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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

A utilidade da filosofia para a ciência

«Concordo plenamente consigo quanto à importância e ao valor educativo da metodologia e bem assim da história e da filosofia da ciência. Hoje, muitas pessoas — e mesmo cientistas profissionais — parecem-me alguém que viu milhares de árvores mas nunca uma floresta. Um conhecimento das bases históricas e filosóficas fornece aquele tipo de independência dos preconceitos da sua geração que afectam muitos cientistas. Esta independência criada pelo conhecimento filosófico é — na minha opinião — a marca de distinção entre um mero artesão ou especialista e um verdadeiro pesquisador da verdade.»

Albert Einstein in “Albert Einstein como filósofo da ciência”, de Don A. Howard - https://criticanarede.com/cie_einstein.html

Essas palavras fazem parte da resposta de Albert Einstein a Robert A. Thornton - professor de Introdução à Física na Universidade de Porto Rico –, que queria introduzir alguma filosofia da ciência nas suas aulas e pediu ajuda a Einstein para convencer os seus relutantes colegas.  

 


Pintura: O Astrónomo, de Johannes Vermeer. 

domingo, 24 de maio de 2020

Mulheres na ciência (passado e presente): Marie Curie e Maria de Sousa

 

                       Marie Curie                                                        Maria de Sousa                                      
Em Cidadania e Desenvolvimento - no âmbito de uma DAC entre as disciplinas de Filosofia, Biologia e Física e Química - os alunos do 11º B realizaram vários trabalhos, subordinados ao tema “Mulheres na ciência: passado e presente”.
As alunas do 11º B, Mariana Aguiar e Filipa Silva, são as autoras do trabalho que se segue, finalizado nas duas últimas semanas de aulas em condições diferentes das previstas inicialmente.
Agradeço a ambas as alunas o empenho, a disponibilidade e o interesse manifestado. Muito obrigada!

Aos leitores: se querem descobrir o que terá a teoria de Kuhn a ver com o tema deste trabalho, é só espreitar e descobrirão a resposta

domingo, 10 de maio de 2020

Um diálogo, no céu, entre duas cientistas: Maria Mayer e Lise Meitner

A física Maria Goeppert Mayer, vencedora do Nobel de Física de 1963.

A física austríaca, Lise Meitner, e o químico alemão Otto Hahn.
“Ambos trabalharam na fissão nuclear (quebra de um núcleo em dois mais pequenos), mas o mérito da descoberta foi atribuído exclusivamente a Hahn, que ganhou (sozinho) o prémio Nobel da Química em 1944. E isto apesar de, entre 1901 e 1965, Lise Meitner ter sido nomeada 29 vezes para o Nobel da Física e 19 vezes para o Nobel da Química.” Fonte: jornal online “Observador”
Em Cidadania e Desenvolvimento - no âmbito de uma DAC entre as disciplinas de Filosofia, Biologia e Física e Química - os alunos do 11º B realizaram vários trabalhos, subordinados ao tema “Mulheres na ciência: passado e presente”.
As alunas do 11º B, Beatriz André e Isabel Costa, são as autoras do trabalho que se segue, finalizado nas duas últimas semanas de aulas em condições diferentes das previstas inicialmente. Assim sendo, foi feita uma adaptação do projeto inicial e foi escrito um diálogo imaginário, que mistura humor e criatividade com informação científica e filosófica.
Agradeço a ambas as alunas o empenho, a disponibilidade e o interesse manifestado. Muito obrigada!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Recursos de Filosofia: Lógica informal e Filosofia da ciência

Eu e a Sara Raposo elaborámos novamente alguns materiais de apoio que editora Leya disponibilizou gratuitamente na Aula Digital: 


Pensamos que muitos professores irão começar este 3º período com revisões e consolidações de matérias já lecionadas. Por isso, fizemos

- uma ficha de trabalho de Lógica informal (utilizável também no 11º ano na preparação de alunos para o exame nacional);

- duas propostas no âmbito da Filosofia da ciência: um Guião de análise de dois vídeos (um sobre a importância de Darwin e outro sobre a pseudociência) e uma ficha de trabalho acerca de Popper e Kuhn, com questões diversificadas, nomeadamente questões baseadas em exemplos.

Procurámos que a maioria das questões apelassem ao raciocínio e exigissem aplicação em vez da mera reprodução.

Todos esses materiais são acompanhados de propostas de resolução e planificações das atividades a realizar.

É de referir que todos esses materiais são editáveis, podendo os professores suprimir, acrescentar ou alterar o que entenderem.
Oxalá possam ser úteis!

Para aceder basta fazer uma rápida inscrição e depois visualizar o menu de recursos na Aula Digital.

Na próxima semana serão publicados no mesmo sítio materiais dos colegas Domingos Faria, Luís Veríssimo e Manuel João Pires.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O que é um paradigma?

