terça-feira, 25 de maio de 2010

Eutanásia: a opinião dos alunos das turmas C e G

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Este cartoon foi tirado daqui.                      Este cartoon foi tirado daqui.

A partir da próxima sexta disponibilizarei, na caixa de comentários, as opiniões dos alunos (das turmas C e G do 11º ano) sobre o problema ético da eutanásia.

50 comentários:

Pedro 11ºC disse...

Na minha opinião, a eutanásia deve ser legalizada porque o sofrimento e a "tortura" são imorais. Acho também que se a pessoa em causa prefere morrer que sofrer, devemos respeitar isso pois é uma decisão dessa pessoa, mas deve também haver certezas que não há esperança de cura para essa pessoa.
No caso de não haver esperança de cura para uma doença, a prática da eutanásia permite que espaço previamente ocupado pelo doente possa ser usado para um outro doente e permite que uma poupança de dinheiro que possa salvar outras pessoas com maior esperança de cura.
No entanto, não temos garantias de, ainda que uma doença seja incurável hoje, que possa ser curével amanhã com o avanço da ciência e a descoberta de novos medicamentos, mas isso não significa que a eutanásia não possa ser posta em prática, o doente deve ter consciência e conhecimento da possibilidade do aparecimento de uma cura, ou até mesmo que a doença desapareça por fenómenos inexplicáveis e com este conhecimento possa decidir se realmente prefere desistir e morrer.
Concluindo, a eutanásia deve ser legalizada e o doente deve ter conscinência dos factores anteriormente mencionados mas que isso não impença a prática da eutanásia, esta deve ter limites e apenas o doente deve ter essa decisão e a família/amigos não devem ter interferência na decisão. Se o doente está em coma, a família não deve decidir e deve esperar que o doente acorde para decidir.

Pedro 11ºC

André Estêvão disse...

Eutanásia. Este é um assunto polémico devido à grande divergência de opiniões, claramente porque tem em conta valores éticos acerca da vida humana.

A eutanásia é descrita como a morte de uma pessoa em sofrimento (com uma doença sem cura e dolorosa, por exemplo) com a aprovação da própria pessoa e a assistência de um especialista.
Mas o que faz tal prática controversa algo de bom, na minha opinião?

Em primeiro lugar, temos o consentimento da pessoa que sofre: o seu desejo de morrer para acabar com o seu sofrimento é algo pessoal e que deve ser respeitado, pois trata-se da sua decisão.

Segundo, como defendo que o sofrimento é imoral, acho que deixar alguém a ter uma morte dolorosa é errado e é também aceite por mim que a vida dessa pessoa já não tem sentido, por isso é mais correcto acabar com o sofrimento de uma pessoa que irá morrer mais cedo ou mais tarde.

Portanto, é correcto afirmar que a eutanásia é uma prática correcta porque, já que a pessoa vai morrer em breve, pelo menos evita-se o sofrimento.

Contudo, tenho que objectar contra os que defendem que a vida é algo precioso: como é que a vida de alguém que irá morrer e que está a sofrer tem sentido ou valor? Não tem. Será mais ético acabar com uma vida dois meses mais cedo do que viver mais três meses, mas no sofrimento. Aliás, porque se trata de uma decisão do próprio doente, portanto é essa pessoa que decide se vive ou não.

- André Estêvão Nº4 11ºC

Anónimo disse...

A favor ou contra a Eutanásia?


Eutanásia é um problema ético, religioso e político e consiste na morte medicamente assistida.
A eutanásia tem duas questões: a bioética e biodireito, pois o estado tem como principio protegerem a vida dos seres humanos. Embora existam aqueles, que devido ao seu estado mau de saúde preferem antecipar a morte.
Primeiramente, é importante destacar-se dois tipos de eutanásia: a "eutanásia activa" e a "eutanásia passiva".
A "Eutanásia activa" é pôr fim à vida, pois há negociação entre o doente e a outra pessoa que vai levar a fim o acto.
A "Eutanásia passiva" é o doente acabe por falecer, sem haver intervenções de acções que podemos pôr fim à vida. Não há por isso um acto que provoque a morte.
Eu não concordo com a eutanásia activa.
O primeiro argumento: se os médicos consideram a vida algo sagrados, portanto da perspectiva da ética médica, tendo em conta o juramento de Hipócrates a Eutanásia é considerada homicídio. Cabe assim ao médico, cumprindo o juramento Hipocrático, assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário à sua subsistência.
A legalização da eutanásia poderia ser aplicada de uma forma abusiva, tendo como consequência a morte sem o consentimento das pessoas em causa.
A dificuldade de muitas vezes prever o tempo de vida que resta ao doente, bem como a existência da possibilidade de o prognóstico médico estar errado o que levaria à prática de mortes precoces e sem sentido.
A possibilidade que existe de o utente se sentir menos seguro no que respeita ao tratamento, devido ao seu médico já ter praticado a eutanásia, levaria a que a relação médica/utente viesse a ser afectada de uma forma negativa.
E, para além disso, existem os cuidados paliativos como solução para aqueles que sofrem de uma doença incurável.
No que respeita à família, os familiares ou herdeiros poderiam agir com interesse financeiro e recomendar ou mesmo incentivar a eutanásia.
Em termos de crenças as grandes religiões tais como a Católica afirma que a vida provém de Deus e só a Ele lhe compete tirá-la, levando a que muitas das pessoas crentes rejeitem por completo a prática da eutanásia.

O segundo argumento: por exemplo, uma pessoa que tem uma doença actualmente incurável - pois não sabemos o dia de amanhã ou uma pessoa em estado vegetativo, ou seja, em coma, lhes for aplicada a prática da eutanásia e no dia seguinte for descoberta a cura, como seria? Obviamente que no momento, nos queremos o melhor para a pessoa que amamos e vê-la sofrer ou até mesmo assistir a sua morte lenta é algo muito penoso mas a morte NÃO É SOLUÇÃO, e, se o dever dos médicos é dar qualidade de vida aos seus doentes vão matá-los?
Objecção: “Uma vida quase vegetativa, inútil, mutilada pelo sofrimento, não se enquadra com a dignidade inerente à pessoa humana”
resposta - Então nesse caso quem é que tem o direito de decidir se devemos viver ou morrer? Quem é que tem o direito de decidir o que queremos fazer com A NOSSA PRÓPRIA VIDA, senão nós? Ou somos como animais irracionais, que por qualquer razão os podem mandar abater sem eles terem liberdade de escolha (por serem irracionais) Estão -nos a tratar tal como eles, a única grande diferença é que nós somos racionais e o livre-arbítrio é uma das suas características.



Rita de Deus
Nº 26/ 11ºC

Hugo Davide Góis nº13 11ºC disse...

Do meu ponto de vista, a prática da eutanásia é eticamente correcta. Para explicar melhor a minha posição quanto a este problema irei esclarecer a noção de eutanásia e os seus tipos; apresentarei dois argumentos a favor desta prática, uma objecção, ou seja, uma argumento contra e uma possível refutação desse.
Em primeiro lugar, a eutanásia é considerada como a prática pela qual se abrevia a vida de um indivíduo que possui uma doença incurável, sendo controlada e assistida por especialistas. Existem dois tipos básicos de eutanásia: a activa, que consiste em tomar medidas activas que causem a morte, e a passiva, onde o paciente se recusa a usar os meios e oportunidades que impedem a morte. Citando o blog de filosofia Dúvida Metódica, «quando se mata activamente a pedido do paciente, estamos perante a prática de eutanásia activa voluntária; quando se mata activamente um paciente que caiu em coma irreversível ou se encontra em estado vegetativo persistente, e o paciente não teve a oportunidade de exprimir esse desejo, estamos perante a prática de eutanásia activa não-voluntária; quando se mata activamente um paciente que exprimiu o desejo contrário, ainda que para seu benefício, estamos perante a prática de eutanásia activa involuntária.» Por outro lado, se cometermos todas estas acções, mas sem utilizar quaisquer métodos activos, estamos perante eutanásia passiva voluntária, não-voluntária e involuntária, respectivamente.
Existem vários argumentos a favor da eutanásia; entre eles eu destacarei um argumento que defende a autonomia de cada ser humano (eutanásia activa) e outro cuja justificação é evitar o sofrimento intenso (eutanásia passiva). Cada pessoa tem autonomia para decidir por si próprio, estando na base da escolha pela prática ou não da eutanásia. Este argumento apenas apresenta uma justificação para a prática da eutanásia activa, uma vez que se um indivíduo estiver em estado vegetativo não poderá opinar nem decidir sobre quaisquer assuntos. É nestes casos em que a família, e nalguns casos a comunidade médica, entram para decidir sobre o futuro do paciente. O sofrimento intenso justifica em primeiro lugar a eutanásia passiva e posteriormente a activa. Muitas pessoas que consideram o facto de os doentes sentirem dores insuportáveis imoral, concordam apenas com a eutanásia passiva (apesar de poder ser mais dolorosa porque se vive em sofrimento mais tempo), uma vez que assumem que matar é moralmente errado em quaisquer circunstâncias, isto é, defendem que na prática da eutanásia passiva apenas se deixa o paciente morrer, sem recorrer a quaisquer métodos directos que provoquem a morte.
(continua)

Hugo Davide Góis, nº13 11ºC disse...

(continuação)
Não reanimar alguns doentes terminais vítimas de paragens cardíacas e não ligar alguns doentes terminais a máquinas de suporte da vida são alguns exemplos onde se deixa morrer os pacientes, sem por vezes se dar o nome de eutanásia passiva. Para justificar a aceitação da eutanásia activa, vou recorrer ao argumento supramencionado, tal como os filósofos James Rachels e Michael Tooley. O facto é que entre matar e deixar morrer não existem diferenças, uma vez que se matar é imoral, deixar morrer também será. Considere-se os seguintes exemplos: «Eu quero ganhar e farei tudo para que isso aconteça, mas existe um adversário melhor que eu, pelo que eu o irei matar.» e « Eu quero ganhar e farei tudo para que isso aconteça, mas existe um adversário melhor que eu. Certo dia, vi-o pendurado numa janela, pois havia escorregado e não fiz nada para o salvar.» Posto isto, se o facto de eu ter matado o meu adversário é errado, também será o facto de eu o ter deixado morrer. É necessário dizer que a eutanásia activa é uma prática mais rápida e eficaz, sendo por isso menos dolorosa e durativa que a eutanásia passiva. Independentemente destes dois argumentos, o facto de hoje em dia existirem hospitais lotados a precisarem de camas, máquinas, etc., revela-nos que a eutanásia, no caso de involuntária (quando o doente se encontra em estado vegetativo) é correcta, uma vez que podem ser esses objectos a salvar outras pessoas mentalmente bem.
Existem muitas objecções à prática da eutanásia, como elementos religiosos, éticos e políticos, dependendo da sociedade em que o doente está inserido. No caso da religião, a principal objecção é o facto de considerarem que a eutanásia é tida como uma usurpação do direito à vida humana, vida essa que foi criada por Deus e é esse Deus o único que pode tirar a vida a alguém. Segundo alguns religiosos só Deus tem o poder de dar e tirar a vida, por isso o Homem não deve tentar realizar esses mesmos “milagres”, pois assim estaria a igualar-se a Deus. No meu caso, acho que o facto de a religião ser outro problema da filosofia, faz com que esta objecção fique sem efeito. Imaginemos o seguinte caso: «Maria encontra-se num estado muito debilitado de enorme sofrimento e dor e terminal, mas ainda assim racional. Ela efectua o pedido da eutanásia activa, mas os médicos e a família, muito religiosa, recusam-se a aceitar. É necessário dizer que Maria é ateísta, ou seja, não crê em quaisquer Deuses. Maria acaba por morrer dois anos após ter pedido a eutanásia activa, numa situação de sofrimento inacabável.» Apesar da morte da Maria corresponder à prática de eutanásia passiva, o que ela pretendia era a eutanásia activa, onde teria uma morte menos dolorosa e rápida. Que culpa tem a Maria que os que a rodeiam sejam religiosos? Nenhuma, mas ainda assim acabou por morrer em sofrimento. A religião não deve ter opinião quanto a este assunto, uma fez que a religião em si é um problema da filosofia ainda nos nossos dias.

Joana Teixeira disse...

Comentário sobre a Eutanásia para a disciplina de Filosofia

A eutanásia é um dos temas actuais que causa mais polémica a nível mundial dado que levanta muitos problemas do foro ético e dado o facto de causar mudanças nas relações que existem entre médicos, doentes e famílias.

Antes de dar a minha opinião acerca da eutanásia, julgo ser de importância máxima a interpretação de variadas definições de eutanásia. Tentarei arranjar três definições: uma proferida por um opositor da eutanásia, outra enunciada por um defensor desta prática e ainda uma última definição o mais imparcial possível. É também importante para a discussão deste tema fazer-se a distinção entre eutanásia e o suicídio assistido, já que se tratam de dois actos diferentes. Para além disso, é essencial ter-se conhecimento dos vários tipos de eutanásia que existem, já que esta informação serve também para se moldar a opinião relativamente a este assunto.

Para J. Gay-Williams, o filósofo que escreveu o ensaio “O erro da Eutanásia” e que é opositor desta prática, a eutanásia consiste no acto de “tirar intencionalmente a vida a alguém presumivelmente sem qualquer esperança de recuperação”.

Por outro lado, Luiz Jimenez de Asúa, professor espanhol, na sua obra "Liberdade de Amar e Direito de Morrer", define a eutanasia como a "morte que alguém proporciona a uma pessoa que padece de uma enfermidade incurável ou muito penosa, e a que tende a extinguir a agonia demasiado cruel ou prolongada".

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, eutanásia é a “doutrina que permite a antecipação da morte de doentes incuráveis, para lhes poupar os sofrimentos da agonia” ou a “morte provocada de acordo com os princípios de tal doutrina”. Esta palavra tem origem grega e significa “morte doce e fácil”.

Assim, a eutanásia consiste no acto, por exemplo, de um médico injectar num doente a dose letal suficiente para provocar a sua morte, enquanto o suicídio assistido consiste em ajudar a alguém a provocar a sua própria morte.É ainda de relevo a distinção entre os dois grandes tipos de eutanásia que actualmente são considerados:
• Eutanásia passiva – consiste na abstenção da utilização de meios e oportunidades que impedem a morte;
• Eutanásia activa – consiste na tomada de medidas activas que causem a morte sem sofrimento.

Dentro destes dois grandes tipos, existem ainda sub-diferenciações:
- Eutanásia voluntária (a pedido do doente);
- Eutanásia não voluntária (quando a pessoa não tem capacidade de expressar o seu desejo já que se encontra no estado de coma ou em estado vegetativo);
- Eutanásia involuntária (quando vai contra o desejo do seu paciente, mas é para seu benefício).

(Cocntinuação na próxima parte do comentário)

Joana Teixeira disse...

(Continuação da primeira parte do comentário)

Eu concordo com a eutanásia (com todos os tipos de eutanásia supra mencionados). Para justificar a minha opinião vou apresentar dois argumentos a favor da mesma e vou refutar um argumento que defenda o ponto de vista contrário ao meu.

Actualmente, uma das ideias que mais se tenta implementar na sociedade é a ideia de liberdade, sendo que se entende por liberdade a possibilidade da existência de independência e autonomia por parte do ser humano.

