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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

A verdade, segundo Fernando Pessoa

Relatividade, de M. C. Escher


«Quantas coisas, que temos por certas ou justas, não são mais que os vestígios dos nossos sonhos, o sonambulismo da nossa incompreensão! Sabe acaso alguém o que é certo ou justo? Quantas coisas, que temos por belas, não são mais que o uso da época, a ficção do lugar e da hora? Quantas coisas, que temos por nossas, não são mais que aquilo de que somos perfeitos espelhos, ou invólucros transparentes, alheios no sangue à raça da sua natureza!
Quanto mais medito na capacidade, que temos, de nos enganar mais se me esvai entre os dedos lassos a areia fina das certezas desfeitas. (…)
Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de porque se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e o outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.»

Fernando Pessoa [Bernardo Soares], Livro do Desassossego.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Direitos humanos e liberdade de expressão

«Três homens vestidos de negro invadiram o hall da sede do semanário Charlie Hebdo, em Paris, com lança-foguetes e kalachnikovs. Há pelo menos 12 mortos, dois dos quais polícias, o diretor da publicação e três ilustradores. Presidente francês apelou à 'união do país' na luta contra o terrorismo: 'Este ato bárbaro nunca vai extinguir a liberdade de imprensa. Nós somos um país unido que vai reagir e não bloquear'.»

Notícia do Jornal Expresso. Vale também a pena ler este artigo de opinião de Henrique Monteiro: Je suis, somos todos, Charlie.

Nos cartoons  deste semanário francês também se caricaturavam outras religiões, a católica por exemplo. Não houve nunca manifestações violentas ou mortes devido a isso.

Porque não haveriam os cartoonistas de poder satirizar a religião islâmica e fazer o mesmo que fazem em relação às outras religiões? Porque é que se deveriam autocensurar neste caso?

Vivemos em países democráticos, onde a liberdade de pensamento e de expressão são direitos fundamentais. Este ataque terrorista é uma tentativa de mostrar que os que acreditam na democracia estão errados. Por isso, todos os cidadãos democratas foram hoje alvo deste ataque e não apenas os jornalistas que foram assassinados. Por isso, não devemos deixar-nos dominar pelo medo e abdicar da nossa liberdade.

No vídeo a seguir apresentado explica-se - em linguagem clara e acessível - o que são direitos humanos. Aconselho o seu visionamento.

No final do vídeo é defendida uma ideia (a mais importante, a meu ver): os direitos humanos só existem, para lá do que está escrito, se cada um de nós os colocar em prática e os respeitar no dia a dia. É bom não esquecer isto!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A postura filosófica de Sócrates: um esclarecimento aos leitores

busto de Sócrates do Museu do Vaticano

Esta escultura representa o filósofo grego Sócrates (470-399 a.C). É da época romana e foi feita a partir de um original grego do séc. IV a.C (atribuída ao escultor  Lisipo). Pode ser visitada no Museu do Vaticano, na sala dos filósofos, em Itália.

Num diálogo intitulado Críton, Platão relata a forma como Sócrates (condenado à morte pelo tribunal em 399 a.C por, entre outras acusações, corromper a juventude) responde à proposta que alguns dos seus discípulos lhe fazem: fugir em vez de aceitar a sentença fatal.

Críton: (…) Mas, caro Sócrates, uma vez mais te peço, obedece-me e salva-te. É que, se morreres não será para mim uma desgraça só, além de ficar privado de um amigo como não tornarei a achar outro, ainda farei aos olhos da maioria, que não nos conhece bem, nem a mim nem a ti, o papel de alguém que podendo salvar-te, se quisesse gastar dinheiro, não esteve para se incomodar. E que fama pode haver mais vergonhosa que parecer ter em maior conta o dinheiro do que os amigos? A maioria das pessoas nunca acreditará que foste tu que não quiseste sair daqui, apesar da insistência dos nossos pedidos.

Sócrates: Portanto, meu caro, não devemos preocupar-nos muito com as afirmações da maioria, mas sim (…) com a verdade. Não é, por isso, boa a tua sugestão inicial de que devemos preocupar-nos com a opinião da maioria sobre a justiça e a bondade (…). Em todo o caso, poderá alguém observar: a maioria é muito capaz de nos mandar matar.

Críton: Evidentemente, poderia muito bem dizer-se isso, ó Sócrates.

Sócrates: Mas, meu caro, a lógica seguida parece-me ser a mesma de há pouco. E repara de novo se este princípio permanece ou não: o que mais importa não é viver, mas viver bem.”

