quinta-feira, 22 de julho de 2010

Novas Oportunidades: existo, logo mereço um diploma

 

Qualquer semelhança com a realidade talvez não seja mera coincidência… E é provavelmente por ser demasiado realista que só provoca sorrisos amarelos e tristes.

8 comentários:

Anónimo disse...

Inteligências, inteligências, trabalhos à parte.
Ainda diz que não se fala de inteligências! Não se fala é de trabalho, de esforço e de dedicação.
Helena

relogio.de.corda disse...

lol...licenciatura imediata em História e Física... Quem fez esta brincadeira sabia bem o alvo a atingir!

Micael Sousa disse...

Muitas pessoas merecem a certificação das suas competências. No entanto por questões burocráticas e administrativas existe o interesse em certificar o maior número de pessoas. Quanto a mim não é o principio que está mal, o que deve ser contestado é a sua aplicação.

Existem de facto pessoas que merecem a qualificação por estes meios, outros que seguramente não.

Outra questão. Novas Oportunidades não é sinónimo de RVCC. Nas novas oportunidades constam vários programas bastante complexos e elaborados, alguns mais ricos e melhores em conteudos que a educação convencional.

Carlos Pires disse...

Helena:

é verdade que também se fala pouco de trabalho!

Carlos Pires disse...

Relógio:

Os autores das ideias absurdas que estragam há anos a educação em Portugal estão identificados há muito. Infelizmente, parecem ser inimputáveis e inatingíveis: disparate após disparate continuam a exercer a sua nefasta influência.

Carlos Pires disse...

Micael:

É verdade que a certificação pode fazer sentido. Por exemplo: muitos professores nunca fizeram nenhuma formação em informática mas sabem bastante de informática, pelo que faz sentido avaliar o que sabem e dar-lhes uma certificação. (Curiosamente nos últimos meses tem-se falado da Certificação das Competências TIC dos professores e o que afinal foi feito foi ministrar umas rápidas acções de formação onde os professores foram aprender o que já sabem.)
Mas para fazer sentido tem de haver exigência e rigor. O que, dizem muitas pessoas envolvidas, não sucede nas NO.

Maria José Meireles disse...

Sou professora e sou obediente mas por vezes o sistema leva-me a situações em que eu penso: "estarei nos apanhados?".
Quando vi este vídeo eu ri de mim própria (e com muita vontade).

Carlos Pires disse...

Maria José Meireles:

Os professores devem cumprir a lei mas simultaneamente devem ter autonomia e espírito crítico. É preciso um certo equilíbrio entre as duas coisas e duvido que a palavra "obediente" o possa exprimir.
Num sistema educativo mais influenciado pela razão e pela experiência do que pela ideologia esse equilíbrio não é difícil de conseguir. Pelo contrário, no sistema educativo português, que é um paraíso para a ideologia, os professores com autonomia e espírito crítico têm imensa dificuldade em obedecer às leis . tão absurdas estas são! A comparação que fez com os 'apanhados' é completamente justificada e nada exagerada!