Em contraste com esta ideia surge a ideia de que matar alguém é um acto errado e imoral. O acto de causar a morte a um ser humano é incorrecto por variadas razões:
1)É uma violação do direito moral à vida desse ser humano;
2)É um desrespeito em relação à autonomia desse ser humano;
3)Impossibilita esse ser humano de continuar a viver;
4)Priva esse ser humano de aproveitar o futuro precioso que o esperava.
Todas estas razões são válidas para os homicídios, isto é, a morte causada a alguém que não concordou previamente com a mesma. No caso da eutanásia voluntária, nenhuma destas razões é válida para tornar este acto errado ou imoral. As respostas que se podem então dar aos quatro parâmetros apresentados anteriormente para demonstrar que a eutanásia não se trata de homicídio são:
1)Não consiste numa violação do direito moral à vida, já que o doente consente a sua própria morte, acabando por ser um acto voluntário e nunca forçado;
2)Dado que a autonomia é um dos parâmetros fundamentais da liberdade, sendo o Homem livre, este deve ter a possibilidade de autonomamente decidir que prefere uma morte digna a uma vida sem dignidade e de sofrimento;
3)A preferência pela morte em relação à vida é também uma decisão que apenas cabe ao doente em causa e que deve ser respeitada;
4)Um doente que opta pela eutanásia não tem como perspectivas para o seu futuro uma boa vida, repleta de alegrias e isenta de dor e sofrimento insuportáveis, pelo que a opção pelo fim da vida não é o que o impede de viver ou de vir a ter um futuro radioso.
Assim, pode-se concluir que a eutanásia não se trata de um homicídio e pode-se ainda concluir que as razões que tornam o homicídio um acto imoral são as que tornam a eutanásia um acto aceitável do ponto de vista da moralidade.

O outro argumento que vou apresentar é de modo a justificar a eutanásia que não é voluntária. Uma pessoa em morte cerebral sofreu danos irreparáveis a nível cerebral, o que resultou em perdas definitivas de funções que estão relacionadas com uma existência consciente e uma pessoa no estado vegetativo está inconsciente, ligada a máquinas para se manter viva, isto é, tem como que “uma vida artificial”. Assim, em qualquer um dos casos o doente não pode expressar a sua opinião ou demonstrar qual é o seu desejo e a sua vida não pode de todo ser caracterizada como digna. A manutenção da vida de doentes com este género de patologias tem várias objecções, sendo que a mais forte, na minha opinião, é que, não querendo parecer insensível, estão a ser utilizados materiais, máquinas e serviços médicos, que se estivessem livres poderiam ser utilizados para salvar pessoas cuja probabilidade de salvamento e de recuperação seja muito maior. São muitos os casos trazidos a público pela comunicação social de pessoas que acabaram por falecer por não lhes ter sido prestado cuidado médico a tempo de as salvar. Assim, trata-se de uma questão de, no caso da família estar de acordo com a opinião médica, se canalizar os recursos existentes para casos do mesmo nível de gravidade mas com uma possibilidade de cura muito superior.

(continua no próximo comentário)
Joana Teixeira

Joana Teixeira disse...

(Última parte do comentário)

Para finalizar, um dos argumentos utilizados pelos opositores da eutanásia é a possibilidade da descoberta da cura de doenças pouco tempo após a prática da eutanásia em relação a um certo doente. Formulando mais pormenorizadamente este argumento, os opositores afirmam que a medicina é uma ciência que está na fase evolutiva, pelo que a descoberta de curas para doenças classificadas até agora como incuráveis, como cancro em estado avançado e a SIDA, pode estar perto, pode ocorrer no dia seguinte. Assim, segundo eles, o doente deveria aguentar todas as dores e todo o sofrimento, agarrando-se à esperança de que no dia seguinte a cura pudesse ser descoberta.

Na minha opinião, este argumento é de fácil refutação dado que, pegando nas palavras dos opositores à minha ideia, sendo a medicina uma ciência evolutiva, as mudanças e as descobertas levam tempo e não ocorrem da noite para o dia. A descoberta de algum factor que contribua para a descoberta da cura não consiste na descoberta da cura em si, mas sim em mais um passo de uma longa caminhada. É então quase possível afirmar que a cura para a maioria das doenças incuráveis não será apresentada amanhã, dado que para a maioria delas ainda faltam dar muitos passos, não apenas o último. Conclui-se que um doente que aguente a dor e que viva indignamente está a apoiar-se numa esperança que quase não tem fundamento, podendo-se dizer quase que está a “viver uma mentira”. Para além disto, a maioria dos doentes que opta pela eutanásia são doentes terminais, isto é, o tempo de vida que ainda lhes resta é diminuto, o que reduz ainda mais a probabilidade da descoberta da cura da sua doença. Concluindo, julgo ser mais respeitável para um doente dar-lhe a oportunidade de escolha entre recorrer à eutanásia para pôr fim ao seu sofrimento e continuar a sofrer na esperança da cura. É ainda de grande relevo, o facto da eutanásia ser opcional e a legalização da mesma não se traduzir numa obrigação por parte do doente de optar por esta, mas sim a existência da possibilidade de escolha.

Para concluir a minha exposição, é importante perceber que a tarefa do profissional de saúde não é erradicar a morte do mundo, mas sim retardar tanto quanto possível o seu aparecimento, possibilitando ao doente o gozo de uma vida com dignidade. Quando não é possível clinicamente, julgo que o mais sensato é dar ao doente a possibilidade de escolher o que quer fazer: se quer optar pela eutanásia para acabar com a sua vida de sofrimento através de uma morte digna e indolor ou se prefere viver, apesar de todo o sofrimento e falta de qualidade de vida que daí possa advir.

Joana Teixeira
Nº17
11ºC

David Domingos 11C disse...

Na minha opinião eu sou a favor da eutanásia voluntaria, e em alguns aspectos da involuntária, por exemplo posso recorrer ao argumento que diz que a eutanásia voluntaria e diferente do assassínio em vários aspectos, isto é uma pessoa quando recorre a eutanásia significa que não esta bem, por exemplo vejamos um exemplo de uma pessoa que esta numa cama paralisada em que só mexe os lábios podendo assim só falar, será que isto constitui tirar a vida a um ser humano? É Verdade, viola os seus direitos morais a vida mas ao mesmo tempo estamos a tentar com a pessoa a seu pedido não sofra mais do que o que já sofre estando numa cama paralisada só mexendo os lábios o que deve ser muito cruel para a pessoa em causa, e com a eutanásia tirasse o direito há vida a esta o que é moralmente incorrecto mas mais importante que isso acabasse o sofrimento, pois o futuro que a esperava seria muito impeditivo, em vários aspectos desde depender de máquinas para viver até ao prolongamento do sofrimento dos próprios familiares que iam assim assistindo a uma degradação da pessoa em causa.
Podemos também falar de um dos meu argumentos favoritos a favor da eutanásia que é o argumento da autonomia, isto é uma pessoa e dono do seu próprio nariz, o que quer dizer que sabe aquilo que faz, sabe ter as suas escolhas, já toma as suas próprias decisões autónomas, com isto quero dizer que se um indivíduo prefere a morte a vida diante um sofrimento profundo, então esse pedido deve ser-lhe concebido, isto porque se somos autónomos para umas coisas então também somos para outras e temos a nossa própria opinião sobre o assunto, e salvar uma pessoa da morte quando esta o quer, e estar a faze-la sofrer ainda mais até porque quem sofre é o individuo que esta numa cama e não as pessoas que são contra a eutanásia.
Escolher a morte para si é uma violação da lei divina, uma ofensa à dignidade da pessoa, um crime contra a vida, um atentado contra a humanidade. Este é um argumento contra a eutanásia o qual se pode refutar pois a morte é uma violação da lei divida, mas a dor, o sofrimento que uma pessoa numa cama sente ainda é maior, é estar a fazer uma pessoa sofrer sem querer ou seja no fundo este argumento contradiz-se porque tirar a vida é moralmente incorrecto, mas deixar uma pessoa sofrer durante meses até anos já não é incorrecto.

gualter disse...

A minha posição em relação ao tema da eutanásia é a favor, os argumentos que eu apresento a favor da minha opinião são:
- Esta é um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal ou sem qualidade de vida, um caminho consciente que reflecte uma escolha informada, o fim de uma vida em que, quem morre não perde o poder de ser um ser humano digno até ao fim.
- A escolha pela morte, não poderá ser irrefletida. As componentes biológicos, sociais, culturais, econômicos e psíquicos têm que ser avaliados, contextualizados e pensados, de forma a assegurar a verdadeira autonomia do indivíduo que, alheio de influências exteriores à sua vontade, certifique a impossibilidade de arrependimento.
No entanto um dos vários argumentos que se opõe á minha posição é o seguinte:
- Da perspectiva da ética médica, tendo em conta o juramento de Hipócrates, segundo o qual considera-se a vida como um dom sagrado, sobre a qual o médico não pode ser juiz da vida ou da morte de alguém, a Eutanásia é considerada homicídio. Cabe assim ao médico, cumprindo o juramento Hipocrático, assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário à sua subsistência. Para além disto, pode-se verificar a existência de muitos casos em que os indivíduos estão desenganados pela Medicina tradicional e depois procurando outras alternativas conseguem se curar.

Gonçalo Barracosa disse...

A Eutanásia tem vindo a ser realizada muitas vezes, como maneira de acabar com o sofrimento do doente e da sua família no caso de este ter contraído uma doença que não tem cura ou que já esteja num estado terminal em que já não há nada a fazer. No entanto a eutanásia tem originado grandes discussões éticas e médicas, de maneira a confirmar se é um método correcto ou não. Certos filósofos defendem que é o mesmo que assassinar uma pessoa outros pelo contrário dizem que uma pessoa que tem o azar de contrair uma doença incurável que o amarre a uma cama de hospital deveria ser ajudada e no caso de querer morrer deveria ser assistida. Resumindo, poderá se colocar o seguinte problema: A Eutanásia deverá ser permitida ou não?
Há vários tipos de eutanásia: a activa (voluntária e involuntária) e a passiva(voluntária e involuntária)
Eu penso que se uma pessoa está num estado de sofrimento intenso em que já não há nada a fazer deveria ser possível, unicamente se o doente consentir, acabar com o sofrimento dele. Portanto defendo que só a eutanásia activa voluntária deveria ser legal.
Explicitada a tese, vou de seguida referir os argumentos em que me baseei para a defender.
Em primeiro lugar, eutanasiar uma pessoa que voluntariamente pediu que a ajudassem a morrer não viola o direito moral à vida, porque esta consentiu a sua morte. Também se poderá pensar que se infringe o princípio do respeito pela autonomia, o que não é verdade porque se o paciente escolheu autonomamente morrer, este princípio levar-nos-á a ajudar o paciente e não a impedi-lo. Logo, a eutanásia voluntária é diferente da involuntária, porque na involuntária quem escolhe a morte como solução não é a própria pessoa mas sim os seus familiares, o que faz com que haja uma violação do princípio do respeito pela autonomia.
Em segundo lugar, a eutanásia é diferente do assassínio porque como já foi referido anteriormente esta não constitui uma violação do direito moral à vida e também porque é uma decisão autónoma ao contrário do assassínio é retirada a vida de uma pessoa sem o consentimento da mesma.
Em terceiro lugar, a eutanásia activa voluntária deve ser permitida ao contrário da eutanásia passiva porque esta é mais misericordiosa do que a passiva. Por exemplo: se um doente que tiver dificuldades respiratórias não for ligado à máquina poderia levar horas a morrer, o que causaria muito mais sofrimento ao doente do que se lhe fosse logo administrado uma dose letal de uma substância.
Logo a eutanásia activa voluntária deveria ser legal

Consideremos a seguinte objecção á minha tese: Ao realizar a eutanásia está-se a partir do princípio que a medicina possui um conhecimento perfeito, mas isto não é totalmente verdade porque é possível um diagnóstico errado da mesma maneira que é possível um prognóstico errado. Portanto ao realizar a eutanásia nestas circunstâncias há a possibilidade de estarmos a morrer desnecessariamente.
Eu responderia que se vamos acreditar em hipóteses que acontecem raramente tanto poderíamos privar o doente de um futuro em que ele pudesse viver com qualidade como também poderíamos estar a fazê-lo sofrer mais. Contudo, eu acho que a eutanásia só seria permitida após realizar várias vezes os exames para eliminar possíveis erros, e em casos graves. Por exemplo se uma pessoa soubesse que iria entrar em estado vegetativo passado algum tempo poderia assinar um documento para que fosse possível morrer com o mínimo de sofrimento.

Ingride Ferradeira disse...

A eutanásia será, ou não, eticamente aceitável?
Existem dois tipos de eutanásia: Activa e Passiva. A eutanásia activa é quando se ajuda o paciente a morrer dando-lhe um medicamento. A passiva é quando, indirectamente, se ajuda na morte do paciente para diminuir o seu sofrimento como, por exemplo, quando não se reanima um paciente após um ataque de coração. Estes tipos de eutanásia ainda se subdividem em: voluntária (a pedido do doente), não voluntária (quando o doente se encontra em estado vegetativo) ou involuntária (contra a vontade do doente).
A meu ver, apenas a eutanásia activa voluntária é aceitável pois não é dolorosa e respeita a vontade do paciente. A passiva, embora a intenção seja acabar com o sofrimento do doente, a morte pode ser lenta e dolorosa.
É sabido que o homicídio é algo punível por lei e condenável numa sociedade. É imoral e errado. Mas a eutanásia não deve ser considerada como a perda de uma vida mas sim o permitir de uma morte digna a quem está em sofrimento. Como no caso de uma pessoa que esteja na fase terminal de uma doença incurável, que sofre dores insuportáveis, a prática da eutanásia não poderá ser considerada como roubar-lhe a vida mas sim, poupá-la a um maior sofrimento bem como aos seus familiares. O facto de um médico permitir que um paciente sofra pode ser considerado anti-ético. Devemos também respeitar a autonomia de cada um, ou seja, se alguém quer morrer não se pode questionar pois ele tem o direito a ser autónomo e a viver pacificamente com as suas decisões e se morrer é uma delas nós só temos que respeitar e ajudá-lo a concretizar a sua escolha.
Outro caso será o de alguém que após coma prolongado fica em estado vegetativo irreversível, apesar de não poder expressar a sua vontade de morrer, os seus familiares pedem a administração da eutanásia para terminar o sofrimento. Aqui pode-se colocar a questão da dificuldade de prever o tempo de vida que resta ao doente, bem como a existência da possibilidade de o diagnóstico médico estar errado levando à morte precoce e sem sentido de pacientes. Esta objecção à eutanásia tem uma resposta simples que diz que para a eutanásia ser praticável a decisão de morrer deve ser voluntária e reflectida pelo paciente e este tem que estar bem informado, tem de existir sofrimento físico ou mental considerado insuportável por aquele que o sofre, não pode haver outra solução razoável aceite pelo paciente para melhorar a situação e o médico tem que consultar outros profissionais superiores.

Ingride Ferradeira nº14 11ºC

Alice Rosmaninho 11ºC disse...

(continuação)
Na presença do argumento anterior, é possível deduzir um outro – “ Se evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva, então também justifica a eutanásia activa”. É possível assim justificar não só a eutanásia passiva, como a eutanásia activa. Se analisarmos os dois tipos de eutanásia, não existe qualquer diferença ética entre deixar morrer ou “matar”um paciente. Ou seja, o facto de um médico administrar uma substância que provoque a morte ao doente, ou deixar que este morra sem a administração de nada que o faça viver melhor corresponde exactamente à mesma importância moral. Por exemplo: um criminoso pretende matar uma determinada pessoa. Ao chegar a casa dessa pessoa, o criminoso mata-a, afogando-a numa piscina. Neste caso, podemos constactar que o criminoso agiu incorrectamente do ponto de vista moral e terá de ser punido pelo seu acto. Mas agora imaginemos que o criminoso chegava a casa dessa pessoa e se deparava com a mesma a afogar-se acidentalmente na piscina e nada fazia para impedir a morte da pessoa em causa. O criminoso, apesar de não ter sido ele a matar, permitiu que este se deixasse afogar. O exemplo demonstra assim que o valor moral da eutanásia activa e passiva é o mesmo, concluindo-se assim que se é correcto afirmar que o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva, é também correcto dizer que o sofrimento intenso justifica a eutanásia activa.
Para refutar a minha posição acerca deste problema, é frequentemente utilizado o contra-argumento da ética de qualidade de vida. Este defende que a vida é um dom recebido, mas que fica a disposição daquele que o recebe, com a tarefa de valorizá-lo quantitativamente. Isto é, todos têm direito moral à vida e de terem um futuro valioso.
“A eutanásia voluntária é diferente do assassínio em vários aspectos” é um dos possíveis argumentos para responder ao contra-argumento anterior. Como podemos constatar não é possível dizer que a eutanásia voluntária seja um acto de violação do direito moral, já que o doente aprova a sua morte. Se o paciente consente a eutanásia, significa que esta está de acordo com as suas preferências. Deste modo, é possível concluir que todas as razões defendidas no argumento anterior que nos levam a tomar como errado matar pessoas inocentes, comprovam a eutanásia voluntária.


