segunda-feira, 19 de março de 2012

A nossa escola deve agrupar-se com outras escolas ou permanecer independente?

As escolas com contrato de autonomia, como é o caso da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, podem não se agrupar com outras. Deve a nossa escola tentar utilizar essa prerrogativa ou prescindir dela e tentar agrupar-se com outras escolas? (Com quais não se sabe ao certo, embora haja muitas especulações.)

A última palavra é da Direção Regional, mas os órgãos da escola também têm uma palavra a dizer sobre o assunto. O Conselho Geral debaterá o assunto na próxima quarta-feira de forma a emitir um parecer com a posição da ESPR.

Qual é a sua opinião? A nossa escola deve agrupar-se com outras escolas ou permanecer uma escola independente?

Esta pergunta dirige-se a todos os membros da comunidade educativa que leiam este post: professores, alunos, encarregados de educação e funcionários.

O professor André Ramos, membro do Conselho Geral, lerá as opiniões publicadas e tentará que sejam equacionadas no referido debate.

3 comentários:

Carlos Pires disse...

Eis o que escrevi no fórum do Moodle destinado a este debate:
Na minha opinião não nos devemos agrupar. Os agrupamentos aumentam a burocracia e a distância dos responsáveis e decisores relativamente aos outros elementos da comunidade educativa, nomeadamente os professores. Dentro da nossa escola isso verificou-se quando se criaram os super departamentos. Se juntarmos várias escolas esse efeito multiplicar-se-á. Tirando alguma poupança financeira (que talvez se perca a médio prazo devido à mais que provável ineficácia desses super agrupamentos de escolas), o que se ganharia? O que ganhariam os professores da nossa escola? O que ganhariam os alunos? Nada, creio eu.
De resto, se existisse alguma seriedade e pertinência neste processo o ME não nos pediria para opinarmos sobre ele sem dizer com que escolas é que nos agruparíamos e que critérios presidiram à sua escolha.

André disse...

"A melhor Escola possível deve ser uma comunidade dotada de autonomia, um espaço suficientemente pequeno para que os alunos se sintam protegidos e suficientemente grande para que se sintam desafiados (...)"

http://aventar.eu/2012/03/19/desumanizar-a-escola-um-projecto-pspsdcds/

Sara Raposo disse...

André, acho esta tua iniciativa bastante louvável. Na minha opinião, os agrupamentos são uma ideia absurda e ruinosa para a gestão e para o ensino. Contudo, o problema principal - na situação presente e não havendo alternativas – é se a autonomia é viável e vantajosa a longo prazo. Reconheço que não disponho de algumas informações importantes sobre o assunto (que talvez me tu possas dar-me), como por exemplo:
Qual o balanço que se faz nas escolas que já estão agrupadas? Que dificuldades se levantaram no terreno? Que aspectos positivos há a salientar?
A recolha e análise destes dados parece-me importante para decidir. Mas o problema principal é este: os alunos das escolas agrupadas não serão induzidos (mesmo sem isso estar formalmente na lei) a frequentar as escolas que fazem parte do seu agrupamento? E se assim for, onde vão as escolas com autonomia buscar os seus alunos? Terão realmente as escolas com autonomia capacidade para poder concorrer com as que estão agrupadas? Como poderão fazê-lo?
A longo prazo, e segundo os critérios economicistas em vigor, julgo que irão ser introduzidas alterações legais que garantam o funcionamento das escolas agrupadas (que custam mais dinheiro ao estado) e, portanto, a continuidade dos alunos nessas escolas. Naturalmente que há mecanismos de pressão junto dos alunos e encarregados de educação que podem ser utilizados por essas escolas. Mas, também é verdade que eu não conheço bem a legislação em vigor que regulamenta estes dois tipos de gestão, quais são actualmente as vantagens da autonomia?
Em suma: ainda que eu pessoalmente julgue a autonomia preferível, penso que deve haver algum realismo e ponderação, pois trata-se de uma decisão a longo prazo em que as incógnitas são muitas. É óbvio que não faz sentido esta escola ter de tomar uma posição sobre este assunto no momento actual - com tanta falta de informação e de clareza - e pode mesmo ser contraproducente. Por isso, não havendo alternativas, é preciso analisar os dados disponíveis para além das convicções pessoais imediatas e tentar ver qual será a melhor estratégia para esta escola no futuro.
Sara Raposo.