segunda-feira, 9 de julho de 2012

Medidas simples para melhorar os resultados dos exames nacionais

rapariga estudando

A) Mudar os programas. Nomeadamente: libertá-los da influência nefasta do “eduquês”.

B) Promover ações de formação para professores tendo em vista a sua atualização científica (escolhendo como formadores pessoas de reconhecida competência científica e não apenas porque têm as credenciais de formador, pois estes na sua maioria só sabem debitar as tretas do “eduquês”).

C) Introduzir exames nacionais obrigatórios num número maior de disciplinas (o exame de Filosofia, por exemplo, devia tornar-se obrigatório).

D) Estabelecer 9,5 valores como nota mínima nos exames nacionais para efeitos de aprovação na disciplina.

E) Fazer exames mais exigentes do que os atuais. E mais rigorosos e fiáveis, já agora.

F) Tornar politicamente claro que essas mudanças seriam duradouras e não seriam revogadas com a substituição do ministro.

Durante um ano ou dois os resultados não seriam bons, mas depois começariam a melhorar.

Hoje é um dia especialmente oportuno para defender essas ideias, uma vez que se soube que os resultados nos exames nacionais de várias disciplinas foram francamente maus. Parece-me óbvio que é preciso tentar uma mudança a sério: ousada, mas pensada e organizada. Uma mudança que não precise de mudança ao fim de pouco meses.

6 comentários:

Luís disse...

Concordo plenamente! Pena que na prática não exista uma forma de efectivar a alínea "F) Tornar politicamente claro que essas mudanças seriam duradouras e não seriam revogadas com a substituição do ministro."

Um próximo novo Governo, ou simplesmente um novo Ministro, achar-se-á na obrigação de mudar o que ainda não percorreu o seu caminho... é que parece que o caminho mais fácil para não haver maus resultados nos exames é não haver exames...

Carlos Pires disse...

Luís:

Infelizmente concordo consigo. A necessidade dessas medidas não é reconhecida por muitas pessoas, a começar por professores. Tinha esperança que o Nuno Crato conseguisse mudar este estado de coisas, mas ele dá uma no cravo e outra na ferradura.

Zé disse...

É óbvio que medidas como "Estabelecer 9,5 valores como nota mínima nos exames nacionais para efeitos de aprovação na disciplina" iriam melhorar os resultados dos exames nacionais. Mas porque o quer fazer, é mesmo pelos alunos ou apenas pelas aparências?

Zé disse...

A avaliação deve ser feita ao longo do ano lectivo, por isso é que os exames só valem 30%. Se 9,5 valores fosse a nota mínima, passariam a valer cerca de 50%. Valerá um exame de um dia o mesmo que meio-ano de aulas?

Carlos Pires disse...

Zé:

A nota dos exames poderia continuar a valer 30%. Mas só seria tida em conta se o aluno tivesse 9,5 ou mais no exame. Abaixo de 9,5 o aluno reprovaria e teria que repetir o exame.

Defender essa ideia não tem nada a ver com a defesa da aparência. pelo contrário. A necessidade de ter pelo menos 9,5 no exame levaria o aluno a estudar mais e melhor durante todo o ano. E obrigaria os professores (os que precisam de ser obrigados) a ensinar melhor.

Na Sala de Aula disse...

Genericamente, concordo com as medidas, nomeadamente as d) e e). A medida b) não a considero tão importante, visto que todos sabemos como se desenrolam este tipo de acções de formação.
Já considero mais importante que na distribuição das turmas, os Directores das escolas tivessem mais atenção à competência dos professores e não à sua antiguidade. Digo isto porque, muitas vezes, as turmas do secundário são "dadas" aos colegas mais velhos (porque assim deixam de ter 3 ou 4 turmas do básico), enquanto que professores mais novos e, muitas vezes, mais actualizados na matéria e mais competentes em termos científicos e pedagógicos não podem "pegar" nas turmas do secundário.