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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Porque é que esta terra havia de ser minha?

This Land is mine Nina Paley

Proudhon, um filósofo francês do século XIX, dizia que “a propriedade é um roubo” e condenava a propriedade privada. Essas ideias são, naturalmente, discutíveis, mas é importante – por razões diferentes – questionar o que confere a alguém o direito de dizer “este pedaço do nosso planeta é meu”.

As desigualdades sociais e económicas existentes em quase todas as sociedades são uma dessas razões. Outra razão – como mostra este genial vídeo - são as guerras e outros conflitos que existem um pouco por todo o lado – da Palestina à Ucrânia, passado por África.

This Land is Mine, de Nina Paley.

Se quiser ver This Land Is Mine legendado em português clique aqui.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A guerra: um olhar diferente

"Sem conter qualquer tipo de violência, o vídeo gravado, através de uma câmara presa ao soldado, pretende transmitir uma forte mensagem sobre a visão que os soldados têm da guerra e sobre os seus sentimentos."

Ler mais: AQUI.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Seria correto fazer uma guerra para salvar uma aldeia?

Homem chora com o cadáver do filho nos braços na Síria

As “Nações Unidas, no limite das suas capacidades, deveriam autorizar a intervenção [militar noutros países] que impeça que se cometam crimes contra a humanidade, nos casos em que se pode esperar razoavelmente que isso não provoque um mal maior do que o que evita. Isto aponta não só para um direito de intervir como, nas circunstâncias apropriadas, um dever de intervir.”

Peter Singer, Um Só Mundo: A Ética da Globalização, Gradiva, Lisboa, 2004, pp. 199-200.

Ao explicar a necessidade da intervenção não fazer mais mal que bem, Peter Singer cita (pág. 192) estas palavras (de Michael Doyle): “não faz sentido moral salvar uma aldeia e iniciar a Terceira Guerra Mundial”.

Quando se fala da possibilidade de uma intervenção militar na Síria deve-se, portanto, considerar as graves violações dos direitos humanos perpetradas pelo governo sírio, mas também as consequências prováveis dessa intervenção, nomeadamente no que diz respeito ao número de mortos e feridos. Existe ou não o risco dessas consequência serem ainda piores que as atrocidades de Bashar al-Assad?