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domingo, 22 de setembro de 2019

Só os instruídos são livres?

Escada(Homem subindo escada em preto e branco
Epicteto (um filósofo romano que durante muitos anos foi escravo) disse:
“Não devemos acreditar nos muitos que afirmam que só as pessoas livres devem ser instruídas, mas devemos antes acreditar nos filósofos que dizem que só os instruídos são livres” (Dissertações).
Epicteto tinha razão.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

9 presentes de Natal filosóficos

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Aos que já se iniciaram ou se querem iniciar na reflexão sobre os problemas filosóficos.

Boas leituras a todos!

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sexta-feira, 15 de março de 2013

L de leitura e de luz

E, finalmente, a pausa lectiva da Páscoa!

A todos um bom descanso e boas leituras.

A fotografia foi tirada daqui.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O que farias hoje se o mundo acabasse amanhã?

O prazer de ler

“Se o mundo acabasse amanhã hoje estudaria matemática.”

Fosse quem fosse o autor desta frase lida não sei aonde, tinha toda a razão. Se o mundo acabasse amanhã deveríamos aproveitar o pouco tempo restante fazendo atividades com valor intrínseco e não atividades com valor apenas instrumental (aquilo que fazemos não por gostar mas porque permite alcançar coisas de que gostamos).

Como é natural, a matemática não seria a primeira escolha de muitas pessoas. Algumas escolheriam estudar filosofia ou ler um romance e muitas outras escolheriam atividades que nada têm a ver com o estudo e a leitura. Mas o que talvez mereça ser salientado é que algumas pessoas (possivelmente uma pequena minoria) consideram que a leitura e o estudo são algo bom em si mesmo e que vale a pena fazer mesmo que não se ganhe nada além do próprio prazer.

Porém, como o mundo não vai acabar amanhã e teremos tempo para colher os frutos do que fizermos hoje, a verdade é que, além do prazer, podemos ganhar imensas coisas com a leitura e o estudo.

Como tudo começou

Vale a pena ver o filme, mas vale ainda mais pena ler o livro. Eis a parte em que Bilbo Baggins encontra o anel, para confirmar que o filme não substitui o livro.

gandalf comes to hobbiton Hobbit de John Howe

Desenho de John Howe.

“Quando Bilbo abriu os olhos não teve a certeza de que os abrira, pois estava tão escuro como quando os tivera fechados. Não se encontrava ninguém perto dele. Imaginai o seu medo! Não ouvia nada, não via nada e não sentia nada além da pedra do chão.

Pôs-se de gatas, muito devagar, e tateou até tocar na parede do túnel; mas nem por ela abaixo nem por ela acima encontrou nada; absolutamente nada, nenhum sinal de gnomos, nenhum sinal de anões. Tinha a cabeça a andar à roda e nem sequer estava certo da direção em que seguiam quando caíra. Calculou o melhor que pôde e arrastou-se um bom bocado, até que, de repente, a sua mão encontrou o que, pelo tato, lhe pareceu um pequeno anel de metal frio caído no chão do túnel. Foi um ponto de viragem na sua carreira, mas ele não o soube.”

J.R.R. Tolkien, O Hobbit, Publicações Europa-América, 2003, pág. 68.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estudar os clássicos

Não é esse o espírito do cartoon (nem a opinião de muitos alunos e até professores), mas é realmente verdade que a leitura e o estudo dos clássicos – nomeadamente da literatura e da filosofia – contribui para preparar as crianças e os adolescentes “para enfrentar o futuro”. Há, contudo, uma condição: esse estudo deve ser feito criticamente.

preparar o futuro

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Voar=ler

Para os meus alunos.

Eis que se aproximam as férias. Desejo a todos um bom descanso e deixo-vos um conselho:

VIAGEM COM LIVROS!

sábado, 13 de outubro de 2012

Sede ausente

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade das pessoas não sente esta sede.”

Carlos Drummond de Andrade

Paul Fischer

Quadro do pintor dinamarquês Paul Fischer.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Preparação para os exames da 2ª fase

os livros são pontes

Uma das causas dos maus resultados em exames e testes é a falta de estudo. Outra causa é o estudo inadequado. Muitos alunos não sabem estudar e, por isso, o seu estudo não é eficaz, mesmo que estudem muitas horas.

Vejamos dois exemplos.

Imensos alunos (possivelmente a maioria) não leem as obras analisadas nas aulas de Português, leem unicamente resumos das obras, por vezes dados pelos próprios professores.

