domingo, 14 de fevereiro de 2010

S. Valentim: O amor ou o sonho do amor?

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Fotografia de Elliot Erwitt (nascido em 1928), fotógrafo da agência Magnum.

“Não há uma ciência do amor porque este é demasiado vário e próteo para se lhe poder aplicar uma teoria. As pessoas tentam amar como os montanhistas tentam escalar o Evereste: trepam com o auxílio  dos pés e das mãos, e acabam por acampar no sopé da montanha, ou a meio da ascensão, onde quer quer que os seus compromissos os deixem. Alguns chegam suficientemente alto para ver a vista, que todos sabemos ser magnífica, pois todos a vislumbrámos já em sonhos. E é precisamente disso que trata a festa de S. Valentim: o sonho do amor. A vida seria realmente amarga se esse sonho nunca se tornasse realidade (…).”

A. C. Grayling, O significado das coisas, Lisboa, 2002, Edições Gradiva, pp. 91-92.

Pode ver outras fotografias de Elliot Erwitt aqui.

4 comentários:

serpai disse...

E un día mas de recorrer blogs interesantes, hoy paso por el tuyo que esta lindo...!!!
Ya me agradaría a mí que, si pasas por el mío, también te suceda lo mismo...!!!
Pero cualquiera que sea la impresión... siempre habrá una bienvenida para tí!!!

Sergio

Sara Raposo disse...

Sérgio:

Agradeço as palavras simpáticas. Espero que este blogue lhe possa ser útil, sobretudo, para reflectir ou discutir acerca de questões filosóficas.
Cumprimentos.

Mar Arável disse...

Na verdade o amor não tem fronteiras e até derruba fronteiras
por amor

Bem-vindos ao meu mar

Anónimo disse...

Caso nunca se torne realidade (e isso sucede na vida de algumas pessoas particularmente infelizes no amor), a infelicidade é certa e a vida será muito amarga, como diz A. C. Grayling.
Não me parece que o amor, mesmo retribuído, livre sempre as pessoas da infelicidade, mas deixo esse ponto e faço-lhe antes outra pergunta.
Na sua opinião, a falta de amor faz com que a vida de uma pessoa não tenha sentido? Para uma vida ter sentido será necessário incluir amor?

Fernanda Colaço