“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Uma defesa contra a falta de sentido para a vida
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Aprender implica ensinar
“Para que se aprenda é necessário, obviamente, ensinar” afirma Helena Damião no post “A óbvia necessidade de ensinar e de aprender”, no blogue De Rerum Natura. Como é sabido, algumas pessoas defendem que as crianças entregues a si próprias e pesquisando livremente conseguem aprender o que é importante aprender.
O post inclui um texto interessante do filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey (1859-1952), que justifica essa necessidade com um argumento sociológico: quando nascemos não sabemos aquilo que é necessário saber para fazermos parte da sociedade e termos uma vida produtiva e satisfatória.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
S. Valentim: O amor ou o sonho do amor?
Fotografia de Elliot Erwitt (nascido em 1928), fotógrafo da agência Magnum.
“Não há uma ciência do amor porque este é demasiado vário e próteo para se lhe poder aplicar uma teoria. As pessoas tentam amar como os montanhistas tentam escalar o Evereste: trepam com o auxílio dos pés e das mãos, e acabam por acampar no sopé da montanha, ou a meio da ascensão, onde quer quer que os seus compromissos os deixem. Alguns chegam suficientemente alto para ver a vista, que todos sabemos ser magnífica, pois todos a vislumbrámos já em sonhos. E é precisamente disso que trata a festa de S. Valentim: o sonho do amor. A vida seria realmente amarga se esse sonho nunca se tornasse realidade (…).”
A. C. Grayling, O significado das coisas, Lisboa, 2002, Edições Gradiva, pp. 91-92.
Pode ver outras fotografias de Elliot Erwitt aqui.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
As naturezas-mortas e a transitoriedade da vida
Pieter Claesz (1596/97-1660)
Vanitas com Rapaz com Espinho (Spinario), 1628
Óleo sobre madeira, 70,5 x 80,5 cm
Amesterdão, Rijksmuseum
© Rijksmuseum, Amsterdam
Encontra-se na Gulbenkian uma exposição de pintura a não perder, intitula-se:
“A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa (1ª parte): Séculos XVII - XVIII”
De 12/02 a 02/05/2010
Das 10h00 às 18h00
Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Sede
“Uma exposição internacional dedicada ao tema da pintura de Natureza-morta na Europa – a primeira do género a realizar-se em Portugal - e que será apresentada em duas partes. A primeira, a realizar entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio, será constituída por 71 pinturas dos séculos XVII e XVIII. A produção dos séculos XIX e XX será exibida mais tarde, entre 20 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012.
A exposição pretende explorar os temas recorrentes da natureza-morta ao longo de quatro séculos de história: naturezas-mortas com frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, gabinetes de curiosidades, Vanitas e obras em trompe-l’oeil. A diversidade do tratamento artístico destes temas nos vários países será demonstrada através do confronto de obras como, por exemplo, as naturezas-mortas das pintoras Louise Moillon e Fede Galizia, ou as cenas de cozinha de Jean Siméon Chardin e Luis Meléndez.
A colectânea reunida propõe-se examinar o amplo significado cultural e social da pintura de objectos e de alimentos. Os diversos sentidos da natureza-morta serão tratados em profundidade: imagens conciliadoras de satisfação material podem conter igualmente mensagens morais sobre os conceitos de abundância e consumo, mas também uma chamada de atenção para a transitoriedade da vida, sobretudo evidente nos exemplos presentes da secular tradição da Vanitas, tanto nos países católicos como nos protestantes.
Integram a exposição obras de nomes fundamentais que cultivaram este género, como Juan Sanchéz Cotán, Juan van der Hamen, Pieter Claesz, Juan Zurbarán, Rembrandt van Rijn, Antonio de Pereda, Nicolas Largillièrre, Jean Baptiste Oudry e Francisco de Goya. As obras provêm de várias colecções privadas e de museus como a National Gallery of Art de Washington, o Metropolitan Museum de Nova Iorque, o Museu do Louvre, o Museu do Prado, o Rijksmuseum de Amesterdão, o Mauritshuis de Haia, a National Gallery de Londres, o Fitzwilliam Museum de Cambridge, entre tantos outros.”
Preço: 5€
As informações citadas foram retiradas do site da Fundação Calouste Gulbenkian.
Os quadros presentes nestas exposição podem ser vistos aqui.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Actividades para a aula de substituição de 5ª (turmas D e E do 10º ano)
Leia da página 137 à página 142 do manual e responda às seguintes questões:
1. Distinguem-se duas formas de relativismo moral. Indique quais.
2. Quais são as ideias comuns a essas duas perspectivas?
3. Qual é a tese do Subjectivismo Moral acerca da natureza dos juízos morais?
4. Como é que, do ponto de vista do Subjectivismo Moral, se pode avaliar o desacordo entre uma pessoa X que julga a pena de morte moralmente injusta e uma pessoa Y que julga a pena de morte moralmente justa?
5. Explique os seguintes argumentos a favor do Subjectivismo Moral: o argumento da liberdade e o argumento da tolerância.
6. Explique as seguintes objecções ao Subjectivismo Moral: É auto-refutante; inviabilizaria a discussão de questões morais; a discórdia existente em muitas questões morais não prova a inexistência de verdades objectivas nessa área.
7. Formule outra objecção ao Subjectivismo Moral.
8. O que é mais plausível, os argumentos a favor do Subjectivismo Moral ou as objecções? Porquê?
Bom trabalho!
E bom Carnaval!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A diversidade cultural: uma tradição dos países de Leste
Pedi aos alunos, ao explicar a teoria do relativismo cultural, que apresentassem tradições de diferentes países.
A minha aluna do 10º A, Anastasia Borozan, deu o exemplo de uma tradição, popular do seu país, que se festeja agora em Março.
Vale a pena conhecer a lenda associada a esta tradição e o significado simbólico deste costume. Obrigada Anastasia! Gostei muito do que me ensinou!
Na Moldávia e na Roménia, no dia um de Março, as pessoas costumam festejar a chegada da Primavera.
É uma tradição que deriva de uma lenda. Actualmente, há várias versões desta lenda. Uma delas é sobre um príncipe que foi salvar o Sol porque este tinha sido raptado por um dragão. O príncipe seguiu numa longa viagem. Levou o Verão, o Outono e o Inverno todo a procura do dragão para recuperar o Sol. Quando o encontrou, lutaram dias e noites até que, finalmente, o príncipe derrotou o dragão e levou o Sol às pessoas. O Sol trouxe novamente a vida e a alegria à Terra.
O príncipe não chegou a ver o Sol a brilhar no céu, nem a chegada da Primavera, pois estava bastante ferido e fraco. Caiu no chão coberto de neve. O seu sangue quente fez derreter a neve debaixo da qual, de seguida, se ergueu uma flor branca. A primeira flor a desabrochar depois dos grandes frios de Inverno (em inglês Snowdrop).
A partir daí, as pessoas começaram a festejar a chegada da Primavera usando cada uma um “Martisor”. É o símbolo deste feriado. É um objecto que as mulheres bordam com um fio branco e outro vermelho.
A cor vermelha representa o amor, recordando também o sangue do jovem príncipe que salvou o Sol. A cor branca, devido a cor da primeira flor a nascer na Primavera, simboliza a pureza e a saúde.
As pessoas costumam trocar ou oferecer “Martisore” e usam-nos no lado esquerdo, perto do coração. O “Martisor” usa-se até ao fim do mês de Março. Quando o mês acaba as pessoas prendem-no a uma árvore para esta dar bons frutos.
Anastasia Borozan