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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ficha de revisão - 11º

 

  1. Se os deveres são absolutos, então mentir é sempre errado. Considere esta frase como premissa de uma Contraposição e complete o argumento.

       
      1. Se uma ação tem valor moral, então não foi feita por interesse. Considere esta frase como premissa de uma Negação da consequente e complete o argumento.

           
          1. A moral baseia-se na razão ou nos sentimentos. Considere esta frase como premissa de um Silogismo disjuntivo e complete o argumento.

               
              1. ¬ P → ¬ Q. Considere esta forma proposicional como premissa de um Silogismo hipotético e complete a forma argumentativa.

                   
                  1. P ∧ Q. Considere esta forma proposicional como premissa de um Modus ponens e complete a forma argumentativa.

                       
                      1. Como se chama o argumento a seguir apresentado? – Se tiveste más notas, não arranjas um bom emprego. Não arranjas um bom emprego. Por isso, tiveste más notas.

                           
                          1. Como se chama a forma argumentativa a seguir apresentada? – ¬ (P v ¬ Q) → R, P v ¬ Q clip_image001 ¬ R

                               
                              1. Muitos alunos não estudam lógica. Sendo assim, muitos alunos chumbam de ano. – Qual é a conclusão deste argumento? Qual é a premissa oculta?

                                   
                                  1. A Sociologia estuda temas muito diferentes. Por exemplo: o namoro, os grupos sociais e o modo como a pobreza e as desigualdades são transmitidas de geração em geração. – Trata-se de um argumento? Porquê?

                                       
                                      1. A validade dos argumentos não dedutivos pode ser estabelecida formalmente. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                           
                                          1. Quando um argumento dedutivo é válido a verdade das premissas torna apenas provável a verdade da conclusão. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                               
                                              1. Um argumento dedutivo válido pode ter uma conclusão falsa se… _______. Complete a afirmação.

                                                   
                                                  1. Teste a validade da seguinte forma argumentativa através de um inspetor de circunstâncias:

                                                      ¬ P v ¬ Q, ¬ P clip_image001 ¬ Q.

                                                       
                                                      1. Como se chamam os argumentos apresentados nas alíneas A, B, C, D, G e H da ficha de trabalho existente no link a seguir apresentado?

                                                        http://duvida-metodica.blogspot.pt/2013/10/argumento-dedutivo-ou-nao-dedutivo.html

                                                         

                                                         

                                                         

                                                        quarta-feira, 14 de outubro de 2015

                                                        Mais exercícios

                                                        conjuncao tabela de verdade

                                                        1. Se a antecedente de uma condicional for falsa e desconhecermos o valor de verdade da consequente, que podemos dizer do valor de verdade dessa condicional?

                                                        2. Reescreva as frases (exceto a B e a H) de modo a que fiquem na expressão canónica.

                                                        3. Elabore o dicionário de cada uma e formalize-as.

                                                        A. Não é verdade que a inexistência de Deus implique que a vida humana é absurda.

                                                        B. Não é verdade que a tortura seja justificável e os fins justifiquem os meios.

                                                        C. A eutanásia é correta, no caso do sofrimento ser intolerável e não haver esperança de cura.

                                                        D. Uma condição suficiente para a vida ter sentido é Deus existir.

                                                        E. Uma condição necessária para que Deus exista é não haver mal no mundo.

                                                        F. Quer o Libertismo quer o Determinismo Moderado defendem a existência de livre-arbítrio.

                                                        G. Uma condição necessária e suficiente para uma ação ter valor moral é ser feita por dever.

                                                        H. Ou Kant tem razão e o valor moral das ações não depende das consequências ou Stuart Mill tem razão e o valor moral das ações depende das consequências.

                                                        I. Nem o Ismael nem a Josefina são a favor do aborto.

                                                        J. É impossível o mal existir e Deus ser sumamente bom.

                                                        4. Utilizando os operadores verofuncionais da condicional e da conjunção, apresente uma forma proposicional equivalente à bicondicional.

                                                        5. Compare, através de tabelas de verdade, as seguintes formas proposicionais: “¬(¬P ∧ Q)” e “P ∨¬Q”. Que conclui?

                                                        6. Mostre através de uma tabela de verdade quais são as condições de verdade da seguinte forma proposicional:

                                                        ¬(P→Q) ↔ (P∧¬Q)

                                                        domingo, 11 de outubro de 2015

                                                        Ficha de trabalho de lógica proposicional

                                                        logica proposicional princípio de não contradição

                                                        Ficha de trabalho para a próxima aula de apoio das turmas A e C do 11º ano.

