quinta-feira, 25 de junho de 2009

Desculpe: especialista em quê??

«O especialista canadiano em tecnologia Don Tapscott aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas. Num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama -, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América: ‘Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!’.»

O especialista referido nesta notícia do jornal Público refere-se – sim, adivinhou - ao Magalhães. Clique para ler mais.

13 comentários:

Anónimo disse...

Vi o link deste blog à notícia original e venho só responder à pergunta.

Don Tapscott é de facto um especialista reconhecido internacionalmente acerca dos efeitos da informatização da sociedade na sociedade e nas formas de pensar.

Os livros dele "Growing up digital" e "Grown up digital" são uma excelente leitura. Em especial para professores, como vocês, e eu, recomendo vivamente.

Cumprimentos de um colega. Bruno Morais.

Carlos Pires disse...

Bruno:
Obrigado pelo comentário.
Não conheço o autor, mas o título não pretende duvidar dos seus conhecimentos de tecnologia, pois é irónico.
A minha dúvida é: será ele especialista em educação?
A utilização educativa das novas tecnologias é importante. Mas tem de ser uma utilização justificada pedagogicamente. Tenho dúvidas que a utilização que está a ser feita do Magalhães seja pedagogicamente correcta. E há especialistas em educação que também têm essas dúvidas.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Qual a diferença destas dúvidas, daquelas que foram expressadas pela introdução no ensino da máquina de cálcular ?

Rui Barqueiro disse...

Olá Carlos! Também achaste o tema interessante.

Eu também acho que o que não falta são "especialistas". No Átomo e meio disse mais qualquer coisinha.

Rui Barqueiro disse...

Esqueci-me de referir que concordo em absoluto com o teu comentário.

Susana disse...

E os Magalhães à venda nas casas de penhor (que, diga-se, têm proliferado nos últimos tempos, de norte a sul)por um preço superior ao da aquisição ???
São exemplo da inteligência portuguesa ...

Catia disse...

Eu realmente ri-me quando li isto. Portugal é lá exemplo para alguém quando se fala em educação? Em vez de progredir estamos a regredir cada vez mais. Desde quando é que facilitismo é educação? Um país que apenas se preocupa com rankings e estatísticas que só servem para inglês ver não é exemplo para ninguém. Este Sr. Especialista devia para cá vir um ano acompanhar a formação de um qualquer aluno e de certeza que voltava com uma opinião diferente.

Carlos Pires disse...

Caro anónimo:

Eu pouco sei acerca do ensino da matemática, mas as pessoas que sabem criticam o recurso excessivo à máquina de calcular. Não se trata portanto de um problema ultrapassado, como sugere.
Os efeitos nocivos do Magalhães serão maiores, pois reflectir-se-ão em todas as áreas de aprendizagem e não apenas na matemática.

Carlos Pires disse...

Cátia e Susana:

dá de facto vontade de rir, mas depois de pensar um pouco dá vontade chorar.

Carlos Pires disse...

Rui:

Parabéns pelo teu post: está excelente!

Espero que tenha o mesmo efeito da benzina de que falava Eça de Queirós!

Bastet Ailuros disse...

É de facto para chorar! Como se a educação fosse apenas isso. Quando se fazem exames de 9º ano com perguntas a que sabíamos responder na antiga 4ª classe (ou 3ª).

Tatiana Nogueira disse...

Professor a frase " clique para ver mais " penso que deveria de funcionar como uma hiperligação o que não acontece.
Concordo com o professor, com o especialista nem tanto alias Portugal é um exemplo tão bom para a educação que disponibiliza computadores (neste caso o Magalhães) com defeitos que podem ser encontrados em palavras da nossa língua materna. Realmente o nosso país consegue o impossível, falhar ao redigir palavras na língua que nós próprios falamos é difícil.

Carlos Pires disse...

Olá Tatiana.

A hiperligação está na palavra "público".

Quanto aos erros de português do Magalhães... É sintomático!
Toda esta aposta na tecnologia e desvalorização do que é básico (como saber português e matemática) faz-me lembrar um senhor de que ouvi falar: era muito vaidoso com a sua aparência, vestia fatos caros e vistosos, mas não tomava banho com regularidade, pelo que andava sujo e malcheiroso.