sexta-feira, 10 de julho de 2009

Disjunção inclusiva: Nat King Cole ou Stan Getz

“Autumn Leaves” interpretada por Nat King Cole e por Stan Getz. Sugiro ao leitor que não escolha: ouça ambas.

Se tiver tempo clique aqui e ouça também a versão de Miles Davis e Cannonball Adderley. Uma vez que ouvir boa música não é incompatível com a realização de outras actividades, clique aqui e ouça a versão de Bill Evans.

Nota: Uma disjunção é, de acordo com a definição dada no Dicionário Escolar de Filosofia:

«Qualquer afirmação da forma "P ou Q", como "Platão, ou Sócrates, era grego". Uma disjunção é verdadeira se, e só se, pelo menos uma das proposições que a constituem for verdadeira. Isto significa que a disjunção só será falsa se ambas as proposições, P e Q, forem falsas. Mas este é apenas um dos tipos de disjunção, a que se chama inclusiva. Há também a chamada disjunção exclusiva, que se distingue da anterior pelo seguinte: é falsa caso ambas as proposições, P e Q, sejam verdadeiras; por exemplo, em muitos casos a seguinte afirmação é, infelizmente, uma disjunção exclusiva: "Estudo ou vou ao cinema".»

Questões filosóficas = crise existencial?

philosophy

Banda desenhada retirada deste sítio

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seremos responsáveis pelo futuro?

Se o senhor Roberto agredir propositadamente o senhor Luís, é – e isto é consensual - considerado responsável pelo sucedido. O culpado pelo sofrimento do senhor Luís é o senhor Roberto!

Mas, e se o senhor Roberto e o senhor Luís viverem em épocas diferentes e o senhor Roberto fizer propositadamente algo (poluir irremediavelmente um ribeiro, por exemplo) que irá prejudicar o senhor Luís daqui a algumas décadas? Será correcto responsabilizar moralmente o senhor Roberto por esse prejuízo? Será correcto tentar impedi-lo, através dos recursos legais de um Estado de Direito, de realizar tais acções?

A nossa responsabilidade moral cinge-se apenas ao presente ou estende-se ao futuro? Caso se possa mostrar que algumas acções que realizamos no presente terão  consequências futuras muito danosas, haverá algum motivo racional para não as censurar moralmente e não tentar impedir – através da criação de leis – a sua realização?

E, se em vez das acções de um indivíduo, como o senhor Roberto, estivermos a considerar as acções de um Estado – a resposta a essas perguntas alterar-se-á?

Estas são algumas das questões que vale a pena fazer perante esta notícia do jornal Público:

«O esboço da declaração que está a ser preparada para o encontro das 17 nações do MEF (Fórum das Grandes Economias, representando 80 por cento das emissões poluentes) na cimeira do G8 em Itália, que começa hoje, deixou cair qualquer referência à meta de reduzir 50 por cento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2050.»

Sem palavras…

 

Mstislav Rostropovich toca o prelúdio da Suite para violoncelo nº 1, de Johann Sebastian Bach.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Horas extraordinárias não remuneradas

Escrevi um post, no blogue Aula Aberta,  sobre as  condições de trabalho que são dadas actualmente aos professores. Para ler, clicar aqui.

segunda-feira, 6 de julho de 2009