                                                        1. Indique quais das seguintes frases exprimem proposições:

                                                        A. Esta frase não exprime uma proposição.

                                                        B. O que é uma proposição?

                                                        C. As proposições são expressas por frases interrogativas.

                                                        D. Vai já estudar filosofia.

                                                        2. Coloque na expressão canónica:

                                                        A. Terás positiva no teste, caso estudes muito.

                                                        B. As teorias filosóficas embora sejam racionais são discutíveis.

                                                        C. Para a vida ter sentido, basta Deus existir.

                                                        D. Uma ação tem valor moral se é feita por dever e vice-versa.

                                                        E. A inteligência é hereditária, a não ser que seja a emotividade.

                                                        3. Elabore o dicionário e formalize:

                                                        A. Deus não existe e a vida não tem sentido.

                                                        B. Não é verdade que Deus exista e a vida tenha sentido.

                                                        C. Se a pena de morte é moralmente errada, então o aborto e a eutanásia também são moralmente errados.

                                                        D. Não é verdade que o livre-arbítrio não existe.

                                                        E. Os governos não democráticos não são legítimos.

                                                        4. Indique o que existe de errado nas seguintes formas proposicionais.

                                                        A. P v Q → R

                                                        B. PQ

                                                        C. P ¬ ∧ Q

                                                        5. Traduza as seguintes formas proposicionais a partir do dicionário apresentado:

                                                        A. P ∧ ¬ Q

                                                        B. ¬ P → Q

                                                        P: Os valores são relativos.

                                                        Q: A crítica de costumes alheios é legítima.

                                                        6. A negação correta de “¬ P → ¬ Q” será “¬ P ∧ Q” ou “P → Q”? Justifique a sua resposta construindo tabelas de verdade das formas proposicionais apresentadas.

                                                        quinta-feira, 6 de março de 2014

                                                        O que ouviram fê-los pensar em quê?

                                                        O professor Aires Almeida, da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, deu hoje uma palestra sobre Filosofia da Religião na ESPR. Nela discutiu – naturalmente de modo breve - se Deus existe ou não.

                                                        Julgo que correu bem e agradeço, em nome pessoal e da escola, ao orador, mas não me quero alongar em comentários, pois gostaria que fossem os alunos a fazê-los. Alguns dos quais fizeram, aliás, perguntas interessantes e pertinentes. 

                                                        O comentário é livre e cada aluno escreverá o que quiser. Mesmo assim, sugiro que não se limitem ao banal gostei/não gostei e discutam um tópico qualquer da palestra que lhes tenha despertado a atenção. Ou seja: o que ouviram fê-los pensar em quê?

                                                        Os comentários devem ser feitos na caixa de comentários deste post. Os comentários anónimos não serão publicados.

                                                        Os vários professores que estiveram presentes também poderão participar, mas os seus comentários não serão considerados um TPC. A menos que insistam nisso, claro. Sorriso 

                                                        P1010087

                                                        Nota: A fotografia não está grande espingarda,  mas a culpa não é do fotógrafo nem do fotografado, e sim da máquina e da própria sala. O fotógrafo, segundo ouvi dizer, tem provas dadas na matéria e o fotografado, como apesar de tudo salta à vista, é bastante fotogénico. Sorriso

                                                        segunda-feira, 23 de setembro de 2013

                                                        Descubra a questão mais básica

                                                        Identifique, em cada conjunto de exemplos, a questão ou afirmação mais básica.

                                                        A1 - Felismina Bonifácio partiu porque quis. Podia ter ficado mas escolheu ir embora.
                                                        A2 - As pessoas serão realmente livres?

                                                        B1 - “Dra. Felismina Bonifácio tenha cuidado com essas jarras – são obras de arte!”
                                                        B2 - O que distingue uma obra de arte de outro objeto qualquer?

                                                        C1 - O que é a beleza?
                                                        C2 - “Mãe, quero aquele casaco – é o mais bonito!”

                                                        D1 - A teoria do Big Bang é verdadeira.
                                                        D2 - O que é a verdade?

                                                        E1 - O que diferencia uma ação moralmente correta de uma ação moralmente incorreta?
                                                        E2 - Não deves dizer mentiras.

                                                        F1 - A cadeira existe mesmo, não é uma ilusão.
                                                        F2 - A madeira é feita de átomos.
                                                        F3 – A cadeira é feita de madeira.

                                                        G1 - Uma intervenção americana na Síria seria ilegítima.
                                                        G2 - Haverá condições em que seja legítimo um país atacar outro?

                                                        H1 - A pena de morte é moralmente errada.
                                                        H2 – Quais seriam as consequências políticas e sociais da introdução da pena de morte em Portugal?

                                                        quinta-feira, 18 de outubro de 2012

                                                        Formalização e identificação de argumentos (11º ano)

                                                        1. Formalize cada um dos argumentos apresentados.

                                                        2. Indique se as formas argumentativas são válidas ou inválidas.

                                                        A. Caso o sofrimento insuportável e sem esperança de cura seja moralmente errado, alguns doentes devem ser ajudados a morrer. Mas se alguns doentes devem ser ajudados a morrer, então a eutanásia deve ser legalizada. Portanto, se o sofrimento insuportável e sem esperança de cura é moralmente errado, a eutanásia deve ser legalizada.

                                                        B. Se o teu amor é autêntico, então envolve confiança e partilha. Mas o teu amor não envolve confiança e partilha. Por isso, o teu amor não é autêntico.

                                                        C. Os professores são avaliados ou o seu mérito não será reconhecido. Ora, os professores não são avaliados. Como tal, o seu mérito não será reconhecido.

                                                        D. Se X é membro da espécie humana, então tem direitos. Ora, X não é membro da espécie humana. Logo, X não tem direitos.

                                                        E. Defendemos a paz ou lutamos de armas na mão. Se defendemos a paz, não gostamos da guerra. Se lutamos de armas na mão, não gostamos da guerra. Logo, não gostamos da guerra.

