótese científica para explicar o fenómeno:  a actividade solar diminuiu de intensidade, como costuma suceder de tempos a tempos. Ou seja, o Sol não meteu propriamente férias, mas fez um pouco de gazeta e diminuiu o ritmo de trabalho.

(É de sublinhar que a relação entre os dois fenómenos é uma hipótese em estudo, não havendo ainda dados suficientes para declarar se é verdadeira ou falsa.)

actividade solar

O Sol em forte actividade à esquerda, em Julho de 2002. À direita, uma imagem do passado 11 de Janeiro: apenas algumas manchas sombrias.

A imagem e a legenda foram roubadas d’ O Livro de Areia.

8 comentários:

Ana Paula Sena disse...

Caros Carlos e Sara:

muitos parabéns pelo excelente trabalho que descobri realizado neste espaço.

Aqui voltarei com muito gosto :)

Mário disse...

Meus caros.

podem "roubar" à vontade, o que eu publico é público! Obrigado pela referência.

Dúvida Metódica disse...

Ana Paula:

Ainda bem que gostou. Volte sempre!

Dúvida Metódica disse...

Mário:
Roubar não, "roubar" sim! -:)

lusibero disse...

CAROS amigos: entre o roubar e o "roubar", eu prefiro o PEDIR...Beijos de
Lusibero

manuel afonso disse...

Carlos Pires,
Sobre o post supra, já houvi alguém, na televisão, com ares de sabedor, a dizer que todas as movimentações em defesa do planeta eram uma treta. Que o clima não está a aquecer, que não há degelo provocado pela poluição, etc e tal. Pelo contrário defendia (berrando no deserto) que estamos em pleno início de nova glaciação, daí o clima estar anormalmente frio neste inverno. Dizia, que as glaciações são cíclicas mas se prolongam por milhares de anos. Bem, opiniões, não é? Eu ouço muitas e como não tenho conhecimentos científicos para me determinar num ou noutro sentido, vou pelo peso e quantidade das opiniões...
Aproveito a oportunidade para deixar um comentário meu ao seu comentário no meu blog sobre monarquia/república.

Nós construímos Casas da Música, de que os portuenses muito se orgulham. Construímos o Centro Cultural de Belém de que se orgulham os lisboetas... Uns construiram palácios (de que hoje nos orgulhamos) outros constroem outras obras, Centros culturais, museus, campos de futebol e estádios, etc.
Não sou monárquico, deixei claro.
Mas também sei que em política as verdades absolutas são meio caminho andado para absolutismos (e absolutismos houve em monarquia, mas também sob a forma de ditaduras cruéis e sanguinários republicanas (bastas lembrar o nosso Salazar e mais ao lado Hitler).
Agora, os contextos históricos e as respectivas épocas ditaram desenvolvimento e, hoje há monarquias muito mais desenvolvidas que muitas repúblicas (veja-se a Inglaterra, a Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Canadá, Austrália, Dinamarca, etc.
Em Portugal, Hoje temos alguns presidentes da república a usufruir de benesses do Estado (reformas, despesas de representação, carro, condutor, secretária, cedência de espaços públicos, etc.), são a nossa família real e que temos de sustentar.
Não podemos cristalizar opiniões nos contextos medievais ou de quinhentos, onde havia santa inquisição e muitos medos.

Carlos Pires disse...

Lusibero:

"Roubar" era uma brincadeira. Pedir nem sempre é prático. Citar correctamente (identificando o autor e a obra, a Editora ou o site ou blogue) basta.
No "Dúvida Metódica" tentamos fazer isso, mas já reparámos que algumas pessoas (umas nossas conhecidas e outras desconhecidas) nem sempre têm o mesmo cuidado em relação ao que escrevemos.

cumprimentos!

Carlos Pires disse...

Manuel:

Também não tenho conhecimentos científicos que me permitam fazer um juízo pessoal fundamentado relativamente ao aquecimento global. Tendo por isso a suspender o juízo.
Surpreende-me um pouco o modo encalorado como algumas pessoas ambos os lados têm intervido no debate.
Parece-me que muitas vezes não são apenas questões científicas que estão a ser discutidas e que há muita ideologia e pressupostos acríticos pelo meio.
Seja como for, falar-se da actividade solar não implica necessariamente negar que os seres humanos contribuam para o aquecimento global.
Do mesmo modo, defender que o aquecimento global não tem causa humana ou mesmo negar que haja aquecimento global não implica que se despreze o ambiente e que se negue os perigos que este corre (nomeadamente por causa da poluição).
Eu sei que muitas pessoas fazem essa implicação, mas ela não é necessária - resulta do modo encalorado e ideológico como isso tem sido discutido.

Relativamente a Portugal... Não sou especialista em História, mas julgo que há um conjunto de problemas em Portugal que são independentes do regime ser monárquico ou republicano e que se encontram em momentos diferentes da história portuguesa. A mediocridade dos dirigentes políticos é um exemplo entre muitos - existe hoje como existia há séculos,existe na República como existia na Monarquia.
Causas? Não sei bem... Talvez a pequenez do país, a sua localização periférica, a escassez de recursos naturais...

Cumprimentos.