A) Mudar os programas. Nomeadamente: libertá-los da influência nefasta do “eduquês”.
B) Promover ações de formação para professores tendo em vista a sua atualização científica (escolhendo como formadores pessoas de reconhecida competência científica e não apenas porque têm as credenciais de formador, pois estes na sua maioria só sabem debitar as tretas do “eduquês”).
C) Introduzir exames nacionais obrigatórios num número maior de disciplinas (o exame de Filosofia, por exemplo, devia tornar-se obrigatório).
D) Estabelecer 9,5 valores como nota mínima nos exames nacionais para efeitos de aprovação na disciplina.
E) Fazer exames mais exigentes do que os atuais. E mais rigorosos e fiáveis, já agora.
F) Tornar politicamente claro que essas mudanças seriam duradouras e não seriam revogadas com a substituição do ministro.
Durante um ano ou dois os resultados não seriam bons, mas depois começariam a melhorar.
Hoje é um dia especialmente oportuno para defender essas ideias, uma vez que se soube que os resultados nos exames nacionais de várias disciplinas foram francamente maus. Parece-me óbvio que é preciso tentar uma mudança a sério: ousada, mas pensada e organizada. Uma mudança que não precise de mudança ao fim de pouco meses.


