quinta-feira, 6 de maio de 2010

Aborto: o argumento do violinista

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Niccolò Paganini (1782-1840) foi um compositor e grande violinista italiano. 

A filósofa norte-americana Judith Jarvis Thomson (n. 1929) escreveu, em 1971, um artigo “Uma defesa do aborto”, onde propõe ao leitor a seguinte situação imaginária (o que em Filosofia designamos como experiência mental):

«De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente - um violinista famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos [dos apreciadores de música] investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo de sangue apropriado para ajudar. Por esta razão os melómanos raptaram-no e, na noite passada, o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de modo a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto - nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si. Caso se desligasse matá-lo-ia. Mas não se importe, porque isto dura apenas nove meses. Depois ele ficará curado e será seguro desligá-lo de si”.

De um ponto de vista moral, o leitor teria a obrigação de aceitar esta situação? Não há dúvida de que aceitá-la seria muito simpático da sua parte, constituiria um gesto muito generoso. Mas teria de aceitá-la?»

Como responderia o leitor?

Considera que o facto de admitirmos o direito do feto à vida significa que o aborto não é moralmente permissível?

5 comentários:

Anónimo disse...

O aborto consiste na interrupção de um ciclo de vida neste caso de um feto humano no qual é realizada com a permissão dos pais a remoção (extermínio) do mesmo. A questão é: será moralmente correcto aderir a este método?
Na minha opinião é errado a prática da interrupção voluntária da gravidez, pelo simples facto de se tratar de um ser vivo que tem igual direito a vida que qualquer um de nós.
Praticar o aborto é um crime, a morte de um ser inocente o qual não tem culpa de nada nem da próprio origem, tem a mesma relevância que qual quer outro crime.
Todo o ser tem o direito á vida, e esse feto poderá se tornar uma pessoa importante para a sociedade, o qual merece uma oportunidade.
Os defensores do aborto poderão refutar estes argumentos apresentando o seguinte: uma adolescente que engravidou e a qual tem pela frente um futuro promissor, prejudicara gravemente a sua vida não só escolar como social com o surgimento de um criança (uma responsabilidade). Não concordo, para mim essa adolescente deveria ter ponderado a situação antes de a causar porque a culpa de uma gravidez indesejável é só e exclusivamente dos pais e não da criança a qual paga na maioria dessas situações com a sua própria vida.


Tiago Pinto, nº25, 10ºC

Anónimo disse...

O problema em causa é o aborto e a sua moralidade.
A maneira como se assume o problema do aborto varia de pessoa para pessoa. Geralmente o aborto esta sujeito a 2 opiniões concretas,os a favor e os contra. Ainda assim dentre de cada um destes casos entram algumas exceções contrarias a sua idéia.
Em meu ver o aborto é uma pratica correcta.
A objecção a minha escolha é,o aborto consiste na morte de uma feto. Um feto é um ser humano em desenvolvimento, todos os seres humanos tem o direito a vida logo matar um feto é violar um direito humano, o direito a vida. Quer isto dizer que na nossa sociedade a morte de uma pessoa é punida por crime, porque o aborto deveria de ser legar?
O meu argumento a favor vai ser, muitas das mulheres que não desejam ter um filho recorrem a abortes clandestinos que são praticados sem a mínima segurança para a mulher, em que em muitos casos acaba em morte.
Um filho é algo que se tem de preparar para ter não é um brinquedo.E como todos nos sabemos não existe nenhum método contraceptivo 100% eficaz.
No aborto um ponto de vista consequencialista é importante, todos nos ficamos chocados com o que nos é mostrado na televisão devido as crianças sem pais, damos roupa ao refugio etc...(o que acho correcto) mas se alguém toma a decisão de praticar um aborto sabendo dos perigos a que se esta sujeito é porque não tem possibilidade de ter uma criança e muitas destas famílias as dão aos refúgios.
Para alem daqueles casos em que a mulher é violada e nem sabe quem é o pai da criança.

Pedro Mendes

é a segunda vez que estou a enviar isto

As Peripécias da Laurita disse...

ambos comentários tergiversaram e não responderam à questão da metáfora.

Anónimo disse...

Só para começar, tirando o caso do estupro, você não é forçada a fazer sexo com ninguém. Logo a parábola não faz sentido.

Em geral, as mulheres que tem gravidez indesejada é por falta de cuidado.

Não dá para inocentes pagarem com sua próprio vida por um erro que não é delas.

Anónimo disse...

No caso do vilionista que é o que se pergunta penso que havia que fazer o sacrifício pois nove meses não é a vida toda e trata-se de salvar uma vida que para mim tem um valor incalculável e penso que todos aceitamos que a vida humana é o valor supremo sobre a terra. Se estivesse nesse caso pelo menos tentaria aguentar os nove meses e penso que teria que fazer muito sacrifício mas que no fim sentiria uma alegria muito grande por ter salvo uma vida humana. Nenhuma situação justifica o aborto o que posso dizer é que todas as mulheres que foram ajudadas a desistir do aborto hoje estão felizes e agradecidas a quem as ajudou a desistir do aborto. Sempre,sempre, a favor da vida humana mesmo que isso nos traga incómodos não podemos fugir a eles. o valor da vida humana não deve estar condicionado pelo momento em que se encontra. Os biólogos são as autoridades para dizerem qundo temos vida humana se eles declaram que o feto é vida humana respeitemo-lo e defendamo-lo. O aborto é matar e ponto final.Matar é crime mesmo quando legalizado.