Thomas Kuhn

«Uma área de investigação [de acordo com Thomas Kuhn] torna-se uma ciência madura quando existe consenso entre os investigadores que nela trabalham relativamente aos problemas a investigar, as leis a aplicar, e os métodos e os instrumentos a usar nesse campo de investigação. Isto acontece quando há uma realização científica que uma comunidade científica particular reconhece como exemplar e fundando a sua investigação futura. Isto é, quando existe aquilo a que Kuhn chama paradigma, um conjunto de problemas, soluções — teorias e leis — práticas metodológicas e princípios metafísicos, que são aceites pela generalidade dos praticantes daquele campo. Uma ciência madura é dominada apenas por um paradigma, que estabelece o que é ou não legítimo investigar dentro de uma ciência e coordena e dirige a investigação nessa ciência. São exemplos de paradigmas a física de Aristóteles, a mecânica de Newton, o eletromagnetismo de Maxwell e a seleção natural de Darwin. Aquilo que, segundo Kuhn, distingue ciências de não-ciências não é, como pensam os indutivistas, o facto de as teorias científicas poderem ser verificadas, ou, como pensa Popper, o facto de poderem ser falsificadas, mas o de existir ou não num determinado campo de investigação um paradigma aceite pela generalidade dos seus praticantes. Diferentes áreas de investigação atingiram a maturidade, isto é, tornaram-se ciências, em diferentes ocasiões. A Matemática e a Astronomia na Antiguidade, a Óptica no século XVII, a Química no século XVIII e a Biologia no século XIX, por exemplo. Por outro lado, muitas das ciências humanas atuais, porque não têm um paradigma dominante, não constituem ciências.

Podemos, apesar disso, dizer que um paradigma é constituído por

  • Um feito científico exemplar, que sirva como modelo para a investigação futura a realizar;
  • Problemas, métodos, instrumentos e técnicas sugeridos por este feito científico;
  • Crenças metafísicas acerca dos tipos de objetos e de fenómenos que constituem o mundo.

Por exemplo, o paradigma newtoniano inclui as leis do movimento de Newton, mas também métodos para aplicar estas leis ao movimento dos planetas, dos pêndulos, das bolas de bilhar, etc., assim como vários tipos de telescópios e de técnicas para o seu uso e para a correção dos dados obtidos por seu intermédio, em conjunto com pressupostos metafísicos, como o de que o mundo é um mecanismo em que várias forças operam de acordo com as leis do movimento de Newton.

Quando uma área de investigação adota um paradigma, ela entra num estádio a que Kuhn chama ciência normal e é nisto que consiste a maior parte da atividade científica.»

Álvaro Nunes, “Ciência e objetividade”, Crítica - https://criticanarede.com/anunescienciaeobjetividade.html

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Matriz do 5º teste do 11º ano

ciência

Fotografia: “Projeto de Ciência: Separar os componentes de uma mistura”, no Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres, com turmas do 7º ano e do Jardim de Infância.

Objetivos:

1. Explicar o que é o senso comum.

2. Mostrar que o senso comum é útil mas limitado.

3. Explicar a importância atualmente atribuída à ciência.

4. Explicar a perspetiva indutivista do método científico.

5. Explicar as objeções ao indutivismo estudadas: a ciência estuda fenómenos inobserváveis; a observação pura não é possível.

6. Explicar a conceção falsificacionista de ciência.

7. Mostrar como é que o falsificacionismo distingue entre ciência e pseudociência.

8. Explicar a posição de Popper relativamente ao problema da indução.

9. Explicar a perspetiva falsificacionista do método científico.

10. Explicar as objeções ao falsificacionismo estudadas: a sua conceção do método científico é normativa e não descritiva; não valoriza suficientemente a importância dos resultados positivos.

11. Comparar e avaliar o indutivismo e o falsificacionismo.

12. Explicar a perspetiva de Popper acerca da objetividade e progresso da ciência.

13. Explicar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.

14. Explicar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.

15. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.

16. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.

17. Comparar e avaliar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.

A. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.

B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.

Para estudar:

Fotocópias e PDF’s

No Manual: da 202 à 205, da 208 à 210, da 216 à 225.

No blogue Dúvida Metódica:

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

O que pode a ciência provar?

As teorias científicas são falsificáveis

O falsificacionismo de Karl Popper

Um cientista popperiano

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

Complementar:

Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?

Engodo. Homeopatia é ineficaz e até perigosa, diz estudo
Mente aberta

sábado, 21 de maio de 2016

Matriz do teste: objetividade da ciência e sentido da vida

waterson calvin & hobbes o sentido da vida

Duração: 90 + 10 (tolerância)

Objetivos:

1. Recordar a conceção falsificacionista da ciência.

2. Explicar a perspetiva de Popper sobre a objetividade e progresso da ciência.

3. Explicar e exemplificar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.

4. Explicar e exemplificar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.

5. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.

6. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.

7. Comparar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.

8. Mostrar em que condições dizemos que uma atividade tem sentido.

9. Apresentar o problema do sentido da vida.

10. Explicar a perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

11. Explicar as objeções à perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

12. Explicar a perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

13. Explicar as objeções à perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

14. Explicar a perspetiva não religiosa de Peter Singer acerca do sentido da vida.

15. Explicar as objeções à perspetiva de Peter Singer.

16. Explicar outra perspetiva não religiosa acerca do sentido da vida.

17. Explicar as objeções a essa perspetiva.

18. Comparar e discutir as perspetivas acerca do sentido da vida estudadas.

19. Defender uma tese acerca do problema do problema do sentido da vida.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

No manual: da página 215 à página 228; da página 238 à página 242.