Alice Rosmaninho nº1 11º C

Alice Rosmaninho 11ºC disse...

A eutanásia consiste na prática da morte com o intuito de atenuar o sofrimento do doente (e dos seus familiares) tendo em conta a inevitável morte, isto é, a situação incurável do ponto de vista médico. Dentro deste conceito global de eutanásia, distinguem-se principalmente dois tipos: a activa e a passiva. A eutanásia activa corresponte a acções que visam pôr término à vida, na medida em que é planeada e acordada entre o doente e o profissional que vai levar e a termo o acto. Por sua vez, a eutanásia passiva consistem em cessar todas as acções que tenham por fim prolongar a vida, ou seja, a interrupção de quaisquer cuidados médicos, farmacológicos que irão levar o doente a falecer. Também a cada um destes dois tipos de eutanásia se podem classificar em três outros: voluntários, não voluntários ou involuntários. No caso da eutanásia voluntária estamos perante uma solicitação do paciente, ou seja, o doente quer antecipar a sua morte num acto consciente. Relativamente à não voluntária, não existe por parte do paciente, nenhuma solicitação que expresse o desejo da morte, dado encontrar-se em estado vegetativo persistente ou em coma irreversível. A eutanásia involuntária ocorre quando o paciente exprime o desejo contrário, isto é, não concorda em terminar com a sua vida mesmo que seja para seu benefício.
Assim a eutanásia suscita um problema bioético: Será a legalização da eutanásia moralmente correcta? Com este problema surgem diversas perspectivas que virão a utilizar argumentos contra ou a favor tendo em conta a posição pessoal de cada um. Não há qualquer consenso a respeito deste problema, nem mesmo entre os médicos.
A minha posição acerca do problema da eutanásia é que esta deve ser permitida excepto num caso, a eutanásia involuntária. Ou seja, defendo tanto a eutanásia passiva como a activa, excepto se o paciente se opuser a ela, pois têm o direito à vida enquanto estiverem conscientes daquilo que realmente querem.
Para responder à questão de a legalização da eutanásia ser moralmente correcta ou não, existem vários argumentos possíveis. Para defender a minha tese, irei apresentar os argumentos “Evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva” e “Se evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva, então também justifica a eutanásia activa”.
Primeiramente, o argumento “Evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva” consiste em defender a eutanásia passiva (voluntária e não voluntária). Ao contrário da eutanásia activa, a eutanásia passiva não mata o paciente, apenas o deixa morrer. Deste modo a eutanásia é justificável porque assim, na minha opinião, ela é moralmente correcta. Até porque como sabemos, apesar de não ser chamada de “eutanásia passiva”, este acto já é praticado em muitos países cuja lei não permite. Existem também condições necessárias para execução da eutanásia passiva. Só é possível aplicar este método caso a doença que o paciente possua seja incurável, muito dolorosa e em situação terminal e haja uma autorização do paciente ou da família.

Nataliya Pylyp nº18 11ºc disse...

Tese: O valor moral da eutanásia depende do tipo da eutanásia.
Argumentos a favor da eutanásia voluntária:
A eutanásia voluntária é diferente do assassínio em vários aspectos;
Infelizmente, há casos em que a pessoa fica numa situação, o que se refere a saúde, muito complicada. Há muitos casos em que as pessoas sofrem de umas doenças perante quais os médicos não conseguem fazer nada, neste caso há duas hipóteses possíveis: continuar a sofrer até que se morra naturalmente ou a eutanásia, que ajuda acabar com o sofrimento. Mas esta decisão deve ser tomada pelo próprio doente uma vez que ele é que é responsável pela sua vida e ele é que sabe se deve continuar com os sofrimentos ou não. Numa outra situação os médicos ou os familiares ao praticarem eutanásia estão a cometer um crime equivalente ao assassínio.
Argumento contra a eutanásia não voluntária e involuntária:
O que se refere a eutanásia não - voluntária, os familiares não devem desistir, e achar os doentes um abuso. Na história de medicina houve muitos casos que pareciam as pessoas saíam de comas i eram curadas de doenças que eram incuráveis. Na minha opinião nós não devemos desistir mas lutar até o fim, para saber que fizemos tudo o que foi possível, porque todos nós temos direito de viver. Em relação a eutanásia involuntária, por parte dos médicos é moralmente incorrecto parar o tratamento, porque o seu dever é salvar a vida do doente e não retira-la consoante a sua vontade. O Juramento de Hipócrates diz que os médicos não usarão os seus conhecimentos para “causar danos físicos ou mentais a alguém”.
Concluindo, na minha opinião a eutanásia é um acto correcto quando é feito segundo a vontade do paciente e só no caso se ele for consciente e não for pressionado quer pelos familiares quer pelas circunstâncias que o rodeiam, em qualquer caso ele deve ser apoiado não só fisicamente mas também psicologicamente. Se a eutanásia for feita segundo a vontade dos familiares podemos correr riscos que as intenções deles não são bondosas mas, por exemplo, por razões financeiras (heranças) ou até relações pessoais (vingança).
Objecção a tese:
Quando as pessoas não são conscientes da situação em que estão por razões de coma ou de problemas mentais, por exemplo, será melhor livra-las do sofrimento e situação miserável em que estão por razão de misericórdia ou consentimento.
Resposta a objecção:
No caso das pessoas serem inconscientes, nós não sabemos a sua vontade, nós não sabemos o que pode ocorrer no momento seguinte. Eu própria assisti um caso em que rapaz de 20 anos por causa de um erro dos médicos (injectaram-lhe medicamento errado) ficou em coma em que os médicos não conseguiam fazer nada. Depois de 6 meses os médicos pensavam que não havia hipóteses de ele acordar, mas um dia ele acordou e começou a melhorar, hoje em dia esse rapaz voltou a vida normal. Se há casos em que uma pessoa melhora o seu estado, porque não tentar nos outros casos? Nós podemos acabar uma vida que não deve acabar só por nossa, assim chamada, «misericórdia».

ana catarina nº2 11ºC disse...

Eutanásia
O problema em causa consiste na seguinte pergunta:
Praticar eutanásia passiva ou activa é moralmente correcto?
Eutanásia passiva significa deixar que alguém, que sofra de uma doença mortal e que apenas viva através de processos medicinais, ficar sem estas ajudas médicas e que, consequentemente, morra, tendo em consideração o seu sofrimento e possibilidades de recuperação. A eutanásia activa difere apenas no facto de, em vez de se deixar morrer, mata-se.
Eu concordo com os dois tipos de eutanásia, no entanto não considero que na prática a eutanásia que seria efectuada seja tão moral como a que eu defendo.
No meu ver, o argumento que diz que matar alguém é intrinsecamente imoral, ou seja tirar a vida a um doente, é discutível. Eu pergunto-me que vida é que estamos a tirar, porque viver através de objectos artificiais e ainda sentir um sofrimento elevado e constante, não é viver. Ninguém consegue viver nestas condições, com a agravante de não possuir qualquer esperança de recuperação e felicidade, porque os objectivos que tinha deixaram de ser reais e a rotina em que sobrevive leva-o à loucura.
Mesmo sem acreditar numa vida após morte, ou sequer a paz eterna no céu, acredito que é mau irmos para outro lugar mas é pior ficar aqui nessas condições.
O argumento da autonomia baseia-se no direito que cada um tem de tomar as suas próprias decisões e de fazer o que quiser com a sua vida desde que não vá de encontro com a do próximo. Assim, não temos autoridade para impedir alguém de morrer, é certo que não somos obrigados a ajudá-los nisso. Mas ser médico implica ajudar os pacientes se eles quiserem mesmo morrer. Sem ajuda médica continuarão a querer morrer e, provavelmente, irão tentar matar-se de outra forma mais dolorosa. Pelo menos, dar-lhes a oportunidade de não ter de passar por isso. Dentro deste ponto de vista, estamos a ajudar o próximo.
Uma objecção que se poderá fazer a esta tese, é que se a eutanásia for legalizada, provavelmente, para satisfazer interesses político-económicos, iriam prescindir de certos critérios e matar pessoas que não quisessem morrer. Ao que eu respondo que mesmo assim, é possível que esse tipo de situações ocorram. Teremos de confiar na ética dos médicos, e garantir que irão ser estabelecidos critérios rigorosos e sistemas de segurança dos doentes avaliados. Senão, como viveremos sem poder acreditar na justiça das autoridades?
Trabalho realizado por :
Ana Catarina Machado nº 2 11ºC

Paula disse...

A eutanásia é um problema ético que envolve a morte intencional de uma pessoa com o auxílio de outra, com fins benéficos para a mesma, normalmente porque ela ou ele sofre de uma doença terminal ou incurável. Isto distingue a eutanásia da maior parte das outras formas de retirar a vida.

Por se tratar de um problema ético, diferentes pontos de vista são apresentados: a favor ou contra a eutanásia. Contudo, não são só estas as posições que são levadas em conta devido aos diferentes tipos de eutanásia existentes.

A minha opinião não é apenas baseada nos argumentos a favor ou contra mas também nas variadas categorias da eutanásia. Eu sou a favor que esta seja feita nos termos voluntários ou não voluntários tanto da forma activa como passiva. Todavia não concordo com o acto involuntário, que implica ir contra o desejo do paciente quando o que está em causa é a sua vontade de viver.

O princípio do respeito pela autonomia é um argumento a favor da eutanásia voluntária defendido por autores como Peter Singer, este defende exactamente que “os agentes racionais devem poder viver a sua existência de harmonia com as suas próprias decisões autónomas” segundo este argumento se os agentes racionais têm autonomia para escolher a morte, o que concordo, então também a têm para escolher a vida. Mesmo que as hipóteses sejam mínimas a pessoa terá igualmente o direito de decidir se prefere lutar pela vida sejam quais forem essas hipóteses ou o seu ponto de sofrimento. Por isso ir contra a sua decisão seria moralmente incorrecto. O acto involuntário não deveria ser uma forma de eutanásia.

O argumento e a objecção apresentados não vão contra o outro acto da eutanásia: Acto não voluntário. Quando as pessoas não têm a oportunidade de decidir o que desejam, essa decisão deve ser tomada pelas pessoas mais próximas, que conhecem melhor o sujeito porque irão, decerto, aproximar-se mais do seu desejo do que um médico, por exemplo, que acabou de o conhecer devido à situação em conta.

Outras questões em conflito são os tipos básicos da eutanásia: passiva e activa. Muitas pessoas que defendem a eutanásia não concordam que esta seja aplicada de uma forma activa. Na minha opinião, se o objectivo básico da aplicação da eutanásia é evitar o sofrimento intenso então a eutanásia activa também está justificada porque esta, causa até um menor sofrimento que a outra visto que os doentes a quem é feita a eutanásia passiva podem não morrer imediatamente, o que leva a que nesses casos o sofrimento seja maior.

Em suma, sou a favor da eutanásia no seu geral realizada de uma forma activa ou passiva, pelas razões já referidas, achando que a existência do acto involuntário corresponde a uma objecção para este problema ético.

Paula Melo
Nº20 11ºC

Andreia Belmonte 11ºC disse...

Podemos também afirmar que os actos do médico devem ser adaptados às necessidades de cada doente, e que este deve ter em conta que os benefícios do tratamento devem ser superiores aos incómodos impostos. A um paciente que tenha como destino inevitável a morte deve-lhe ser proporcionado tudo o quanto possível para lhe aliviar a dor e o sofrimento. É moralmente aceitável aumentar a dose de narcóticos ou analgésicos, necessária ao alívio da dor, mesmo que isso signifique a potencial morte do doente devido às insuficiências no sistema provocadas por esses mesmos medicamentos. Um dos objectivos principais dos médicos é aliviar a dor, logo permitir que um paciente sinta dor ou sofrimentos insuportáveis é uma prática médica contrária à ética.
Alguns críticos podem conceder que, em alguns casos especiais, a eutanásia é permissível. Mas se esta fosse legalizada, não iria passar muito tempo até “deslizarmos” para a eutanásia involuntária e daí para a frente começarmos a eliminar todos os indivíduos considerados socialmente indesejáveis. Para sustentar esta hipótese empírica, os críticos mencionam o exemplo do “programa de eutanásia” nazi e de todas as atrocidades que lhe seguiram. Em resposta, os defensores da eutanásia podem sustentar que os nazis nunca desenvolveram um programa de eutanásia, visto que nunca procuraram matar alguém para o benefício dessa mesma pessoa. Temos ainda a experiência holandesa onde a eutanásia já foi legalizada e nunca foi verificado que a aceitação desta prática levou a um “deslizamento” para o imoral, não constituindo um risco significativo e incontrolável.
É claro que toda esta questão de que se a eutanásia é moralmente correcta e se deve ser legalizada é muito complexa e não deve ser tomada de forma leviana. Desta forma depois de muito pensar e considerar todos os argumentos e a perspectiva dos doentes (e neste caso posso falar na primeira pessoa, pois já passei por esta situação) decidi que sou de facto a favor da eutanásia tanto activa como passiva (não incluindo a involuntária). E penso que só pela simples tentativa de nos colocarmos na posição dum doente podemos perceber a sua escolha pela morte e justificar a eutanásia.
(2ª parte)

Andreia Belmonte 11ºC disse...

A eutanásia é uma das mais importantes questões em debate hoje em dia. A verdadeira pergunta que se coloca em todos estes debates é: será a prática da eutanásia moralmente correcta? Para discutir este problema e conseguir evidenciar a minha opinião e posição em relação ao mesmo, decidi fazer primeiro uma breve explicação do que é a eutanásia e distinguir os vários tipos de eutanásia que existem.
Dar origem intencionalmente à morte de um indivíduo porque julga que isso beneficiará este último ou, pelo menos, que não o prejudicará, é considerado prática de eutanásia. Quem pratica a eutanásia pretende encurtar uma vida cuja qualidade é ou virá a ser negativa, como a de um paciente com uma doença terminal.
Uma das distinções principais entre os vários tipos de eutanásia é a que se estabelece entre a eutanásia activa e a eutanásia passiva. Considera-se que enquanto na eutanásia activa dá-se o acto de matar (administrando uma injecção letal), na eutanásia passiva não se mata, apenas se deixa morrer (não ligando o doente ao ventilador que lhe prolongaria a vida). Há ainda uma segunda distinção crucial que se estabelece entre três tipos de eutanásia: a voluntária, a não-voluntária e a involuntária. A voluntária pratica-se a pedido do paciente. Na não-voluntária quando um paciente não tem capacidade para decidir se quer continuar a viver ou não, esta decisão é efectuada pelos familiares. A eutanásia involuntária é praticada quando o paciente tem capacidade para decidir, mas não consentiu a sua morte. Há assim ao todo seis tipos possíveis de eutanásia: a eutanásia activa voluntária, a eutanásia activa não-voluntária, a eutanásia activa involuntária, a eutanásia passiva voluntária, a eutanásia passiva não-voluntária, a eutanásia passiva involuntária.
Um dos argumentos a favor da eutanásia é o do princípio do respeito pela autonomia que defende que todos os seres vivos racionais devem poder viver a sua existência de acordo com as suas próprias decisões autónomas. Sendo assim, se um doente (ser racional) escolher autonomamente morrer, o respeito pela autonomia levar-nos-á a ajudá-lo a concretizar a sua escolha.
(1ªparte)

Sandra disse...

