“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Mandela: 1918-2013
Para saber mais, clicar na imagem.
“Dediquei toda a minha vida à luta do povo africano. Tenho lutado contra o domínio dos brancos, tal como tenho lutado contra o domínio dos negros. Sempre defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, em que todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e dispor das mesmas oportunidades. É por esse ideal que espero viver para um dia o concretizar. Mas se necessário for, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.”
(Excerto do final do discurso que Nelson Mandela proferiu no banco dos réus no julgamento de Rivonia, a 20 de Abril de 1964)
É fácil ter, independentemente das convicções políticas de cada um, uma enorme admiração por Nelson Mandela – o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, que esteve preso mais de vinte e sete anos em nome da luta pelos direitos humanos. Se à partida o leitor já possui alguma consciência da grandeza deste homem, quando acabar de ler este livro, estou certa, esta ideia terá sido reforçada.
Os diferentes textos que fazem parte do “Arquivo íntimo” não foram escritos com o intuito de serem publicados em livro. São cartas, entrevistas, notas (em agendas e blocos de apontamentos) dispersos. Dizem respeito à vida pessoal e política do antigo presidente e foram, só agora, reunidos. Estes documentos encontravam-se arquivados, na sua maior parte, no Centro de Memória e diálogo Nelson Mandela e a sua organização foi coordenada por Verne Harris.
O livro está organizado em quatro partes: pastoral, drama, epopeia e tragicomédia. Em cada uma das partes há capítulos que versam, entre outros, sobre temas como “Comunidade” (capítulo 2) “Não há razão para matar” (capítulo 4); “As cadeias do corpo” (capítulo 6); “Homem inadaptado” (capítulo 7); “Táctica” (capítulo 10); “Tempo de calendário” (capítulo 11) e “Em viagem” (capítulo 13). O prefácio do livro é escrito por Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos.
Através das palavras do mais conhecido prisioneiro de Robben Island testemunhamos acontecimentos da história recente da África do Sul. O mais impressionante é a sua capacidade de resistir, com coragem, serenidade, gentileza e lucidez, às mais terríveis adversidades, físicas e psicológicas. Mandela nunca desistiu de dialogar, mesmo nas condições mais extremas. Perante guardas que tratavam os prisioneiros políticos como seres não humanos, submetendo-os a tortura e a humilhações sistemáticas, ele procura, através de argumentos racionais e de forma persistente, convencê-los a mudar o seu comportamento para com os presos.
Nas cartas e entrevistas transcritas encontram-se reflexões sobre a natureza humana, a política, o sentido da vida, a resistência às injustiças sociais, o exercício do poder político, por exemplo. A simplicidade e a clareza com que são apresentadas as ideias e a coerência que Mandela tem mantido, ao longo da sua vida, em relação aos ideais políticos da democracia, da igualdade e da justiça, fazem dele um homem admirável.
Com humildade, ele alerta-nos para a possibilidade de, por ter passado tanto tempo na prisão, ter projectado, involuntariamente, uma falsa imagem de si. E repete, diversas vezes ao longo desta obra, que nunca foi um santo, mas sim um ser humano falível e inseguro.
Como ele próprio explica: “Sempre me movimentei em círculos onde o senso comum e a experiência prática eram importantes, e onde elevadas qualificações académicas não eram necessariamente decisivas. Pouco do que me tinha sido ensinado na faculdade parecia directamente relevante no meu novo ambiente. Qualquer professor médio evitava temas como a opressão racial, a falta de oportunidades para os negros e as inúmeras indignidades a que estão sujeitos na vida do dia-a-dia. Nenhum professor me disse alguma vez como erradicar os malefícios dos preconceitos raciais, nem me indicou livros que eu poderia ler sobre este assunto, ou as organizações políticas a que me poderia associar se quisesse fazer parte de um movimento de libertação disciplinado. Tive de aprender todas estas coisas aleatoriamente e através de tentativas e erros.”
Nelson Mandela, “Arquivo íntimo” , Lisboa, 2010, Editora Objectiva, págs. 122 e 27.