Platão, Êutifron, Apologia de Sócrates, Críton, Edição Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1990.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mensagem para o futuro

Bertrand Russell

No final de uma entrevista televisiva, em 1959, perguntaram a Bertrand Russell o que gostaria ele de dizer às pessoas do futuro acerca da sua vida e das lições que nela tinha aprendido. Ao responder, Bertrand Russell afirmou que gostaria de dizer duas coisas às gerações vindouras, uma intelectual e outra moral – e falou da objetividade da verdade e da tolerância. Eis um filósofo que, além de amar a sabedoria, alcançou uma boa porção dela.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Eis uma generalização pouco arriscada

Generalização

Por muito provável que seja a conclusão de uma generalização, a sua verdade nunca está completamente garantida, pois...

A resposta, ou pelo menos uma parte dela, pode ser lida aqui: Generalizações e previsões.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mentir, eis o problema

pinoquio-paradoxo do mentiroso

DOIS RUMOS

Mentir, eis o problema:
minto de vez em quando
ou sempre, por sistema?

Se mentir todo dia,
erguerei um castelo
em alta serrania

contra toda escalada,
e mais ninguém no mundo
me atira seta ervada?

Livre estarei, e dentro
de mim outra verdade
rebrilhará no centro?

Ou mentirei apenas
no varejo da vida,
sem alívio de penas,

sem suporte e armadura
ante o império dos grandes,
frágil, frágil criatura?

Pensarei ainda nisto.
Por enquanto não sei
se me exponho ou resisto,

se componho um casulo
e nele me agasalho,
tornando o resto nulo,

ou adiro à suposta
verdade contingente
que, de verdade, mente.

Carlos Drummond de Andrade, Boitempo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Amor e ódio

“Eu não tenho ódio senão aos errores, nem tenho amor senão à verdade.” *

Garcia da Orta (1501-1568)

Garcia da Orta

* Lido nesta exposição.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?

Um argumento bom ou cogente é um argumento que – além de ser válido e ter premissas verdadeiras – tem premissas mais plausíveis que a conclusão. A importância desta última característica prende-se com a necessidade de persuadir alguém: se as premissas não forem mais aceitáveis que a conclusão as pessoas que discordam desta não encontrarão no argumento razões para mudar de posição.

Vamos supor que não conhecemos razões que sejam simultaneamente verdadeiras e aceitáveis para um auditório X de modo a convencê-lo acerca de uma tese Y. Contudo, somos capazes de apresentar razões falsas mas plausíveis e aceitáveis para X. Vamos supor também que Y é uma ideia verdadeira – por exemplo, que a escravatura é errada e deve ser abolida.

Será correto persuadir X acerca de Y recorrendo a falsidades? Persuadir através de falsidades é uma forma de persuasão irracional ou manipulação. Será correto, portanto, manipular uma pessoa para a convencer de uma verdade  (caso ela seja incapaz de se deixar convencer através das verdadeiras razões)?

O filme Lincoln, de Steven Spielberg, leva o espetador a pensar nessa questão, na medida em que apresenta alguns defensores da abolição da escravatura perante o dilema de assumir publicamente todas as suas ideias e assustar eventuais apoiantes ou apresentar apenas algumas dessas ideias e suavizá-las (deturpando-as um pouco) para tentar conquistar mais apoiantes para a sua causa.

Essa questão é uma especificação de uma questão ética mais geral que atravessa o filme do princípio ao fim: será que os fins justificam os meios? Por exemplo: será correto alcançar um fim moralmente bom (como a proibição da escravatura) através de meios moralmente reprováveis (como a corrupção)?

As personagens não citam Kant nem Stuart Mill, mas decerto o argumentista do filme pensou neles e no debate entre a deontologia e o consequencialismo ao escrever a história.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O reconhecimento implícito da factividade do conhecimento

São Tomé, de Caravaggio

São Tomé, de Caravaggio.

Mesmo as pessoas que desconhecem a teoria que define o conhecimento como uma crença verdadeira justificada e nunca depararam com a afirmação “o conhecimento é factivo”, reconhecem – implicitamente – que a verdade é uma condição necessária do conhecimento. Vejamos dois exemplos.

- O meu pai não encontra o carro, não sabe o que lhe aconteceu…
- É natural…
- Porquê? Sabes o que aconteceu ao carro?
- Sei. Foi roubado, é claro! Hoje em dia há imensos roubos e…
- … Espera aí, pois estou a receber uma mensagem de telemóvel. … É do meu irmão: diz que levou o carro do meu pai e se esqueceu de deixar um bilhete a avisar.
- Oh! Ainda bem para o teu pai que me enganei, mas julgava mesmo que tinha sido roubado.
- Afinal, não sabias o que tinha acontecido ao carro.
- Pois não. Pensei que sabia mas não sabia.