                                                        F. Se queremos uma Polícia eficiente e bons Hospitais públicos, então devemos pagar impostos. Ora, de facto queremos uma Polícia eficiente e bons Hospitais públicos. Consequentemente, devemos pagar impostos.

                                                        G. Se cometeste um erro, é preferível assumir e corrigir o que fizeste. Consequentemente, se não é preferível assumir e corrigir o que fizeste, então não cometeste um erro.

                                                        H. Se há mal desnecessário no mundo, então é difícil justificar a crença num Deus omnipotente e bom. Se é difícil justificar a crença num Deus omnipotente e bom, então o problema da existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em nome de Deus. Logo, se há mal desnecessário no mundo, o problema da existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em nome de Deus.

                                                        I. Caso Deus exista, a realidade não é apenas natural e observável. Como tal, se a realidade não é apenas natural e observável, então Deus existe.

                                                        J. Se X tem uma atitude crítica, então discute os problemas. Ora, X discute os problemas. Logo, X tem uma atitude crítica.

                                                        K. Neste país existe um Estado forte ou cai-se no caos e na degradação moral. Ora, como neste país não existe um Estado forte, é lógico que se caiu no caos e na degradação moral.

                                                        L. Se a pena de morte consiste em punir um crime com outro crime e pode ser aplicada por engano, bom… então é moralmente errada. Ora, é um facto que a pena de morte pune um crime com outro crime, tal como é um facto que há erros judiciais. Como tal, a pena de morte é um crime injusto do ponto moral.

                                                        M. Um bebé tem direitos se e só se é senciente e tem deveres. Ora, um bebé embora não tenha deveres é senciente. Por isso, tem direitos.

                                                        N. “Não é possível ter uma atitude crítica em Filosofia sem compreender cabalmente o que é a argumentação. Não é possível compreender cabalmente o que é a argumentação sem dominar os elementos básicos da lógica formal. E não é possível dominar os elementos básicos da lógica formal sem compreender corretamente a noção de forma lógica. Logo, não é possível ter uma atitude crítica em Filosofia sem compreender corretamente a noção de forma lógica.”

                                                        Desidério Murcho, O Lugar da Lógica na Filosofia, Plátano, 2003, pág. 39.

                                                        Bom Trabalho!

                                                        sexta-feira, 21 de setembro de 2012

                                                        Operadores proposicionais

                                                        Assinale os operadores presentes nas proposições a seguir expressas e reescreva-as sem os operadores:

                                                        A. Os seres humanos não podem alcançar tudo o que desejam.

                                                        B. A Clara defende o Libertismo ou o Determinismo Moderado.

                                                        C. Quer o Libertismo quer o Determinismo Radical são teorias incompatibilistas.

                                                        D. Espinosa julgava que o livre-arbítrio era uma ilusão.

                                                        E. Caso exista livre-arbítrio existe responsabilidade.

                                                        F. Se existem sempre causas anteriores então não existem possibilidades alternativas de ação.

                                                        quarta-feira, 23 de novembro de 2011

                                                        Ficha de Trabalho - Argumentos

                                                        a) Diga se os exemplos a seguir apresentados constituem ou não argumentos.

                                                        b) Caso sejam argumentos, diga qual é a conclusão.

                                                        c) Caso possuam premissas ocultas, explicite quais são.

                                                        1. O aborto é justo na perspectiva de algumas pessoas e injusto na perspectiva de outras. Há também pessoas que têm opiniões intermédias.

                                                        2. “A maior parte das pessoas que visitam galerias de arte, lêem romances e poesia, vão ao teatro e ao ballet, vêem cinema ou ouvem música, já perguntaram a si próprias, num momento ou outro, o que é a arte.” - Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia, Gradiva, pág. 218.

                                                        3. A pena de morte é errada, na medida em que pune um crime com outro crime.

                                                        4. Ou os alunos do 11º ano respeitam os direitos dos animais ou comem carne. Os alunos do 11º ano respeitam os direitos dos animais. Logo, os alunos do 11º ano não comem carne.

                                                        5. A liberdade é um valor mais importante que a segurança, mas há formas de combater a insegurança que limitam a liberdade dos cidadãos. Assim, pode-se dizer que há formas de combater a insegurança que devem ser proibidas.

                                                        6. “Hoje em dia, os astrónomos podem fazer coisas inacreditáveis. Por exemplo, se alguém acendesse um fósforo na Lua, eles seriam capazes de distinguir a chama.” - Bill Bryson, Breve História de Quase Tudo, Quetzal Editores, pág. 34.

                                                        7. “- Olha lá para cima! – exclamou um dos criados.
                                                        Repararam então nas peras que pendiam da árvore, recortando-se contra o céu ainda róseo com os primeiros tons da madrugada. E, ao verem as peras, foram todos presos pelo maior pânico. Porque os frutos não estavam inteiros, havia apenas as metades deles. Tinham sido cortados ao comprido, mas pendiam ainda do seu pedúnculo; cada pêra possuía apenas a metade direita (ou esquerda, conforme o ângulo por que fossem olhadas). Em todo o caso, havia só uma metade e a outra parte tinha desaparecido, cortada ou talvez mesmo mordida.” - Italo Calvino, O Visconde Cortado ao Meio, Editorial Teorema, pp. 27-28.