Imensos alunos (talvez a maioria) estudam filosofia decorando algumas folhas de apontamentos (que por vezes nem são da sua autoria, sendo resumos feitos por colegas ou meras transcrições do manual e de explicações dadas nas aulas). Não tentam compreender o que querem realmente dizer aquelas frases nem tentam avaliar se as ideias por elas expressas são verdadeiras ou falsas, justificadas ou injustificadas.

Muitos alunos não sabem estudar e nem todos eles podem usar a desculpa de que nunca os ensinaram a estudar.

Duvido que esse aspeto, conhecido por todas as pessoas que têm alguma ligação ao ensino mas raramente referido em público, seja equacionado nas análises que estão a ser feitas aos resultados dos exames nacionais, nomeadamente de Português e de Filosofia.

É claro que os professores, as direções das escolas, os autores de programas e manuais e, entre outros, o ministro da educação, devem ser responsabilizados (em graus diferentes) pelos maus resultados dos alunos. E habitualmente são responsabilizados. Mas os próprios alunos nunca são, pelo menos publicamente, responsabilizados. Nem por eles próprios nem pelas pessoas que costumam falar publicamente sobre educação.

Seja como for. Faltam poucos dias para os exames nacionais da 2ª fase começarem e para alguns alunos talvez seja tarde demais para recuperar e corrigir a falta de estudo ou o estudo inadequado. Mas para outros talvez não seja tarde demais. A melhor preparação que podem fazer para esses exames não é decorar resumos, mas compreender e discutir (consigo mesmo e com eventuais colegas de estudo) as ideias que fazem parte da – como se diz na gíria - “matéria”. É uma atitude melhor que arranjar desculpas.

sábado, 7 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

Da Islândia: contra as adversidades climatéricas e outras

No Verão de 2007 li o romance "Gente independente". Comprei este livro por uma má razão: o título. O autor, com um nome para mim impronunciável, era-me totalmente desconhecido e não sabia nada sobre a história. Todavia, depois de começar a lê-lo acabei por ficar rendida às lendas da inóspita Islândia, aos personagens, à história e às reflexões do escritor, algumas delas bastante filosóficas. É um daqueles casos em que a leitura, depois do leitor ser apanhado pela trama da história, se torna compulsiva, apesar das  479 páginas deste romance.

Nos actuais tempos de crise - financeira, mas também  de "valores" (como se costuma dizer, seja lá o que isso for) - acontece-me muitas vezes lembrar algumas passagens deste livro. Em particular, aquelas que se referem ao elevado preço que o personagem principal, Bjartur, pagou ao longo da sua vida para manter a sua independência e integridade.

Aconselho vivamente a sua leitura!

 Halldor Laxness, Gente independente

A música é da banda islandesa Sigor Ros. As imagens do vídeo são da Islândia e têm muito a ver com o ambiente em que se passa a história narrada no romance "Gente independente". Mas eu não vou explicar porquê. Se quiserem descobrir leiam o livro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Dia Pessoal do Livro é todos os dias

Hoje é Dia Mundial do Livro. Veja aqui o que se ganha com a leitura, segundo Fernando Pessoa.

Nadja Pausch: Book Lover’s Romance

Fotografia de Nadja Pausch.

domingo, 8 de abril de 2012

“A minha professora deu-nos um resumo”

Ler é estúpidoDiálogo entre dois adolescentes portugueses, ambos alunos do 12º ano. Data: 7 de Abril de 2012, a poucos dias, portanto, do final das férias da Páscoa. O diálogo é verídico, infelizmente.

- Já leste o livro para Português?
- Qual livro?
- O Memorial do Convento.
- Ah, ah, ah! Imagina, eu ler aquilo…
- Mas…
- A minha professora deu-nos um resumo. Tu leste aquela seca??
- Estou a ler…
- Como é que consegues? Ler é tão chato!
- Confesso que não estou a gostar muito, mas os meus pais obrigam-me a ler, por isso… Para falar verdade, mesmo que eles não me obrigassem eu tentaria ler o Memorial do Convento, pois quero ter boa nota… Mas, olha, ler não é assim tão mau como tu pintas…
- Ah, já me esquecia, tu gostas de ler…
- Bom, eu gosto de ler outros livros… Recentemente li Os Jogos da Fome e gostei muito. Queres que te empreste? São três volumes mas lêem-se num instante!
- Naaa! Eu depois vejo o filme… E se fôssemos jogar um jogo no computador?

quarta-feira, 28 de março de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais Livros Mais Livres

Estes anúncios da campanha brasileira “Mais Livros Mais Livres” promovem a leitura de uma maneira muito apelativa e inteligente, mas omitem uma ideia fundamental: não é suficiente ler, é também necessário pensar sobre o que se lê.

Por falar nisso, vale a pena pensar nesta afirmação de Henry David Thoreau:

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro."