Pieter Bruegel (o Velho), "A torre de Babel", 1563.
Pieter Bruegel (o Velho), 1568.
Estas imagens foram copiadas de um EXCELENTE site: AQUI. Imprescindível conhecer!
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“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
Pieter Bruegel (1525-1569), "A Procissão e o Calvário", uma representação a óleo com mais de 500 personagens.
Este quadro inspirou um filme que estreou recentemente e vale a pena ver. Para saber mais acerca desse filme: AQUI.
Antes de assistirem a este filme no cinema, vejam o documentário sobre Nietzsche no post anterior. O filme só pode ser visto em Lisboa e no Porto, pois o resto é paisagem. Este facto, se pensarmos bem, diz muito sobre o nosso país.
"Turim, 3 de Janeiro de 1889. O filósofo Friedrich Nietzsche sai de casa. Ali perto um camponês luta com a teimosia do seu cavalo, que se recusa a obedecer. O homem perde a paciência e começa a chicotear o animal. Nietzsche aproxima-se e tenta impedir a brutalidade dos golpes com o seu próprio corpo. Naquele momento perde os sentidos e é levado para casa onde permanece em silêncio por dois dias. A partir daquele trágico evento Nietzsche nunca mais recuperará a razão, ficando aos cuidados da sua mãe e irmãs até ao dia da sua morte, a 25 de Agosto de 1900. Partindo deste evento, o filme tenta recriar o percurso do camponês, da sua filha, do velho cavalo doente e a sua existência miserável.
O filme, realizado pelo húngaro Béla Tarr ("Sátántangó", "Perdição", "O Homem de Londres"), foi o vencedor do Urso de Prata - Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim em 2011 e é, segundo as palavras do realizador, o filme que encerra a sua carreira."
Informação retirada do jornal Público, ver AQUI.
Nietzsche foi um importante filósofo alemão do século XIX. Neste documentário da BBC (legendado em português do Brasil) explicam-se algumas das suas ideias fundamentais e fala-se da influência que estas exerceram no pensamento filosófico posterior.
São citados alguns dos textos aforísticos mais conhecidos deste filósofo, como é o caso da "parábola do louco". Relatam-se também alguns dados biográficos relevantes, como o papel da irmã de Nietzsche na edição de suas obras e a utilização destas na propaganda do regime nazi.
Este programa conta com entrevistas de estudiosos do pensamento de Nietzsche, por exemplo, Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filósofa).
Vale a pena conhecer as ideias deste filósofo, ainda que se discorde delas!
Relativamente à derrota de Portugal diante da Espanha e ao facto de a seleção portuguesa não chegar à final do campeonato europeu de futebol, há certamente muitas considerações a fazer (nomeadamente sobre os jogadores que o treinador substituiu ou não substituiu e sobre o facto do capitão da equipa – considerado um dos dois melhores jogadores de futebol do mundo – não se ter atrevido a marcar um dos primeiros penáltis para dar o exemplo e assim encorajar os colegas), mas há um aspeto que sobressai acima de todos os outros.
A saber: os portugueses não deviam investir tanto - em termos temporais, emocionais e motivacionais – em algo que não depende deles e que não passa de um mero jogo de azar, sempre sujeito aos tropeções do acaso. Os cidadãos portugueses que neste momento se sentem infelizes com a derrota da seleção portuguesa fazem-me lembrar as pessoas que se zangam com os atores que, em filmes ou telenovelas, representam personagens malvadas quando os encontram na rua. Ou seja: confundem a realidade e a ficção.
O ensino da filosofia pode ser entendido como uma negação da primeira afirmação: não é preciso ser um génio para discutir ideias.