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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Identidade pessoal e mudança: questões para discutir

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Guião da discussão.

Eis algumas das questões que debatemos na aula de filosofia para crianças:

1. Esta menina da fotografia sou eu – a professora de Filosofia - quando era criança. Dá exemplos de mudanças que eu tenha sofrido ao longo do tempo.

2. Se eu mudei assim tanto continuo a ser a mesma pessoa? Porquê?

3. Imagina que eu deixo de ter uma parte do meu corpo – um braço ou uma perna – devido a um acidente, continuarei a ser a mesma pessoa? Porquê?

4. E se o meu cérebro deixar de funcionar: não sou capaz de me lembrar do que me aconteceu e de quem sou. Ainda serei eu?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O camaleão confuso




O livro infantil "The Mixed-Up chameleon", que é lido no vídeo anterior, foi escrito por Eric Carle e não se encontra traduzido em português. A tradução , a seguir apresentada, é da autoria do meu colega e professor de Inglês, Helder Rocha, a quem muito agradeço.

Numa folha brilhante e verde estava um pequeno e verde camaleão. Mal se via. Moveu-se para uma árvore castanha e ficou castanho. Depois, descansou numa flor vermelha e ficou vermelho. Quando o camaleão andava lentamente pela areia amarela, ficava amarelo. Mas quando tinha frio e fome, ficava cinzento e triste, sem se mexer, à espera. Só os olhos se moviam – para cima, para baixo, para os lados – até encontrar uma mosca. Era então que a sua língua pegajosa e comprida se desenrolava para a apanhar. Sempre que se aquecia e comia, ficava verde brilhante. Não era muito emocionante, mas essa era a sua vida. Até que um dia o camaleão viu um jardim zoológico. Nunca tinha visto tantos animais bonitos e pensou:

- Sou tão pequeno, tão lento e fraco! Gostava de ser grande e branco como um urso polar.

E o desejo do camaleão realizou-se. Mas será que ficou satisfeito? Não!

- Gostava de ser elegante como um flamingo. Gostava de ser astuto como uma raposa. Gostava de nadar como um peixe. Gostava de correr como uma gazela. Gostava de ver o que está longe, como uma girafa. Gostava de me esconder numa carapaça, como uma tartaruga. Gostava de ser forte como um elefante. Gostava de ser divertido como uma foca. Gostava de ser como as pessoas.

Foi então que apareceu uma mosca voando à sua volta. O camaleão estava cheio de fome. Ele era agora um pouco de cada animal, estava muito confuso e não a conseguia apanhar.

- Gostava de voltar a ser como era…

O desejo do camaleão tornou-se realidade e finalmente conseguiu comer a mosca.

Eric Carle, O camaleão confuso (tradução de Helder Rocha).