quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As características mais importantes da filosofia

«Os filósofos analíticos, na sua maior parte, concordam que a filosofia deve satisfazer certos requisitos mínimos: deve ser clara, precisa, bem argumentada, apresentando uma tese explícita e exemplificando o princípio de que a verdade emerge mais prontamente do erro do que da confusão. Todos concordam que deve também ser interessante, relevante, razoavelmente original, rigorosa, e que deve avançar propostas teóricas ou críticas sobre os problemas».

Pascal Engel, “Má filosofia analítica”, – Crítica: revista de filosofia - http://criticanarede.com/mafilosofia.html.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A dose certa de felicidade é...

image Para saber mais informações, clicar no livro.

“Estás realmente feliz com a tua vida? O teu companheiro compreende realmente as tuas necessidades? Criar os teus filhos dá-te realmente um sentido de realização? Não há nada de mal em analisarmos a nossa vida. A vida é tudo o que temos e não há nada mais importante do que viver uma vida boa. Mas típico dos humanos é a interpretação perversa da forma como a devemos analisar: pensamos que analisar a nossa vida é a mesma coisa que analisar os nossos sentimentos, quando olhamos para dentro e vemos o que cá está e o que não está, a conclusão a que chegamos é muitas vezes negativa. Não nos sentimos da maneira que queríamos ou da maneira que pensamos que nos devíamos sentir. Então o que é que fazemos? Como bons viciados na felicidade que somos, vamos atrás da próxima dose: um ou uma jovem amante, um carro novo, uma casa nova, uma vida nova – qualquer coisa desde que nova. Para os viciados, a felicidade provém sempre de qualquer coisa, desde que nova (…) e se isto não resultar – o que acontece muitas vezes -, há um exército de profissionais muito bem remunerados à nossa espera, que terão o maior prazer em nos dizer onde e como arranjamos a próxima dose.”

Mark Rowlands, O filósofo e o lobo, tradução de Rosário Nunes, Lisboa, 2009, Edições Lua de papel, págs. 146-147.

O texto anterior descreve uma perspectiva subjetivista acerca do sentido da vida. Há, porém, outras formas de encararmos esta questão. E que tal, procurarmos fazer algo que tenha, de facto, valor objetivo?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Visita ao Passado e ao Futuro

Continuação da informação do post anterior.

clip_image002 

No Museu das Comunicações iremos efetuar visitas guiadas às exposições seguintes:

1. "Vencer a Distância".

clip_image004

“Mais do que uma viagem sobre a história, é uma mostra - organizada em dois percursos, um dedicado aos Correios e um outro às Telecomunicações - sobre a evolução e o aperfeiçoamento das técnicas que permitiram ao homem uma comunicação cada vez mais rápida e eficiente. É o trilhar de um caminho construído passo a passo, que revela a importância das comunicações na transformação do nosso quotidiano e no desenvolvimento económico e social da comunidade.
Na verdade, tanto as telecomunicações como o correio foram sempre instrumentos essenciais e procurados pelo homem ao longo de toda a história, que neles encontrou a possibilidade de vencer a distância e de romper a barreira da inacessibilidade. No fundo, serviu-se deles como meio de unir o mundo.
Do telégrafo visual ao satélite, no caso das telecomunicações, ou da carruagem da Mala-Posta ao correio híbrido, no caso do correio, o objetivo do engenho humano, sempre em evolução, foi o de levar a comunicação mais longe e de a fazer de modo mais rápido, até à velocidade em tempo real dos dias de hoje.”

(Informação retirada do site do Museu das Comunicações, ver aqui).

O percurso que vai ser realizado no museu, encontra-se disponível em PDF: AQUI.

2. “A Casa do Futuro”.

clip_image006

«Aos conceitos de Conexão, Interatividade, Inclusividade e Sustentabilidade, que caracterizaram a evolução modular da Casa do Futuro, projeto concretizado em 2003, junta-se agora o conceito de Convergência.
A evolução que a sociedade atual atravessa, fruto da rápida evolução da eletrónica e dos sistemas de informação, leva a que cada vez mais as pessoas aumentem as suas exigências ao nível do conforto, segurança, gestão de recursos e fiabilidade de comunicação.
Pelo facto de a Casa ser um dos locais de partilha onde os membros do núcleo central familiar desempenham uma maior multiplicidade de atividades individuais e coletivas, é cada vez mais necessário que os suportes e conteúdos de apoio à vivência quotidiana encontrem formas de convergir com serviços fora do ambiente doméstico, como a educação, o emprego, a assistência médica ou a vivência associativa.
A versão 5.0 da Casa do Futuro é pois uma montra viva deste conceito, focando-o como agregador dos anteriores módulos desde a sua criação em 2004, possibilitando demonstrar o efeito da convergência na adequação às plataformas de gestão e segurança domótica, para operabilidade de diversos pontos da Casa, na unificação de diversos equipamentos terminais através de um interface comum, na troca de informação através de serviços personalizados e na convergência de conteúdos agrupados e partilhados através de um único perfil de acesso.
O próprio ambiente arquitetónico e decorativo da Casa faz uma adaptação conceptual, tornando a vivência e a usabilidade do espaço num modelo de “Convergência Espacial”.
São muitos motivos para que possamos olhar esta nova versão da Casa do Futuro como a continuação de um projeto expositivo que se adapta e evolui, de forma a apresentar ao público visitante uma antecipação cuidada e realista de um futuro próximo mais sustentado.»

(Informação retirada do site do Museu das Comunicações, ver aqui).

 

Visita de estudo: Música e Arte

image

Mozart aos seis anos de idade (ver aqui).

No próximo dia 2 de março, as turmas do 11º C e do 11º F irão realizar uma visita de estudo à Fundação Calouste de Gulbenkian e ao Museu das Comunicações em Lisboa. Disponibilizo, seguidamente, informações acerca dos locais a visitar e das atividades a realizar.

Vale a pena consultar esta informação antes da visita, não só  para perceber o que iremos ver e fazer, como para compreender que se trata de uma oportunidade de desfrutar novas experiências, aplicar conhecimentos e descobrir mais. Já me esquecia: e também, é claro, de conviver!

1. Concerto "Bastien e Bastienne" (de Mozart), pela orquestra Gulbenkian.

clip_image002

“Inspirada em Le Devin du Village, de Jean-Jacques Rousseau, o singspiel (ópera com texto declamado) Bastien und Bastienne foi composto por Mozart quando este contava apenas doze anos de idade. Uma obra de contornos satíricos que é também uma das primeiras provas inequívocas do génio músico-teatral do compositor de Salzburgo. Bastienne é uma jovem pastora apaixonada por Bastien, cujo coração anda distraído com uma representante da nobreza. O desespero conduz Bastienne até ao mago Colas que, com os seus poderes mágicos e de persuasão, conduzirá o par amoroso a um fim reconciliador.”

Informação retirada do site da Fundação Calouste Gulbenkian (ver aqui).

2. Visita guiada à exposição "Descobrir a matemática na Arte".

image

“Será que a Matemática e a Arte estão assim tão afastadas? Ao longo da História sempre houve cruzamentos entre Ciência e Arte, como o demonstra a aplicação da Matemática no trabalho plástico de alguns artistas. No entanto, na maior parte das vezes a presença da Matemática na Arte não se descortina através de um simples olhar. Requer uma observação atenta, refletida, para lá do que é mais visível.
Reforçando alguns dos conteúdos abordados nos currículos escolares de cada nível de ensino e introduzindo conceitos que habitualmente se encontram ausentes da esfera curricular, esta é uma visita que promove o cruzamento interdisciplinar, permitindo, de forma criativa e apelativa, criar pontes duradouras e estimulantes entre as aprendizagens escolares e as não-escolares.
Os percursos e recursos utilizados variam em função das exposições temporárias em cartaz e do nível de ensino dos alunos, uma vez que para cada ano letivo há uma cuidadosa adaptação das estratégias e dos conteúdos.”

Informação retirada do site da Fundação Calouste Gulbenkian (ver aqui).


3. Outros locais e actividades de interesse na Fundação Calouste Gulbenkian (que os alunos poderão explorar livremente à hora do almoço). Vale a pena espreitar os links!

1. O jardim: uma obra de arte onde podem encontrar obras de arte (esculturas).

image

2. A exposição: "Fernando Pessoa, Plural como o Universo".

image

3. O museu Calouste Gulbenkian.

image

A escolha é vossa.

Aproveitem para olhar e ver!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Defender a objetividade não significa que se seja dogmático

«Muitas pessoas imparciais parecem objetar à noção de verdade e falsidade objetiva porque pensam que implica um tipo qualquer de dogmatismo. Pensam que se a Maria afirma que todas as nossas crenças e asserções são ou objetivamente verdadeiras ou objetivamente falsas, então ela está a insinuar-se como um árbitro dessa verdade e falsidade objetiva. "Quem estabelece o que é verdadeiro e o que é falso?", perguntam. Mas a Maria não está comprometida pela sua crença na objetividade da verdade e da falsidade com a afirmação de que ela está em posição de fazer lei sobre o que é verdadeiro e o que é falso. Na verdade, ela não está comprometida com a tese de que alguém está em posição de fazer lei sobre o que é verdadeiro e o que é falso. Ela só está comprometida com a tese de que a verdade e a falsidade existem e são (em geral) conferidas às crenças e asserções independentemente do que acontece nas mentes das pessoas que têm tais crenças e fazem tais asserções.

Um exemplo deverá ser suficiente para tornar isto claro. Considere-se a questão de saber se há vida inteligente noutros planetas. "Quem estabelece se há ou não vida inteligente noutros planetas?" Quem, de facto? Do meu ponto de vista, nenhum ser humano, neste momento histórico, está em posição de estabelecer a lei quanto a esta questão. Mas afirmar isto é perfeitamente consistente com afirmar que ou há vida inteligente noutros planetas ou não há, e que o que torna verdadeira a afirmação de que há vida inteligente noutros planetas (se for verdadeira), ou falsa (se for falsa), são os factos sobre o modo como as coisas são em planetas distantes — factos que são como são independentemente da nossa existência e das nossas crenças e dos nossos desejos.»

Peter van Inwagen, “Objectividade” – Crítica: revista de filosofia - http://criticanarede.com/met_objectividade.html