terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A opinião dos alunos: como deve ser uma sociedade justa?

No DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA, lançámos aos alunos da escola e aos leitores deste blogue  um desafio, ver AQUI:

A Filosofia está em todo o lado…dizem os alunos. Muitos explicaram como é que podemos responder aos problemas filosóficos propostos. Obrigada a todos!

Eis algumas das melhores opiniões:

Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?

Na minha opinião, para que haja justiça social o Estado deverá ser interventivo, de forma a combater as desigualdades sociais; o sistema político terá que ser obrigatoriamente democrático e ainda proponho a criação de uma aliança global promotora desta justiça.

De forma a ilustrar o meu ponto de vista, irei construir a minha argumentação com base no cartoon encontrado no seguinte link: http://thewireless.co.nz/articles/the-pencilsword-on-a-plate. Analisando este cartoon, é possível observar dois caminhos de vida distintos, estando patente a influência que o meio de nascimento tem no futuro de cada um de nós. Ora, para que exista justiça social a importância do meio de nascimento para o nosso futuro deverá ser diminuta, garantindo assim a igualdade de oportunidades.

Assim, coloca-se a seguinte questão: Como garantir a igualdade de oportunidades? Creio que, de modo a garantir esta igualdade de oportunidades dever-se-à recorrer à criação de sistemas nacionais de saúde; educação e de apoio social, entre outros que deverão ser sustentados pelo dinheiro dos contribuintes, sendo que os mais ricos deverão pagar mais do que os mais pobres, de forma a que as assimetrias sociais sejam corrigidas, assegurando assim uma maior igualdade de oportunidades, dado que todos passam a ter acesso à satisfação de necessidades básicas. Sendo assim, acho que a educação deveria ser gratuita, inclusive o ensino superior, desta forma a Paula não teria que se preocupar com o pagamento das suas propinas; e que deveria ser garantido a todos os cidadãos independentemente da sua condição um rendimento mínimo, de forma a evitar a pobreza e a mendicidade. Creio ainda ser importante a reforma do sistema prisional, que em vez de focar-se no castigo e punição, dever-se-ia focar na educação e reintegração dos prisioneiros na sociedade e na resolução dos problemas que afetam os sentenciados. Assim, através destas medidas, promovidas por um Estado interventivo talvez a Paula estivesse na situação à qual chegou o Richard (sem grande esforço).

De seguida, penso que a justiça social só tem lugar num Estado democrático, livre, assente na igualdade perante a lei; na divisão tripartida dos poderes e defesa dos direitos humanos, uma vez que se não formos iguais perante a lei, então não existirá alguma vez igualdade de oportunidades e, muito menos, justiça social.

Por fim, julgo que para existir verdadeira justiça social, esta não poderá ser limitada às fronteiras de meia-dúzia de países, dado que se houver justiça social, mas o acesso a esta estiver limitada a apenas algumas pessoas que tiveram a sorte de nascer em determinado país, o meio de nascimento continuaria a determinar o futuro de cada um de nós. Assim, creio que seja importante a criação de uma aliança global, à semelhança das Nações Unidas, que tenha como principal objetivo a homogeneização das oportunidades dadas aos cidadãos, não só de determinado país, mas entre países. Creio que, depois de um período de adaptação em que esta homogeneização fosse conseguida, dever-se-iam abrir as fronteiras, à semelhança do que acontece atualmente na UE.

Concluindo, sou da opinião de que assentando nestes três pilares fundamentais - um Estado interventivo, dedicado a garantir a igualdade de oportunidades, um Estado democrático e a criação de um órgão mundial, responsável pela promoção da justiça social - seria possível a existência de um Mundo verdadeiramente justo, no qual a Paula e o Richard teriam as mesmas oportunidades, sendo apenas assim garantido um desenvolvimento efetivo, em que as qualidades de cada um de nós saem reforçadas, por termos todos as mesmas oportunidades de desenvolvê-las.

João Janeiro, nº12, 11º 8

A banda desenhada referida no texto anterior pode ser lida neste blogue:

Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1)

Desigualdade social: a história de Richard e Paula (2)

Outras opiniões dos alunos:

As tradições serão todas respeitáveis?

Qual é o sentido da vida?

Desigualdade social: a história de Richard e Paula (2)

O início desta banda desenhada pode ser lido no link que se segue:

Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1)

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Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1)

O meu aluno do 11º 8, João Janeiro, tomou como ponto de partida para a sua reflexão sobre um dos problemas filosóficos sugeridos no Dia Mundial da Filosofia – “Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?” – a situação descrita na banda desenhada que se segue, retirada do site The wireless.  

Vale a pena ler.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Matriz do 3º teste do 11º ano (Esla)

 ad hominem

Duração: 100 minutos.

Objetivos:

1. Distinguir a validade dedutiva e a validade não dedutiva.

2. Distinguir e identificar as formas argumentativas válidas e inválidas estudadas.

3. Completar formas argumentativas.

4. Construir argumentos com essas formas.

5. Identificar e explicar em que consistem os seguintes argumentos não dedutivos: generalizações, previsões, argumentos por analogia e argumentos de autoridade.

6. Conhecer e explicar as regras de validade de cada um desses argumentos não dedutivos.

7. Explicar o que são falácias informais.

8. Identificar e explicar as formas falaciosas dos argumentos não dedutivos estudados.

9. Avaliar argumentos não dedutivos determinando se são válidos ou inválidos.

10. Identificar e explicar em que consistem outras falácias informais: Argumento ad hominem, Apelo à ignorância, Falso dilema, Falácia do espantalho, Falácia da derrapagem e Petição de princípio.

Para estudar:

PDF´s e fotocópias entregues.

No manual adotado:

Da página 74 à página 108.

No Dúvida Metódica:

A relação entre verdade e validade
Validade dedutiva
A importância da validade: duas analogias
Generalizações e previsões
Argumento por analogia
Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos
Falácias informais: vídeos
Falácias informais do apelo à ignorância, da derrapagem e do boneco de palha

Petição de princípio

Qual é a falácia? (Falácia da derrapagem)
Derrapagem: do casamento homossexual ao incesto
Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem
Exemplos da falácia do apelo à ignorância
Milagre ou falácia? (Apelo à ignorância)
Qual é a falácia? (Falso Dilema)

Aconselhados:

Falsa analogia
Generalização ou contra-exemplo?
Eis uma generalização pouco arriscada
Quais são as falácias utilizadas por Trump?

Poemas de quem não morreu

images

O poeta brasileiro, Ferreira Gullar, morreu ontem aos 86 anos.

Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Os mortos

os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos

eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias

Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

O Trenzinho do Caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar... (...)

Ferreira Gullar

(Poemas cantados por Adriana Calcanhoto).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Exame nacional de Filosofia 2017: informação IAVE

Resultado de imagem para IAVE exames nacionais Filosofia
Para quem optar por fazer o exame nacional de Filosofia, as informações do IAVE já estão disponíveis.
Podem também consultar os enunciados e os critérios das provas aplicadas em anos anteriores no site do IAVE (basta clicar para aceder).