                                                        8. Ítalo Calvino escreveu três livros muito bons para incutir o gosto pela leitura em pessoas que não têm hábitos de leitura. Os seus nomes são: O Visconde Cortado ao Meio, O Barão Trepador e O Cavaleiro Inexistente.

                                                        9. “Uma sociedade aberta valoriza os seus membros descontentes e dissidentes porque precisa de pensamento criativo, maior amplitude de alternativas, novas hipóteses e, em geral, do vigoroso diálogo provocado por novas ideias.” - Luís Rodrigues e outros, Filosofia – 11º, Plátano Editora, pág. 22.

                                                        10. “A batalha começou pontualmente às dez da manhã. Do alto da sua cela, o lugar-tenente Medardo contemplava a amplidão das fileiras cristãs, a postos para o ataque. E estendia o rosto, oferecendo-o ao bafejo do vento da Boémia, que espalhava um aroma de folhas, como se estivessem numa enorme eira poeirenta.” - Ítalo Calvino, O Visconde Cortado ao Meio, Editorial Teorema, pág. 15.

                                                        segunda-feira, 26 de setembro de 2011

                                                        Descubra a crença básica

                                                        Identifique, em cada par de exemplos, a crença ou a questão mais básica.

                                                        A1 - Felismina Bonifácio partiu porque quis. Podia ter ficado mas foi embora.
                                                        A2 - As pessoas são livres.

                                                        B1 - “Dra. Felismina Bonifácio tenha cuidado com essas jarras – são obras de arte!”
                                                        B2 - O que distingue uma obra de arte de outro objeto qualquer?

                                                        C1 - O que é a beleza?
                                                        C2 - “Mãe, quero aquele casaco – é o mais bonito!”

                                                        D1 - A teoria do Big Bang é verdadeira.
                                                        D2 - O que é a verdade?

                                                        E1 - O que diferencia uma ação moralmente correta de uma ação moralmente incorreta?
                                                        E2 - Não deves dizer mentiras.

                                                        F1 - A cadeira existe mesmo, não é uma ilusão.
                                                        F2 - A cadeira é feita de madeira.

                                                        G1 - A intervenção americana no Iraque foi ilegítima.
                                                        G2 - Haverá condições em que seja legítimo um país atacar outro?

                                                        H1 - A pena de morte é moralmente errada.
                                                        H2 - Anders Behring é um assassino cruel e fanático mas não seria certo castigá-lo com a morte.

                                                        domingo, 20 de fevereiro de 2011

                                                        Ética: fichas de trabalho sobre Kant e Stuart Mill

                                                        Luís Rodrigues mandou-nos por email diversos materiais para o ensino da filosofia da sua autoria. Dada a qualidade e interesse dos mesmos divulgaremos alguns no Dúvida Metódica. O nosso obrigado ao Luís pela generosa partilha!

                                                        Para começar, publicamos duas fichas sobre as teorias éticas de Kant e de Stuart Mill. Esperemos que ainda vão a tempo de ajudar os alunos e os professores envolvidos na preparação do teste intermédio.

                                                        Luís Rodrigues é professor na Escola Secundária Professor Reynaldo dos Santos, de Vila Franca de Xira, e é autor, entre outras obras, de manuais de Filosofia para o 10º e 11º anos. É dele o manual de Filosofia adoptado na nossa escola para o 10º ano (cujo site é O Laboratório do Pensamento).

                                                         

                                                        A TEORIA ÉTICA DE KANT - QUESTÕES DE ESCOLHA MULTIPLA e Correcção

                                                        A TEORIA ÉTICA DE MILL – O UTILITARISMO - QUESTÕES DE ESCOLHA MÚLTIPLA e correcção

                                                         

                                                        quinta-feira, 7 de outubro de 2010

                                                        Formalização de proposições

                                                        1. Indique o operador (ou operadores) proposicional presente nas proposições a seguir expressas.
                                                        2. Elabore o dicionário de cada uma das proposições.
                                                        3. Formalize as proposições.

                                                        A. Não é verdade que a inexistência de Deus implique que a vida humana é absurda.
                                                        B. Não é verdade que a tortura seja justificável e os fins justifiquem os meios.
                                                        C. Se a pena de morte é moralmente errada, então o aborto e a eutanásia também são.
                                                        D. A inteligência é hereditária, a não ser que seja a emotividade.
                                                        E. A eutanásia é correcta, no caso do sofrimento ser intolerável e não haver esperança de cura.
                                                        F. Para a vida ter sentido, basta Deus existir.
                                                        H. Uma condição suficiente para a vida ter sentido é Deus existir.
                                                        I. Uma condição necessária para que Deus exista é a vida ter sentido.
                                                        J. Uma acção tem valor moral se é feita por dever e vice-versa.
                                                        K. Uma condição necessária e suficiente para uma acção ter valor moral é ser feita por dever.
                                                        L. Ou Kant tem razão e o valor moral das acções não depende das consequências ou Stuart Mill tem razão e o valor moral das acções depende das consequências.

                                                        Alguns exemplos foram retidos de: Artur Polónio e outros, Criticamente – 11º Ano, Porto Editora, 2008, pág. 63.

                                                        segunda-feira, 19 de abril de 2010

                                                        Quais são as acções que têm valor moral?

