terça-feira, 14 de julho de 2009

Habla con ella… e connosco!


“Hable con ella”, de Pedro Almodóvar, é – entre outras coisas - a história da amizade entre dois homens.

Benigno (Javier Câmara) é um jovem enfermeiro que cuida de Alicia (Leonor Watling), um linda bailarina em estado de coma. Marco (Dário Grandinetti) é escritor e faz companhia à sua noiva Lydia (Rosário Flores), também ela em estado de coma, depois de colhida em plena arena, durante uma corrida de toiros. E…

Leia mais aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sair da menoridade

DreamingofMagritte

A imagem foi tirada deste sítio.

“O Iluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria se a sua causa não reside na falta de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo sem a orientação de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do Iluminismo.

A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também porque a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor. Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral (…) então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida.”

Kant, “Resposta à pergunta: que é o Iluminismo?” em Paz perpétua e outros opúsculos, tradução de Artur Morão, Lisboa, 1992, Edições 70. pp 11-12.

Para ler outro interessante texto de Kant, clicar aqui.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vale a pena “folhear” o blogue Páginas de Filosofia

O título do post é literal. Vale mesmo a pena. Clique aqui para começar a folhear.

Conformismo: a diferença entre o que pensamos e o que dizemos

Descartes escreveu não sei onde (provavelmente numa carta a um amigo de confiança) estas palavras, úteis tanto na guerra como na paz:

“Não digo tudo o que penso, mas penso em tudo o que digo”.

Se as interpretarmos para além do significado mais imediato (ou seja, não se deve falar precipitadamente, deve-se ser capaz de justificar aquilo que se afirma, etc.), são palavras cautelosas. Talvez pouco corajosas.

metro cala-te Mesmo assim, fazem figura de declaração heróica quando comparadas com as palavras e as atitudes de algumas pessoas muito conformistas. Perante leis de que discordam e contra as quais têm fundamentadas objecções, não se limitam a dizer que a lei é para cumprir mesmo quando se discorda dela. Dizem também que não vale a pena discutir e protestar. No fundo, o que dizem é: devemos obedecer sem pensar.

Claro que essas pessoas estão erradas. Se toda a gente fosse assim, as leis nunca mudariam. Podemos cumprir as leis e, mesmo assim, discordar delas e promover debates e outras actividades susceptíveis de provocar a sua alteração. Ou seja: mesmo quando obedecemos devemos pensar. Fazer isso não significa que somos maus cidadãos e é defensável que constitui, pelo contrário, um dever cívico.

Pode mesmo suceder que consideremos certas leis, não apenas politicamente erradas, mas também moralmente erradas. E nesse caso existe a possibilidade de lhes desobedecermos, não por interesse pessoal, mas devido a essa discordância moral. A essa atitude chama-se “desobediência civil”. E, como é óbvio, para sabermos se se trata realmente de um caso de genuína desobediência civil, e não de interesse pessoal disfarçado, é preciso pensar e discutir o assunto com outras pessoas. (Se clicar aqui pode ler mais acerca do assunto.)

Por isso, apesar de ser social e psicologicamente impossível dizer tudo o que pensamos, é defensável considerar que o devemos fazer com muito mais frequência do que aquela que é aconselhada pelo conformismo.

Não dei propositadamente nenhum exemplo – mas devo dizer que pensei em vários, pois na sociedade portuguesa o fenómeno não é, infelizmente, raro. Se a cara leitora ou o caro leitor, conhecerem algum e quiserem dizer o que pensam… Pensem duas vezes mas não três: a caixa de comentários está à vossa inteira disposição.

A fotografia é da autoria de Rui Lebreiro e pode ser encontrada aqui.

Vem aí a Mulher Invisível!

Como se pode ler no blogue Quarks e Gluões alguns investigadores espanhóis estão a estudar o problema da invisibilidade e a tentar criar materiais invisíveis. O exemplo dado é o manto da invisibilidade de Harry Potter.

Mas eu, ao ler a notícia, deixei-me levar pela imaginação e pela nostalgia das minhas leituras juvenis das aventuras do fabuloso Quarteto Fantástico e pensei logo na Mulher Invisível!

quarteto-fantastico-mulher invisivel quarteto fantástico BD