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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ciência, pseudociência e… Sir Karl Popper

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A minha aluna Catarina Pinto (do 11º ano, turma 4) – a quem agradeço – deu-me a conhecer um vídeo de filosofia da ciência que aborda alguns aspetos da teoria de Popper, estudados nas aulas, nomeadamente a distinção entre ciência e pseudociência, o critério popperiano de cientificidade e a importância da crítica. Vale a pena ver e mostrar aos alunos, sobretudo, depois destes já terem alguns conhecimentos sobre os temas em questão.

O vídeo tem legendas em português, mas é preciso ativá-las.

Outros vídeos educativos do “crash course philosophy” podem ser encontrados AQUI. Os temas são, por exemplo, “O que é a filosofia?”, “Como argumentar?”, entre muitos outros.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ciência na rádio

Bertrnad Russell em logicomix aula de matemática

David Marçal, bioquímico e divulgador da ciência, autor do livro Pseudociência, foi entrevistado no programa Pessoal e Transmissível da TSF. Pode ouvir aqui a entrevista.

Sem mencionar a filosofia, David Marçal discorre acerca de vários tópicos filosóficos: O que é a ciência? O que distingue a ciência da pseudociência? O critério de falsificabilidade de Popper. A suposta distinção entre ciências “duras” e ciências “moles”. Fala também do ensino da ciência, da importância da divulgação científica, do humor científico, etc.

Vale a pena ouvir.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A filosofia da ciência e as ciências ocultas

Para os meus alunos do 11º ano.

Eis dois exemplos - verídicos! - que demonstram como é importante estudar o problema  filosófico da demarcação, isto é: saber qual é o critério que nos permite distinguir uma teoria científica de uma teoria não científica.

Exemplo 1

"Os funcionários do parlamento convidaram a Alexandra Solnado para falar de vidas passadas numas jornadas da saúde. Francamente incomoda-me. Mesmo sabendo que nada disto tem a ver com a actividade dos nossos parlamentares, incomoda-me que pela circunstância absolutamente casual de quem organiza essas jornadas da saúde não ter qualquer vestígio de cultura científica, Alexandra Solnado ficar com uma fotografia com que irá alegar que a casa da democracia reconhece a validade dos seus delírios.
Uma instituição como o parlamento, deveria ter algum bom senso. Por um lado, para não cair no ridículo. Por outro, para não municiar de argumentos de autoridade estas alegações delirantes de vidas passadas e conversas com Jesus. Como diz o Ricardo Araújo Pereira neste vídeo: "eu falei com o Jesus Cristo e ele disse-me que nunca falou com a Alexandra Solnado".

David Marçal

Informação retirada do blogue Rerum Natura, ver AQUI.

Exemplo 2 

"(...) vejo o anúncio de bolsas de investigação científica para 2014/2015 proporcionadas por uma fundação ligada à indústria farmacêutica.
O anúncio é normal, o regulamento comum, e até se faz a exigência de redacção em inglês... Apenas uma coisa destoa (quer dizer, parece-me destoar, sei lá as voltas epistemológicas que as coisas dão sem eu dar conta...): a investigação científica digna de subsídio é em... parapsicologia!"

Maria Helena Damião

Informação retirada do blogue Rerum Natura, ver AQUI.

domingo, 19 de maio de 2013

Um cientista popperiano

alexandre quintanilha

Excerto de uma entrevista do biólogo Alexandre Quintanilha ao Expresso (12-09-2012).

Pode um cientista na área da biologia não acreditar na Teoria da Evolução das Espécies?

Darwin postulou uma hipótese, desde então temos feito tudo para ir à procura da evidência que seja a favor ou contra. Aliás, é mais importante ir à procura da evidência contra porque se a teoria for abaixo haverá outra ainda mais sofisticada.

Nem quando se confirma a hipótese?

(…) todos os grandes avanços na ciência são feitos quando as pessoas, depois de confirmarem a hipótese passam 50 anos a ver se a desaprovam.  As teorias mais robustas são as que resistiram a todas as tentativas de as contraprovar.”

Fonte: o blogue A Filosofia no Ensino Secundário, de Rolando Almeida.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O falsificacionismo de Karl Popper

Karl Popper

1. Indução

Uma linha de resposta bastante diferente para o problema da indução deve-se a Karl Popper. Popper olha para a prática da ciência para nos mostrar como lidar com o problema. Segundo o ponto de vista de Popper, para começar a ciência não se baseia na indução. Popper nega que os cientistas começam com observações e inferem depois uma teoria geral. Em vez disso, primeiro propõem uma teoria, apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada, e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. Se esses testes se mostrarem negativos, então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão procurar uma nova alternativa. Se, pelo contrário, os testes estiverem de acordo com a teoria, então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada, é certo, mas ainda assim como uma conjectura não refutada.

Se olharmos para a ciência desta maneira, defende Popper, então veremos que ela não precisa da indução. Segundo Popper, as inferências que interessam para a ciência são refutações, que tomam uma previsão falhada como premissa e concluem que a teoria que está por detrás da previsão é falsa. Estas inferências não são indutivas, mas dedutivas. Vemos que um A é não-B, e concluímos que não é o caso que todos os As são Bs. Aqui não há hipótese de a premissa ser verdadeira e a conclusão falsa. Se descobrirmos que um certo pedaço de sódio não fica laranja quando é aquecido, então sabemos de certeza que não é o caso que todo o sódio aquecido fica laranja. Aqui o facto interessante é que é muito mais fácil refutar teorias do que prová-las. Um único exemplo contrário é suficiente para uma refutação conclusiva, mas nenhum número de exemplos favoráveis constituirá uma prova conclusiva.

2. Falsificabilidade

Assim, segundo Popper, a ciência é uma sequência de conjecturas. As teorias científicas são propostas como hipóteses, e são substituídas por novas hipóteses quando são falsificadas. No entanto, esta maneira de ver a ciência suscita uma questão óbvia: se as teorias científicas são sempre conjecturais, então o que torna a ciência melhor do que a astrologia, a adoração de espíritos ou qualquer outra forma de superstição sem fundamento? Um não-popperiano responderia a esta questão dizendo que a verdadeira ciência prova aquilo que afirma, enquanto que a superstição consiste apenas em palpites. Mas, segundo a concepção de Popper, mesmo as teorias científicas são palpites — pois não podem ser provadas pelas observações: são apenas conjecturas não refutadas.

Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa. Pelo contrário, os sistemas de crenças como a astrologia são irremediavelmente vagos, de tal maneira que se torna impossível mostrar que estão claramente errados. A astrologia pode prever que os escorpiões irão prosperar nas suas relações pessoais à quinta-feira, mas, quando são confrontados com um escorpião cuja mulher o abandonou numa quinta-feira, é natural que os defensores da astrologia respondam que, considerando todas as coisas, o fim do casamento provavelmente acabou por ser melhor. Por causa disto, nada forçará alguma vez os astrólogos a admitir que a sua teoria está errada. A teoria apresenta-se em termos tão imprecisos que nenhumas observações actuais poderão falsificá-la.

3. Ciência e pseudociência

O próprio Popper usa este critério de falsificabilidade para distinguir a ciência genuína não só de sistemas de crenças tradicionais, como a astrologia e a adoração de espíritos, mas também do marxismo, da psicanálise e de várias outras disciplinas modernas que ele considera negativamente como "pseudo-ciências". Segundo Popper, as teses centrais dessas teorias são tão irrefutáveis como as da astrologia. Os marxistas prevêm que as revoluções proletárias serão bem sucedidas quando os regimes capitalistas estiverem suficientemente enfraquecidos pelas suas contradições internas. Mas, quando são confrontados com revoluções proletárias fracassadas, respondem simplesmente que as contradições desses regimes capitalistas particulares ainda não os enfraqueceram suficientemente. De maneira semelhante, os teóricos psicanalistas defendem que todas as neuroses adultas se devem a traumas de infância, mas quando são confrontados com adultos perturbados que aparentemente tiveram uma infância normal dizem que ainda assim esses adultos tiveram que atravessar traumas psicológicos privados quando eram novos. Para Popper, estes truques são a antítese da seriedade científica. Os cientistas genuínos dirão de antemão que descobertas observacionais os fariam mudar de ideias, e abandonarão as suas teorias se essas descobertas se realizarem. Mas os teóricos marxistas e psicanalistas apresentam as suas ideias de tal maneira, defende Popper, que nenhumas observações possíveis os farão alguma vez modificar o seu pensamento.

David Papineau, "Methodology" em A. C. Grayling (org.), Philosophy: A Guide Through the Subject, Oxford University Press, 1998 (Tradução de Pedro Galvão).

Fonte:  A Arte de Pensar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O que é necessário para que um debate seja frutuoso?

debate

«Afirma-se muitas vezes que a discussão só é possível entre pessoas que têm uma linguagem comum e que têm  pressupostos básicos em comum. Penso que isto é um erro. Tudo o que é necessário é uma prontidão para aprender com quem discutimos, o que inclui um desejo genuíno de compreender o que essa pessoa quer dizer. Se esta prontidão existir, a discussão será tanto mais frutuosa quanto mais diferirem os pressupostos de fundo de quem discute.»

Karl Popper

Via Blog da Crítica

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que pode a ciência provar?

«Nunca se pode provar nem afirmar que uma teoria científica é verdadeira. Quanto muito, pode provar-se que é falsa – se se realizar um teste cujos resultados sejam contrários às suas previsões».

Jorge Buescu, O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias, 9ª edição, Gradiva, Lisboa, 2004, pág. 13.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

É preciso avaliar as tradições

«É evidente que devemos muito à tradição, e que a tradição é muito importante, mas as tradições devem ser analisadas criticamente. Se o fizermos, poderemos libertar-nos daquela atitude que considera a tradição como sacrossanta, ou valiosa em si mesma, substituindo-a por uma atitude que considera as tradições valiosas ou perniciosas, consoante o caso, de acordo com a sua influência sobre os indivíduos. E assim compreenderemos que cada um de nós (por meio do exemplo e da crítica) pode contribuir para o crescimento ou para a supressão de tais tradições.»

Karl Popper, A Sociedade Aberta e os seus Inimigos, volume II, Editorial Fragmentos, Lisboa, 1993, pág. 223.

Audição: Caetano Veloso, “Tradição”.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O refereeing ou arbitragem científica

«Um trabalho científico de qualquer área, para ser aceite como tal, necessita de ser validado pela comunidade científica, como se deduz imediatamente do critério de falsificabilidade de Karl Popper [ver a propósito o post As teorias científicas são falsificáveis]. Essa validação, independentemente da área científica, processa-se através da peer review, ou aprovação pelos pares. O cientista escreve os seus resultados sob a forma de um artigo - talvez depois de apresentar versões preliminares sucessivamente em seminários locais e em conferências internacionais - que submete para publicação a uma revista profissional da especialidade. Essa publicação tem obrigatoriamente de possuir um sistema de refereeing (que em português poderia traduzir-se por arbitragem), que consiste no seguinte: o conselho editorial está em contacto com centenas dos maiores especialistas mundiais nas matérias cobertas pela publicação e envia o artigo em questão a pelo menos dois especialistas (normalmente três ou mesmo mais), cuja identidade é confidencial e que irão desempenhar o papel de referees.

O trabalho dos referees é, literalmente, o de advogados do diabo. O artigo será cuidadosamente analisado sob todos os pontos de vista, tentando detectar incorrecções ou pontos fracos (ou seja, falsificar os resultados!). No final deste processo, que tipicamente demora meses, elaboram um relatório sobre o artigo com as recomendações relevantes: rejeição, reenvio ao autor para correcções ou aceitação. O editor reenvia então o artigo e os relatórios ao autor e o processo recomeça. Nas revistas mais importantes de certas áreas este pingue-pongue pode durar anos.

Sendo optimista, e admitindo que o artigo foi finalmente aceite, é publicado. Isto não é, no entanto, o final; após a publicação, o artigo será estudado, analisado, as eventuais experiências reproduzidas, etc. Em qualquer destas fases podem encontrar-se erros no trabalho; no caso de isso acontecer, não terá qualquer validade científica e espera o cientista o maior opróbrio de todos: a suprema humilhação da retratação pública.

Apenas depois de passadas todas estas fases o artigo é considerado aprovado pela comunidade científica e aquilo que descreve pode ser considerado conhecimento legitimamente científico.

Esta descrição exaustiva tem o objectivo de explicar a seguinte afirmação. O valor científico de um artigo publicado, nem que fosse por Albert Einstein, numa publicação sem sistema de refereeing e peer review é nulo. Isto é uma afirmação com a qual 100% dos cientistas estão de acordo: em termos de avaliação da sua carreira científica, sabem por experiência própria que as publicações não validadas pela comunidade científica através do refereeing valem zero. São meras opiniões, talvez interessantes, mas com tanto valor científico como o editorial do jornal de domingo.

É um sistema rigoroso? Sim. É um sistema injusto? Não. Este mecanismo foi desenvolvido ao longo do tempo para protecção contra erros de boa fé (e algumas fraudes de má fé) com que a ciência se debateu ao longo da era moderna. É, provavelmente, o mecanismo de autocontrolo intelectual mais rigoroso que alguma vez foi concebido - uma espécie de seguro antierros. Relaxe-se o crivo - e os erros começarão a penetrar.»