                                                        Ficha de trabalho - 10ºano

                                                        Indique o número correspondente a cada uma das alíneas:

                                                        1. Acção praticada contra o dever.
                                                        2. Acção praticada por dever.
                                                        3. Acção praticada em conformidade com o dever – por interesse.
                                                        4. Acção praticada em conformidade com o dever – motivada por sentimentos.

                                                        A. O Godofredo obedece à norma moral: “não roubar” apenas por medo de ser preso.

                                                        B. Não minto porque se o fizer, arrisco-me a que o meu namorado já não goste de mim.

                                                        C. Há adolescentes que se divertem a maltratar mendigos na rua.

                                                        D. Para ganhar o jogo fiz batota.

                                                        E. O Abelardo ajudou uma pessoa que se encontrava doente na expectativa de receber uma recompensa pelo seu incómodo.

                                                        F. Ajudo um mendigo na rua apenas por ter pena dele.

                                                        G. A Guilhermina resolveu falsificar a sua assinatura num cheque para poder ficar com o dinheiro.

                                                        H. A Tristana faz doações para acções de caridade apenas para aumentar a sua popularidade entre os amigos.

                                                        I. Aristides de Sousa Mendes e Oskar Schindler, durante a segunda guerra mundial, salvaram muitos judeus, fazendo o que consideravam correcto e não o que era mais fácil fazer, nem o que lhes traria mais benefícios.

                                                        J. O Gregório é contra a pena de morte por considerar que a vida humana é um valor em si e por isso deve ser respeitada de modo incondicional.

                                                        Bom trabalho!

                                                        quinta-feira, 1 de abril de 2010

                                                        Ler e discutir acerca da eutanásia

                                                        eutanasia--herberth-reis vida ou morte

                                                        No 3º período os alunos redigirão (numa aula) um texto argumentativo acerca da eutanásia, em que responderão à seguinte questão: “A eutanásia é moralmente correcta ou incorrecta?” Posteriormente, será efectuado um debate na aula.

                                                        Para se prepararem os alunos deverão ler o artigo “O erro da eutanásia”, de J. Gay-Williams, e um outro artigo (favorável à eutanásia) cuja fotocópia colocarei na Reprografia da Escola no primeiro dia de aulas do 3º período. O artigo de Gay-Williams pode ser encontrado aqui, na revista Crítica, e deve ser lido nas férias da Páscoa. Essas serão as leituras obrigatórias, mas os alunos poderão fazer outras. Na etiqueta “Ética” da referida revista encontrarão outros artigos úteis e interessantes.

                                                        Ao informar os alunos acerca desse trabalho disse que lhes daria a escolher entre dois ou três temas de Ética Aplicada (eutanásia, aborto, direitos dos animais…). Entretanto, depois de pensar melhor, decidi restringir o trabalho à eutanásia para evitar a dispersão e permitir a posterior realização de um debate.

                                                        Boas férias!

                                                        quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

                                                        Actividades para a aula de substituição de 5ª (turmas D e E do 10º ano)

                                                        Leia da página 137 à página 142 do manual e responda às seguintes questões:

                                                        1. Distinguem-se duas formas de relativismo moral. Indique quais.

                                                        2. Quais são as ideias comuns a essas duas perspectivas?

                                                        3. Qual é a tese do Subjectivismo Moral acerca da natureza dos juízos morais?

                                                        4. Como é que, do ponto de vista do Subjectivismo Moral, se pode avaliar o desacordo entre uma pessoa X que julga a pena de morte moralmente injusta e uma pessoa Y que julga a pena de morte moralmente justa?

                                                        5. Explique os seguintes argumentos a favor do Subjectivismo Moral: o argumento da liberdade e o argumento da tolerância.

                                                        6. Explique as seguintes objecções ao Subjectivismo Moral: É auto-refutante; inviabilizaria a discussão de questões morais; a discórdia existente em muitas questões morais não prova a inexistência de verdades objectivas nessa área.

                                                        7. Formule outra objecção ao Subjectivismo Moral.

                                                        8. O que é mais plausível, os argumentos a favor do Subjectivismo Moral ou as objecções? Porquê?

                                                        Bom trabalho!

                                                        E bom Carnaval!

                                                        quinta-feira, 29 de outubro de 2009

                                                        O que é um argumento?


                                                        “Um argumento é um conjunto de proposições que utilizamos para justificar (provar, dar razão, suportar) algo. A proposição que queremos justificar tem o nome de conclusão; as proposições que pretendem apoiar a conclusão ou a justificam têm o nome de premissas.” (António Padrão, “Algumas noções de lógica”, www.criticanarede.com)

                                                        As premissas são as informações, os dados que à partida temos sobre um problema; a conclusão é uma consequência que, ao raciocinar, tiramos. Assim, a conclusão corresponde à nossa opinião sobre o problema, à nossa tese e as premissas são a maneira que temos de justificar a conclusão a que chegámos.

                                                        Um argumento possui uma conclusão e uma ou várias premissas.

                                                        Os argumentos são conjuntos de proposições, mas nem todos os conjuntos de proposições são argumentos. Um argumento é mais do que uma lista de proposições. Para se tratar de um argumento as proposições têm de estar organizadas de um modo tal que uma delas (a conclusão) se apresente como a consequência das outras (as premissas). Dito por outras palavras: as premissas devem apresentar-se como uma justificação ou apoio da conclusão. Essa relação existe no exemplo A mas não no B. Por isso, este não é um argumento.

                                                        Exemplo A: Hoje estou cansado e, dado que amanhã tenho muito que fazer, devo descansar. Por isso, não irei ao cinema.

                                                        Exemplo B: A Cecília é simpática e vive em Loulé. Além disso, a Cecília quer ir para a Universidade.

                                                        A expressão “Por isso” (usada em A) é um indicador de conclusão. Normalmente diz-nos que a frase a seguir apresentada constitui a conclusão. Há outras palavras e expressões que também têm esse papel: “Logo”, “Portanto”, “Consequentemente”, etc.

                                                        A expressão “dado que” (usada em A) é um indicador de premissa. Normalmente diz-nos que a frase a seguir apresentada constitui uma premissa. Há outras palavras e expressões que também têm esse papel: “Pois”, “Porque”, “Devido a”, etc.

                                                        Uma vez que num argumento a conclusão é uma consequência das premissas, a forma mais clara e explícita (a forma padrão ou a expressão canónica, como dizem os lógicos) de apresentar o argumento é apresentar primeiro as premissas e depois a conclusão – antepondo-lhe a palavra “Logo” para não restarem quaisquer dúvidas.

                                                        Todavia, no dia-a-dia as pessoas pensam e falam de modo mais livre e espontâneo e habitualmente não usam a expressão canónica dos lógicos. Assim, além dos argumentos em que a conclusão surge no final, podem-se encontrar argumentos em que a conclusão surge no início ou mesmo no meio.

                                                        Exemplo C: Todos os cidadãos com direito de voto devem votar, pois só votando poderão ter uma palavra a dizer nas decisões políticas. Ora, numa democracia os cidadãos devem ter uma palavra a dizer nas decisões políticas.

                                                        Exemplo D: Ler livros estimula a inteligência e melhora a capacidade de expressão, como tal deves ler livros. Além disso, os livros não são caros.

                                                        No exemplo C a conclusão é “Todos os cidadãos com direito de voto devem votar” e no exemplo D é “deves ler livros”. O que conta para uma frase ser a conclusão de um argumento não é a posição que nele ocupa, mas a relação que tem com as outras frases. As frases referidas constituem a conclusão dos seus argumentos pois derivam das outras frases, são consequências delas e são por elas justificadas.

                                                        No dia-a-dia também é frequente surgirem argumentos em que não existem indicadores de premissa nem de conclusão. É o que sucede no exemplo E, a seguir apresentado. A sua conclusão é “As guerras deviam acabar”, pelas razões referidas no parágrafo anterior.

                                                        Exemplo E: As guerras deviam acabar. Numa guerra morrem sempre inocentes e a morte de inocentes é uma grande injustiça.

                                                        Outra situação frequente é surgirem argumentos contendo uma ou mais premissas ocultas (implícitas, subentendidas). Esses argumentos chamam-se entimemas. Como essas premissas omitidas podem dar origem a confusões, ao reescrever o argumento para o expressar de modo canónico devemos explicitar tais premissas. No exemplo F, a seguir apresentado, a premissa oculta é: “As coisas que violam os direitos humanos devem ser proibidas”. Note que, se essa ideia não fosse subentendida, não se conseguiria justificar a conclusão – que é “A mutilação genital feminina devia ser proibida”.

                                                        Exemplo F: A mutilação genital feminina devia ser proibida, porque constitui uma violação dos direitos humanos.

                                                        Aplique os seus conhecimentos.

                                                        a) Diga se os exemplos a seguir apresentados constituem ou não argumentos.
                                                        b) Caso sejam argumentos, diga qual é a conclusão.
                                                        c) Caso possuam premissas ocultas, explicite quais são.

                                                        1. “Estava um cão no estábulo e, apesar de alguém lá ter estado e ter levado para lá um cavalo, o cão não ladrou. É óbvio que o visitante era alguém que o cão conhecia bem.” Sherlock Holmes, em A Aventura de Silver Blaze, de Conan Doyle.

                                                        2. Não podemos permitir o aborto porque é o assassínio de um inocente.

                                                        3. «[Depois do terrível ataque efectuado pelos orcs e por um troll] Aragorn levantou Frodo, que estava caído junto da parede, e dirigiu-se para a escada, a empurrar Merry e Pippin à sua frente. Os outros seguiram-nos. Mas Gimli teve de ser arrastado por Legolas; apesar do perigo, o anão parara junto do túmulo de Balin [seu primo], de cabeça baixa. Boromir puxou a porta oriental, a ranger nos gonzos.» J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel, Publicações Europa-América, pág. 374.

                                                        4. Sócrates não era um Deus. Com efeito, os deuses são imortais, ao passo que Sócrates não era imortal.

                                                        5. A interrupção voluntária da gravidez resulta da liberdade de escolha, que é um direito democrático. Como tal, não deve ser penalizada.

