sábado, 20 de março de 2010

A ignorância das moscas

«Uma mosca efémera nasce às nove horas da manhã nos grandes dias de Verão, para morrer às cinco horas da tarde; como é que ela podia compreender a palavra ‘noite’?»

Stendhal, O Vermelho e o Negro.

9 comentários:

jrd disse...

Na mouche!

Mário disse...

Um efémero humano nasce, Plutão inicia a sua órbita, e quando o efémero humano morre sem sequer se aventurar fora daquele ponto minúsculo mais perto do Sol, Plutão nem sequer completou meia órbita.

E julga que compreendeu o Universo ?

Carlos Pires disse...

jrd:

Na mosca, sim.
Mas e no Homem? Será a nossa situação realmente comparável à da mosca?

jrd disse...

Carlos Pires,
Começo a suspeitar que a "ignorância" já faz parte do património genético do homem que não hesita em cultivá-la e, sobretudo, transmiti-la.

Carlos Pires disse...

Mário:

É possível que a nossa compreensão do Universo seja muito incompleta ou mesmo errada. Muito errada.
Como disse o biólogo J. B. S. Haldane, "A minha suspeita é de que o universo seja não apenas mais estranho de quanto supomos, porém mais estranho do que podemos supor".
Mas isso não é um dado adquirido, pois não? Pode também suceder que não estejamos tão enganados assim e que a nossa ignorância seja, por assim dizer, quantitativa e não qualitativa. Talvez as coisas que não conhecemos não sejam de uma natureza radicalmente diferente daquelas que conhecemos. Talvez...
O que será mais plausível?

Carlos Pires disse...

jrd:

talvez esteja a ser injusto com alguns seres humanos.
Como disse o escritor Mário de Carvalho, "Convém não confundir o género humanos com o Manuel Germano".

Manolo Heredia disse...

Nós só somos depois de morrermos. Consequência fatal da quarta dimensão, o tempo.
Já nem gasto bits com estes pensamentos, vou antes comer umas sardinhas assadas com salada de tomete e pimentos, e vinho tinto alentejano. Isso é que é metafísica: quanto mais subsjectivo mais objectivo !

Carlos Pires disse...

Manolo:

Bom apetite!
Quanto à Metafísica: esqueceu-se de algumas coisas. Dos chocolates, por exemplo.

Neusa Adelaide Figueiredo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.