O Conselheiro: argumento de Cormac Mccarthy
Vale a pena ver este filme, em exibição em muitas salas de cinema do país, do realizador Ridley Scott. O argumento é do grande escritor americano Cormac Mccarthy, autor de romances como "A estrada" e "Este país não é para velhos", ambos adaptados ao cinema.
O pano de fundo é o tráfico de droga na cidade mexicana de Juarez (uma das mais violentas do mundo). Alguns dos atores são muito conhecidos do grande público. Mas o filme vale sobretudo pelos diálogos, espantosos, acerca do livre-arbítrio, da moralidade, do sentido da vida e da morte - do mundo em que vivemos.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Maria Callas: a maior soprano de sempre

Para quem não sabe, Maria Callas faria hoje 90 anos.
Ela foi uma cantora lírica americana de ascendência grega. É considerada a maior soprano de todos os tempos. Para perceber porquê basta ouvi-la, sem preconceitos - frequentes em alunos, pelo que observo - em relação a um certo tipo de música (ópera e música clássica) .
Atrevo-me a dizer que esta música é mesmo música e não ruído, o que é mais comum alguns adolescentes ouvirem hoje em dia. É claro que esta minha opinião é discutível, mas tenho dúvidas que alguém consiga provar-me o contrário. Podem tentar, eu agradeço! :)
domingo, 1 de dezembro de 2013
Matriz do 2º teste de Filosofia do 10º A
2013-14 10º Matriz do 2º teste by dmetódica
Links sobre o problema do livre-arbítrio:
Formulação do problema do livre-arbítrio (1)
Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio
O Determinismo
A resposta do determinismo radical (2)
Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito
Argumentos a favor do Libertismo
O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele
Livre-arbítrio e responsabilidade moral: duas situações
Sobre o livre arbítrio
Terá o determinista radical razão?
Responder a questões sobre o sentido da vida e o livre-arbítrio... aos 9
O livre-arbítrio é uma criação humana e… existe!
Numa guerra, pode-se escolher não matar?
sábado, 30 de novembro de 2013
Matriz do 2º teste do 10º ano: turmas B e C
Duração: 90 minutos
Objetivos *:
1. Efetuar a negação de proposições apresentadas.
2. Distinguir condições suficientes e necessárias.
3. Explicar o que é uma definição explícita.
4. Distinguir definições implícitas de definições explícitas.
5. Distinguir boas e más definições explícitas.
6. Explicar o que é um raciocínio.
7. Distinguir raciocínios de não raciocínios.
8. Identificar as premissas e a conclusão de raciocínios.
9. Identificar as premissas ocultas de entimemas.
10. Colocar raciocínios na expressão canónica.
11. Relacionar raciocínios e argumentos.
12. Distinguir validade dedutiva de validade não dedutiva.
13. Explicar o que são generalizações e previsões.
14. Avaliar raciocínios dedutivos, distinguindo os válidos dos inválidos.
15. Distinguir a afirmação da antecedente e a negação da consequente de formas de raciocínio inválidas como a negação da antecedente e a afirmação da consequente.
16. Construir argumentos válidos a partir de frases dadas.
17. Explicar o que é um argumento sólido.
18. Explicar o que é uma ação.
19. Distinguir ações de não ações.
20. Distinguir ações que envolvem deliberação de ações que não envolvem deliberação.
21. Explicar a diferença entre deliberação racional e deliberação não racional.
22. Esclarecer o conceito de determinismo.
23. Esclarecer o conceito de livre-arbítrio.
24. Explicar qual é o problema do livre-arbítrio.
25. Explicar quais são as teses defendidas pelo Determinismo Radical.
26. Explicar os argumentos do Determinismo Radical.
27. Explicar as objeções ao Determinismo Radical estudadas.
28. Discutir: o que é mais plausível os argumentos do Determinismo Radical ou as objeções?
Links:
Os links indicados na Matriz do 2º mini teste.
Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio
O Determinismo
Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito
Posts úteis, embora não usados nas aulas:
Formulação do problema do livre-arbítrio (1)
Sobre o livre arbítrio
Terá o determinista radical razão?
* Tendo em conta que a turma B fará o teste alguns dias depois da turma C, serão ainda acrescentados alguns objetivos.