                                                        6. “Um protão é uma infinitésima parte de um átomo, que em si próprio já é também uma coisa insubstancial. Os protões são tão pequenos que a porção de tinta usada para pôr a pinta neste i pode conter qualquer coisa como 500 000 000 000 protões, mais que do que o número de segundos em meio milhão de anos.” [Bill Bryson, Breve História de Quase Tudo, Quetzal Editores, pág. 25]

                                                        sábado, 3 de outubro de 2009

                                                        Identificação, classificação e negação de proposições

                                                        1.1 Dizer que as perguntas não têm valor de verdade significa que são falsas. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1.2 Se uma frase é declarativa, então tem valor de verdade. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1.3 Nem todas as frases declarativas são verdadeiras ou falsas. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1.4 Uma proposição é uma frase declarativa com sentido. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1.5 Frases declarativas diferentes podem expressar uma única proposição. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1.6 Uma frase declarativa só pode expressar uma proposição. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

                                                        1. 7 Diga se as frases a seguir apresentadas exprimem ou não proposições.

                                                        A. A pena de morte é o castigo máximo que pode existir num sistema penal.

                                                        B. Existe pena de morte na Holanda?

                                                        C. Viva a vida!

                                                        D. Yolanda, vai ler aqueles textos sobre o problema da pena de morte.

                                                        E. Por favor, senhor juiz, não condene este homem à pena capital!

                                                        F. Que horror!

                                                        G. Juro que logo à tarde te explico porque é que o argumento da dissuasão não prova que a pena de morte é moralmente correcta.

                                                        H. Quem comete crimes muito graves merece um castigo muito severo.

                                                        I. A pena de morte é uma zona açucaradamente salgada e comprida, embora redonda e mais química que fria ou até verde.

                                                        2. Diga qual é o tipo das proposições expressas pelas seguintes frases:

                                                        A. Todos os crimes são puníveis com a pena de morte.

                                                        B. Nenhum crime é punível com a pena de morte.

                                                        C. Nem todos os criminosos são reabilitáveis.

                                                        D. Há julgamentos em que se cometem erros.

                                                        E. Sócrates foi condenado à pena capital.

                                                        F. O filósofo grego Sócrates não era culpado dos crimes de que foi acusado.

                                                        G. Se a pena de morte dissuade o crime, então o crime aumenta quando a pena de morte é abolida.

                                                        H. Certos políticos não cumprem as suas promessas.

                                                        I. Existem assassinos simpáticos.

                                                        J. Quase todos os caloiros aceitaram ser praxados.

                                                        K. Cada emigrante português é um caso especial.

                                                        L. Não há prisões à prova de fuga.

                                                        M. Caso não defendas a pena de morte és contra a segurança dos cidadãos.

                                                        3. Negue as proposições expressas nas alíneas A, B, C, D, E, F, G, L e M da pergunta 2.

                                                        terça-feira, 27 de janeiro de 2009

                                                        Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento

                                                        1. Leia os exemplos com atenção e diga qual é o tipo de conhecimento referido em cada um deles: saber-fazer, conhecimento por contacto ou conhecimento proposicional.
                                                        2. Justifique de modo breve as suas respostas.

                                                        A. Há anos atrás, a Maria Francisca Botão esteve apenas meia hora na Capela Sistina, mas ainda não esqueceu o deslumbramento que sentiu perante a grandiosa beleza do local, nem as cores e as formas que viu, nem sequer os aromas que cheirou.
                                                        B. A Maria Francisca Botão sabe que a inteligência emocional (nomeadamente a auto-motivação) influencia o desempenho escolar e profissional.
                                                        C. A Maria Francisca Botão sabe muito bem disparar uma pistola.
                                                        D. A Maria Francisca Botão sabe definir conhecimento por contacto.
                                                        E. A Maria Francisca Botão nunca foi a Florença, mas recolheu imensas informações sobre essa cidade e consegue falar dela horas a fio.
                                                        F. A Maria Francisca Botão é capaz de preparar óptimas sopas.
                                                        G. A Maria Francisca Botão conhece o Centro Comercial como a palma das suas mãos.
                                                        H. A Maria Francisca Botão sabe que o saber-fazer se pode também chamar conhecimento prático.

                                                        I. A Maria Francisca Botão sabe cantarolar a canção "Jardim dos Prodígios".
                                                        J. A Maria Francisca Botão sabe que a canção "Jardim dos Prodígios" é da autoria de Jorge Palma.

                                                        K. A Maria Francisca Botão conhece a canção "Jardim dos Prodígios".

                                                        terça-feira, 25 de novembro de 2008

                                                        Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos

                                                        Os argumentos presentes nos exemplos a seguir apresentados são argumentos não dedutivos: generalizações, previsões, argumentos por analogia e argumentos de autoridade. Identifique-os e diga se são válidos ou inválidos.

                                                        A. Os seres humanos que existem actualmente (e também os que já existiram) são incapazes de respirar (de modo natural, sem usar aparelhos) debaixo de água. Por consequência, pode-se dizer que pelo menos as próximas gerações de seres humanos não conseguirão respirar naturalmente debaixo de água.

                                                        B. Os seres humanos e os chimpanzés têm muitas semelhanças de carácter biológico: são mamíferos, primatas, partilham noventa e tal por cento dos genes, muitas das suas estruturas cerebrais são parecidas, etc. Os seres humanos, quando são alvo de choques eléctricos, sentem dor e medo. Pode-se, portanto, afirmar que os chimpanzés quando apanham choques eléctricos sentem dor e medo.