A eutanásia é a prática pelo qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista. A eutanásia está dividida em dois grupos: a eutanásia activa, conta com o traçado de acções que têm por objectivo por fim á vida, na medida em que é planeada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar e a termo o acto; e a eutanásia passiva, que não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer, não há por isso um acto que provoque a morte, mas também não há nenhum que a impeça.
Eu sou a favor da eutanásia activa voluntária, activa não-voluntária, passiva voluntária e passiva não-voluntária. Na minha opinião o sofrimento intenso é imoral, um doente de uma doença terminal cujo processo da morte é irreversível não é correcto estar sempre a administrar narcóticos até à dose necessária sabendo que essa mesma medicação está a contribuir para o doente ter sintomas secundário e esses sintomas levarem-no à inconsciência. Eu também acho que para se evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva, então também justifica a eutanásia activa, porque se é moralmente correcto deixar o doente rejeitar a medicação ou o tratamento para deixá-lo morrer, também é moralmente correcto ele poder morrer através de uma injecção ou comprimido para evitar p sofrimento intenso.
Está nos direitos humanos que o Homem tem o direito à vida e a eutanásia significa o acto de provocar a morte, é matar uma pessoa de que se julga “indigno” o estado de saúde. E se por uma pessoa estiver a sofrer não tem direito á vida, então para que servem os médicos?
Não é por uma pessoa estar a sofrer que a podemos matar, não é para isso que a eutanásia serve, a eutanásia serve para um doente com um estado de morte irreversível e com um sofrimento intenso, possa ter uma morte digna e sem sofrimento.

Sandra Mestre, 11ºC, Nº23

Inês Belo 11ºG Nº10 disse...

Eutanásia é o acto de tirar a vida a alguém, intencionalmente, quer seja a própria vida ou a de outrem, quando este se encontra a sofrer de algum problema de saúde e não se espera qualquer recuperação, pondo-se assim fim a esse sofrimento. Pode ser praticada de modo passivo (quando se deixa o paciente morrer, parando-se os tratamentos que o mantêm vivo) ou activo (quando se lhe provoca a morte).

Mas perguntamo-nos nós: Será a eutanásia moralmente correcta ou incorrecta?
Esta é uma questão muito discutida na actualidade e causadora de muitas discordâncias. Escolher entre a concessão da morte a alguém e o seu contínuo sofrimento e daqueles que o rodeiam não é fácil. Estamos perante um conflito de valores: do que será mais correcto do ponto de vista moral e para a própria pessoa em causa.

A minha posição relativamente a este problema não é extrema. Para mim a eutanásia será aceitável em certas circunstâncias: se for voluntária – quando é desejo consciente e repetido do paciente – ou não voluntária – no caso de o paciente não conseguir de modo algum exprimir o seu desejo ou se não tiver plena consciência para decidir - por exemplo, se se tratar de uma criança -, nestes casos devem ser aqueles que lhe são próximos a decidir. Existe ainda a eutanásia involuntária – quando o paciente se mostra contra –, com a qual eu não concordo de todo.
Na escolha entre a eutanásia passiva e activa, penso que a mais certa será a activa em casos, por exemplo, em que as doenças são respiratórias – optar pela eutanásia passiva só lhe causaria um sofrimento intenso e prolongado enquanto não morresse, ao passo que pela activa não teria de passar por isso. Quando não são esses os casos, considero que tanto a escolha de uma como de outra é moralmente correcta.

Se alguém deseja desistir de viver por não suportar mais o constante e intenso sofrimento em que se encontra, o seu desejo não deveria ser impedido, esse acto só lhe causaria ainda mais dor e revolta ao ser contrariado. Independentemente do médico ou de outras pessoas (exteriores ao paciente) não concordarem, não quer dizer que estejam realmente correctas, a enorme divergência de opiniões neste assunto é a prova disso. Quem se encontra na situação saberá e tem o direito de fazer o que quiser com a sua vida – ela é da própria pessoa e de mais ninguém.
Algumas pessoas são da opinião de que a eutanásia constitui uma violação do direito à vida, no entanto, esta não seria uma vida (pelo menos no seu pleno significado e razão de existência), mas sim um sofrimento constante. Estar agarrado a uma cama de hospital não é vida para ninguém, uma pessoa também não tem o direito de sofrer tão intensamente - é uma crueldade deixá-la sofrer assim (ainda por cima se for contra a sua vontade).
Poderiam colocar-me a objecção: “Mas matar também é cruel e um acto moralmente incorrecto e repugnante!”. É verdade, mas a eutanásia não trata aqui de se estar a morrer ou não - não é motivada pelo processo de morte, nem pelo simples acto de matar -, mas de se estar a sofrer – é o sofrimento intenso e contínuo que leva à única solução de isso acabar – a morte.

Beatriz Cavaleiro disse...

Eu sou a favor da eutanásia, pois pode evitar-se muita dor e sofrimento das pessoas que já não tem qualidade de vida ou em fase terminal.
Cada pessoa tem autonomia para poder decidir por si próprias, estando na base da sua escolha a pratica ou não da eutanásia. A eutanásia não apoia nem defende a morte em si, apenas é uma maneira melhor de se morrer em vez de se sofrer uma morte lenta.
Se por exemplo, uma pessoa essa em estado vegetativo, a partir do momento em que a pessoa está sem falar, sentir, movimentar-se e até sem respirar, ela deixa de estar a viver, e de que adianta de estar ligada a aparelhos? Essa pessoa já não tem nada, não tem relacionamentos com as outras funções e nem sequer consegue exercer as suas funções básicas.
No entanto varias são as objecções à eutanásia, como a religião, sistemas poilíticos, ética e outras coisas.
As pessoas podem argumentar com a existência de Deus, se Deus nos deu a via então não temos o direito de acabar com ela, ou dizendo ate que os médicos quando se formaram fizeram o juramento de Hipócrates assim, se o medico é a favor da eutanásia esta a quebrar o juramento visto que jurou que acompanhará e defenderá o seu paciente até ao fim. Ou quando as pessoas estão em estado vegetativo tem probabilidades de se recuperarem.
No entanto a eutanásia é uma forma de morrer com dignidade. As pessoas não tem que sofrer até morrer. E os familiares devem compreender que a pessoa pode estar viva, mas não tem qualidade de vida, e está a sofrer. Quando à objecção de que Deus nos deu a vida não temos o direito de acabar com ela, como podemos saber se Deus nos deu a vida, e que Ele existe mesmo? Ou, quererá Deus o sofrimento das pessoas?
Concluindo, eu sou a favor da eutanásia pois acho que as pessoas tem o direito de não terem que sofrer, de terem que acabar a vida de forma lenta, e que se não queremos os sofrimento das outras pessoas, elas merecem o melhor. As pessoas tem o direito de morrer com dignidade.

Maria Soeiro, 11ºG disse...

A palavra eutanásia é de origem grega e está dividida em: “eu” e “thanatos”, que significa “boa morte”. Actualmente, este conceito implica acabar com uma vida humana para benefício desta, normalmente quando esta sofre de uma doença terminal ou incurável.
Actualmente a eutanásia provoca conflitos sociais, na medida em que o Estado devia proteger os seus cidadãos, porém existem aqueles que, por se encontrarem num estado de saúde extremo, decidem antecipar a morte, pondo fim ao seu sofrimento.
Existem dois tipos de eutanásia: a “eutanásia passiva”, quando se interrompe um tratamento que impede a morte de um ser humano; e a “eutanásia activa”, quando se administram comprimidos ou mesmo uma injecção no paciente, que acabam por pôr termino à vida. Segundo Faustino Vaz, há ainda 3 tipos diferentes que classificam a eutanásia: activa/passiva voluntaria, quando se acaba com a vida a pedido do doente; activa/passiva não voluntaria, quando se deixa alguém morrer, que não teve oportunidade de exprimir esse desejo, por se encontrar em estado inconsciente ou em coma vegetativo; activa/passiva involuntária, quando se decide a morte de alguém para o seu benefício, ainda que este tenha expresso um desejo contrário.
A minha opinião sobre este tema tem duas vertentes, na medida que, havendo dois tipos de eutanásia, a meu ver só um é aceitável: a eutanásia activa. Como já foi referido anteriormente esta caracteriza-se por ser uma morte rápida, ao contrário da eutanásia passiva. A meu ver a segunda significa uma morte lenta e sofrida, pois não é uma morte imediata, retiram-se todos os meios de sobrevivência, porém a primeira significa matar alguém, evitando-se horas de sofrimento intenso e inútil, pois é administrado um medicamento que acaba com a vida rapidamente.
Para mim uma pessoa que se encontre em constante sofrimento, se desejar morrer, não deve ser contrariada pois terá sempre uma vida doente. Um indivíduo que se encontra esgotado de toda a sua vida, terá apenas o desejo de pôr-lhe fim porque não será fácil passar uma vida incapacitado.
Um contra argumento ao acima apresentado é o facto de que a ciência está em constante evolução, sendo que podem ser encontradas curas ou mesmo um processo experimental que ainda não foi testado, que permita a sobrevivência. A qualquer momento poderá surgir a cura para uma determinada doença, que ao longo destes anos tem levado muitas pessoas a praticar eutanásia.
Contudo, apesar de toda a evolução da medicina, o tempo de espera é incerto. O aparecimento de uma cura pode demorar 2 dias, 2 meses ou 2 anos, ou nem chegar a aparecer. Deste modo, como é que um doente terminal ou incurável consegue ter a capacidade mental de esperar um tempo incerto por uma cura que pode nem aparecer?
Aceito a eutanásia porque nos dias de hoje a autonomia e satisfação são eticamente importantes, isto é, cada indivíduo da nossa sociedade tem o direito de pôr fim às suas necessidades. Assim, um paciente não tem só direito à vida, como também direito à morte: é um direito essencial a qualquer ser humano.

Soraia Góis disse...

A eutanásia é um meio por qual se termina com a vida de alguém que sofre de uma doença incurável. Este assunto é muitas vezes discutido, pois enquanto alguns condenam a prática de eutanásia outros defendem-na e aceitam-na.
A minha opinião sobre o problema é que eutanásia activa involuntária e passiva involuntária são moralmente incorrectas, mas considero os outros tipos aceitáveis, pois penso que cada pessoa deve escolher como quer morrer em vez de ser alguém a escolher por elas. Apesar de na eutanásia activa não voluntaria e passiva não voluntaria não ser o paciente a escolher morrer, para mim é aceitável pois se alguém se encontram em estado vegetativo ou em coma irreversível não pode escolher, não sente nada, é como se já tivesse morrido e por isso não vale a pena o sofrimento dos seus familiares e deve-se deixar a pessoa em questão descansar em paz, sem estar ligada a máquinas.
Algumas pessoas afirmam que a eutanásia activa é incorrecta mas que a passiva não o é, porque apenas se deixa morrer, mas para mim a eutanásia activa é mais compassiva pois a passiva consiste na interrupção de tratamentos e cuidados médicos, o que provoca um grande sofrimento no doente, enquanto que na activa o procedimento é rápido e a pessoa não fica em agonia varias horas.
O facto da eutanásia ser crime devia ser repensado, pois se alguém deseja morrer e acabar com a sua dor, deve poder faze-lo sem a interferência de pessoas que não tenham nada a ver com o caso.

Nelia Barriga disse...

A Eutanásia é um tema muito debatido na actualidade que levanta muitos problemas éticos e o qual pode afectar as relações familiares e a relação médico – paciente. Esta representa actualmente uma complicada questão de bioética e biodireito, pois enquanto o Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.
Pode-se dizer então que a eutanásia consiste em produzir ou acelerar a morte de alguém. Produzir a morte de alguém implica matar. Acelerar a morte de alguém implica deixar morrer.
A eutanásia pode ser caracterizada como activa e passiva. A eutanásia activa consiste em tomar medidas activas que causem a morte sem sofrimento por fins misericordiosos (ex: uma injecção letal). Enquanto que a eutanásia passiva consiste em abster-se de usar os meios e oportunidades que impedem a morte com o objectivo de minorar o sofrimento (ex: retirando tratamento de suporte à vida).
Existem seis os tipos de eutanásia:
✗ Eutanásia activa voluntária
✗ Eutanásia activa não voluntária
✗ Eutanásia activa involuntária
✗ Eutanásia passiva voluntária
✗ Eutanásia passiva não voluntária
✗ Eutanásia passiva involuntária
A minha opinião é a favor da Eutanásia, uma vez que considero o sofrimento intenso uma boa razão para perder a vontade de viver. Alguns exemplos disto são os casos de pessoas com SIDA ou câncro, em estados terminais.
Um dos argumentos que irei defender é que a Eutanásia activa é mais misercordiosa que a eutanásia passiva, isto quer dizer então que muitas vezes, aos doentes que lhes é feita a eutanásia passiva não morrem de imediato e, com isto sofrem muito. Por exemplo, temos o caso das pessoas com dificuldades respiratórias, que ao lhes desligarem as máquinas ficam em sofrimento algumas horas. Se lhes dessem um medicamento ou uma injecção poupariam-lhe algumas horas de sofrimento intenso.
Um outro argumento a favor da eutanásia é o facto do Homem ter a necessidade de satisfazer as necessidades mais básicas, sem esta capacidade, o homem sente-se um inútil. Contudo o medo de ficar só, de ser um “Fardo”, a revolta e a vontade de dizer não á vida leva a conduzir o indivíduo a pedir o direito a morrer com dignidade e a afirmar que “viver é um direito não uma obrigação”.
Existem várias objecções à prática da eutanásia, como por exemplo, elementos religiosos, éticos e políticos. No caso da religião, que na minha opiniaõ é a principal objecção é o facto de considerarem que a eutanásia é tida como um apoderamento do direito à vida humana, vida esse que foi criada por Deus e é esse Deus o único que pode tirar a vida a alguém. Eu não concordo com esta objecção pois o homem não é obrigado a viver e se está em constante sofrimento está no direito de querer acabar com esse sofrimento. E o indivíduo ao escolher a prática da eutanásia tem de ter consciência do que está a fazer, havendo consequentemente a IMPOSSIBILIDADE do arrependimento.

Nelia Barriga 11ºG

Ana Cadete disse...

