sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Contra a discriminação ou a promoção da homossexualidade?

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O leitor André, no post anterior, chamou a  atenção para uma notícia do jornal Público que vale a pena ler.

Dado que este ano lectivo alguns professores, em cada conselho de turma,  têm - obrigatoriamente - de abordar temas relacionados com a Educação sexual, faz todo o sentido reflectirmos a propósito do assunto discutido na notícia e da questão colocada:

O tipo de campanha noticiada no jornal baseia-se em pressupostos ideológicos que visam promover a homossexualidade ou, pelo contrário, promove a igualdade e a não discriminação? 

Os cartazes desta  campanha deveriam ser afixados em todas as escolas públicas? Porquê?

4 comentários:

Gerson Avillez disse...

O que tem ocorrido, ao menos no Brasil comigo, é sim algo tendensiosamente forçado o que em extremos chega a refletir o oposto do homofobia numa heterofobia contra a lei de liberdade sexual vigente no país, precionando por vias veladas tais torções como preconceitos sobn a falacia do mesmo ser hetero, ser considerado homofóbico.
Sendo a favor da liberdade sexual plenament prevista por lei que não julga por preferência ou cor, o que jamais ocorreu na prática numa tentativa de ainda marginalizar aqueles por meramente quererem ser heteros.

Milu disse...

Na minha opinião este tipo de iniciativas são já desnecessárias, pois o preconceito no que respeita à homossexualidade está gradualmente a desaparecer, e muito naturalmente. O tempo faz muito, é só deixá-lo operar. Nas minhas relações tenho reparado que as pessoas já nem se interessam por notícias sobre acontecimentos ligados à homossexualidade, não só porque têm outros assuntos mais prementes para se preocuparem, pois os tempos que se atravessam estão sérios, como pelo facto da homossexualidade se ter tornado um assunto corriqueiro. A verdade é que este é um assunto praticamente arrumado. Que nos interessa a nós quantos casamentos gays já se concretizaram, ou quantos já se desfizeram? Nada! Mas se insistirem em campanhas deste género, então sim, já temos um problema...

Milu disse...

Volto aqui porque me esqueci de no primeiro comentário fazer a abordagem se estas campanhas visam a promoção da homossexualidade. Não creio que tenham propriamente essa intenção, que tenham sido concebidas com esse fito, mas lá que promovem, promovem. No fundo, assoma-me à ideia que estes cartazes funcionam como os anúncios publicitários, que por vezes nos pretendem fazer crer, que quem não consome o produto anunciado está "de fora", ou seja, não é deste tempo.

andré disse...

3 raparigas (ou rapazes) juntas e as frases " Ela é lésboa e estams bem com isso" e " O Bulliyng homófobico não é aceitável na nossa escola", em meu entender são a promoção de uma cultura de Direitos Humanos e de bem estar social e individual.

Estes cartazes nunca funcionarão como anúncios publicitários pois a escolha(?) da nossa sexualidade não é comparável com a escolha do refrigerante que bebemos...

Outra questão é: serão estes cartazes necessários ou não? Existe bullying homossexual nas escolas ou não? Caso a resposta seja positiva, são necessários. Se for negativa, que se poupe dinheiro.

Que o Ministério da Educação os recuse ajudar a distribuir porque podem promover a homossexualidade, é que me parece inacreditável...