Quando uma pessoa reconhece que se enganou e que uma proposição em que acreditava é falsa, não diz que sabia: utiliza palavras como “julgava”, “pensava” ou “acreditava”. Ou seja: substitui os verbos factivos – como saber ou conhecer – por verbos não factivos.

Do mesmo modo, num livro de história da medicina não se diz que Aristóteles sabia que o coração era o órgão responsável pelo pensamento, mas sim que Aristóteles acreditava nisso ou julgava erroneamente saber isso.

Esse reconhecimento, contudo, não constitui uma compreensão clara e explícita, pelo que essas pessoas ficarão provavelmente surpreendidas se lhes dissermos que não se pode conhecer falsidades e que não existem realmente conhecimentos falsos.

(Acerca desta característica do conhecimento pode ler: O carácter factivo do conhecimento.)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que não sabemos

Children playing on the beach crianças brincando na praia

“Não sei que impressão produzirei um dia no mundo; quanto a mim, parece-me ser a de um menino que brinca na praia e encontra ora um calhau um pouco mais liso, ora uma concha um pouco mais formosa do que as outras; enquanto o grande oceano da verdade se estende inexplorado diante de mim.”

Isaac Newton (1642-1727)

(Citação retirada da “Agenda Ilustrada do Professor de Físico-Química”, de 1993-1994.)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

1984: a manipulação no discurso político

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Eric Arthur Blair (1903 - 1950), cujo pseudónimo é George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Mais informações sobre o romance, AQUI.

Um romance que vale a pena ler. Atrevo-me a dizer: uma falha "grave" na cultura geral dos alunos que ainda não o leram.

Um documentário sobre o livro de George Orwell , "1984", que vale a pena ouvir.

Uma adaptação do livro para o cinema que vale a pena ver.

Estou convencida que uma forma de valorizar a democracia e a liberdade que temos, é perceber o que nos aconteceria num regime totalitário.

Boas reflexões filosóficas e políticas a todos!

domingo, 4 de novembro de 2012

Verdades realmente tranquilizadoras

Nem toda a gente acha isto óbvio, mas o facto de uma falsidade ter muitos crentes não faz com que  ela se torne verdadeira, nem uma ideia verdadeira deixa de ser verdadeira por poucas ou mesmo nenhuma pessoa acreditar nela.

Do mesmo modo, o facto da crença numa ideia falsa poder ser muito útil e vantajosa (pelo menos no imediato) não diminui a sua falsidade, tal como o facto da crença numa ideia verdadeira trazer por vezes bastantes chatices não a torna menos verdadeira.

Aliás, o facto de uma certa ideia verdadeira ter muitos adeptos e se revelar imensamente útil para quem nela acredita não a torna também mais verdadeira.

A verdade e a falsidade das ideias dependem do modo como as coisas são e não daquilo que nós pensamos ou queremos. Para uma pessoa interessada em compreender a natureza das coisas, isso é que é conveniente e tranquilizador.verdade difícil e inconveniente

verdades inconvenientes

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pensando?

“Como poderemos ousar persuadir-nos de que estamos certos quando aqueles que admiramos discordam de nós?”

Jean Daniel, Com Camus: Como aprender a resistir.

Via

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A incoerência do relativismo

 

Thomas Nagel

Thomas Nagel fornece aqui um possível ponto de partida para responder a esta questão.

«Habitualmente é uma boa estratégia perguntar se uma afirmação geral sobre a verdade ou o significado se aplica a si mesma. Muitas teorias (…) podem ser eliminadas imediatamente por meio deste teste. A noção familiar de que o relativismo se refuta a si mesmo continua válida apesar da sua familiaridade: não podemos criticar algumas das nossas próprias pretensões racionais sem usar a razão noutro momento qualquer para formular e apoiar essas críticas. O resultado pode ser a restrição do domínio dos juízos racionalmente defensáveis, mas não o seu desaparecimento. O processo de submeter as nossas convicções, alegadamente racionais, ao diagnóstico e à crítica externos deixa inevitavelmente intacta, para conduzir o processo, uma forma qualquer da prática de primeira ordem do raciocínio. O conceito de subjetividade exige sempre um quadro de referência objetivo, no interior do qual se localiza o sujeito e se descreve a sua perspetiva especial ou o seu conjunto de razões. Não podemos abandonar completamente o ponto de vista da justificação, que nos leva a procurar fundamentos objetivos.»

Thomas Nagel, A última palavra, tradução de Desidério Murcho, Gradiva, Lisboa, 1999,  pág. 24.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O relativismo acerca da verdade refuta-se a si mesmo?