Um dos problemas filosóficos com que cada vez mais pessoas se deparam no seu dia-a-dia é a Eutanásia. Será ou não moralmente correcta? As opiniões divergem cada vez mais acerca deste tema. Esta prática é ilegal em Portugal, mas em muitos outros países é legal, e consiste no facto de conceder a morte sem sofrimento a uma pessoa cujo seu estado de doença é crónico.
Em relação a este tema, existem vários tipos de Eutanásia. Inicialmente existe uma distinção entre a Eutanásia activa e a Eutanásia passiva. Esta primeira distingue-se pelo facto de se por fim à vida de uma pessoa, onde isto é planeado e negociado entre o doente e o médico tomando-se medidas activas que provoquem a morte, enquanto a segunda distingue-se por não se provocar deliberadamente a morte, mas com o tempo e com a interrupção dos cuidados médicos, o doente acaba por falecer, onde não existe um uso de meios e oportunidades que impedem a morte.
Na minha opinião a eutanásia devia ser legalizada, pois apesar de todos termos direito à vida num caso em que uma pessoa esteja em coma à bastante tempo ou em estado vegetativo em que já não consegue comer, nem falar nem se mexer e tem que ser alimentado através de sondas, as pessoas podem ter o direito de decidir se querem morrer ou não, onde muitas vezes quem tem também de decidir acerca deste facto é a família. A minha opinião consiste então numa eutanásia activa voluntária, onde, como já foi referido, se mata alguém a seu pedido, e numa eutanásia activa não voluntária que é quando se mata um paciente que entrou em coma ou está em estado vegetativo, e o paciente não teve possibilidade de exprimir esse desejo. Ninguém deve ser impedido que lhe satisfaçam o seu desejo, que neste caso é o de por fim a sua vida, devido à religião a que pertencia ou pelo seu país não legalizar este acto, pois se uma pessoa já não tem vontade de viver por estar “preso” a uma cama de hospital ou por já não aguentar as dores, o seu desejo deve ser concretizado.
"Em Nova York, uma senhora sofria há anos de enfermidade dolorosa, incurável. Num dia, em 1913 suplicou ao marido que lhe desse a morte. Nos dias seguintes, entre os desesperos de seus sofrimentos, insistia a implorar que a matassem. Por fim, com grande pena, o marido cedeu dando-lhe uma forte dose de morfina. Os juízes absolveram-no".
Por exemplo, aqui neste caso sou a favor da eutanásia pois o paciente estava em sofrimento constante e quando assim é, se o paciente o deseja porquê continuar a prende-lo à vida se está em constante sofrimento? Defendo assim a eutanásia activa pois um paciente nunca deve sofrer demasiado pois isso é considerado imoral. Muito dos pacientes que pedem aos médicos e às famílias para não viverem mais sentem-se um fardo para a sua própria família, ou então sentem-se muito sozinhos provocando uma dor ainda maior por não terem os seus familiares perto de si.
Alem de os seres humanos terem direito a vida, também têm o direito à morte, pois é um direito inerente a qualquer ser humano. Este facto deve-se a que Deus criou o homem como um ser inteligente e livre tendo assim também a capacidade de decisão se quer continuar a viver ou não.
Mas apesar de apresentarmos argumentos, que pensamos serem bons, muitas vezes estes podem ser refutados. Por exemplo, quando algum país decidisse aceitar como legal a eutanásia, esta podia ter como consequência, muitas vezes a morte sem o consentimento das pessoas, podendo assim os familiares herdeiros agir com interesse financeiro.
Mas, quando a eutanásia fosse legalizada muitas pessoas que estão em sofrimento constante poderiam “apagar” esse sofrimento, e nem todas as pessoas são capazes de matar familiares para ficar com a herança que a pessoa em questão tem para lhe deixar.



Ana Cadete 11ºG Nº2

Anónimo disse...

A Eutanásia é a prática pela qual se diminui a vida de um doente incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
Hoje em dia a Eutanásia representa um grande problema a nível da ética, por um lado o Estado tem como principal objectivo garantir a protecção da vida dos cidadãos, no entanto, existem cidadãos que devido ao seu estado de saúde desejam pôr término ao seu sofrimento adiantando deste modo a morte.
A Eutanásia pode ser dividida em dois grupos: a eutanásia activa e a passiva. A primeira conta com o delineamento de acções que têm como objectivo pôr fim à vida na medida em que esta é planeada entre o profissional e o doente. Já a segunda não provoca deliberadamente a morte, esta consiste na estagnação de todos os tratamentos e/ou outros cuidados médicos, acabando o doente por falecer.
A minha posição em relação a este problema apenas é favorável à Eutanásia Activa, uma vez que na minha opinião a Eutanásia Passiva é apenas uma forma de adiar o problema e o enfermo continua em sofrimento até chegar o dia da sua morte. Sou a favor em primeiro lugar porque a Eutanásia é uma forma de terminar com a dor e o sofrimento de uma pessoa que esteja em fase terminal, e, que não consegue ter autonomia sob o seu corpo ou que tem receio de se tornar um fardo ou mais um problema para alguém, pelo que perante este problema o doente tem o direito de pedir para que a sua vontade seja feita e assim morrer dignamente. Para além disto e uma vez que são inexistentes quaisquer outros processos que reduzam o sofrimento do doente, a Eutanásia passa a ser a única hipótese viável. Apesar dos argumentos a favor existem também diversos argumentos que podem ser usados contra a Eutanásia. Quando iniciam carreira, os médicos fazem o juramento de Hipócrates, transcrevendo uma das suas frases: «Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda» após a leitura de uma parte do juramento chegamos à conclusão que quando praticam a Eutanásia, os profissionais estão a dar um remédio mortal que induz a perda do doente, violando assim o juramento feito no princípio da sua carreira.
Uma vez que cada indivíduo tem direito à sua liberdade, eu penso que cada um pode decidir o que faz da sua vida e o rumo que lhe quer dar.
Jessica Costa, 11º C

Anónimo disse...

Parte 1
Casos como Karen Ann Quinlan, Eluana Englaro e Terri Schiavo começaram a levantar interesse na nossa sociedade no que diz respeito à eutanásia. Hoje em dia a eutanásia e considerada uma forma de terminar com a vida de outrem com o consentimento desta, porém segundo o princípio da eutanásia esta só acontece caso a vitima esteja em estado terminal ou incurável. Deste modo diferencia a eutanásia de qualquer outra forma de retirar a vida a alguém.
Quando ouvimos histórias como Eluana Englaro o nosso pensamento imediato é de misericórdia, porém nós não podemos dizer o que nos vem à cabeça só porque lemos em revistas, uma vez que primeiro teríamos de analisar cada pondo de vista, tanto positivo como negativo, e á posterior indicar o nosso parecer em relação à questão em causa.
Assim, após muitas pesquisas, incentivadas pela professora, cheguei à conclusão que defendo a eutanásia passiva voluntária, ou seja, é aquela que acontece quando alguém ajuda uma pessoa em estado terminal a acabar com a sua vida. Facto que aconteceu com o espanhol Ramón Sampedro, que desde os 26 anos era tetraplégico e que solicitou à justiça do seu país, o direito de morrer, uma vez que não aguentava mais viver naquelas circunstâncias. Porém o seu pedido não foi aceite pelo tribunal. Mas tarde decide com os amigos planear a sua morte, assim muda de cidade e com o auxílio dos mesmos bebe cianeto. Ramón nos seus últimos momentos de vida gravou um vídeo onde revelava a morte assistida, porém o acto de beber foi voluntario, uma vez que ninguém obrigou-o a beber o veneno. Contudo mais tarde a amiga do falecido foi incriminada pela polícia como responsável do acontecido, todavia um movimento internacional juntou-se à rapariga e enviou cartas a confessar o crime. Mais tarde o crime foi arquivado, como forma de impossibilidade de levantar todo as provas
Facto como o de Ramón, comoveram-se imenso levando a aceitar a eutanásia, mas não como uma solução mas sim como um alternativa a vida, uma vez que casos são casos e ninguém pode fazer um generalização em relação a este tema em causa, porque na minha opinião devemos sempre analisar a questão e depois de várias teste e exames verificar se não há mais alternativa se não aquela e se e essa é o que o sujeito quer.
Beatriz Luz, nº 4, 11º G

Anónimo disse...

Parte 2
Visto que se nós temos o direito à vida também, embora seja contraditório, também devíamos ter direito à morte. E a opção de morrer deveria depender de casa um, uma vez que o indivíduo tem a capacidade de ser autónomo e tomar certas decisões.
Outros dos argumentos que fizeram-me defender a eutanásia foi o facto de que muitas das vezes as doenças terminais causam sofrimentos insuportáveis ao paciente, e que na maioria deles a morte é irreversível. Tornando a morte o fim do sofrimento do ser humano. Porém muitas das vezes que os médicos tentam aliviar a dor num local faz como que a dor aparece noutro e por vezes mais forte, contribuindo para a depressão da respiração ou pressão arterial. Desta forma a maioria dos doentes vive drogado pelos medicamentos perdendo a sua capacidade de sobreviver, chegando a optar por morreu, uma vez que aquelas condições de “vida” são nulas.
Segundo J. Gay-Williams a eutanásia é um erro. Ele apresenta alguns argumentos contra a eutanásia dos quais o seguinte “o argumento dos efeitos práticos”. Segundo este argumento, os médicos tem como objectivo da sua vida profissional salvar vidas tornando a morte dum paciente intolerável. Assim como a eutanásia, o comportamento dos médicos poderia mudar levando ao ponto de desinteresse pela sua carreira (salvar vidas). Como consequência da eutanásia levaria à diminuição da qualidade dos cuidados médicos fornecidos.
No meu ver, este argumento trata-se de uma generalização e hipérbole da realidade. Uma vez que a eutanásia não mata todas as pessoas que querem morrer, esta só actua em casos extremos de sofrimento. E por outro lado, muitas das operações que são postas em prática para tentar salvar o paciente ou retirar a dor, são ainda piores que a eutanásia. Uma vez que usam o corpo do doente para fazer experiencias sem saber se vai fazer efeito ou não, ou seja, se aquela operação/ medicamento resultar no paciente pode ser que dê no outro se não “paciência”, tornando deste modo um ciclo vicioso de sofrimento e experiências para o paciente e médico.
Em suma, é por estes motivos que eu defendo a eutanásia como alternativa ao sofrimento de uma doença terminal.
Beatriz Luz, nº 4, 11º G

Anónimo disse...

Parte 1

A eutanásia é um acto de misericórdia na qual se tira a vida a uma pessoa intencionalmente, ou seja, uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa deliberadamente. Este acto é cometido para benefício da pessoa a quem a vida é retirada, normalmente, por esta se encontrar num estado clínico crítico – por sofrer de uma doença em estado terminal ou incurável – que lhe causa sofrimento e dor. É isto que distingue a eutanásia da maioria das outras formas de acabar com a vida de outra pessoa.
A prática da eutanásia é, na minha opinião, um direito de qualquer ser humano que se encontra num estado do qual não tem quaisquer perspectivas de uma vida saudável e próspera.
Todo e qualquer ser humano tem direito à sua autonomia e a escolher se quer dar continuidade à sua vida. O acto de viver é um direito de cada pessoa e não um dever. Em casos em que uma pessoa que tenha uma situação clínica da qual conclui que nunca terá uma vida que lhe proporcione um nível de saúde minimamente “digno” tem todo o direito de recorrer à eutanásia – morte assistida. Na minha opinião recorrer à eutanásia activa (aquela em que se tomam medidas activas que causem a morte) é dar uma morte digna e indolor a quem se encontra num estado de sofrimento, ou seja, é acabar com esse sofrimento. Ninguém deve ser obrigado a viver, muito menos a viver de uma maneira sofredora e por vezes com a consciência de que esse sofrimento poderá ser eterno. A consciência da duração desse sofrimento leva à angústia, ou seja, não basta a dor física que essas pessoas sentem mas em acréscimo também são sofredoras de uma dor psicológica que acaba com quaisquer expectativas de uma boa vida no futuro. É quando as pessoas tomam a consciência de que não podem esperar nada de bom da sua vida que percebem que não vale a pena viver. Logo tem todo o direito e autonomia de quererem morrer. Considerando, eu, a total consciência do desejo de morrer como um factor determinante para a consumação desse acto considero que deve concedido o direito de recorrer à eutanásia a qualquer ser humano que o deseje.
Além disso o objectivo da medicina é para além da cura, aliviar o sofrimento de cada paciente. Quando a medicina não é capacitada de meios que levem à cura de um paciente e quando os meios para aliviar o sofrimento desse não são suficientes então deve ser proporcionada uma morte assistida se o paciente assim o desejar.
Se nós pagamos impostos e um dos direitos que possuímos é a prestação de cuidados médicos por parte do Estado a fim de melhorar a vida de uma pessoa, então esse mesmo Estado e as suas entidades também devem proporcionar uma morte digna e provocada se essa pessoa o desejar. Como já referi, a vida é um direito e não um dever e todos temos direito e livre-arbítrio de escolher o melhor para nós. Se esse melhor for recorrer à eutanásia a fim de acabar com qualquer tipo de sofrimento então o Estado deve executar todos os esforços para a realização desse acto e desse desejo.
Para concluir gostava de salientar que sou absolutamente a favor da eutanásia activa e que discordo da eutanásia passiva. Na minha opinião o principal objectivo da eutanásia é acabar com o sofrimento da pessoa e ao se recorrer à eutanásia passiva esse sofrimento é ainda maior. Ao passo que na eutanásia activa o mesmo não acontece, considero-a uma morte digna e rápida.
David Diogo, 11º G

Anónimo disse...

Parte 2
Objecção à tese defendida
O que é que se considera “perspectivas de uma vida saudável e próspera”? Nem toda a gente tem uma vida saudável e próspera e mesmo assim não desiste de viver. Antes pelo contrário, há muita gente com um estado de saúde débil e possuidora de condições de vida que não fazem prever qualquer tipo de expectativas de que a vida no futuro lhes seja favorável mas mesmo assim lutam e fazem tudo para manter a única coisa que lhes resta a sua vida. Desistir da vida não é a solução porque para além da vida, supostamente, não há mais nada. Não há sentimentos, não há emoções, não há nada.
Mesmo quando uma pessoa se encontra num estado de saúde complicado e sofredor pode ter a consciência do seu sofrimento mas pode também ter a consciência do resto de bom que vida tem para lhe oferecer e agarra-se a essa esperança para “viver a vida” até que deixe de depender dela própria decidir se vive ou não.
Resposta
Cada caso é um caso e cada pessoa tem de ter livre-arbítrio para decidir o que é melhor para si, e se a sua vontade for morrer e acabar com o sofrimento então esse desejo deve concedido.
Há pessoas que se agarram ao facto de terem coisas que os fazem feliz e “põem na balança o que os faz feliz e o sofrimento que sentem” e a balança “pesa” mais para o lado “positivo”. Mas há outras que não têm nada e que recorrem à morte assistida como o único meio que têm para dignificar o que resta da sua vida, sendo que a essas pessoas deve ser dado o direito e os meios para atingirem o fim a que se propõem.
É imoral prolongar o sofrimento de uma pessoa que deseje morrer quando há meios para que essa vontade se realize e para que esse sofrimento acabe.
David Diogo, 11º G

Anónimo disse...

Parte 1
A palavra Eutanásia, vem do grego e significa "morte bonita". Ou seja, eutanásia é a possibilidade de um ser humano poder decidir/escolher morrer, com assistência médica, para pôr fim ao seu sofrimento, por ter uma doença incurável.
A Eutanásia é praticada e assistida por um médico, onde este é que selecciona o método que irá aplicar ao paciente.
O suicídio assistido é a ajuda do médico, em que este faz chegar ao paciente o meio para a morte, mas quem o administra é o paciente.
Todos temos liberdade e temos também de respeitar os outros.
Quando somos incapazes de manifestar vontade própria, devido à perda de consciência ou pelo impacto do sofrimento, não dá o direito às outras pessoas da família ou não, decidirem por nós, neste caso decidir sobre a morte do outro. Devemos respeitar as pessoas, porque se decidirmos a morte de outra pessoa pode ser considerável violação de liberdade e da pessoa a quem diz respeito.
A eutanásia voluntária não é a mesma coisa de assassínio, é verdade que não devemos matar uma pessoa, é errado e viola o seu direito moral à vida, mas se o paciente consente a sua morte, e quer acabar com a sua vida por estar a sofrer, tendo em conta o conhecimento da sua família, então estão a aprovar a eutanásia, sendo este um acto corajoso. Pois devemos viver com dignidade e sem sofrimento.
Joana Serra nº12 11ºG

Anónimo disse...