Jorge Buescu, O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias, 9ª edição, Gradiva, Lisboa, 2004, pp. 14-15.

Este texto faz parte do prefácio do livro. Este inclui diversos pequenos textos onde o autor procura, numa linguagem clara e rigorosa acessível a não especialistas, responder a questões como: “O que significa aquele misterioso algarismo que se segue ao número do bilhete de identidade? Qual é a relação do jogo Minesweeper com o problema mais importante da matemática? O que é a teleportação quântica? Por que é falso e completamente absurdo o mito segundo o qual os seres humanos ‘usam apenas 10% do seu cérebro’?” Ou seja: divulgação científica de grande qualidade.

Clique aqui para ler mais acerca de O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias.

O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias Jorge Buescu

sábado, 6 de junho de 2009

A palavra ‘provado’ devia ser usada com mais cuidado!

Se quiser observar o “eduquês” no máximo do seu pálido esplendor, leia a entrevista de Ana Maria Bettencourt (presidente do Conselho Nacional da Educação, professora e investigadora na área das Ciências da Educação, tendo já sido deputada do PS e assessora para a Educação do Presidente da República Jorge Sampaio) ao Público.

A senhora repete os disparates do costume (os alunos não deviam reprovar, os exames não são necessários para haver sucesso educativo, o ensino centrado no aluno, etc.) acrescentando sempre “está provado que…”

Aconselhar Ana Maria Bettencourt a ler Karl Popper talvez fosse excessivo da minha parte, pois a senhora ao informar-se sobre o critério de falsificabilidade podia concluir que a maioria dos estudos feitos no âmbito das Ciências da Educação são pseudo-científicos e lá se ia o trabalho de uma vida...

Mesmo assim, se conhecesse a presidente do Conselho Nacional da Educação, eu sugerir-lhe-ia que reflectisse acerca de afirmações como esta:

«Nunca se pode provar nem afirmar que uma teoria científica é verdadeira. Quanto muito, pode provar-se que é falsa – se se realizar um teste cujos resultados sejam contrários às suas previsões».

Jorge Buescu, O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias, 9ª edição, Gradiva, Lisboa, 2004, pág. 13.

domingo, 24 de maio de 2009

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

Consideremos as quatro afirmações seguintes de acordo com o critério de falsificabilidade:

Scarlett Johansson A) A aura de uma pessoa não é afectada pela gravidade.

B) O corpo de Scarlett Johansson é afectado pela gravidade.

C) Todos os corpos terrestres são afectados pela gravidade.

D) Todos os corpos do Universo são afectados pela gravidade.

A afirmação A) não é falsificável, pois não se consegue conceber nenhum teste para avaliá-la nem as condições em que poderia ser falsa. Não se consegue imaginar o que seria encontrar um contra-exemplo que a refutasse.

As outras afirmações são falsificáveis, pois podem ser alvo de testes empíricos e podemos indicar em que condições poderiam ser falsas. Por exemplo: se se descobrisse noutro planeta uma rocha que não fosse afectável pela gravidade a afirmação D) seria falsa.

Embora sejam todas falsificáveis, essas três afirmações têm graus diferentes de falsificabilidade. A B) é menos falsificável que a C) e esta é menos falsificável que a D). Esta é de todas a mais falsificável, pois é aquela que se refere a mais objectos e que, portanto, corre mais riscos de falhar. Por isso mesmo, é de todas a mais informativa, a que tem mais conteúdo empírico.

Se analisarmos as quatro afirmações de acordo com o critério de verificabilidade, os resultados obtidos não serão idênticos.

A afirmação A) não é verificável, pois não pode ser sujeita a testes empíricos. A afirmação B) é verificável, pois é possível estabelecer através de testes empíricos a sua verdade ou falsidade – no caso, a sua verdade.

Todavia, as afirmações C) e D) não são realmente verificáveis, pois exprimem proposições universais e não é possível fazer testes empíricos capazes de verificar o que se passa com cada um dos corpos terrestres ou do Universo. Esses testes podem apenas ser feitos em relação a alguns casos. Todavia, a generalização dos resultados obtidos não permite verificar (provar, determinar de um modo conclusivo) a verdade dessas afirmações.

(Como é sabido, uma generalização não consegue garantir a verdade da sua conclusão, mas apenas mostrar a sua – maior ou menor – probabilidade.)

Por isso, se quisermos perceber porque é as afirmações C) e D) têm carácter científico precisamos de recorrer ao critério de falsificabilidade.