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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Três exemplos para expressar a ideia de mudança

“Para quem entrar no mesmo rio, outras são as águas que correm por ele.”

Heraclito (séc. VI-V a.C.)


“(…) somente aos deuses não cumpre envelhecer nem conhecer a morte,

o mais, tudo apaga o tempo omnipotente.

Fenece a força da terra, esvai-se a do corpo,

morre a confiança, germina a deslealdade,

e não é o mesmo espírito que passa entre homens,

que se estimam, nem de uma cidade para a outra.

Ora é já amargo o que era doce, ora o será

de futuro, e de novo voltará a apreciar-se.”

Sófocles, Édipo em Colono (607-615).



Notas:

Nas traduções portuguesas de obras filosóficas gregas é, por vezes, utilizada a palavra devir, significando a mudança constante a que a realidade (pelo menos a que é captada pelos nossos sentidos) está sujeita.

O fragmento de Heraclito e o poema de Sófocles foram traduzidos por Maria Helena da Rocha Pereira a partir do grego e podem ser encontrados no livro: Hélade, antologia da cultura grega, 5ª Edição, Coimbra, 1990.

sábado, 20 de junho de 2009

A harmonia dos contrários

“A doença torna a saúde agradável e boa, como a fome a saciedade, e o trabalho o descanso.”

“Não saberiam o nome da justiça, se não fora a injustiça.”

Heraclito

Fragmentos Diels 111 e 23, retirados de: Hélade – Antologia da Cultura Grega, 5ª edição, organizada e traduzida do original por Maria Helena da Rocha Pereira, Coimbra, 1990, pág. 125.

(O link no título remete para uma edição mais recente, das Edições Asa.)