Parte 2
Mas, no entanto, a medicina vai evoluindo com os anos, existem outras opções para além da eutanásia, como os cuidados paliativos, por exemplo, quando as pessoas estão em fase terminal, podem recorrer aos cuidados paliativos, isto é, melhorar a qualidade de vida dos pacientes para os quais a cura não é possível, tendo como objectivo aliviar os sintomas decorrentes de doenças, ajudando assim o paciente e apoiar a sua família.
Geralmente, o paciente escolhe as suas opções, tendo esse direito, de fazer ou seguir as suas preferências. Pois se for um caso grave, e o futuro desse paciente ter uma qualidade negativa, como por exemplo, existem muitos casos em que os pacientes ficam ligados a máquinas, devido aos seus corpos estarem fracos e não conseguirem sobreviver sem estarem ligados a essa máquina, aí com consentimento próprio, podem escolher seguir com o processo da eutanásia. Pois sabem que estão em fase terminal. Mas existem casos em que as pessoas ligadas às máquinas não estão conscientes, e sua vida depende da máquina, aí a maioria das famílias optam pela eutanásia, neste caso a eutanásia é não-voluntária, porque essas pessoas estão incapacitadas, então as famílias respectivas é que escolhem vida ou morte.
A morte não é uma solução mas sim uma consequência. O Homem tem de saber lutar pela sua vida e não procurar os meios mais fáceis. Pois, se Deus lhe deu vida, só ele a tira, e a eutanásia não é correcta, pois estamos a tirar a vida a uma pessoa sabendo que existem outros meios para aliviar as dores, se formos ver muitos morrem sem necessidade, onde antes de seguirem com o processo da eutanásia, ainda estavam numa fase crítica. Isto, vai contra o Direito à vida e leva a que muitos crentes, rejeitem a Eutanásia.
Muitas pessoas, concordam que é imoral os doentes sentirem dores insuportáveis, pois não defendem a eutanásia activa, consideram que matar é sempre errado, defendem assim a eutanásia passiva. Ou seja, não devemos matar ninguém, apenas deixar morrer.
Contudo, dentro da eutanásia passiva existe a eutanásia voluntaria, não voluntaria e involuntária. A Eutanásia é involuntária é quando uma pessoa poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez, seja porque lhe perguntaram ou não, mas não lhe deu consentimento, querendo continuar a viver.
Ao evitar o sofrimento intenso justifica a eutanásia passiva e também a justifica a eutanásia activa, isto é, a diferença entre matar e deixar morrer, é destruído por si mesmo, por exemplo, se um doente tiver de ser ligado a uma máquina e não o fizermos é correcto, pelo facto de deixarmos morrer o paciente e não o matarmos, mas se provocarmos a morte através de uma injecção ou comprimido também é correcto.
Eu pelo menos não concordo com isso, porque se não ligarmos o paciente à maquina, pode levar horas até ele morrer e este vai sentir muitas dores insuportáveis, enquanto se lhe desse um medicamento que o fizesse morrer logo em vez de o fazer sofrer durante um determinado tempo, seria uma opção correcta pois evitar-se-iam horas de sofrimento intenso e inútil. Por isso, a eutanásia activa é melhor que a passiva por ser mais misericordiosa.
Joana Serra nº12 11ºG

Anónimo disse...

Parte 1
A eutanásia é um processo que, actualmente, tem sido um tema de uma intensa discussão: deverá ou não ser legalizada e se será a solução adequada.
A eutanásia consiste na forma de pôr fim à vida de um doente que se encontre em estado terminal, ou seja, num estado, que segundo dois médicos credenciados, é um estado que conduzirá à morte num período não superior a seis meses. Tem como principal objectivo terminar com o sofrimento físico e psicológico do doente.
Existem dois tipos de eutanásia: passiva, quando a pessoa morre naturalmente do processo patológico, sem que se sejam usados os meios que impeçam a morte; activa, quando o paciente é morto por medidas tomadas.
Tudo se resume a matar ou deixar morrer. Qual é a diferença então? Nenhuma! Assim, do ponto vista ético será isto moralmente correcto?
Desta forma, defendo que a eutanásia não é a solução para pôr fim à dor do doente, que é, habitualmente, o principal factor que leva a tal pedido. Todavia, não aceito que o doente, sabendo o estado em que se encontra e que lhe resta pouco tempo de vida, não possa tomar a decisão de terminar com a sua própria vida.
Assim, apoio o suicídio assistido, que consiste no fornecimento a uma pessoa que pretende matar-se, os meios para levar isso a cabo, e também a eutanásia activa voluntária, isto é, a pedido do paciente, o médico age de forma a pôr termo à vida do mesmo. Defendo este tipo de eutanásia só em casos muito particulares, mais precisamente, em casos em que os doentes demonstram estabilidade no desejo e consciência na decisão, mas por motivos da própria doença ou outros motivos motores, não conseguem eles próprios “suicidar-se”.
É importante acrescentar, que só apoio estas duas situações em casos de doentes que se encontram em estado terminal.
Se a eutanásia consiste em matar ou deixar morrer, isso não corresponde a uma violação dos direitos individuais do Homem?
O direito à vida é um dos direitos individuais e por isso invioláveis. Logo, considero a eutanásia um crime, porque é uma violação directa desse direito, em que o médico “mata” o paciente. Só o próprio paciente é que tem o direito de pôr fim à sua vida, se estiver mentalmente competente para tomar tal decisão.
O direito de escolher terminar com a dor e o sofrimento e de morrer no tempo e local da sua própria escolha, quando se encontra num estado terminal, é um direito que deveria ser concedido aos doentes como parte integrante do direito à vida. Tal direito deve incluir a capacidade de fazer uma escolha consciente e bem informada e de requerer a assistência de profissionais de saúde para que a morte seja o mais indolor, humana e digna possível. Salientando que, os médicos apenas podem fornecer os meios para tal acção e não cometê-la. Essa é uma tarefa que cabe apenas ao doente terminal. A não ser que seja um dos casos particulares já anteriormente referidos.
Outro problema que não pode ser ignorado é o facto da imprecisão e incerteza de muitos prognósticos e diagnósticos: alguns doentes cuja morte está prevista em poucos meses acabam por viver anos, enquanto que outros sobrevivem muito menos tempo do que lhes é previsto. Muitos doentes atingidos por cancros pulmonares, com metásteses cerebrais e comas profundos, se convenientemente tratados e com alguma sorte, passados alguns meses estão sem sintomas. Por isso é importante colocar a possibilidade de ocorrer uma recuperação inesperada, embora improvável.
Daniel Ricardo, 11º G

Anónimo disse...

Parte 2
Como a prática da eutanásia só se deveria aplicar a doentes em estados terminais, cujo estado é determinado por um prognóstico de vida não superior a seis meses e estes nem sempre são precisos e certos é impossível determinar quando deve ou não ser aplicada esta prática.
Assim, como é impossível determinar quando se deve recorrer a esta prática, esta nunca deve ser legitimada.

Objecção: Se a eutanásia não deve ser permitida, o que deve ser feito nos casos das crianças que nascem com malformações e que posteriormente podem vir a estar em risco de vida? Estas por não terem consciência nem estarem mentalmente competentes para tomarem decisões de tal importância não podem recorrer ao suicídio assistido. Nestas circunstâncias o mais correcto não seria adoptar um tipo de eutanásia para pôr fim às suas vidas, em que a decisão caberia aos pais que são os responsáveis,?

É verdade que nesses casos, não podem recorrer ao suicídio assistido. Contudo, se analisarmos bem também a eutanásia deveria excluir as crianças. Os seus candidatos deveriam ter pelo menos 18 anos, pois é a partir dessa idade que são considerados capazes de argumentar e defender racional e conscientemente a sua decisão.
Até lá, nem pais nem médicos devem decidir se a criança deve ou não viver, pelo contrário devem fazer de tudo para assegurar a sobrevivência da mesma. E, futuramente, quando a criança atingir a maioridade, se lhe for diagnosticada uma doença terminal, a criança tem a possibilidade de adoptar o suicídio assistido, de forma consciente.
Até aos 18 anos, por muito irreversível que seja a doença ou problema do doente, todos os esforços, tanto dos médicos como dos pais, devem apontar um único objectivo: a sobrevivência do doente. Cada qual é dono da sua vida e por isso a decisão de pôr termo à sua própria vida cabe, unicamente, à pessoa em causa.
Daniel Ricardo, 11º G

Anónimo disse...

Parte 1
A eutanásia é conhecida como a questão do “suicídio assistido” e é um problema não só ético, como moral e actualmente legal.
Este questão foca-se em torno daquilo que é certo e errado, que é permissível ou não quando se trata de prolongar a vida daqueles cuja morte já está sentenciada, quando não existe cura ou solução possível para alguém, quando um doente terminal sofre e sabe que não vai melhorar, que aquele é o seu fim; ai, nesse ponto, coloca-se a questão: deverá a pessoa sofrer e esperar pelo seu fim, ou devem os médicos auxiliar essa pessoa e permitir que ela possa sofrer menos, facilitando assim o fim da sua vida; quer seja ajudando activamente o paciente, fornecendo-lhe medicamentos ou ajudando-o passivamente, negando-lhe cuidados de saúde ou intervenções que o manteriam vivo por mais tempo.
A verdade é que sim, devemos facilitar activamente a morte dessa pessoa. Ninguém merece sofrer, ninguém merece sofrer sabendo que a sua vida não vai melhorar, que dias melhores não virão, que a sua saúde se deteriorará cada vez mais em cada fôlego, que por mais que se tente não há solução. Em todos os casos em que uma pessoa é consciente de fazer a sua escolha e decidir não sofrer mais, já que para mim não se trata de escolher morrer, mas sim de escolher o caminho mais fácil para o irremediável, ou que a pessoa não pode escolher – casos de coma, por exemplo – e em que os médicos têm certezas de que a pessoa não irá voltar a si, ou que os danos são simplesmente demasiado severos -, ai, nesses casos, a eutanásia deve ser aplicada.
E quando afirmo aplicada, digo-o de forma activa pelo que o máximo de sofrimento deve ser evitado e que a um paciente não deve ser nunca negado algum tratamento, intervenção ou máquina de suporte de vida, para o fim de uma vida humana é necessário misericórdia e esta não existe quando uma pessoa agoniza por falta de ar, porque uma máquina foi desligada ou porque simplesmente a medicação não foi administrada.
Em primeiro lugar defendo esta posição pois é desumano deixar alguém sofrer, é um facto que temos drogas, que aliviam e ajudam, mas qual é a vida de uma pessoa que sabe que vai morrer, que não pode fazer nada nos seus últimos dias, que está agarrada a uma cama, que vê os seus familiares, amigos a sofrer ao ver a sua dor, que vida é esta para alguém? Quem aceitaria acabar os seus dias assim, em agonia e dor não só física, mas emocional, destruindo e marcando a vida daqueles que ama.
Além deste argumento apresento outro, para aqueles que não podem escolher, que podem nem estar a sofrer e não têm consciência do seu estado, é correcto deixar um corpo numa cama? Sim, um corpo, porque sem consciência, falamos mesmo de um corpo, um vegetal preso a máquinas. A pessoa não sofre, isto é e pode ser um facto, mas e aqueles que o conhecem? Imaginemos alguém casado, com filhos, com primos, com uma namorada, a pessoa estar fisicamente viva vai sempre pesar na mente dessas pessoas, que não vão conseguir viver as suas vidas sabendo que o seu familiar, que aquela pessoa, está ali… Estamos a falar de algo que os vai condicionar a vida toda, que os vai influenciar negativamente mais do que uma morte alguma vez faria. Além do problema existencial que isto impõem aqueles que sobrevivem e conhecem a pessoa em estado vegetativo existe uma questão mais material, a dos recursos. Porque o mais provável é que esta pessoa nunca acorde, no entanto esta implica cuidados, medicamentos, máquinas, ou seja falamos em questões financeiras, num mundo capitalista temos de admitir que tais fundos poderiam ajudar as pessoas que de facto sabemos que podemos ajudar e não aquelas aparentemente condenadas.
Muitas pessoas argumentariam que é errado matar alguém, que é condenável injectar alguém com drogas e deixar que essa pessoa pacificamente morra, mesmo quando não existia outra solução, excepto esperar que a morte surja naturalmente.
Dulcineia Dias 11 G

Anónimo disse...

Parte 2
Pergunto a essas pessoas se ir para a guerra é errado. Ninguém tem problemas em admitir que uma guerra é, por vezes, “necessária”, que, por vezes,” lamentavelmente – acrescentam eles – inocentes morrem”, se não for a favor da guerra será possivelmente a favor da pena de morte por exemplo, quando os crimes são estupro ou assassinato. Nestes casos não será possível admitirmos que estamos a ser hipócritas, que aceitamos matar pessoas inocentes ou culpadas, dependendo do caso, pessoas acima de tudo saudáveis, sobretudo sadias.
Aceitamos sem pestanejar muitas vezes estes casos, mas eutanásia, essa já não entendemos com tanta leveza. Essa já não aceitamos tão bem, mas o que há de tão mau para aceitar, misericórdia, um fim digno, uma hora marcada, um dia no calendário, uma despedida premeditada… nada disto soa errado, porque nada disto pode ser errado, não nos podemos colocar no lugar de quem sofre e por isso não temos direito em determinar o sofrimento do outro, há que deixar quem quer viver, viver e quem vai partir escolher como o vai fazer.
Dulcineia Dias 11 G

Anónimo disse...

Parte 1
No meu ponto de vista a eutanásia é moralmente correcta em certos aspectos. Penso que não deve ser usada como opção, mas sim em casos extremos, como por exemplo doenças terminais, em que o grau de sofrimento do paciente seja elevado e impossível de amenizar de forma clínica, bem como perante a impossibilidade de recuperação clínica de um grau aceitável de capacidades físicas e mentais mantendo o controlo clínico ou farmacológico que estabilize o grau de sofrimento do paciente a um nível tolerável e aceite pelo mesmo.
No entanto coloco a questão: Após um incidente traumático, no decorrer da estabilização do paciente numa sala de urgências, se o coração parar a meio do tratamento e for exercido o direito do paciente de recusar previamente a reanimação não estarão os médicos a praticar uma eutanásia desnecessária? Não teria aquele paciente sendo reanimado e continuado o tratamento a que está a ser sujeito hipóteses de recuperar totalmente e manter um grau de vida activa aceitável e saudável?
Sou a favor da eutanásia mediante a aglomeração de factores clínicos, fisiológicos, físicos, e mentais e só após a verificação dos mesmos e extintas todas as hipóteses de cura ou amenização da situação do paciente.
Argumentos a Favor:
Alguns dos argumentos a favor desta prática ponderam ser a distinção que existe entre eutanásia e assassínio pois na eutanásia voluntaria é o paciente que consente a sua morte. Se um dos aspectos que temos que respeitar é a autonomia da pessoa então temos que a respeitar por completo, se a morte é o seu desejo, é correcto satisfazer a sua vontade. Esta deve ser uma escolha pensada e os doentes devem estar informados de todas as opções que têm, pois depois de feito não puderam voltar atrás.
Esta prática seria mais humana do que forçar um paciente a uma vida de sofrimento insuportável, pois o Homem tem que satisfazer as suas necessidades básicas e tal como diz Ramon Sampedro “a vida assim não é digna para mim”o que leva a conduzir ao desejo de pedir o direito à morte com dignidade e a afirmar que “viver é um direito não uma obrigação”. Este acto não apoia nem defende a morte, apenas é um modo que a pessoa tem para evitar uma morte lenta e dolorosa.
Outro argumento são os benefícios que a eutanásia trás ao doente. Pois se este não tem capacidade para decidir, cabe ao médico e aos familiares da pessoa discutir o processo de tratamento, no caso de ser irreversível, o aspecto mais importante que tem que ser debatido é a minimização da dor e sofrimento da pessoa, usando assim a morte como alívio da dor.
É contraditório permitir ao paciente recusar tratamento que prolongue sua vida e, ao mesmo tempo, negar-lhe o direito de solicitar a eutanásia.

