quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Formalização de proposições

  1. Indique o operador (ou operadores) proposicional presente nas proposições a seguir expressas.
  2. Elabore o dicionário de cada uma das proposições.
  3. Formalize as proposições.

A. Não é verdade que a inexistência de Deus implique que a vida humana é absurda.
B. Não é verdade que a tortura seja justificável e os fins justifiquem os meios.
C. Se a pena de morte é moralmente errada, então o aborto e a eutanásia também são.
D. A inteligência é hereditária, a não ser que seja a emotividade.
E. A eutanásia é correcta, no caso do sofrimento ser intolerável e não haver esperança de cura.
F. Para a vida ter sentido, basta Deus existir.
H. Uma condição suficiente para a vida ter sentido é Deus existir.
I. Uma condição necessária para que Deus exista é a vida ter sentido.
J. Uma acção tem valor moral se é feita por dever e vice-versa.
K. Uma condição necessária e suficiente para uma acção ter valor moral é ser feita por dever.
L. Ou Kant tem razão e o valor moral das acções não depende das consequências ou Stuart Mill tem razão e o valor moral das acções depende das consequências.

Alguns exemplos foram retidos de: Artur Polónio e outros, Criticamente – 11º Ano, Porto Editora, 2008, pág. 63.

De que educação precisamos?

Estes dois vídeos apresentam, a propósito da mesma canção dos Pink Floyd, duas formas opostas de entender a educação. Não serão ambas equívocas? Não nos colocarão face a um falso dilema?

É possível educar de outro modo? Como?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Oxalá!

De acordo com informações dadas pelo Gave às escolas (e que serão, parece, tornadas públicas amanhã) este ano existirá teste intermédio de Filosofia no 10º ano. (Ver aqui a matriz.)

A ideia é – suponho - preparar os alunos para o exame nacional de filosofia no 11º ano. Nas últimas semanas tem circulado entre os professores de filosofia a informação de que esse exame vai regressar, mas não será obrigatório e terá apenas o carácter de prova específica para ingresso na universidade.

Contudo, só se costumam realizar testes intermédios em disciplinas em que existe exame nacional obrigatório (necessário para concluir a disciplina). Nas disciplinas em que o exame nacional serve apenas de prova específica, como por exemplo Inglês, não existe teste intermédio. Significará isso que o exame nacional de filosofia será, afinal, obrigatório?

Não sei o que irá o Ministério da Educação anunciar amanhã, mas gostaria muito que a resposta a essa pergunta fosse afirmativa. Um exame nacional de filosofia obrigatório (bem feito, bem feito!) melhoraria muito o ensino e a aprendizagem da filosofia. (Para ler argumentos a favor dessa ideia veja a etiqueta Exames e exigência.)

Mas, quer o exame nacional seja obrigatório quer seja apenas opcional, as coisas só correrão bem se os professores de filosofia fizerem coisas tão simples como ler bons livros de filosofia. A notícia seguinte vem por isso a propósito, até porque a crise económica não dá mostras de querer ir embora: a editora Gradiva tem à venda com descontos de 10%, 20% e 30% os interessantes e úteis livros da colecção Filosofia Aberta. Veja aqui.

sábado, 2 de outubro de 2010

Teste intermédio de Filosofia para o 10º ano

Parece que este ano haverá teste intermédio de Filosofia no 10º ano, presumivelmente tendo em vista a realização do exame nacional de Filosofia no 11º ano (como prova específica de ingresso na Universidade e, infelizmente, sem carácter obrigatório).

Trata-de de uma boa notícia, mas registo duas preocupações: os tópicos do programa sobre os quais incidirá o teste são muito vagos e os diversos manuais de Filosofia interpretam-nos de modos muito diversos; é suposto o teste intermédio ser realizado por todos os alunos ou apenas por aqueles que estão interessados em fazer o exame de Filosofia como prova específica?

Indicações acerca do teste intermédio de Filosofia do 10º

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Mundial da Música

Hoje é o Dia Mundial da Música.

Uma vez que a música é uma boa amiga da filosofia, aqui fica uma sugestão musical:  In a sentimental mood, na maravilhosa interpretação de Duke Ellington e John Coltrane. Apesar de durar apenas 4 minutos já li muitos livros enquanto a ouvia.

O valor de educar

o-valor-de-educar- conferência

O valor de educar é o nome dado a uma série de conferências sobre educação.  Ocorrerão no dia 11 de Outubro, na Universidade do Algarve (Campus de Gambelas), e serão repetidas no dia 12, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os conferencistas são Fernando Savater, Ricardo Moreno Castillo e Nuno Crato.

Tenho algumas reservas relativamente a Savater, não conheço Ricardo Moreno Castillo (vou tentar conhecer espreitando aqui), mas não é nada arriscado afirmar que valerá a pena ouvir Nuno Crato.  A prova mais recente de que vale a pena prestar atenção ao que diz sobre educação chama-se Econometria da Educação.

As conferências são promovidas pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, responsável pela muito notável Pordata (Base de Dados de Portugal Contemporâneo).

Mais informações  aqui.