PDF’s.

No blogue Dúvida Metódica:

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

Links sobre o sentido da vida

sentido da vida

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ciência, pseudociência e… Sir Karl Popper

Resultado de imagem para crash course philosophy

A minha aluna Catarina Pinto (do 11º ano, turma 4) – a quem agradeço – deu-me a conhecer um vídeo de filosofia da ciência que aborda alguns aspetos da teoria de Popper, estudados nas aulas, nomeadamente a distinção entre ciência e pseudociência, o critério popperiano de cientificidade e a importância da crítica. Vale a pena ver e mostrar aos alunos, sobretudo, depois destes já terem alguns conhecimentos sobre os temas em questão.

O vídeo tem legendas em português, mas é preciso ativá-las.

Outros vídeos educativos do “crash course philosophy” podem ser encontrados AQUI. Os temas são, por exemplo, “O que é a filosofia?”, “Como argumentar?”, entre muitos outros.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Sobre o problema da indução

Para os meus alunos do 11º A, com um pedido de desculpas pelo atraso.

No início da aula ainda poderão esclarecer dúvidas.

Votos de bom estudo para a ficha de amanhã!

sexta-feira, 6 de março de 2015

O Universo explicado pelo físico Vítor Cardoso

Por Teresa Firmino, no Jornal Público.

«Desafiámos o físico português Vítor Cardoso a fazer um passeio pelo Universo e pela forma como a nossa visão sobre ele se alterou ao longo do último século. “Passámos de um Universo parado para um Universo em ebulição, elástico e humano: nasce, cresce e, quem sabe, morre.”

Aos 40 anos, Vítor Cardoso é professor e investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica e Gravitação (Centra) do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Também é professor na Universidade do Mississípi, nos Estados Unidos, e investigador do Instituto Perimeter, no Canadá. Nos últimos cinco anos, ganhou duas superbolsas no valor total de 2,5 milhões de euros, que tem utilizado na investigação das equações de Einstein, com a ajuda de um supercomputador chamado Baltasar Sete Sóis. Dedica-se à física teórica, nomeadamente à compreensão dos buracos negros, da matéria escura e das ondas gravitacionais.

Toda a gente aceita hoje a ideia de que o Universo teve um início – o Big Bang – e que, desde então, o Universo está em expansão. Por que é que Einstein se recusou a aceitar esta realidade, que, aliás, uma das suas próprias equações da teoria da relatividade geral lhe indicava?»

Continuar a ler AQUI.

Vale a pena, mesmo.

Para os meus alunos do 11º A, que estão a estudar filosofia da ciência, a leitura é obrigatória!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pseudociência

David Marçal e o grupo de stand-up "Cientistas em Pé" apresentam o ensaio Pseudociência num debate inserido no ciclo de debates Pensar Portugal (organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), moderado por António Araújo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ciência 2.0 - um site português de divulgação científica

"De que se ocupam os astrónomos? Nos dias de hoje, os astrónomos já não dedicam a maior parte do seu tempo a espreitarem através da ocular dos telescópios. Existem, na verdade, várias outras atividades que preenchem esta profissão. Perceba em que consiste “ser” astrónomo, na curta desenvolvida pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), com a produção do Ciência 2.0."

"Porque é que existe o vício da cocaína? Que efeitos provoca no cérebro? Porque existe a sensação de prazer ao consumi-la e porque depois existe ansiedade?"

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Trabalhos de alunos da ESPR num site do Instituto Superior Técnico

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Clicar na imagem para aceder.

O responsável pelo projeto “Saber Ciência” (*), Nuno Barradas (ver currículo AQUI), contactou-me e sugeriu-me que fizesse um balanço da utilização feita pelos meus alunos de vários artigos do "Saber Ciência" que referi no Dúvida Metódica (na bibliografia para um trabalho do 11º ano sobre filosofia da ciência).

Os links para os trabalhos dos alunos e a minha apreciação foram agora publicados na página do “Saber Ciência", para aceder, clicar AQUI. . Para ler os trabalhos dos alunos publicados neste blogue, clicar  AQUI e AQUI.

Agradeço a publicação, até porque se trata de um site de reconhecida qualidade na divulgação da cultura científica em Portugal.

Espero que, no futuro, mais professores e alunos (de filosofia e de outras ciências) venham a utilizar os interessantes e úteis recursos disponibilizados online no "Saber Ciência". Este site é uma tradução portuguesa de uma página de divulgação científica da Universidade da Califórnia da responsabilidade do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e da APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente.

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(*) A página original Understanding Science foi desenvolvida pelo Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia em colaboração com os seus Conselhos Consultivos. A página traduzida Saber Ciência foi desenvolvida pelo Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e pela APEEGIL - Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente. Tradução parcialmente realizada ao abrigo do projeto da APEEGIL do programa Pais com a Ciência do Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

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