
O verdadeiro discurso do rei Jorge VI está disponível em
https://www.youtube.com/watch?v=WF8q45vwf-0
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill

O verdadeiro discurso do rei Jorge VI está disponível em
https://www.youtube.com/watch?v=WF8q45vwf-0
Perguntas e respostas online sobre a alegoria da caverna de Platão e sugestões de atividades aa realizar em sala de aula (em português do Brasil), no link:
Objetivos
1. Efetuar a negação de proposições apresentadas.
2. Explicar o que é um argumento.
3. Distinguir argumentos de não argumentos.
4. Identificar a conclusão e as premissas de argumentos apresentados.
5. Explicar o que é um argumento válido.
6. Avaliar intuitivamente a validade de argumentos apresentados.
7. Identificar e construir os argumentos válidos estudados: modus ponens e modus tollens.
8. Distinguir os argumentos válidos estudados das formas falaciosas: negação da antecedente e afirmação da consequente.
9. Explicar o que é uma ação.
10. Distinguir as ações de outras coisas que fazemos e daquilo que nos acontece.
11. Relacionar ação e deliberação.
12. Apresentar o problema do livre-arbítrio.
13. Explicar a teoria do Determinismo Radical.
14. Explicar a teoria do Libertismo.
15. Explicar a teoria do Determinismo Moderado.
16. Comparar e discutir as três teorias.
17. Justificar a posição pessoal acerca do problema do livre-arbítrio.
Natureza das questões:
Escolha múltipla, questões de resposta curta, avaliação de exemplos e questões de resposta extensa.
Para estudar:
PDF’s e fotocópias entregues.
No manual: páginas (nalguns casos apenas as partes indicadas) 49, 50, 51, 52, 53, 63, 64, 65, 71 e 75.
No blogue Dúvida Metódica:
Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio
O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele
Aconselhados:
Tive, por acaso, possibilidades de escolha?
Na opinião dos alunos, existe ou não livre arbítrio?
Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito
O advogado norte-americano Clarence Darrow (1856-1938) defendia que não existe livre-arbítrio. Curiosamente, muitas das suas ações parecem ser (pelo menos aos olhos de um defensor do livre-arbítrio) exemplos lapidares de liberdade.
Os pais de Richard Loeb e Nathan Leopold - dois adolescentes de Chicago que raptaram e assassinaram um rapaz contra o qual nada os movia, “apenas para provar que conseguiam fazê-lo”1 – contrataram Clarence Darrow para os defender. Loeb e Leopold já tinham admitido ser culpados, pelo que, de acordo com a legislação vigente, teriam de ser condenados ou à prisão perpétua ou à pena de morte. Darrow, que era um conhecido adversário da pena de morte, conseguiu que os rapazes fossem apenas condenados a prisão perpétua. A sua argumentação baseou-se na seguinte ideia: não existe livre-arbítrio e, portanto, Loeb e Leopold não foram responsáveis pelo que fizeram.
Noutro caso judicial célebre em que participou estavam envolvidos o líder de um sindicato de ferroviários e uma companhia de comboios. Inicialmente Darrow era advogado dessa companhia, mas demitiu-se para poder defender o sindicalista no tribunal, tendo perdido bastante dinheiro com a troca, pois este pagava-lhe muito menos que a companhia ferroviária. Darrow valorizava o dinheiro e quando os seus clientes podiam pagar cobrava honorários elevados, mas também defendeu muitas pessoas pro bono (gratuitamente) ou por pouco dinheiro. 2
«Darrow era conhecido como o paladino das causas impopulares – defendeu sindicalistas, comunistas e um negro acusado de ter morto um membro de uma turba racista. No seu caso mais famoso defendeu John Scopes, do Tennessee, da acusação de ter ensinado a [teoria da] evolução numa aula do ensino secundário. (…) Em 1902, tendo sido convidado pelo diretor da Prisão de Cook County para dar uma conferência aos presidiários disse-lhes o seguinte:
Na verdade, não acredito minimamente no crime. No sentido habitual da palavra, não existem crimes. Não acredito em qualquer distinção entre as verdadeiras condições morais das pessoas que estão dentro e das que estão fora da prisão. São iguais. Do mesmo modo que as pessoas que estão aqui dentro não poderiam ter evitado estar aqui, as pessoas que estão lá fora também não poderiam ter evitado estar lá fora. Não acredito que as pessoas estejam na prisão porque o mereçam. Estão na prisão apenas porque não puderam evitá-lo, devido a circunstâncias que ultrapassam inteiramente o seu controlo e pelas quais não são minimamente responsáveis.» 3
Notas:
1 James Rachels, Problemas da Filosofia, Gradiva, Lisboa, 2009, pág. 155.
2 Wikipédia, “Clarence Darrow”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarence_Darrow
3 James Rachels, op. cit., pág. 156.
17 de novembro é DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA
Por isso, deixamos aos leitores um desafio.
A partir de uma situação (real ou imaginária), elabore uma reflexão sobre um dos problemas filosóficos seguintes:
1. Quando é que uma ação é moralmente correta?
2. Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?
3. Devemos respeitar todas as tradições de sociedades com uma cultura diferente da nossa?
4. Se afinal vamos morrer, que sentido faz viver?
Boas reflexões a todos!
Podem enviar (até domingo, dia 20 de novembro) a vossa opinião para a caixa de comentários do blogue e, eventualmente, discordar dos pontos de vistas diferentes!
Serão, depois, publicadas as melhores respostas.
Esperemos que a música e a letra, dos DAMA com Gabriel, o pensador possam ser inspiradoras!
Agradeço ao Henrique, sem o entusiasmo dele não teria dado atenção (merecida) à letra desta canção.