Mais detalhes na página do Agrupamento:
http://www.esla.edu.pt/joomla17/index.php/2011-05-02-12-33-35/416-oferta-formativa-2017-2018
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
Mais detalhes na página do Agrupamento:
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Fotografia: “Projeto de Ciência: Separar os componentes de uma mistura”, no Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres, com turmas do 7º ano e do Jardim de Infância.
Objetivos:
1. Explicar o que é o senso comum.
2. Mostrar que o senso comum é útil mas limitado.
3. Explicar a importância atualmente atribuída à ciência.
4. Explicar a perspetiva indutivista do método científico.
5. Explicar as objeções ao indutivismo estudadas: a ciência estuda fenómenos inobserváveis; a observação pura não é possível.
6. Explicar a conceção falsificacionista de ciência.
7. Mostrar como é que o falsificacionismo distingue entre ciência e pseudociência.
8. Explicar a posição de Popper relativamente ao problema da indução.
9. Explicar a perspetiva falsificacionista do método científico.
10. Explicar as objeções ao falsificacionismo estudadas: a sua conceção do método científico é normativa e não descritiva; não valoriza suficientemente a importância dos resultados positivos.
11. Comparar e avaliar o indutivismo e o falsificacionismo.
12. Explicar a perspetiva de Popper acerca da objetividade e progresso da ciência.
13. Explicar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.
14. Explicar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.
15. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.
16. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.
17. Comparar e avaliar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.
A. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.
B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.
Para estudar:
Fotocópias e PDF’s
No Manual: da 202 à 205, da 208 à 210, da 216 à 225.
No blogue Dúvida Metódica:
As teorias científicas são falsificáveis
O falsificacionismo de Karl Popper
Complementar:
Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?
As três palavras mais estranhas
Quando pronuncio a palavra Futuro,
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio, destruo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe no que ainda não existe.
Wislawa Szymborska
Frederico Lourenço é professor na Universidade de Coimbra, na área dos Estudos Clássicos. Traduziu a Bíblia e vários clássicos gregos, nomeadamente a Ilíada e a Odisseia, de Homero, Hipólito e Íon, de Eurípedes, e poemas de diversos poetas. Escreveu também adaptações da Ilíada e da Odisseia destinadas a jovens e alguns romances, contos e ensaios. Em 2016 ganhou o Prémio Pessoa.
A qualidade do seu trabalho promete uma conferência muito interessante, no próximo dia 21 de abril, em Portimão. A organização é do grupo de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, que há vários anos organiza boas conferências filosóficas.
Eis um pequeno exemplo da arte com que Frederico Lourenço muda para português os clássicos, neste caso a poetisa Safo:
Aquele parece-me ser igual dos deuses,
o homem que à tua frente
está sentado e escuta de perto
a tua voz tão suave
e o teu riso maravilhoso. Na verdade isto
põe-me o coração a palpitar no peito.
Pois quando te olho num relance, já não
consigo falar:
a língua se me quebrou e um subtil
fogo de imediato se pôs a correr debaixo da pele;
não vejo nada com os olhos, zunem-me
os ouvidos;
o suor escorre-me do corpo e o tremor
me toma toda. Fico mais verde do que a relva
e tenho a impressão de que por pouco
que não morro.
Poesia Grega de Álcman a Teócrito, organização, tradução e notas de Frederico Lourenço, Livros Cotovia, Lisboa, 2006, pp. 37-38.
Outras traduções de Frederico Lourenço:
Entre um clássico do cinema e um clássico da Filosofia haverá afinidades?
A banda desenhada sobre Hume e outros filósofos poder ser lida AQUI.