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| Pintura de Augustus Edwin Mulready |
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1) (banda desenhada)
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
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| Pintura de Augustus Edwin Mulready |
Desigualdade social: a história de Richard e Paula (1) (banda desenhada)

«O homem livre em nada pensa menos que na morte, e a sua
sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida.
O homem livre, isto é, aquele que vive segundo o ditame da
Razão, não é levado pelo medo da morte, mas deseja diretamente o bem, isto é,
deseja agir, viver e conservar o seu ser segundo o princípio da utilidade própria;
e, por conseguinte, em nada pensa menos que na morte, mas a sua sabedoria é
meditação da vida.»
Imagem: pintura de rua de The Rebel Bear, em Glasgow, na Escócia.
«Uma falsa dicotomia [ou
falso dilema] é uma perspetiva enganadora das alternativas disponíveis. Ocorre
quando alguém apresenta uma dicotomia de tal modo que parece haver apenas duas
alternativas quando na verdade há mais.
Por exemplo, na maioria dos
contextos, a expressão “se não estás connosco, estás contra nós” [logicamente
equivalente a “estás connosco ou estás contra nós”] é uma falsa dicotomia,
visto que ignora uma terceira possibilidade (ser totalmente indiferente ao
grupo em causa) e também uma quarta: a de não ter ainda não ter decidido *. (…)
As falsas dicotomias podem apresentar-se acidental ou deliberadamente (talvez isto seja também uma falsa dicotomia). Quando são acidentais, resultam de uma avaliação imprecisa das posições disponíveis; quando deliberadas são uma forma de sofística.»
Nigel Warburton, Pensar de A a Z, Editorial Bizâncio, Lisboa, 2012, pp. 147-148 (tradução de Vítor Guerreiro).
* No cartoon é apresentada uma quinta possibilidade, de resto muito plausível.
Fonte do cartoon: PhilosophyMatters
“Cavaleiro: Eu quero o conhecimento! Não a fé, nem presunções, quero o conhecimento! Quero que Deus me estenda a sua mão, que me mostre a sua face e fale comigo.
Morte: Mas Ele permanece em silêncio.
Cavaleiro: Eu chamo por Ele na Escuridão. Mas é como se não estivesse lá ninguém.
Morte: Se calhar é porque não está lá ninguém.
Cavaleiro: Então a vida é um tremendo absurdo. Ninguém pode viver confrontado com a morte se souber que tudo se resume a nada.”»