Argumentos Contra
Com a legalização da eutanásia, esta poderia ser aplicada de uma forma abusiva, tendo como consequência a morte sem o consentimento das pessoas em causa, e também a mortes precoces e sem sentido. No que toca á família poderia haver interesses, acabando a mesma por incentivar o médico responsável por praticar uma eutanásia desnecessária.
Este tema é visto como algo negativo em termos de religião. A religião católica por exemplo provém que é Deus que nos dá a vida e só a este lhe compete tirá-la, levando então a completa rejeição desta prática.
Outro ponto de vista seria em relação à descriminação permitindo que grupos mais frágeis como por exemplo deficientes físicos e mentais, viciados em drogas, idosos e crianças sejam coagidos a "requerer" a prática. Isto levaria sem dúvida ao risco destes grupos serem submetidos a este procedimento desnecessariamente e sem conhecimento pleno do que estão a solicitar e das opções a considerar.
Telma Ferreira nº23 11ºG

Anónimo disse...

Parte 2
Um dos argumentos mais importantes no que toca a retirar vidas debate-se sobre o risco à integridade moral da medicina, visto que ela põe em questão a ética da própria profissão médica. Isto deve-se ao facto de os médicos terem que fazer um juramento onde promovem o combate à morte, a promoção da cura e o alívio do sofrimento. Este juramento é talvez a razão mais importante para os pacientes confiarem as suas vidas, quebrando isto levará à destruição da confiança do paciente no médico.
Objecção à tese defendida:
Sendo moralmente aceitável permitir a um doente decidir se vive ou morre é moralmente aceitável impedir um suicida de se suicidar? Não é na mesma um doente? Deverá ser recusado ao mesmo o direito de morrer mediante a sua escolha?
E se for permitido a um suicida “um doente psiquiátrico” decidir a sua morte, não será a sociedade em si a estar com problemas psiquiátricos?
Permitir a morte de um doente não será uma forma dissimulada de reduzir custos nos cuidados a que o mesmo tem direito apesar da sua condição ser irreversível?
O direito à vida é um direito constitucional e moral reconhecido e salvaguardado mundialmente, pelo que não deve ser as condições de vida do paciente a decidir se o mesmo vive ou morre, mas sim o direito do mesmo independentemente da sua classe social, profissão, raça, crenças, capacidade física e mental de se manter vivo.
Telma Ferreira nº23 11ºG

Anónimo disse...

Parte 1
Eutanásia, palavra proveniente de uma expressão grega que significa “boa morte”, designa o acto de matar um doente terminal, cujo estado incurável e irreversível o conduzirá à morte dentro de 6 meses, como forma de acabar com a sua dor e sofrimento.
Na maioria dos países do mundo tal prática é considerada crime, excepto na Holanda, onde é exercida em certas circunstâncias cuidadosamente delineadas. No entanto, começam a surgir esforços com vista à sua legalização. A questão é: A eutanásia é mesmo uma opção razoável?
No meu ponto de vista, a eutanásia não é a resposta e aproveito para lembrar o valor da vida humana e o seu perigoso questionamento pela reivindicação de uma eutanásia médica.
É importante referir que uma lei que legitimasse a eutanásia poderia ter consequências abusivas: basta a intensidade de uma dor para motivar tal pedido, no entanto, muitos seriam mortos contra o seu consentimento por motivos não misericordiosos. Não faria sentido um médico recorrer à eutanásia como forma de apressar a morte de um paciente! A sua missão deveria ser a de travar um novo combate de retardamento, de tudo tentar para conservar a vida. É raro que não haja um procedimento inédito ou uma retoma em associação de medicamentos. O pior que se pode infligir a um doente é “Lamento, não há nada a fazer”, o que é indigno é tratá-lo como se já estivesse morto ou como se já não valesse nada. Qualquer dia renunciar-se-ia a tratar activamente ou melhorar através de novos processos jovens com deficiências mentais e paraplégicos por acidente de viação e talvez até se renunciasse aos cuidados não específicos que se limitam a mantê-los com vida. Como exemplo de abandono potencial e abusivo resultante da adopção da eutanásia, temos o caso de Dr. Kevorkian. Jack Kevorkian, “Dr. Morte”, assistiu nos suicídios de Marjorie Wantz e Sherry Miller, em que ambas não se encontravam em estado terminal (inflamação pélvica e esclerose múltipla, respectivamente), mas sim num estado tratável e curável. Como tal, Dr. Kevorkian foi acusado de crime pela morte destas duas mulheres.
Victoria Zoriy, 11º G

Anónimo disse...

Parte 2
Idosos fragilizados e incapacitados são, muitas vezes, pressionados a requerer à eutanásia, pela própria vontade de o indivíduo não querer ser um “fardo” financeiro e emocional para a família, da qual depende totalmente. Geralmente, o doente não é favorável a que o executem, em oposição à família e à sociedade que fazem contas aos custos. Chega-se mesmo a encorajar a eutanásia no sentido de racionalizar os serviços de cuidados em casas de saúde. O doente que, normalmente, aceitaria ficar diminuído desde que sobrevivesse, mesmo que sentisse que a doença o levará um dia, é abandonado no momento em que, provavelmente, tem mais necessidade de ser acompanhado. A legalização tornaria a eutanásia disponível a pedido de forma que alguns familiares ou herdeiros de doentes poderiam começar a recomendá-la. O direito a morrer tornar-se-ia um dever de morrer!
Objecção: Se se ocupar uma posição contra a prática da eutanásia, o que deverá ser feito aos doentes que enfrentam sofrimento intenso e incurável? Como no caso de Jack que tinha um melanoma na barriga, um tumor sólido que os médicos pensavam ser do tamanho de uma bola de beisebol: a uma certa hora era-lhe ministrada uma dose de analgésicos para aliviar as dores, mas quase não tinha efeito e Jack, passadas algumas horas, voltava a “gemer e uivar” de dor. Hoje em dia sabemos que os medicamentos para aliviar a dor, como muitos outros, podem ter efeitos secundários irreversíveis. Assim, será a atitude mais correcta ministrar ao doente medicamentos para aliviar a dor? Estes podem muito bem trazer outras doenças e problemas. Neste sentido, a prática da eutanásia não seria a melhor resposta ao sofrimento?
Resposta à objecção: Se o Homo Sapiens sentiu a necessidade de enterrar os seus mortos, recusando-se, na expressão de Pascal, a considerá-los unicamente como um embrulho de carne e de ossos, não vêem que a legalização da eutanásia trará excessos inevitáveis? Independentemente da pressão que os doentes exercem sobre os médicos não nos devemos deixar habituar à ideia que a vida deles é menos digna e pode ser-lhes tirada “para seu bem”. A meu ver, a medicina só deve ser praticada se transmitir um respeito total pela vida humana, tornando-o uma religião. Não pretendo com isto persuadir os que tencionam institucionalizar a eutanásia, mas sendo assim também os Médicos Sem Fronteiras e os médicos da Cruz Vermelha deveriam abreviar a vida daqueles cujos estados irreversíveis resultam da desnutrição e doenças parasitárias. Actualmente, existe uma unidade de cuidados paliativos de extrema qualidade. Assim, numa perspectiva ética, a solução não é “suprimir o doente para suprimir a doença”, mas sim proporcionar-lhe todo o cuidado e conforto possíveis, de modo que viva os seus últimos dias com significado e dignidade.
Victoria Zoriy, 11º G

João Martins disse...

Comentário Escrito
Eutanásia- Parte 2

Também defendo a legalização da eutanásia porque sujeitar um ser humano que está a sofrer com dores agudas permanentes a que continue a viver e, por isso, sofrer, é desumano (até porque a vida deixa de ser digna nesse estado) e já se encaixa, ao deixá-lo viver assim, no sofrimento de torturas e de tratamentos degradantes, e que, segundo os direitos que estão consagrados ao ser humano desde o seu nascimento, não pode suceder.
Os médicos devem ter em mente que o que deve prevalecer na relação com o doente é que este deve ser respeitado, não só a sua mais profunda vontade mas também, com ela, a sua felicidade, que, no presente, pode ser melhorada ao lhe aliviarem a dor e a sua ansiedade em querer morrer para que toda aquela aflição cesse através da morte que, como se sabe, mais tarde ou mais cedo chegará para todos.
Na minha opinião, devia adotar-se a eutanásia ativa e não a passiva porque é mais misericordiosa e não difere moralmente em nada da passiva visto que ambas têm como objetivo final a morte do indivíduo. Mas, enquanto que os médicos podiam apenas administrar ao paciente o medicamente que lhe provocasse a morte de imediato (eutanásia ativa), o uso da passiva sujeitaria o paciente, dependendo do seu estado e situação, a uma espera de agonia e sofrimento intenso e que apenas serviria para o seu mal estar nas suas horas finais.
Poderão argumentar que o facto de eu defender o argumento da autonomia a favor da prática da eutanásia e ao mesmo tempo a eutanásia não voluntária e involuntária não faz sentido e tratar-se-á de um discurso lógico mal concretizado. Porém, tal como referi, a vontade do individuo deve ser respeitada acima de tudo, mas apenas quando este se encontra em plena posse das suas capacidades mentais. Defendi também que a sua família, nomeadamente a que pertence ao grau de parentesco mais próximo, teria um papel fundamental junto dos médicos e do indivíduo, estando a sua vontade racional imediatamente a seguir à deste.
Se o estado do paciente se agravasse e este estivesse de tal forma incapacitado e longe da sua verdadeira realidade e estado, então os médicos teriam de consultar a sua família que, ao fazerem a sua decisão esta seria suprida pela do individuo. É, por isso, moralmente correta a eutanásia, para além da voluntária, a do tipo não voluntária e a involuntária pois, apesar de ter defendido que as decisões do indivíduo não devariam ser alvo de qualquer tipo de coerção, no caso de este se encontrar nalgum tipo de estado de saúde em que lhe seja possível já compreender de alguma maneira todo o mal a que está a ser sujeito por parte do seu organismo, a família, tomando a importância que lhe é universalmente atribuída, os entes queridos mais próximos devem ter o direito de decidir o que é melhor para este e para o seu sossego interior, visto que no futuro apenas o espera uma existência com péssima qualidade.
Se a pessoa deseja pôr fim à sua vida que seja legalmente, sem ser de forma clandestina e vista como criminosa pois se esta não julga aqueles que não querem assentir a esta prática, estes também não a podem julgar por a querer, nem à pessoa que a ajuda a concretizá-la.
Com tudo isto, defendo a legalização da eutanásia e que quem tome esta decisão de ter uma morte digna não sejam vista como quem cometa suicídio pois, no fundo, não quer verdadeiramente acabar com a vida, mas sim pôr fim a um sofrimento físico e psicológico atroz que pode ser pior que a morte.


João Martins
Nº 15 11ºG

João Martins disse...

Comentário Escrito
Eutanásia- Parte 1

Eutanásia é o processo através do qual se põe termo à vida enferma de um indivíduo de maneira controlada e auxiliada por um especialista. A sua prática e legalização são abordadas como um assunto controverso e que levanta algumas questões morais, tornando-se assim numa discussão que as pessoas não gostam de ter por se terem de deparar com um dos seus maiores medos: a morte.
A morte, quer queiramos quer não, continuará a fazer para sempre parte do ser humano e dos seus pensamentos. A discussão da eutanásia, apesar de controversa, como já disse, é extremamente pertinente pois arranca de situações concretas da atualidade e é incompreensível a maneira como as pessoas se escandalizam quando se aborda este tema, como se a eutanásia fosse ela própria uma doença que se pudesse propagar através da discussão da sua moralidade.
Sendo a eutanásia um conceito muito vasto, é necessário, desde logo, fazer a distinção em dois tipos: a ativa e a passiva. A eutanásia ativa é quando se acionam meios que põem fim à vida, sendo estas pensadas pelo doente e pela pessoa encarregue de concretizar o ato; na passiva, há a renúncia da tomada de medidas e meios para impedir a morte. Dentro destes dois tipos enunciados, existe ainda a voluntária, que é a pedido do paciente, a não voluntária, quando o paciente não exprime a sua vontade de ser alvo da prática da eutanásia, e a involuntária, quando o paciente exprime que não quererá ser alvo de tal prática.
Do meu ponto de vista, a eutanásia devia ser legalizada e vista como moralmente correta em certas situações. Nomeadamente situações terminais, vegetativas ou quando a dor já se torne infernal e com um pedido sério, inequívoco do indivíduo, onde, o facto de este nunca vacilar durante o processo seria essencial e bastante importante para determinar a sua prática, tendo também em atenção que a sua decisão deveria ser acompanhada de, pelo menos, dois pareceres médicos juntamente com o paciente e/ou a sua família. Ou seja, com a legalização da eutanásia, deveriam ser estabelecidas numerosas práticas de proteção que visassem evitar abusos, através da sua interpretação errada, como sendo algo de espírito suicida e não como sendo algo pensado e ponderado pelas pessoas envolvidas no processo. Defendo ainda que deveria ser permitida unicamente a eutanásia ativa e todos os tipos já referidos associados a esta.
Ao ser legalizada, a eutanásia passaria a ser um direito e não uma obrigação como a generalidade da população acredita. Por isso, se o indivíduo que o quer utilizar estiver em plena posse das suas faculdades mentais e, tomando essa decisão, se for bem ponderada e com todas as condições que já mencionei, esta deve ser respeitada, sendo o mais autónoma possível e livre de qualquer tipo de interferência. É claro que os médicos que acompanham o indivíduo poderiam, com todo o direito que o título lhes confere, de informarem o enfermo de outras opções que não a eutanásia, mas é a vontade do indivíduo que deve prevalecer sempre. Se a sua vontade for morrer digna e autonomamente, o respeito que se exige pela sua autonomia atual, desde que não interfira na dos outros, terá de ser respeitada e consentido o direito à prática da eutanásia.

Anónimo disse...

Eutanásia, provem da palavra grega euthanatos, significando “boa morte”. É a prática pela qual se abrevia, sem dor e sem sofrimento, a vida de doentes considerados em fase terminal, morte cerebral, imobilidade fisica e/ou dependência de terceiros (familiares, maquinas, etc.). Pode ser distinguida através das duas características principais, - Eutanásia Activa e Eutanásia Passiva - em ambas a causa da morte é a acção humana, ou a ausência do mesmo.
Eutanasia activa é a aplicação de uma injecção letal ao paciente, provocando a sua morte sem sofrimento e sem dor. Este acto, se for da vontade do paciente, será considerado Voluntária. Caso contrário, se não é o desejo do paciente será então Involuntária. Mas, existem situações em que não acontece nem uma, nem outra coisa. Quando o paciente não demonstra capacidades para apresentar a sua posição perante a morte, é designado de Eutanásia Não voluntária.
Eutanasia passiva é efectuada através de omissão. Ou seja, São cessadas todas as acções que tenham por fim prolongar a vida do paciente. Neste caso, também poderá existir a vontade do próprio, ou não, em pôr termo ao seu sofrimento.
Eutanásia é um tema polêmico porque não há consenços, seja por posições éticas, políticas ou religiosas.
Eu, pessoalmente, concordo com a hipótese de prolongar a vida ao máximo, mesmo quando a solução para o problema é aparentemente mínima. Na actualidade, já assitimos a vários casos em os doentes recuperam “milagrosamente” de doenças considerados, praticamente, sem solução. E, no entanto sem esplicações medicas.
P. ex. A história de uma menina peruana Hellen Katty, que teve uma cura repentina após ter sido diagosticada de uma "púrpura trombocitopênica idiopática grave", que preticamente lhe tirou a vida em 1994. Os médicos já nada podiam fazer. Após a realização de vários exames médicos, a mãe da menina já estava preparar, pois já não via a filha aproximar-se cada vez mais da morte. Mesmo assim, manteve a sua fé e, no dia seguinte, depois da outra realização de exames, a medica dirigiu-se para ela dizemndo: "Senhora, a sua fé salvou a sua filha: as plaquetas subiram para 140.000. Diga à doutora Astete que a oração da estampa fez o milagre".
Sendo assim, imagine se esta doença causasse dores insopurtáveis á menina e, consequentemente, a sua mãe apela a realização de uma Eutanásia, que neste caso seria legal. Caso a medica decida efectuá-la, qual seria o momento certo?
Como é que um médico sabe que “aquele” é o momento e a hora certa para pessoa morrer?
Ao analisar a declaração de Juramento médico - Juramento de Hipócrates – econtram-se afirmações de juramentos como:
-Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda (…).
-“(...) A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. (…) Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Não será um acto contraditório da parte do médico ao praticar a eutanásia?
Como tinha referido anteriormente, sou a favor de prolongamento da vida mas reconheço que existem casos em que esse facto não possível. Casos cuja condição do paciente é demasiado complexo e extremo.
Para este caso podemos encontrar no blog, Dúvida Metódica, um exemplo sobre o filho do casal H. T. Houle que nasceu horrivelmente deformada. Tinha malformações em todo o lado esquerdo. Não tinha olho esquerdo, faltava-lhe praticamente a orelha esquerda, tinha a mão esquerda deformada; algumas das suas vértebras não estavam fundidas. Além disso, sofria de uma fístula traqueo-esofágica e não podia ser alimentada pela boca. O ar passava-lhe para o estômago, em vez de seguir para os pulmões, e o fluído gástrico subia para os pulmões.
Jailson Embaló 11º G

Anónimo disse...