                                                        C. Os seres humanos e os gorilas têm muitas semelhanças biológicas e comportamentais: são mamíferos (as mães aleitam os filhos), primatas, partilham noventa e tal por cento dos genes, muitas das suas estruturas cerebrais são parecidas, pegam nos filhos ao colo, etc. Os seres humanos sofrem quando são separados dos pais e dos filhos. Pode-se, portanto, afirmar que os gorilas sofrem quando são separados dos pais e dos filhos.

                                                        D. Os seres humanos que existem actualmente (e também os que já existiram) são incapazes de respirar (de modo natural, sem usar aparelhos) debaixo de água. Consequentemente, nenhum ser humano poderá jamais respirar naturalmente debaixo de água.

                                                        E. Diversas equipas de astrónomos declaram ter observado (de modo indirecto) planetas fora do Sistema Solar. Como tal, podemos afirmar que existem planetas fora do Sistema Solar.

                                                        F. Quando o filho lhe perguntou se há pássaros com mais ou menos de duas patas, o Sr. Leopoldo respondeu: “Já vi muitos milhares de pássaros e todos tinham duas patas; por isso, os pássaros só podem ter duas patas.”

                                                        G. Tal como Luís de Camões, João Miguel Fernandes Jorge (que tem – neste ano de 2007 – mais ou menos 50 anos) é um bom poeta, uma pessoa inteligente e dotada de espírito crítico. E, à semelhança do autor d’ Os Lusíadas, é português, culto e bem informado. Ora, João Miguel Fernandes Jorge sabe navegar na Internet. Por isso, Luís de Camões também sabia navegar na Internet.

                                                        H. David Hume foi passar férias a Florença, na Itália. Após 30 minutos de passeio nas belas ruas de Florença, já tinha visto 17 automobilistas realizarem manobras perigosas. Face a isso, David Hume disse à esposa: “Restam poucas dúvidas que os italianos são maus condutores.”

                                                        I. Tenho sete irmãos mais velhos. Os professores de Filosofia dos meus irmãos gostavam de uma banda desenhada chamada Zits. Por isso, aposto que, quando for para o 10º ano, terei um professor de Filosofia que gosta dos livros da série Zits.

                                                        J. Nas lojas onde compro materiais para desportos radicais e nas lojas onde compro livros e discos, já fui várias vezes atendido por empregados de bigode que se enganaram nos trocos. Parece-me, por isso, que as pessoas de bigode não sabem fazer contas.


                                                        K. Péricles, abanando a cabeça e gesticulando (tinha a cara vermelha e parecia zangado) disse ao seu amigo Diógenes: “Não e não! Não concordo consigo, ó Diógenes! O futebol é um jogo belo e interessante, porque… Enfim! Repare que inúmeros intelectuais e artistas gostam de futebol. Ponha os olhos, por exemplo, no Camilo José Cela, vencedor do prémio Nobel da Literatura – veja bem! Ele adorava futebol… Até escreveu umas histórias, uns contos, com futebol pelo meio.”


                                                        domingo, 16 de novembro de 2008

                                                        Ficha de Revisão (para as turmas B, D, E e F do 11º Ano) – Formalização de argumentos e identificação de formas argumentativas

                                                        1. Formalize cada um dos argumentos apresentados.


                                                        2. Identifique cada uma das formas argumentativas e diga se é válida ou inválida.


                                                        A. Caso o sofrimento insuportável e sem esperança de cura seja moralmente errado, alguns doentes devem ser ajudados a morrer. Mas se alguns doentes devem ser ajudados a morrer, então a eutanásia deve ser legalizada. Portanto, se o sofrimento insuportável e sem esperança de cura é moralmente errado, a eutanásia deve ser legalizada.


                                                        B. Se o teu amor é autêntico, então envolve confiança e partilha. Mas o teu amor não envolve confiança e partilha. Por isso, o teu amor não é autêntico.


                                                        C. Os professores são avaliados ou o seu mérito não será reconhecido. Ora, os professores não são avaliados. Como tal, o seu mérito não será reconhecido.


                                                        D. Se X é membro da espécie humana, então tem direitos. Ora, X não é membro da espécie humana. Logo, X não tem direitos.


                                                        E. Devemos defender a paz ou lutar de armas na mão. Se defendemos a paz, não gostamos da guerra. Se lutamos de armas na mão, não gostamos da guerra. Logo, não gostamos da guerra.


                                                        F. Se queremos uma Polícia eficiente e bons Hospitais públicos, então devemos pagar impostos. Ora, de facto queremos uma Polícia eficiente e bons Hospitais públicos. Consequentemente, devemos pagar impostos.


                                                        G. Se cometeste um erro, é preferível assumir e corrigir o que fizeste. Consequentemente, se não é preferível assumir e corrigir o que fizeste, então não cometeste um erro.


                                                        H. Se há mal desnecessário no mundo, então é difícil justificar a crença num Deus omnipotente e bom. Se é difícil justificar a crença num Deus omnipotente e bom, então o problema da existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em nome de Deus. Logo, se há mal desnecessário no mundo, o problema da existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em nome de Deus.


                                                        I. Caso Deus exista, a realidade não é apenas natural e observável. Como tal, se a realidade não é apenas natural e observável, então Deus existe.


                                                        J. Se X tem uma atitude crítica, então discute os problemas. Ora, X discute os problemas. Logo, X tem uma atitude crítica.


                                                        Bom Trabalho!