“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
A verdade, segundo Fernando Pessoa
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O Dia Pessoal do Livro é todos os dias
Hoje é Dia Mundial do Livro. Veja aqui o que se ganha com a leitura, segundo Fernando Pessoa.
Fotografia de Nadja Pausch.
domingo, 31 de julho de 2011
Uma razão para ser tolerante
“Sê tolerante, porque não tens a certeza de nada.”
Fernando Pessoa, Bernardo Soares - Livro do Desassossego.
Lido aqui.
domingo, 29 de maio de 2011
A leitura liberta
«Leio e estou liberto. Adquiro objectividade. Deixei de ser eu e disperso. E o que leio, em vez de ser um trajo meu que mal vejo e por vezes me pesa, é a grande clareza do mundo externo, toda ela notável, o sol que vê todos, a lua que malha de sombras o chão quieto, os espaços largos que acabam em mar, a solidez negra das árvores que acenam verdes em cima, a paz sólida dos tanques das quintas, os caminhos tapados pelas vinhas, nos declives breves das encostas.»
Fernando Pessoa - Bernardo Soares, Livro do Desassossego.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
'Domínio Público' – uma biblioteca digital grátis
"Domínio Público" é uma biblioteca digital (desenvolvida em software livre), disponibilizada pelo governo brasileiro.
Nela pode encontrar gratuitamente inúmeras obras literárias, musicais e pictóricas. Fernando Pessoa, Dante, Shakespeare ou Leonardo Da Vinci, entre muitos outros, ao alcance de 2 ou 3 cliques.
Algumas pessoas, umas por ingenuidade e outras por hipocrisia, justificam a falta de hábitos de leitura e de outros hábitos culturais alegando que os livros, os discos, os vídeos, etc., são caros. Esta biblioteca ajuda a refutar esse mau argumento.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Ser vencido pela razão não é uma derrota
“Concordo e cedo sempre que me falam com argumentos. Tenho prazer em ser vencido quando quem me vence é a Razão, seja quem for o seu procurador.”
Fernando Pessoa
Antes de se decidir pelo título “Mensagem” Fernando Pessoa tinha pensado chamar “Portugal” a esse livro. No entanto, um amigo convenceu-o a pôr de lado esse título, com argumentos que agora não vêem ao caso (mas que podem ser facilmente encontrados na Internet, por exemplo em http://books.google.pt/books?id=NTr92RrFDOsC&pg=PA147&lpg=PA147&dq).
Foi ao justificar essa mudança que Fernando Pessoa escreveu as palavras citadas, que também poderiam ter sido ditas por Sócrates ou por qualquer outro filósofo digno desse nome.
Curiosamente, o autor de tais palavras é considerado um dos maiores poetas de um país em que se valoriza muito pouco a atitude crítica e a discussão livre e imparcial de ideias.
Um país em que muitas pessoas dizem “isso é discutível” não para iniciar um debate mas para declarar o debate inútil e acabar com a conversa. Um país em que, perante uma divergência de ideias publicamente assumida, é comum dizer-se “isso é a tua opinião, não é a minha” e depois não perguntar porque é que o interlocutor tem essa opinião nem fazer – cruzes canhoto! – qualquer esforço para a refutar (como se todas as opiniões valessem o mesmo e não fizesse sentido discuti-las e confrontá-las).
Nesse país muitas pessoas ficam ofendidas e sentem-se pessoalmente postas em causa se alguém discute e critica as suas ideias, acabando isso por conduzir à autocensura daqueles que estavam dispostos a discutir e debater. Nesse país é frequente as pessoas, depois de numa conversa terem divergido um pouco do seu interlocutor, se apressarem a esclarecer “mas isto não é uma crítica”. Nesse país é raro alguém ouvir esse “esclarecimento” e depois – à maneira da criança que disse “Olhem! O rei vai nu.” – perguntar: “Mas e se fosse uma crítica, que mal é que teria?”
Essa desvalorização da atitude crítica e da discussão livre e imparcial de ideias não ocorre apenas nos estádios de futebol (onde não surpreende encontrá-la), mas também na vida política, no jornalismo, em grupos profissionais tão importantes como os juízes e os médicos e nas escolas. Sim, nas escolas também.
Esse país provavelmente não mereceria que um livro tão belo e inteligente como a “Mensagem” se chamasse Portugal.
