Há filmes portugueses que vale a pena ver no cinema, este é um deles!
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Indicações para o trabalho a realizar sobre o aborto (10º B)
Para complementar as informações fornecidas na aula acerca da elaboração de um ensaio argumentativo devem ler AQUI.
Leituras sobre o problema do aborto:
Argumentos consequencialistas a favor do aborto
Argumentos contra o aborto
Aborto: o argumento do violinista
Aborto: um assunto de mulheres?
http://criticanarede.com/eti_abortopublico.html
http://criticanarede.com/eti_abortopg.html
http://criticanarede.com/aborto.html
Trabalhos realizados por alunos (são apresentados a título de exemplo, a sua leitura é facultativa, ao contrário dos textos anteriores, cuja leitura é obrigatória):
Aborto: contra
Aborto: a favor
O aborto em debate: a opinião dos alunos (1)
O aborto em debate: a opinião dos alunos (2)
A estrutura do ensaio deverá obedecer às indicações dadas pela professora e será realizado na aula da próxima segunda-feira (4 de Junho). Não esqueçam que haverá, posteriormente, um debate sobre este problema da ética aplicada e, portanto, trata-se de defender - por escrito - algumas das ideias que irão ser depois sujeitas à discussão.
Bom trabalho! :)
Direitos da criança e deveres da sociedade
Declaração dos Direitos da Criança, artigo 7 e artigo 9.
“A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade.”
“A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.”
Fotogaleria com imagens alusivas aos vários direitos da criança AQUI.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Declaração de princípios
Corto Maltese, de Hugo Pratt.
TE DEUM
Not because of victories
I sing,
having none,
but for the common sunshine,
the breeze,
the largess of the spring.Not for victory
but for the day's work done
as well as I was able;
not for a seat upon the dais
but at the common table.Charles Reznikoff
A que se deve a crise?
Mais informações sobre o livro aqui.
O jornalista Pedro Santos Guerreiro, do jornal de negócios online, escreveu uma crónica que vale mesmo a pena ler. Porque falham as nações e se vive, actualmente, num contexto de uma crise económica e social aguda? Qual é a origem do poder, da prosperidade e da riqueza?
Daron Acemoglu e James A. Robinson (sobre os autores ver aqui) respondem num livro de economia, que ainda não está traduzido em português. A causa do falhanço, dizem eles, são as instituições. Como é que esta tese se aplica a Portugal?
Leiam o artigo deste jornalista e encontrarão a resposta.
"Estamos fartos de coisas giras, queremos economia a sério. Economia a sério não é a verrina das "oportunidades", é concorrência, acesso, liberdade, mérito. A sociedade civil não precisa de libertar-se do Estado, o Estado é que precisa de libertar-se da elite intendente, e dependente, que através dele sufoca a sociedade civil. Sejamos antidepressivos como é preciso: à bruta.
A tese está num daqueles livros que aparecem de vez em quando, livros "de economia" que toda a gente vai ler. Foi assim com "O Cisne Negro", com "O Mundo é Plano", com "Freakonomics". Será assim com este: "Why Nations Fail". Tradução livre (o livro ainda não está traduzido para Portugal): Porque falham as Nações. Não falta o ponto de interrogação, o livro não pergunta, responde. E a resposta pode aplicar-se a Portugal. Com alguma vergonha.
A recensão fica para outro texto. Aqui, para o que interessa, ficam três penadas. Ao contrário das teses clássicas, que atribuem os fracassos a questões geográficas, climatéricas ou culturais, o livro de Daron Acemoglu e James A. Robinson invoca as instituições. Só um quadro institucional estável, credível e em liberdade motiva ciclos de inovação, de investimento, de expansão, de prosperidade. Se os países estão aprisionados em elites, políticas ou económicas, o "elevador social" não funciona, nem vale a pena tentar.
A. Robinson invoca as instituições. Só um quadro institucional estável, credível e em liberdade motiva ciclos de inovação, de investimento, de expansão, de prosperidade. Se os países estão aprisionados em elites, políticas ou económicas, o "elevador social" não funciona, nem vale a pena tentar.
Falemos de Portugal. Nem é preciso listar a miserável reputação da maioria das instituições. Basta pensar nas possibilidades: estão cerradas. Quem tem uma ideia para um projecto precisa de dinheiro. Como não há capital acumulado em famílias, nem em capitais de risco, restam duas vias: a banca e os fundos comunitários. Na banca, ou se tem pais anónimos mas ricos, ou pobres mas famosos. Nos fundos comunitários, é preciso pagar comissões às associações empresariais que histórica e vergonhosamente controlam a distribuição do dinheiro. Se a empresa arranca, precisa de padrinhos ou de financiar partidos para ganhar concursos públicos. Se tem lucro, é tributada; se não tem lucro, é fiscalizada. É uma economia a inferno aberto.
O inferno é Portugal ser um sistema fechado, dominado por uma elite que reparte o poder, a riqueza, o dinheiro. Transfere a fortuna para "offshores" e dá-nos lições de moral. Diz-nos para nos fazermos à vida, mas depende da sociedade que critica."
O artigo pode ser lido na integra aqui.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Votos de bom estudo para os alunos do 10º D!
Aprender (e, consequentemente, ter boas notas) ajuda as pessoas a irem mais longe. Espero que não se esqueçam disso ao estudar para o teste de amanhã. Até porque, como sabem, não será o teste mais fácil que já fizeram na vida.
Bom estudo!
Fotografia de Lissy Elle.