O relativismo acerca da verdade refuta-se a si mesmo?

Esta é a questão colocada a concurso na edição de 2012 do Prémio de Ensaio Filosófico da Sociedade Portuguesa de Filosofia.

No site da SPF ainda não se encontra disponível o regulamento, mas pode consultar AQUI o regulamento da edição de 2011. No ano passado a data de entrega foi o final de Dezembro.

O autor do ensaio vencedor receberá um prémio monetário (3500 euros, no passado ano). O ensaio vencedor será publicado na Revista Portuguesa de Filosofia.

"Uma Mão Com a Esfera Reflectora"  de Escher

quinta-feira, 28 de junho de 2012

As ideias de Nietzsche num documentário da BBC

Nietzsche foi um importante filósofo alemão do século XIX. Neste documentário da BBC (legendado em português do Brasil) explicam-se algumas das suas ideias fundamentais e fala-se da influência que estas exerceram no pensamento filosófico posterior.

São citados alguns dos textos aforísticos mais conhecidos deste filósofo, como é o caso da "parábola do louco". Relatam-se também alguns dados biográficos relevantes, como o papel da irmã de Nietzsche na edição de suas obras e a utilização destas na propaganda do regime nazi. 

Este programa conta com entrevistas de estudiosos do pensamento de Nietzsche, por exemplo, Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filósofa).

Vale a pena conhecer as ideias deste filósofo, ainda que se discorde delas!

sábado, 19 de maio de 2012

Verdades acerca da mentira

Mentira máscara“Metade da verdade é muitas vezes uma grande mentira.”

“Os mentirosos começam por enganar os outros e acabam por se enganar a si próprios.”

“Os mentirosos têm pouco respeito pelas outras pessoas.”

“Pode chegar-se longe com uma mentira, mas depois não se pode voltar atrás.”

A.C. Grayling, O Livro dos Livros– Uma Bíblia Humanista, Lua de Papel, 2011, pp. 449-450.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Defender a objetividade não significa que se seja dogmático

«Muitas pessoas imparciais parecem objetar à noção de verdade e falsidade objetiva porque pensam que implica um tipo qualquer de dogmatismo. Pensam que se a Maria afirma que todas as nossas crenças e asserções são ou objetivamente verdadeiras ou objetivamente falsas, então ela está a insinuar-se como um árbitro dessa verdade e falsidade objetiva. "Quem estabelece o que é verdadeiro e o que é falso?", perguntam. Mas a Maria não está comprometida pela sua crença na objetividade da verdade e da falsidade com a afirmação de que ela está em posição de fazer lei sobre o que é verdadeiro e o que é falso. Na verdade, ela não está comprometida com a tese de que alguém está em posição de fazer lei sobre o que é verdadeiro e o que é falso. Ela só está comprometida com a tese de que a verdade e a falsidade existem e são (em geral) conferidas às crenças e asserções independentemente do que acontece nas mentes das pessoas que têm tais crenças e fazem tais asserções.

Um exemplo deverá ser suficiente para tornar isto claro. Considere-se a questão de saber se há vida inteligente noutros planetas. "Quem estabelece se há ou não vida inteligente noutros planetas?" Quem, de facto? Do meu ponto de vista, nenhum ser humano, neste momento histórico, está em posição de estabelecer a lei quanto a esta questão. Mas afirmar isto é perfeitamente consistente com afirmar que ou há vida inteligente noutros planetas ou não há, e que o que torna verdadeira a afirmação de que há vida inteligente noutros planetas (se for verdadeira), ou falsa (se for falsa), são os factos sobre o modo como as coisas são em planetas distantes — factos que são como são independentemente da nossa existência e das nossas crenças e dos nossos desejos.»

Peter van Inwagen, “Objectividade” – Crítica: revista de filosofia - http://criticanarede.com/met_objectividade.html

 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Apologia do diálogo e da discussão de ideias

solidão

En mi soledad
he visto cosas muy claras,
que no son verdad.

Antonio Machado, “Nuevas Canciones – Proverbios Y Cantares”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A retórica, os sofistas e Platão: Ficha de trabalho

Neste post, além de uma ficha de trabalho, disponibilizam-se links para textos sobre os seguintes temas do programa de Filosofia do 11º ano:

“As perspetivas dos sofistas e de Platão acerca da retórica no contexto da democracia ateniense”.

Bom trabalho a todos!

Outros textos (deste blogue) sobre o tema:

Sobre o poder da retórica
Sofista ou surfista?
O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não
O que é a democracia?

2011-12 11º ano Ficha de trab. sobre a democracia, os sofistas e a retórica