sábado, 3 de outubro de 2009

Identificação, classificação e negação de proposições

1.1 Dizer que as perguntas não têm valor de verdade significa que são falsas. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1.2 Se uma frase é declarativa, então tem valor de verdade. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1.3 Nem todas as frases declarativas são verdadeiras ou falsas. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1.4 Uma proposição é uma frase declarativa com sentido. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1.5 Frases declarativas diferentes podem expressar uma única proposição. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1.6 Uma frase declarativa só pode expressar uma proposição. Esta afirmação é verdadeira ou falsa? Porquê?

1. 7 Diga se as frases a seguir apresentadas exprimem ou não proposições.

A. A pena de morte é o castigo máximo que pode existir num sistema penal.

B. Existe pena de morte na Holanda?

C. Viva a vida!

D. Yolanda, vai ler aqueles textos sobre o problema da pena de morte.

E. Por favor, senhor juiz, não condene este homem à pena capital!

F. Que horror!

G. Juro que logo à tarde te explico porque é que o argumento da dissuasão não prova que a pena de morte é moralmente correcta.

H. Quem comete crimes muito graves merece um castigo muito severo.

I. A pena de morte é uma zona açucaradamente salgada e comprida, embora redonda e mais química que fria ou até verde.

2. Diga qual é o tipo das proposições expressas pelas seguintes frases:

A. Todos os crimes são puníveis com a pena de morte.

B. Nenhum crime é punível com a pena de morte.

C. Nem todos os criminosos são reabilitáveis.

D. Há julgamentos em que se cometem erros.

E. Sócrates foi condenado à pena capital.

F. O filósofo grego Sócrates não era culpado dos crimes de que foi acusado.

G. Se a pena de morte dissuade o crime, então o crime aumenta quando a pena de morte é abolida.

H. Certos políticos não cumprem as suas promessas.

I. Existem assassinos simpáticos.

J. Quase todos os caloiros aceitaram ser praxados.

K. Cada emigrante português é um caso especial.

L. Não há prisões à prova de fuga.

M. Caso não defendas a pena de morte és contra a segurança dos cidadãos.

3. Negue as proposições expressas nas alíneas A, B, C, D, E, F, G, L e M da pergunta 2.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Defesa do voto e crítica da abstenção

Amanhã há eleições legislativas em Portugal. Em diversas eleições passadas a percentagem de eleitores que se absteve foi elevada. Por exemplo: 35,7% nas últimas eleições legislativas e 63,5% nas últimas eleições para o Parlamento Europeu.

votar Na minha opinião, as pessoas que valorizam o facto de viverem num país democrático deviam votar sempre e nunca se abster. A existência de eleições livres é uma das principais diferenças entre uma democracia e uma ditadura. As pessoas que votam, além de escolherem quem vai exercer o poder, exprimem simultaneamente o seu apoio à democracia e à existência de eleições livres. Quem se abstém e não vota faz uma escolha que pode ser interpretada como uma rejeição da democracia ou, pelo menos, como indiferença perante o facto de viver numa democracia ou numa ditadura.

Algumas pessoas justificam o facto de se absterem nas eleições com a circunstância de discordarem de todos os candidatos. É perfeitamente possível, e até razoável (atendendo ao que se vê e ouve em muitas campanhas eleitorais), que um eleitor discorde de todos os candidatos. No entanto, a abstenção não é a melhor maneira de exprimir essa discordância. O voto em branco exprime de modo mais claro e inequívoco uma tal discordância, pois, contrariamente à abstenção, o voto em branco não pode ser confundido com a rejeição da democracia ou com a demissão cívica das pessoas que não vão votar porque preferem ir passear. Quem vota em branco está a dizer que recusa votar naquelas candidatos, mas que quer votar e que é favorável à existência de eleições e de democracia.

Tal não significa, porém, que (como sucede nalguns países) o voto deva ser obrigatório. Se existir uma qualquer sanção para quem não for votar, isso diminuirá o significado político do acto de votar. Este deixará de exprimir um apoio do eleitor à existência de eleições e de democracia. Mesmo as pessoas que rejeitam a democracia ou que lhe são indiferentes tenderão a ir votar para evitar a sanção, pelo que esse acto não poderá ser visto como uma escolha inteiramente livre – em que o cidadão, além de escolher quem exercerá o poder, manifesta o seu apoio ao regime democrático em que vive.

Seja quem for o vencedor das eleições de amanhã, seria bom que a percentagem da abstenção fosse baixa e que quase todos os 9,4 milhões de leitores (ver mais detalhes aqui) fossem votar. Se tal sucedesse seria a democracia que ganharia as eleições.

(A respeito deste assunto vale a pena espreitar aqui.)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como é que filosofamos?

cabeça_vazia

O cartoon, sem referência de autor, foi retirado deste sítio.

«Como é que filosofamos? É visivelmente apenas a partir do momento em que nos encontramos em diálogo com os filósofos. Isso implica debatermos com eles os problemas (...). Uma coisa é constatar e descrever as opiniões dos filósofos, outra completamente diferente é debater o que eles dizem.»

Martin Heidegger, Qu’est ce que la philosophie?, Gallimard.