Na minha opinião, e com base nas informações que me foram fornecidas através da Prof.ª, eu considero que a eutanásia deve ser considerada como direito.
Defendo esta posição pois entendo algumas das formas da eutanásia, exceptuando a activa involuntária e a de passiva involuntária, como formas de terminar o sofrimento de uma pessoa que já não tem salvação possível, é este o caso exclusivo em que eu defendo que a eutanásia deve ser um direito. Eu próprio preferiria, em caso de me encontrar num estado vegetativo definitivo ou em coma sem qualquer chance de voltar a um estado saudável, de ter a opção de deixar este mundo através da eutanásia, pois mesmo que estivéssemos vivos nestes estados, a nossa vida não seria mais que um longo período de espera até ao dia em que finalmente morreríamos.
Uma outra razão para eu defender esta posição em relação á eutanásia é devido á existência de cenários extremos como: um homem que tem um tumor já tão desenvolvido que mesmo que possa ser tratado, o próprio tratamento pode vir a ser fatal e devido a isto não se deve operar neste sujeito, apenas lhe são fornecidos analgésicos e ainda assim não são em doses suficientes para lhe acalmarem as dores. Este é um cenário extremo em que eu acho que o paciente deveria ter a escolha, se este se encontrasse racional, de acabar com a vida através da eutanásia ou não, pois acho que tudo seria melhor do que suportar esse sofrimento durante um período indeterminado de tempo.
Claro que nem todos partilham a mesma opinião que eu, e como objecção podem por a hipótese de o paciente apenas considerar a eutanásia como uma opção devido ao seu estado grave, e que se este estivesse com a sua mente completamente sã, ou pelo menos um pouco racional e soubesse que, mesmo havendo a possibilidade de ser fatal, havia um tratamento para a sua condição, este paciente poderia nem considerar a eutanásia como uma opção e descarta-la completamente, já para não referir o factor da influência familiar, no sentido em que mesmo que o paciente até esteja a considerar a opção já referida, a sua família pode intervir e mudar as suas ideias quanto a isso devido aos fortes sentimentos (que podem ser considerados condicionantes e por isso não devem ser ignorados) que nutrem em relação ao paciente. Como resposta eu digo que esta objecção, tal como os argumentos que usei para defender a minha posição, não passa de uma possibilidade que apenas pode ser confirmada por um paciente que se encontre nos estados que eu referi e além disso, ainda que a família decida interferir na decisão do paciente, esta interferência deveria apenas ser compreensiva em relação aos sentimentos do paciente e não feita de modo a pensar só nos sentimentos da família e ignorando completamente o paciente só porque este se encontra num estado nada saudável pois se este provar que consegue tomar uma decisão de tamanha importância racionalmente então deveria ter direito á eutanásia se assim o entendesse.
Nuno Filipe da Piedade Seromenho nº20 11ºG

Gonçalo Correia 11ºg disse...

A eutanásia consiste em tirar a vida a alguém que está numa situação de doença bastante complicada e sem esperança de cura ou como no caso da eutanásia passiva, apenas deixar morrer o paciente, ou seja não o reanimar ou tratar. Esta tem como objectivo acabar com o sofrimento e agonia do paciente simplesmente acelerando o processo e poupando assim a dor física e psicológica do mesmo.
Eu sou completamente de acordo com a eutanásia, à excepção de quando esta é realizada sem a permissão do doente apesar de ser realizada para seu benefício, ou seja ambas as vertentes involuntárias. A escolha deste benefício é obviamente feita pelo doente (não por os médicos ou família) que é a pessoa em causa, e só ele mesmo é que vai saber os seus desejos e o que é realmente melhor para as suas necessidades.
Eu defendo a eutanásia pois é uma forma de evitar o sofrimento dos pacientes em fase terminal. Dado que estes não têm cura e vão acabar por morrer é mais sensato não sofrerem e terem uma morte indolor e pacífica. Neste caso a família também tira partido desta situação pois é-lhe atenuado o sofrimento de ver o seu ante querido numa cama de hospital com dores insuportáveis à espera de morrer. Outra vantagem da eutanásia é a desocupação de recursos humanos e materiais em benefício dos doentes que têm esperança de recuperação, evitando assim a morte de mais pessoas desnecessariamente. Pode parecer cruel e insensível esta teoria, mas vendo a realidade, se oo paciente vai morrer na mesma é mais vantajoso para ele e para o hospital, que poupa recursos, investindo-os em quem mais precisa e por vezes não tem por haver esta ocupação dos mesmos.
Uma das objecções à eutanásia é dada por a igreja católica, e diz que deus deu a vida ao indivíduo e ninguém a não ser ele tem o direito de a tirar. Mas analisando os casos que o paciente está ligada a uma máquina em coma ou estado vegetativo, que só desta maneira conseguem sobreviver, deus já lhes tirou a vida, esta apenas é sustentada artificialmente. Apesar de que um doente em fase terminal vá acabar por morrer, a igreja acha moralmente correcto fazer sofrer o paciente apenas para respeitar esta ética sem fundamento. Se aceitarmos esta objecção então em qualquer situação que seja necessária reanimar uma pessoa a igreja também deveria de intervir, pois só deus é que tem o direito de dar e tirar a vida. No entanto a igreja não se opõe aos médicos darem a vida aos doentes apenas se opõe a estes a tirarem, sendo ambas em benefício do doente. Esta objecção está errada, visto que ela própria cai numa contradição.

Inês Marreiros 11ºG disse...

A eutanásia é um problema ético que faz surgir inúmeras divergências entre a opinião pública. Como tal, existem aqueles a favor que defendem que as pessoas que têm doenças incuráveis e que acarretam com o seu sofrimento podem e tem o direito de pedir o acto de eutanásia, por outro lado existem aqueles que afirmam que a eutanásia é um acto moralmente incorrecto, pois ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém e que estes, por sua vez, devem morrer naturalmente.
A eutanásia pode dividir-se em duas: a activa (consiste em tirar a vida alguém); a passiva (consiste em deixar morrer alguém). Ainda dentro destas existe uma divisão e como se pode verificar todas elas correspondentes (activa e a passiva)
• Eutanásia activa voluntária – quando se mata a pedido do paciente;
• Eutanásia activa não voluntária – quando se mata um paciente que se encontra em coma ou em estado vegetativo e este não teve oportunidade de exprimir o seu desejo;
• Eutanásia activa involuntária – quando se mata um paciente contra a sua vontade mas para seu beneficio;
• Eutanásia passiva voluntária – quando se deixa morrer alguém a seu pedido;
• Eutanásia passiva não voluntária – quando se deixa morrer alguém que se encontra em estado de coma ou vegetativo;
• Eutanásia passiva involuntária – quando se deixa morrer alguém contra o seu desejo.

Eu sou a favor da eutanásia, e para explicitar melhor a minha posição em relação a este assunto, irei apresentar dois argumentos:
1º Penso que as pessoas têm o poder de decisão sobre a vida delas, ou seja, uma pessoa que se encontra doente sabendo que essa tal doença é incurável, sabendo que o sofrimento e a morte estão próximas, tem o direito de pedir que lhe retirem a vida para não ter uma morte tão dolorosa e sim uma mais suave.
2º A utilização de materiais e recursos em pessoas que estão prestes a morrer é desnecessária, visto que estas se encontram em estado clínico grave. Esses recursos deveriam ser utilizados em pessoas que realmente necessitam e que ainda existe uma grande probabilidade de sobrevivência.

Uma possível objecção a estes argumentos é:
• De acordo com a ética médica e o juramento de Hipócrates, a eutanásia é considerada homicídio. Cabe assim ao médico, cumprir esse juramento e proteger o paciente dando-lhe todos os recursos e materiais possíveis para garantir a sua salvação.
Para além deste juramento, como já foi dito, o médico tem o dever e o objectivo de proteger o seu paciente livrando-o de qualquer doença ou sofrimento. Agora, imagina-se que um paciente não tem qualquer cura possível e se encontra num estado horrendo de sofrimento. Este não aguentando mais pede-lhe para morrer. Qual será o dever do médico? Ajudar o seu paciente, livrá-lo da tal dor horrenda; de todo aquele sofrimento. Para cumprir essa ética, o médico está a sacrificar um doente e isso não está correcto.

Anónimo disse...

Parte 2
A minha posição relativamente a este tema não se relaciona com o facto de nada fazermos perante o sofrimento do doente. O sofrimento do doente deve ser tido como algo intenso e imoral. Deste modo a solução é a morte. Mas para muitos matar uma pessoa é geralmente errado porque matá-la viola o seu direito moral à vida; desrespeita a sua autonomia; destrói a sua preferência de continuar a viver e priva-a de um futuro valioso. Mas para um defensor da eutanásia, esta não constitui uma violação do direito moral, já que a pessoa consente a morte. Para além disso, existe autonomia levado a cabo pela pessoa. Esta deseja, no caso da eutanásia activa voluntária, a sua própria morte. E então se quer morrer, não vai querer continuar a viver, pois sabe que não vai ter um futuro encantador! Noutras vezes, o doente que prefere a eutanásia passiva não morre logo (Por exemplo: doentes com problemas respiratórios não morrem logo quando se desliga a máquina que os ajudaria a respirar. O caminho da morte é longo e doloroso). Chega-se mesmo a entrar num processo denominado por distanásia que é formalmente considerado o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível (algumas horas ou até mesmo dias) o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura.
Então parece plausível afirmar que a morte activa é a opção mais correcta em vários aspectos. A eutanásia activa voluntária visa a aplicação de um medicamento eficaz na prevenção de horas de sofrimento intenso e dispensável. Logo, neste aspecto, a eutanásia activa é talvez mais misericordiosa que a eutanásia passiva. Com o medicamento a pessoa acaba por falecer em paz. Este direito de morrer é inegável – se por um lado a sociedade proclama o direito à vida como um valor absoluto e inviolável, então não menos importância parece ter a proclamação da autonomia e liberdade de um doente escolher a sua morte. Outro aspecto importante na morte do paciente é o bom relacionamento deste com a família e o médico. Quando não há a capacidade para tomar decisões ou porque não se sabe, ou porque se teme algo, a relação intima entre os familiares é fundamental. No momento em que se toma a decisão, a pedido do doente, deverá existir uma concordância entre a família e o médico. Este ouvirá atentamente as opiniões e estabelecerá o acto de eutanásia. Tudo se torna mais fácil quando existe conhecimento por parte da família do médico (acompanhando a sua carreira ao longo dos anos) e quando o próprio conhece a pessoa que está a cuidar. Um médico, apesar de possuir competências profissionais, tomará uma decisão fundamentalmente pessoal (no caso de conhecer o paciente). Um exemplo deste caso é o que se passa em Million Dollar Baby – Sonhos vencidos. Frankie Dunn (Clint Eastwood, actor e o realizador do filme), treinou toda a sua vida homens pugilistas. Quando decide então treinar uma rapariga, Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) para os ringues, Frankie não adivinhava que esta acabaria por ficar em coma no hospital, após um truque sujo de outra pugilista. O dever moral de Frankie transcende o carácter profissional como treinador e leva-o a cometer eutanásia, desligando a máquina e pondo termo ao sofrimento da discípula. Coube então a ele e só ele a decisão pessoal de cometer o acto.
Daniel Fragoso, 11ºC

Anónimo disse...

Parte 1
A eutanásia, que significa literalmente "uma boa morte”, é o acto de matar outra pessoa. Ao longo da história, a eutanásia tanto foi aceite pelas sociedades como foi proibida. No tempo dos gregos e dos romanos, práticas como o infanticídio, o suicídio e a eutanásia eram largamente aceites pela sociedade. Nos séculos seguintes, filósofos britânicos (David Hume e John Stuart Mill) puseram em questão a base religiosa da moralidade e a proibição absoluta do suicídio, da eutanásia e do infanticídio. De facto, antes de iniciar a minha opinião em relação à eutanásia, gostaria de referir os diferentes tipos de eutanásia.

Há dois tipos de eutanásia: a activa e a passiva. Ambas podem ser voluntárias, não voluntárias e involuntárias. A eutanásia activa voluntária ocorre quando se põe termo ao doente a pedido do mesmo, ou seja mata-se activamente o paciente. Quando se mata activamente o paciente que se encontra em coma e o próprio não teve oportunidade de expressar o seu desejo, estamos diante de uma prática de eutanásia activa e não voluntária. Por fim, quando se mata um doente que exprimiu um desejo contrário, a eutanásia activa designa-se involuntária. Por outro lado temos a eutanásia passiva. A diferença desta reside no facto de deixar morrer. Em vez de fazermos o “mal”, deixamos que este perpetue. Daí o nome de passiva. Só para fins comparativos, dou o exemplo da eutanásia passiva involuntária. Nesta, deixamos o paciente morrer contra o seu desejo expresso, ainda que fosse para o seu benefício.
Daniel Fragoso, 11ºC

Tatiana Nogueira disse...

O ser humano deve nascer com amor, crescer saudável e padecer de modo natural e não desnecessário.
Na minha opinião a eutanásia não deve ser legalizada, pois tal acontecimento iria promover a possível não preocupação com os doentes.
Com a falta de equipamento para tratar as pessoas que recorrem ao serviço de urgências (entre outros serviços hospitalares) aqueles cuja situação não detivesse uma solução imediata e a doença provocasse dores (que o paciente não suportasse), com a aplicação da eutanásia facilmente " desocuparia" a maca onde se encontrava.
Já aconteceu pensarem que as pessoas possuem doenças ou vírus que não detém cura num determinado momento e descobrir-se noutro ou como ocorre também (mas infelizmente em menos número) o próprio organismo "regenera" e a pessoa consegue prolongar a sua vida.
Caso esta fosse legalizada e a pessoa que a aplicou, por razões anteriormente referidas, for colocada em tribunal, esta alegará que o paciente se encontrava numa situação insuportável, que não teria hipótese de sobrivivência e seria difícil refutar o mesmo (...)
Perder-se-ia uma vida desnecessáriamente.
Assim, a eutanásia não deve ser legalizada.